Line In Time
3 Começando
Notas iniciais
Espero que gostem ^^
Linha do Tempo
A pequena cadeira-nave fora pousar de maneira desengonçada na ilha que novamente tinha se estabilizado. O choque fora bruto, mas não chegara a lhe machucar, o que era estranho já que estava acostumado a sair de maneira desembestada de volta para seu esconderijo, não muito secreto, e aterrissar com brutalidade dentro dele, de uma maneira que danificasse tanto seu equipamento quanto seu enorme corpo. Pelo menos, pensou, tinha conseguido transformar seus oponentes em humanos, o que facilitaria muito a morte deles. A velocidade tinha decaído alguns poucos quilômetros por hora, no entanto ainda continuavam sobre-humanas, e não duvidava que ainda dariam bastante problemas. Suspirou pesadamente e desceu de sua nave, caminhando pela areia fofa da praia na qual pousara.
Seus olhos encaravam seu esconderijo, pensando nas novas “criaturas” que havia aparecido de repente na cidade, de uma maneira tão estranha que nem ao menos poderia considerá-las humanas. Os equipamentos que possuíam eram bastante peculiares e sabia bem que teria que tomar cuidado com elas. Seu medo agora era que seus robôs, como normalmente utilizava, não seriam capazes de derrotar equipamentos tão avançados, por esse mesmo motivo deveria planejar algo maior e melhor. Algo que ninguém ainda tinha visto, algo que poderia garantir sua vitoria de uma maneira estrondosamente rápida. Talvez utilizasse as esmeraldas caos, mas como? Não conseguiria chegar nem perto. Cada uma delas se encontrava bem escondidas e guardadas nos bancos Tundayck, que se encontravam bem mais modernos do que costumava se lembrar.
Precisava de um guerreiro forte para lhe ajudar a penetrar a segurança, força bruta não mais adiantaria, precisava de agilidade e velocidade... Mas Shadow não mais ficaria do seu lado, agora não tinha como ludibriá-lo pela falta de memória, ele se recordava bem de tudo. Knuckles era fácil passar a perna, no entanto sabia que ele mais utilizava a força bruta. Rouge não mais queria trabalhar para ele, agora estava realmente do lado de seus inimigos, do lado do grupo de Sonic... Sentou-se em sua cadeira, logo depois de ter chegado em seu laboratório bem no topo. Nem mesmo chegou a ouvir as rixas de seus androides, ou os cumprimentos que eles lhe ofereciam. Sentara-se ali e ligara o computador, procurando em seus arquivos algo que lhe pudesse interessar. Até que chegou em uma parte um tanto peculiar.
Existia uma pasta, que havia copiado a muitos anos atrás e nem ao menos se dedicara a dar uma olhada que se chamava: Maria. Tinha sido exatamente por esse motivo que não a olhara, seu avô era bastante apegado a sua pequena neta Maria, e depois de sua morte, depois que a pequena tinha sido assassinada pelas tropas da GUN ao tentar resgatar seu amigo e experiência principal, Shadow, ele se sentira bastante irritado. Criara copias da tal experiência para eliminar os humanos, no entanto o plano fora frustrado por Sonic e seus amigos, junto com a própria experiência que fora utilizada para destruir a Terra. Shadow se perdera no dia, mas de alguma fora ele ressurgira no mundo de Sonic e os ajudara a enfrentar a terrível força alienígena Metarex. Novamente ele havia se perdido e reencontrado quando voltaram, talvez ao utilizar o Chaos Control ele tenha aberto um portal que o trouxe de volta para o mundo dos humanos. Esse pequeno documento que tinha pego dos arquivos da ARK ate o momento não era de seu interesse, mas agora se perguntava porque seu avô colocaria um arquivo no nome de sua neta falecida.
Abriu, já interessado no assunto. Os primeiros comentários contavam tediosamente do estado de saúde da pequena neta, contando como seus ossos e corpo era frágil, propensos a ter doenças que poderiam levá-la a morte a qualquer momento. Em seguida foram apresentadas analises da condição física do projeto Shadow, mostrando sua força física, velocidade, agilidade, potencial de saúde, tudo e então mostrou-se algo que realmente lhe chamou a atenção. Uma maneira de juntar o DNA humano com as capacidades sobre-humanas da tal experiência, criando uma pessoa que poderia superar deficiências físicas e mentais, aumentando sua capacidade cerebral e corporal. No entanto o projeto fora frustrado quando Maria morreu e Shadow fora capturado pelas tropas da GUN. Maria seria a cobaia para testarem essa melhora incrível e parecia que depois de sua morte as experiências acabaria ali, ou talvez isso pensavam as pessoas da GUN.
O Dr. Robotnick continuou suas experiências mesmo estando preso, bolando uma maneira de trazer sua querida neta de volta e ao mesmo tempo dar a ela a saúde que precisava para ser o que pode ser chamado de supersoldado. Logo depois que fora liberado, um pouco antes de morrer, Robotnick criou uma maquina a qual ele denominou como Ressurreição, uma maquina capaz de trazer uma pessoa de volta usando apenas seu material genético. Ele não tivera tempo de realmente utilizar a maquina no entanto o material a ser utilizado estava conservado e guardado nos depósitos de amostras genéticas ainda intacto da ARK, onde a maquina também se encontrava. Um sorriso diabólico então apareceu nos lábios de Eggman, logo que percebera que poderia combater fogo com fogo. A Maria que surgiria dessa experiência seria igual ou até melhor que qualquer um do grupo de animais que enfrentava. Ela lhe ajudaria, com a lábia certa ele a convenceria a fazer parte de seu esquema. E Shadow não sendo mais um ouriço isso seria ainda mais fácil...
— Preparem uma nave! Hoje mesmo partiremos para o espaço! – exclamou de repente fazendo seus subordinados se assustarem. O sorriso ainda estampado no rosto do Doutor os passou calafrios e sem demora atenderam seu pedido. Não seria desnecessário dizer que Eggman se encontrava bastante animado. Talvez, só dessa vez, conseguisse conquistar o mundo como queria e assim tornar tudo seu pequeno parque de diversões.
Mas a linha do tempo agora se encontrava instável e poderia muito bem arrebentar a qualquer instante...
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- Expliquem melhor essa história. – já fazia alguns minutos que se encontravam ali. Todo o grupo, agora como humanos, rodeavam os recém chegados que devoravam a mesa de lanches que lhes era oferecida. Parecia que fazia anos que não comiam, e mal sabiam eles que comidas como aquelas, fartas e deliciosas, tinha se tornado uma raridade naquela cidade, até mesmo no mundo, para pessoas que eram contra a ditadura que se seguia. Para aqueles pobres garotos, o que comiam agora era a melhor comida que poderiam provar em anos! – O que realmente aconteceu conosco em nosso futuro?
— Não podemos contar tudo, isso afetaria a linha de espaço tempo e danificaríamos o futuro de uma maneira bastante drástica, ao ponto de impedir que um de nós chegue a nascer. Por isso mantemos nossas identidades em sigilo. – comentou a pequena de cabelos verdes, a mais nova que se encontrava ali. Por alguns instantes ela ajeitara os óculos que possuía no rosto, parou de comer e ergueu a cabeça, encarando a todos que se encontravam ali. As sarnas que possuía no rosto lhe davam um toque meigo, no entanto o enorme óculos que usava e que aparentemente lhe caia do rosto lhe dava um ar sóbrio e intelectual. – O que podemos lhes contar é que viemos aqui para concertar erros que foram cometidos e assim melhorar nosso futuro. Digamos que vocês falharam em sua tarefa como “heróis” e agora passamos por um sufoco. Como estamos perdendo a “guerra” nós decidimos que seria melhor concertar o erro desde o ponto em que foi criado, trazendo assim a paz para essa cidade e para o mundo novamente.
— E podemos saber quais foram os erros que cometemos? – Rouge se aproximara, sentando no topo do sofá onde os garotos se encontravam, encarando-os com seu tico jeito sedutor. Todos os garotos, exceto um, se encontravam sentados no mesmo sofá. O de cabelos azuis estava no meio devorando com velocidade o lanche que tinha sobre a mesa, não tendo pena de nem um biscoito. Ao lado dele estava o garoto de cabelos brancos arrepiados, comendo com mais calma, mas ao mesmo tempo pressa tudo o que conseguia salvar das mãos do garoto que tinha ao lado. Do lado dele tinha a garota de cabelos prateados, disputando ferozmente contra o companheiro de cabelos azulados, devorando tudo o que via pela frente. Na canto, ao lado do garoto de cabelos azuis se encontrava a pequena de cabelos verdes, que pouco havia comido, mas tinha se satisfeito com muitas torradas, bolos e biscoitos. Já a morena se encontrava sentada no chão, com uma pequena bandeja sobre o colo, com a comida que conseguira separar para ela em toda a confusão.
— Não podemos contar em detalhes, para falar a verdade nem sabemos de tudo. O ocorrido fora escondido de nós por ser um fato muito doloroso porque muitos pereceram em meio a guerra. – respondeu a garota. Os garotos pararam um pouco de comer, ficando de cabeça baixa por alguns instantes imersos em tristezas e lembranças, em pensamentos que ninguém da sala conseguia saber do que se tratavam. Logo a conversa continuou. – Podemos contar que foram derrotados por um ser estranho, criado de um aparelho que poderá ser usado em poucos dias. Ele conseguirá as esmeraldas caos e as utilizará para derrotar vocês e controlar toda a cidade, logo em seguida o mundo. No futuro fazemos parte da resistência e pretendemos derrotar esse ditador que controla tudo. Nosso plano inicial seria esperar que ele fosse liberado e assim destruí-lo enquanto ainda é fraco, de uma maneira que não afete muito nosso futuro. Tentamos evitar muito contato com as pessoas daqui para evitar um paradoxo temporal. Não podemos afetar muito o espaço tempo.
- Bom se esse é o caso creio que podemos ajudar. – Sonic se levantou da cadeira onde se encontrava sentado. Seu sorriso animador fazia com que todos ali, com a exceção do moreno, sorrissem também. Sonic estendeu a mão na direção dos garotos e prosseguiu com animação. – Vocês tem que tomar cuidado com o que fazem, mas nós não. Temos toda a liberdade de nos mover em nosso próprio tempo e como estamos na posse de todas as esmeraldas caos pode ser ainda mais fácil. O que acham? Podemos nos ajudar nessa historia, afinal o que vocês querem mudar é nosso futuro.
Racer então se levantou, com um sorriso igual ao de Sonic, juntando sua mão com a dele em um acordo determinado. Os quatro que observavam, companheiros do garoto de mecha rosa, sorriram com a parceria inesperada, no entanto ainda tinham em mente o risco que isso poderia causar. Se caso eles descobrissem quem eles eram de verdade algo muito ruim poderia ocorrer com o futuro, talvez causar o que eles queriam evitar.
— Creio que agora então vocês poderiam falar o nome de vocês. – interrompeu Amy pulando no sofá que tinha na frente dos garotos. Seu sorriso era enorme enquanto cada um deles encarava um ao outro ainda indecisos com relação a esse assunto. Quanto menos eles soubessem deles melhor seria. – Vamos, isso não vai afetar em nada no tempo. Não podemos simplesmente chamar vocês de garotos do futuro, seria estranho, não acham?
- Meu nome é Racer! – falou o garoto de cabelos azuis e mecha rosa, sorrindo extensamente e apontando para si mesmo. Ele então voltou-se para seus companheiros. – Essa daqui é a Yin. – apontou para a morena que calmamente bebia um corpo de leite, aparentando estar pouco interessada com relação aquilo tudo. Os olhos fechados, a coluna reta, sentada sobre as pernas usando as duas mãos para segurar o corpo. – Não estranhem, ela é assim mesmo. Essa é a Mitsuki. – apontou para a garota de cabelos prateados que com um sorriso acenou um cumprimento. – Esse é Ramon – apontou para o garoto de cabelos brancos que sorriu e se acomodou no sofá, cruzando as pernas do seu típico jeito sensual. – E essa é Estela. – apontou para a pequena de cabelos verdes que novamente voltara a ajeitar os óculos sobre o rosto, utilizando apenas dois dedos para isso. – É o máximo que podemos contar a vocês, e esperamos que não se incomodem quanto a isso.
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A estação espacial ARK fora abandonada a muito tempo, esquecida logo depois do incidente que quase destruíra a Terra e todos seus habitantes. Muitos de seus equipamentos tinham sido danificados quando ela adentrara a atmosfera terrestre e pouco a pouco se tornava uma enorme bola de fogo, mas agora, vagando longe da atmosfera, mas ainda presa a orbita do planeta, a estação se encontrava vazia, deserta, com suas salas aparentemente destroçadas e sem nenhum uso. No momento era para ela se encontrar completamente vazia, mas o som de passos ecoavam por sua couraça de metal, ricocheteando pelas paredes destruídas e quando chegavam no vácuo do espaço o som desaparecia, morria pela falta de matéria.
Pode-se ver então, em um dos corredores daquela enorme estação vultos caminhando calmamente pelos corredores que lá existiam, um utilizava um capacete acoplado em um tanque de oxigênio, procurando assim ter pelo menos um pouco de ar em um meio onde não mais existia tal substancia. Os outros três vultos que caminham junto com ele não necessitavam, suas carcaças de metal eram movidas com eletricidade e não oxigênio, dando assim uma vantagem para sua forma de vida artificial, andando tranquilamente pelos corredores junto a seu mestre, confusos, sem saber o que exatamente procuravam ali.
Primeiro haviam adentrado em um frigorifico gigante, onde amostras de todos os tipos eram mantidas congeladas e preservadas durante anos. Ao que tudo indicava, a pouca energia que restava do gerador reserva que se movia a radiação solar estava concentrada naquela pequena área que milagrosamente não tinha sido afetada até então. Eles caminharam pelas enormes estantes de metal, vendo as amostras congeladas em vidros de todos os tipos e tamanhos. Aviam amostras de fetos mortos, de animais e de seres humanos, amostras de órgãos, danificados ou completamente inteiros, amostras de pedaços de músculos, sejam eles completos ou não... Tudo o que se podia relacionar ao DNA estava ali, mas o que o homem ali parecia querer não era nenhuma daquelas amostras em exposição, mas sim uma que se encontrava escondida, dentro de um compartimento secreto que ficava no fundo de toda aquela sinistra sala.
Para a surpresa de seus acompanhantes não se passava de nada mais nada menos que um pequeno fio de cabelo loiro que tinha sido conservado dentro de um pote cheio de vácuo. Todo o oxigênio havia sido retirado para que assim não danificassem o material contido na amostra e para a sorte ele ainda parecia completamente intacto. Logo depois de pegarem aquela pequena amostras caminharam novamente pelos sombrios corredores da estação espacial, dessa vez se dirigindo para um sala completamente danificada pelas antigas condições que o local tinha sido exposto. Fios elétricos se encontravam expostos, canos que antes transportavam água e oxigênio tinham sido arrebentados e agora estavam contorcidos pelas paredes. Algumas placas de metal do chão tinham sido arrancadas ou completamente despedaçadas, amassadas e danificadas, era quase impossível caminhar por aquele local.
Mas o que realmente interessava o homem que guiava a todos naquela estranha expedição era uma estranha maquina que se encontrava acoplada em uma das paredes do local, milagrosamente estava inteira, apesar de se encontrar com alguns arranhados e amassados ela ainda ligava, mostrando as luzes que indicavam que funcionava perfeitamente. Um sorriso brotou no rosto do homem que ali se encontrava, encarando tudo aquilo como um bom começo. Talvez sua sorte estivesse começando a mudar e seus planos finalmente estivessem próximos do sucesso. Agora precisava ver se o Doutor Robotnick era tão esperto quanto se acreditava. Se ele realmente criou uma maquina de ressurreição e que ainda poderia fabricar super humanos poderia finalmente montar seu próprio exercito e assim conquistar o mundo.
Colocou o pequeno fio de cabelo no local necessário e então deixou que a maquina trabalhasse como deveria. Tudo se encheu de um enorme clarão por alguns instantes segando a quase todos que se encontravam, não permitindo que percebessem que outra pequena amostra, há muito perdida no espaço e que por um mero acaso tinha vagueado sem rumo até ali, caindo exatamente dentro do tubo onde se coletava as amostras, tinha causado uma nova reação. Os monitores que marcavam o que ocorriam mudaram seus dados, mudando de uma cor amarela para uma completamente avermelhada. Tudo não tinha passado de segundos, não precisou mais que isso para que finalmente tudo aquilo sucedera e a reação terminasse. A maquina de ressurreição tinha terminado seu trabalho e agora abria suas portas revelando o que tinha criado.
Primeiro, tudo o que os espectadores conseguiram ver foram dois brilhos azuis, reluzindo dentro do aparelho como uma maquina que tinha acabado de ser criada. Logo em seguida o que estava lá dentro deu um passo para fora, tocando o metal frio que compunha a sala, mostrando ser um pé e uma perna humana, com uma pele clara e delicada. Logo em seguida o outro pé saiu do local, deixando então a mostra o que havia sido criado. Uma garota, de longos cabelos loiros que lhe escorriam até o quadril, os olhos azuis encaravam a tudo como se analisasse cada detalhe a sua volta, o corpo se encontrava completamente despido, mostrando as curvas do que seria uma garota de agora dezessete ou dezoito anos. Todos se assustaram no inicio, encarando a pequena garota que de inicio tinha os olhos sombrios, frios... Até que se fecharam.
Ela desmaiara e por sorte fora segurada por um dos robôs que ali se encontravam. O homem, ainda bastante impressionado fez um pequeno sinal, virando as costas e caminhando para a fora, andando de volta para a nave que tinha vindo com um enorme sorriso no rosto. A maquina funcionara, e se tudo tivesse ocorrido de acordo com o que se encontrava escrito nas anotações então seria muito fácil pegar as sete esmeraldas caos e assim conseguir dominar o mundo como bem queria. No entanto, por causa dessa sua felicidade e pressa para adentrar em sua nave e partir, não percebeu a sombra que o seguia, passando pelas paredes como uma cobra traiçoeira, deslizando e esgueirando-se de maneira argilosa pelos metais soltos, desviando de fios iluminados, ainda possuidores de energia. Algo tramava, adentrando logo depois dos robôs, se escondendo em um pequeno canto escuro da nave, apenas esperando uma boa oportunidade para começar a agir e começar seu reinado todo novamente...
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Encarou aquele enorme monumento, pensando, se perdendo em memórias de um passado que parecia nunca ter existido, de tão rápido que havia se passado. Pensava que se talvez um pouco desse passado tivesse sido diferente pudesse ter evitado o que se passava agora nesse presente tão sombrio. Sentia como se a culpa tivesse sido sua por não ter-lhe contado a verdade há muito tempo, por não ter dito finalmente a verdade sobre seu nascimento desde o principio para que assim ele soubesse porque as coisas eram como se passavam sempre com ele. Talvez também, se tivesse dito a ele o que havia acontecido depois daquela noite, se tivesse dito antes... Se tivesse contado antes ele poderia não ter ficado com raiva, poderia tê-lo protegido de melhor maneira, sem precisar ter partido e deixar a todos derrotados com sua partida... Nada era igual sem ele, como nada era igual sem seu filho.
Fechou os olhos, juntou as mãos e pediu, implorou para que seu filho ainda estivesse bem, que pudesse ajeitar todas as coisas de errado que estavam acontecendo naquele exato instante, que pudesse mudar o passado e assim concertar o presente. As lágrimas agora lhe escorriam pela bela face já atacada pelo tempo, as memórias não queriam parar de vir e o coração saltava de medo e esperança. Se bem pudesse, de alguma forma, ajudar, fazer algo e não ser apenas um estorvo como fora há muito tempo queria poder ajudar seus filhos a mudar alguma coisa, a deixar tudo diferente, tudo melhor e quem sabe ter os dois de volta.
- Ele cresceu tanto... – murmurou para a enorme estatua que tinha a frente, erguida para ele, logo depois de sua morte. Um trágico meio de se lembrar de alguém que amara, sofrera por ela e ao mesmo tempo lhe dera tanto. Abriu os olhos, mostrando o verde brilhante que eram, tão belos quanto qualquer esmeralda, mas sem o mesmo brilho de alegria e esperança que há muito tinha perdido. – Você deveria ver, ficou igualzinho a você. Penso que talvez, de alguma forma, você tenha dado essa ideia a ele para que assim possa ficar ao lado dele novamente. Se consegue me ouvir, de algum modo, aí no passado, peço para que cuide bem dele. Verá que ele será de grande ajuda...
Notas finais
Bjsss
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