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1 Capítulo 1 ( Nathan )


Notas iniciais
Boa noite meu leitores. Só um aviso rápido. Não fiz esta história incentivando incesto ou nada do tipo. Para os que querem saber, embora penso eu que quem tá aqui já deve ter visto a tag com o aviso e não se importa com o incesto kkkk, brincadeiras a parte. Estou escrevendo o máximo que consigo a um ponto que eu não acabe enjoando, então pode não ser aquela história que sai toda semana no mesmo horário, não, quando tiver um capítulo novo eu vou postando, pois estou fazendo esta ficando com o objetivo de me divertir, então espero que gostem.

Acordei me debatendo e encolhido, o frio me castigava debaixo da minha coberta fina. Levei minhas mãos a minhas pernas e pés porém mesmo assim não conseguia senti-los direito. Levantei rapidamente e dei alguns passos em direção a cadeira que ficava ao lado da escrivaninha do meu quarto, onde havia deixado minhas roupas na noite passada. Tropecei em minha mochila pois ainda estava meio sonolento, não cai apenas porque consegui me apoiar na cadeira no último segundo. Vesti minhas roupas o mais rápido que pude. Olhei em volta do quarto, tentando achar um buraco na parede ou alguma goteira no teto, pois o frio que estava fazendo esta manhã era muito maior que na semana anterior. A visão não era das melhores. O pequeno quarto parecia estar caindo aos pedaços, com partes da parede e teto remendadas com outros tipos de tábuas pior ou igualmente velhas. A janela estava com um uma pequena rachadura no canto superior direito, eu sempre cuidava para quando levantar ou baixar está janela não bater com força e terminar o serviço. Peguei minha mochila e a puz nas costas e minha coberta com uma das mãos. Abri a porta do meu quarto lentamente para a madeira não ranger. Senti meu corpo arrepiar quando a porta abriu por completo. Contra todas as possibilidades o lado de fora do meu quarto conseguia estar ainda mais frio. Tive de conter minha vontade de largar minhas coisas, dar a volta, me jogar na cama e esquecer por mais algumas horas dar espaço aos sonhos no lugar dos meus problemas. A esquerda do meu quarto passando um estreito e curto corredor ficava o quarto do meu pai e a frente do meu o de minha irmã. Fui na outra direção onde tínhamos uma pequena cozinha e um banheiro. Fui ao banheiro e me arrumei rapidamente, olhei para o meu relógio que marcava 5:30 da manhã. Abri um armário que ficava ao lado da pia e encontrei apenas um pacote de bolachas e uma lata com um sanduíche pronto. Peguei metade das bolachas do pacote e guardei na minha mochila, o resto eu devolvi ao armário. Peguei também a lata com o sanduíche e caminhei sempre cuidando com os meu passos para não fazer barulho até o quarto da minha irmã. Abri a porta devagar e andei até a cama dela. O quarto dela era um pouco menor que o meu e em compensação mais quente, mesmo assim podia se sentir o frio. Não havia muitas coisas ali dentro apenas um guarda roupas pequeno, uma escrivaninha e cama. Não como se o resto da casa tivesse muitas coisas além do armário cheio de cachaça do meu pai. Coloquei minha mão em baixo da coberta dela e toquei seu braço que estava gelado como o de um defunto. Coloquei então a minha coberta por cima dela o ajeitei. Virei até a velha escrivaninha e pus o sanduíche em cima, para ela não precisar levantar-se. Peguei minha mochila e sai de casa. Ainda estava escuro, porém sair este horário já havia se tornado rotina para mim. Fui correndo para esquentar, por sorte não havia vento hoje. Peguei as bolachas e comecei a comê-las enquanto corria.

- Preciso comprar roupas de inverno para mim e para Katy. — falei para mim mesmo. Sai do nosso quintal virando a esquerda e descendo a rua com o frio castigando meu corpo enquanto mastigava aquelas bolachas ja secas e emborrachadas. A cada passo que dava na escuridão vinha junto de uma sensação de estar sendo perseguido por alguém ou algo que poderia atacar a qualquer momento, não importa quantas vezes eu já tenha feito este caminho essa sensação nunca me abandonou, e acredito que nunca irá. A estrada era vazia como um deserto, todas as casas ainda estavam fechadas, corri por quase um quilômetro e meio nesta mesma rua que cortava a minúscula cidade em que era obrigado a chamar de minha. Cheguei em uma divisória, um dos caminhos levava ao centro do cidade enquanto o outro ao pé da montanha Lindder. Essa montanha é um dos poucos motivos que fazem com que está cidade ainda exista, já que a maior parte dos fundos monetários da cidade vem do turismo da região. Dês de pessoas que veem para tentar a difícil escalada até o topo da montanha, a pessoas que querem ver a neve que cai durante grande parte do inverno rigoroso.

Montanha. É uma estrada reta que possui umas 10 quadras do lado esquerdo e apenas Mato e árvores do lado direito. Seguindo até o final destas quadras você chegará ao local de partida das expedições dos alpinistas. Continuo seguindo pela estrada de chão meio esburacada até chegar neste ponto. A última construção da última quadra é um prédio de três andares, uma loja de esportes, mais especificamente artigos para escalada e sobrevivência na selva. Em comparação com as outras construções por perto, é uma loja bonita e com destaque. A placa preta exibindo o nome da loja em cor de fogo cobria quase todo o segundo andar com os dizeres, IsiSportS com uma cobrança em cada um dos "S" . A cor lilás dos dois primeiros andares entrava em contraste com o vermelho vivo do último andar. Sempre que alguém pergunta ao Johnny o dono da loja ele diz que é para chamar atenção dos cliente e os atraírem. Embora essa seja a única loja de esportes desta região. Pessoalmente acho que ele fez isso apenas por ter um gosto estranho para design. Muitas vezes já o vi usando até mesmo meias de cores diferentes, ou uma vez que trocou cada aro da roda de sua camionete para uma cor diferente, somente colocando ao normal novamente após sua filha se recusar a entrar no carro com ele por vários dias. Peguei a minha mochila e retirei de dentro uma chave, usei para abrir uma das portas de vidro que dava entrada para essa loja. Quando me viram alguns motoristas estacionados já desceram dos veículos e vieram em direção a loja para poderem escolher os melhores equipamentos e sair antes dos outros pelas melhores rotas. Entrei no local e fui me arrastando pela parede direita até encontrar o interruptor. Ascendo as luzes e olho em volta. Os novos equipamentos da temporada de inverno já haviam chegado, estavam nas prateleiras no fundo da loja, porém ainda haviam várias caixas cheias ao lado do caixa. Comecei a abri-las e examinar o conteúdo. Havia de tudo, dês de pederneiras e canivetes a botas e casacos. Rapidamente comecei a separar cada equipamento em seu devido lugar, alguns dos clientes já haviam entrado na loja e examinavam os equipamentos. Diferente de alguns lugares aqui as pessoas não faziam muitas pergunta no que diz respeito ao preço, qualidade e utilidade dos equipamentos, já que a maioria eram profissionais que já conheciam e sabiam o que estavam procurando, visto que Linnder não é uma simples montanha que qualquer grupo de amadores conseguiriam escalar e sobreviver. Ouço alguns passos descendo a escada, me viro e vejo Isis, a filha de Johnny andando meio tonta com cara de quem acabou de acordar e toda despenteada. Ela passa por mim e emite uma saudação ou um gemido quase incompreensível.

- Bom di...

Ela se escora na porta do banheiro atrás de mim.

- Boa tarde. — Respondo para ela em tom de provocação. Ela entra no banheiro e fecha a porta. Continuo a arrumar as coisas e atender a alguns clientes recém chegados quando a porta do banheiro se abre. A garota que sai lá de dentro é quase irreconhecível, se eu não a conhecesse a tempo diria que é outra pessoa. A atenção de todos que estão na loja se voltam para Isis. Seu rosto que antes estava em algum estágio entre vida e morte agora estampa um lindo sorriso que mostra dentes brancos e perfeitos. Sua pele clara e seus olhos verdes combinando muito com seus longos cabelos ondulados cor de chocolate avermelhado, agora muito bem penteados . Todos ficam olhando para ela por mais alguns segundos e então disfarçadamente voltam a fazer oque estavam fazendo, inclusive eu. Ela percebeu e deixa escapar uma pequena risadinha de satisfação.

- O que foi Nathan? Alguma coisa no meu rosto? — Ela fala se aproximando muito perto de mim.

Dou um passo rapidamente para trás e me desequilíbro enquanto ela começa a rir.

- Você me assustou. Além disso tá atrasada de novo. — Falei tentando esconder meu rosto que provavelmente deveria estar corado.

- Ah... Se eu não dormir bastante não vou ficar bonita e você parar de ficar me olhan... — Antes mesmo de ela terminar de falar entreguei uma caixa Pesada que quase a fez cair no chão. Eu deixo escapar uma pequena risada. Ela me olha com o canto do olho enquanto vai levando a caixa ao outro lado da loja.

- meu herói. Não serve nem para arrumar umas caixinhas.

- Não adianta ficar brava comigo. Se não fosse por mim essa loja já teria falido. — Falei brincando com um tom de superioridade para quebrar o gelo.

- Não. — Ela diz enquanto larga a caixa no chão, se vira para mim e senta na caixa com as pernas junto ao corpo abraçando-as, com a cabeça escorada nos seus joelhos e uma mecha de cabelo na frente de um dos olhos.

- Se não fosse esse seu poder doido! A loja teria falido. Por falar nisso qual foi a despesa total do mês passado?

- Ela perguntou levantando a cabeça e jogando a mecha de cabelo com uma das mãos para trás da orelha.

- A despesa em artigos foi de 4.382.56$, em contas gerais da loja foi de 356,80$, o ganho bruto foi de 9.122.00$ e o lucro para a loja contando com o salário de todo mundo foi de 2.102.00$.

Isis se jogou para trás e começou a rir.

Isso é uma das várias coisas que sou obrigado a suportar todos os dias dês de que cheguei aqui. Embora ela tenha perguntado sobre o saldo da loja, eu tenho certeza que a única coisa que ela quer é ver o meu "poder".

- Não importa quantas vezes eu veja, isso nunca vai ser normal. Como que tu consegue gravar tudo isso? — Ela falou ainda rindo.

- Não sei, eu só consigo. — Respondi enquanto fazia algumas anotações em um pedaço de papel.

Dês de que me lembre, após olhar para alguma coisa ou ler um livro que seja apenas uma vez, consigo me lembrar de tudo oque estava nele exatamente como estava, e mesmo após várias semanas preciso apenas dar um passada rápida por cima para relembrar de tudo instantaneamente. Essa minha habilidade sempre me ajudou muito, sendo na escola ou trabalho. Eu terminei o ensino médio quando havia acabado de completar dezesseis anos, a atual idade da minha irmã, pois consegui uma licença especial da escola para pular um ano devido a minha circunstância. Diferente de muitos colegas meus, eu gostava da escola, nunca precisei me esforçar tanto, então durante as aulas aprendi várias coisas como a desenhar, embora a única coisa que aprendi a desenhar sejam mangá. Sim, a escola sempre me ajudou a esquecer meus problemas, porém quando a situação financeira da minha família começou a apertar, minha irmã largou os estudos e começou a trabalhar, então expliquei minha situação a um professor que me ajudou a conseguir essa licença especial. Após acabar meu último ano fiz Katy retomar os estudos. No começo ela se recusou pois sabia que eu queria começar um curso de história avançado quando me formasse, e dizia que eu não devia desperdiçar meu talento, porém após algumas discussões eu consegui convencê-la a retomar os estudos, em troca eu iria trabalhar e estudar sempre que possível, e daqui 3 anos quando ela acabasse o ensino médio tentariamos entrar juntos na universidade da cidade vizinha.

Isis estudava no primeiro ano na época em que entrei no terceiro. Ela era muito amiga de Katy nessa época e veio me procurar para saber oque havia acontecido e porque Katy não estava mais vindo para o colégio. Expliquei nossa situação e a cada dia começamos a conversar cada vez mais, sobre diversos assuntos, viramos melhores amigos.

Após eu terminar meu último ano Isis me ajudou a conseguir emprego na loja de seu pai para que Katy pudesse voltar o mais rápido possível para o colégio, embora ela ficasse um ano atrasada. Dês de então estou trabalhando com Johnny e Isis a um ano.

Olhei para o relógio faltavam apenas dez minutos para as 11 horas, terminei rapidamente de conferir e contar o estoque. Desci as escadas da despensa que ocupavam o segundo andar da loja e fui até o balcão de atendimento, onde Isis já me esperava com o meu pagamento da semana. Peguei o dinheiro, 200 reais. Me despedi de Isis e sai correndo. Fiz o caminho de volta até passar pelo mercadinho, parei para comprar algumas coisas básicas como arroz, feijão, macarrão e alguns bifes de frangos congelados, além de itens de higiene e limpeza. A dona do mercado, a Sra. Léia cuida de seu sobrinho dês da morte de seus pais em um deslizamento que houve enquanto tentavam escalar a montanha, algo que faziam todo ano no começo de janeiro. Sempre que o garoto teve problemas com os estudos eu me dispus a ajudar, e por causa disso a senhora Léia sempre tenta me ajudar ou me agradar quando possível. Ela é uma ótima pessoa, sempre pensando nos outros.

- Nathan. Veio me fazer uma visita? — Ela disse com um largo sorriso.

- Não, só vim porque o mercado do lobo está fechado. — falei com o tom mais sério e frio possível.

- Que pena, então acho que vou ter que dar isso a algum verdadeiro amigo. — ela abriu uma das mãos revelando dois ingressos para a estreia do filme

"A flecha". Um filme baseado em um dos meus filmes preferidos.

Eu peguei os ingressos rapidamente e falei:

- Como eu já havia dito, eu não fui no Lobo porque embora o seu mercado seja horrível eu ainda te amo. — Falei com um sorriso de provocação como que dizendo, sua vez. Lembrei que estava atrasado para prepara o almoço e antes que a senhora Léia pudesse dizer algo comecei a sair:

- Desculpa, tô atrasado amanhã agente conver... — ela atira uma sacola para mim.

Eu seguro:

- Oque tem dentro ?

- Os favoritos da sua irmã. Aproveite o filme, eu ia ir com o Alisson mais ele piorou a sinusite e não quero sair com ele com esse frio. — Aceno com a cabeça me viro e saio correndo:

- Obrigado. Por tudo.

Notas finais
Galera por enquanto é só, eu sei que tá pequeno mais é só o capítulo de abertura, o maior ainda está por vir, desculpe pela organização dos parágrafos, meu celular tem um problema é por isso não posso corrigir isto, espero que entendam. O segundo capítulo já está em desenvolvimento e desta vez como protagonista contará com a tão amada Katy. ( Até logo 0/)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.