Notas iniciais
O sobrenome "Silva" dos irmãos é invenção minha.Essa história também é um tributo ao Museu de arte contemporânea de Niterói, minha cidade.Aproveitem

O mundo se tornou a terra dos mortos. O inferno era real. Não era mais um mito ou parte de uma crença... O medo e a morte se casaram, e o filho deles se tornou uma pandemia...

Cadáveres... Os cadáveres caminhavam... E tinham fome... Fome pela carne dos vivos.

Uma fome voraz que parecia ser contagiosa. A fome perseguia os irmãos Silva, tanto estava fora quanto dentro deles. Eles estavam na beira de seus limites, tomados pela adrenalina e pelo medo. A sobrevivência nunca em suas vidas foi um bem tão precioso.

Eles corriam velozes, tirando energia de onde nem sabem se existe. A multidão de mortos rosnavam ameaçadores enquanto perseguiam suas presas.

Luan e Uodson avistaram uma construção em formato de Disco Voador. A memória de ambos imediatamente reconheceu o museu de arte da cidade na qual estavam. A visão daquele lugar foi como encontrar um pedaço de terra depois de ficar dias no mar... Um mar cheio de mortos.

–Vamos nos abrigar ali!- Uodson, o mais velho, gritou. Por ser mais forte e atlético ele estava na dianteira enquanto o menor se esforçava para acompanha-lo.

–Certo!- Luan disse, ofegante.

Eles desceram por uma rua, cheios de expectativas. Com um facão Uodson cortava as cabeças dos cadáveres que tentavam ataca-lo pelo caminho. Luan deu um tiro com sua pistola em um morto que quase agarrou seu braço. Ele evitava atirar, pois sabia que só atrairia mais atenção dos monstros.

Eles em fim chegam no portão do museu, que se encontrava meio aberto. Haviam 5 mortos perambulando no pátio do lugar.

Luan reparou em umas correntes e um cadeado quebrado no canto da entrada. Ele concluiu que eram usados pra trancar o local.

Os irmãos trocaram olhares, e entraram no pátio.

–Tranque o portão que eu mato esses defuntos!- Uodson ordenou, resumindo o plano em uma frase.

Luan assentiu com a cabeça e pegou um objeto da sua mochila... Era um cadeado rosa em formato de coração, pertencia á sua falecida namorada. Por mais que fosse um dos poucos objetos que guardava de lembrança de sua antiga amada, ele precisava usa-lo para sua sobrevivência... Ela aprovaria isso.

Luan beijou o objeto e trabalhou.

Rapidamente, Luan pegou as correntes e enrolou pelas grades dos portões. A adrenalina fez com que ele fosse ligeiro e ao mesmo tempo que o laço ficasse firme. Faltando menos de um metro para a horda de monstros chegar no portão Luan fecha o cadeado unindo as extremidades da corrente.

Sem dó e nem piedade Uodson cortava e furava as cabeças dos zumbis no pátio. Ele era ágil e muito forte, o manejo da lamina era quase dançante. Luan observou seu irmão matar os últimos cadáveres.

Quando o mais velho terminou sua parte do plano, seu olhar cruzou com o do irmão. Luan ficou apreensivo com a tamanha energia selvagem que Uodson emanava... Os músculos tatuados e definidos, suados...

Uodson sorriu.

–Bora explorar?- Ele disse e seguiu caminho para o museu.

Luan assentiu, dando um sorrisinho de vitória. Ele logo começou a tomar consciência que estava confuso. O medo e o desespero agora estavam anulados, permitindo que o jovem pudesse raciocinar.

Luan sentia que estava mudando durante esses três dias. Ele nunca foi tão dependente do irmão quanto hoje. Ele gostava da sensação de estar sendo protegido. Uodson era a sua família agora, a única pessoa viva que ele amava... Amor... A palavra em pensamento pra Luan soava estranha agora... Por que Luan estava preocupado se o amor que ele sentia não fosse da mesma intensidade que o de Uodson?

Enquanto subiam a rampa, o menor se viu admirando a bunda do irmão, que fazia um volume bem generoso contra o jeans... Falando em volume... Outro crescia, só que entre suas pernas...

Luan sentiu-se envergonhado. Estava excitado pelo próprio irmão. Não, isso não era certo. Já fazia muito tempo que Luan não transava, devia fazer mais ou menos um mês. As saudades da Luciana nunca foram tão intensas... As lembranças dos beijos e das duas vezes que transaram passavam por sua mente... E sem querer acabou imaginando seu irmão em uma das memórias, e fantasias foram sendo construídas... Sendo submisso, acolhido por braços musculosos e suados...

–Luan! -O jovem então despertou-se de seus devaneios, e reparou que o irmão já havia conseguido abrir a porta... Na verdade a porta já estava aberta.- Vem pra dentro.- Ordenou o irmão sério.

Luan obedeceu. Nesses últimos tempos, Uodson também havia mudado. Eles estava mais sério e quase monossilábico o tempo todo.

Desde que nasceu, Uodson sempre culpava Luan por tudo de ruim que acontecia na própria vida. Os dois nunca foram grandes amigos. Luan às vezes sentia que Uodson foi obrigado a amar seu irmão, por causa da falecida mãe. Agora os dois estavam numa situação muito complicada.

Luan sabia que com certeza, Uodson o culpava pela morte da mãe. Era difícil dizer se o mais velho não preferiria culpar o grupo inimigo que atacou o acampamento onde sua família viveu por semanas. O som dos dois tanques de guerra bombardeando ainda ecoava no seu sistema auditivo. O grito das mulheres sendo estupradas...

Luan balançou a cabeça, afastando as lembranças.

Os dois exploraram o local. Não havia zumbis. Tinha muitas sobras de comida e materiais cuja maioria Luan concluiu que seriam vestígios de obras de arte quebradas. Eles também puderam ver que alguns grupos já passaram por esse local, e certamente não haveria muitos suprimentos pelas redondezas.

Eles olharam pelas janelas do museu. Uns pontos era a bela vista da imensidão do mar, as praias, os prédios abandonados... E tinha a vista do portão... Os zumbis lutando para invadir o local, sedentos de fome... Os mortos sentiam o cheiro dos irmãos de onde estavam. O cadeado da Luciana era a proteção, um guerreiro suportando a força de dezenas de demônios.

–A Lu está nos protegendo.- Luan comentou, reflexivo.

–Mas ela não vai aguentar por muito tempo. Vamos passar a noite aqui e depois procurar outro lugar.- Uodson disse e se afastou do irmão.

–Como vamos sair?

–A gente da um jeito.

Luan reparou que Uodson olhava para o mar, e nem fez questão de perguntar se o mais velho já tinha alguma ideia.

Luan acabou vislumbrando o seu protetor tirando a camisa... Ele ainda estava meio suado, o peitoral era volumoso e dava para lavar roupa naquela barriga, sem falar nas tatuagens que combinavam perfeitamente com os músculos e sua pele bronzeada...

–O que foi?- Uodson disse, estranhando e sério.

–Nada.- Luan respondeu, desviando o olhar e ruborizando. Ele se deu conta que estava babando pelo irmão...

Com um suspiro aliviado, os dois sentam-se e vasculham suas mochilas atrás da ultima marmita de comida que fizeram. Era a ultima comida que a mãe deles fizeram. No momento que estavam fugindo do ataque do antigo acampamento eles recolheram o máximo de suprimentos e objetos importantes que podiam. E é claro, as marmitas da mãe foram as primeiras.

Ambos queriam saborear sozinhos o ultimo vestígio de carinho que restara da pessoa que mais amavam na vida. Luan se lembrou dos tempos em que tudo era mais fácil, antes do mundo se tornar um inferno... “Saudades daqueles tempos” Luan pensava.

Ele imaginou o que seria deles depois que saíssem do museu. Será que conseguiriam aprender a fazer refeições descentes todos os dias? Conseguiriam achar outro acampamento que os aceitassem? Sobreviveriam até lá? Luan sobreviveria pelo menos á queda eminente ao mar?

Luan sabia que Uodson tinha tudo para sobreviver. Era forte, ágil... E seria aceito por outro grupo de sobreviventes sem dúvidas. Luan se via como um peso morto. Sua mira com a arma não era 100% precisa. Depois do irmão mais velho, o bem mais valioso de Luan era a sorte.

O mais novo afastou os pensamentos negativos e voltou nas boas lembranças.

Depois que terminaram de comer, eles deitaram e trocaram nenhuma palavra por quase uma hora.

Depois que descansou a comida, Luan foi procurar um dos livros na sua mochila. Não existia televisão ou internet no inferno, uma das formas de entretenimento que sobrou era a literatura.

Uodson ficou caminhando pelo museu, seu tédio era evidente. Tinha sobrado alguns quadros e esculturas, mas o irmão mais velho não entendia muito sobre arte e não tinha um senso de avaliação artístico. Então começou a olhar com interesse para o objeto que seu irmão lia.

–O que você está lendo?- Perguntou Uodson.

Luan então congelou e engoliu em seco. Pois o conteúdo do livro entregaria o seu segredo mais profundo....

Olhares na Escola.- Luan respondeu, nervoso e quase gaguejando.

–Fala sobre o que?

Luan não sabia bem como responder. Sua imaginação para uma mentira o deixou na mão. Uodson percebeu que seu irmão ia mentir e num movimento súbito tomou o livro da mão de Luan e leu a sinopse.

–Uodson espera!- Luan disse, mas o mesmo não conseguiu impedir.

Ficou parado, vendo o irmão lendo com uma expressão séria o conteúdo da história. Com a mesma expressão séria, Uodson olhou para Luan e jogou o livro no chão. E o mais velho voltou a caminhar pelo museu, sem dizer uma palavra.

Luan se sentou e começou a chorar. Agora estava tudo acabado. Uodson iria abandona-lo com certeza. Ele não conseguia imaginar Uodson aceitando sua orientação sexual. “Ele não vai aceitar ter um irmão viadinho”.

Luan imaginou Uodson indo embora nesse momento, pulando o penhasco e deixando o mais fraco á mercê dos zumbis que pelo menos até amanhã quebrariam o portão.

Uma hora se passou. E Luan começou a sentir alguém se aproximar dele. O jovem imaginou ser um zumbi... De olhos fechados, ele esperou ser devorado por seu predador.

Nenhuma mordida ou cheiro de carne podre. O que Luan ganhou foi um abraço. Ele abriu os olhos e reconheceu a silhueta musculosa, bronzeada e tatuada do irmão. Uodson estava abraçando ele!

Luan então consentiu o abraço e voltou a chorar de novo. Emoção pelo tamanho afeto do irmão misturado com o medo disso ser um sonho. O menor acariciou os relevos nus de seu protetor. Sentiu o cheiro de seu cabelo e seu pescoço. Cheiro de suor, de pele...”De um macho genuíno”.

Uodson olhou para o irmão. Ambos trocaram olhares, como se conversassem mentalmente. Suas bocas se aproximando, com sede uma da outra... Um beijo. Eles se beijaram.

Levados pelo calor do beijo, os dois se deitaram. Uodson em cima de Luan. Suas bocas dançavam escaldantemente. Os dois rolaram e Luan ficou em cima. O menor tirou a camisa e admirou o corpo do irmão antes de usufruir do que ansiava á muito tempo. Outro beijo quente. As peles de seus corpos tocando.

Luan fez uma trilha de beijos por aquele corpo musculoso. Ele mamou gostoso cada um dos peitos arrancando suspiros do mais velho. Passou a língua no tanquinho e desceu até o volume que se formava no ventre de Uodson. Rapidamente Luan abriu o zíper e com a ajuda do próprio irmão tirou a calça e a cueca, libertando o tão desejado mastro.

Luan analisou aquele pau suculento. Era bem grande e com uma grossura boa. Ele cheirou e em seguida começou a lamber. Chupou a cabecinha e tentou colocar o que conseguia na sua boca. Subindo e descendo. Uodson apenas relaxava e usufruía do belíssimo boquete do irmão, que mostrou ser bem experiente. O mais velho acariciou os cabelos do menor. Luan tentou por ele todo na boca, mas estava difícil, Uodson tentou ajudar, forçando a cabeça dele, mas parou no momento que o viu tossir.

–Desculpa.- Disse Uodson.

–Tudo bem, mano.- Luan respondeu com um sorrisinho e voltou a chupar seu picolé sabor Uodson.

Uodson gemeu, gemeu e gemeu...

–Para Luan.- Uodson imediatamente puxou ele pelos cabelos, num momento desesperador para não gozar nesse momento.

–Ai!

–Desculpa...

–Tudo bem... O que foi?

–Não quero gozar assim... Será que...- Uodson coçou a nuca, com receio de fazer um pedido bem ousado pro mais novo.

Luan então entendeu, e deu um selinho no seu protetor. O mais novo começou a tirar a calça e a cueca ficando nu também. Uodson admirou a nudez daquele corpo magro. Luan ficou de quatro e empinou a bunda na direção do mais velho, como se dissesse que estava prontinho.

Uodson sorriu e beijou aquele cuzinho, o lubrificando. Luan tremeu de tanto tesão com a dança daquela língua. Então Uodson parou e suspirou.

–Esta pronto?- O mais velho disse.

–Esperei por isso desde a puberdade.

–E a Luciana?

–Eu espero por muita coisa, mano. Mete logo.

Uodson sorriu e obedeceu. Ele começou a penetrar. O buraquinho era muito apertado. O pau entrava lentamente.

–Você é virgem?- Uodson disse, com esforço na voz.

–Era.

Dor e tesão, de ambos os lados. Mas a saliva ajudava um pouco. Ambos gemiam ferozmente, como se não houvesse amanhã. Uodson se esforçava pra colocar tudo. Ele chegou a cogitar que uma camisinha seria melhor... Mas ele não sentiria o mesmo tesão que o de agora. Luan mordia os lábios, pequenos fios de lágrimas escorriam por seu rosto. Era uma das maiores dores de sua vida... Mas ele amava essa dor. Uodson parou:

–Quer parar agora?- O mais velho perguntou.

–Não, continua... Quero você todinho dentro de mim.- Luan sorriu e sua expressão estava evidente que Uodson podia prosseguir.

E o esforço voltou... Em fim, o ventre de Uodson roçou no traseiro de Luan. O protetor se inclinou para beijar os lábios do irmão. Foi um beijo intenso em contraste com a dor.

Uodson fez leves movimentos com quadril só para o ânus do passivo se acostumar com a pressão. Luan fechou os olhos e se deliciou com a sensação profunda.

Aos poucos Uodson intensificava o vai e vem. Ambos gemendo. Em poucos segundos o mais velho já socava o quadril contra o traseiro de seu protegido. O cu já acostumado com a dor e a pressão. Uodson mais uma vez levou seus lábios para os do Luan e eles beijaram intensamente de novo, mas os quadris do mais velho não paravam, continuava fodendo. O som das peles se tocando eram como palmas para um espetáculo.

–Eu vou gozar... Luan!- Uodson anunciou, selvagem.

–Goza.- Luan pediu.

Como o disparo de uma arma, Uodson esguichou seu leitinho dentro do seu passivo. Eles caíram no chão, um em cima do outro, com a respiração ofegante.

–Quero gozar.- Luan refletiu.

Uodson então se alarmou. Ele não sentia desejo de chupar ou dar sua bunda pro seu irmão mais novo... Porém, ele podia fazer uma coisa.

Ele se desconectou de Luan e o fez deitar com o pau pra cima. Luan esperava ser chupado. Uodson ficou mexendo naquele membro de tamanho médio e duro... Sentiu-se tentado a experimentar chupar... Mas ele não ia conseguir.

Uodson deu um selinho na cabecinha do pinto de Luan e cuspiu uma boa quantidade de saliva e catarro naquele membro... E começou a masturba-lo. Não era o que Luan esperava, mas de qualquer forma era muito prazeroso... Era a mão grande e forte do irmão lhe dando prazer.

Luan fechou os olhos e se deixou levar pelo tesão. Ele gemeu e se contorceu levemente. Ele começou a fantasiar sua falecida namorada quicando aquela bela bucetinha no seu pau... Depois imaginou Uodson quicando, aquela bundinha de macho volumosa e morena todinha sua. Luan estava perto do ápice quando sentiu os lábios do irmão o beijarem de novo. A valsa dos lábios combinado com o rebolar delicioso da punheta.

Luan deu seu ultimo grande gemido ainda com a boca na do seu irmão. E gozou litros e litros... Melando a mão, o braço e um pouco das costas de Uodson e parte de sua própria barriga.

Os dois trocaram sorrisos de triunfo. Uod abraçou Luan de lado e o menor deitou em seu ombro. Luan ficou acariciando as costas de seu protetor, e em seguida desceu as mãos para a formosa bunda e apertou-a. Uodson deu um pequeno riso no pescoço do menor.

–Só em sonhos.- Uodson fez questão de avisar.

Luan riu também.

–Nunca diga nunca.- Ele rebateu.

Uodson ia discordar, mas depois lembrou quem estava em seus braços... Além de ser um homem, era seu irmão... Quase todos os limites foram quebrados nesses últimos minutos.

–É... Não sei... Talvez bêbado...- Uodson refletiu.

–Cu de bêbado não tem dono.- Luan disse e gargalhou.

Uod deu um tapa na bunda do seu passivo.

–Ai.

–Quem é o macho da relação sou eu.- Uod disse, em tom de brincadeira, com uma voz de falsa autoridade.

Luan apenas riu. Por incrível que pareça ele não se sentia ofendido. Orientação sexual, gênero, sexo... Nada disso importava mais... Era apenas os dois ali e ponto.

O sol já se pôs e a noite ia caindo. Ainda abraçados, muitos pensamentos percorriam a mente deles.

–Como será agora?- Luan perguntou.

–Continuara como esta sendo, só nos dois.

–Então estamos casados? Ou seria namorando?

–Meio estranho... Na verdade nem sei direito o que é isso que nós temos agora.

Os dois pensaram por um longo tempo.

–Podemos apenas chamar isso de amor. É só nós dois agora contra o mundo... Não estamos mais numa sociedade.

–Gostei desse termo... Amor.

–Eu te amo.

–Também.

Luan deu um tapa na bunda de Uodson.

–Ai, o que foi que fiz?

–Fala direito, po.- Luan disse, com um sorriso zombeteiro.

–Também te amo, satisfeito?- Uod respondeu, meio gemendo, o tapa foi bem forte.

Luan apenas respondeu com um beijo. E o resto da noite foi apenas amor, carinho e troca de adjetivos e promessas. Naturalmente, ambos dormiram abraçados e tiveram a melhor noite em dias.

No dia seguinte, os dois já estavam vestidos e preparados para abandonar o primeiro ninho deles. A manada de zumbis que lutava contra o coração metálico tinha duplicado e estava prestes a quebrar o portão. Os irmãos estavam aliviados por decidirem partir á tempo de escapar deles.

Uod e Luan estavam na beira do penhasco. Lá embaixo estava o mar, frio, e só Deus sabe se não haveria pedras lá embaixo... Mas era o único caminho...

–Você acha que vamos sobreviver?- Luan perguntou, com o medo evidente na voz.

–Acho que sim... Mas vamos ter que dar o maior salto de nossas vidas se não quisermos bater em pedras.

Luan engoliu em seco. Uod pegou o rosto do irmão com as mãos e deu o ultimo beijo antes do grande salto de suas vidas... Eles nunca fizeram algo parecido na vida. E ambos dividiam a mesma fobia de altura, mas Uod era mais confiante e conseguia abafar o próprio medo... Ele precisava ser confiante.

O beijo foi puro amor. Não havia luxúria. Era o puro acolhimento.

Eles pararam e Luan viu algo pelo canto do olho.

–O que foi?- Uod perguntou.

–Achei que tinha visto um pássaro verde... Ele tinha sapatos.

Uodson olhou para a mesma direção do irmão, mas não viu o curioso animal. Antes que pensasse numa boa explicação da repentina ilusão de Luan, ambos ouviram o portão se quebrar... O cadeado estava quebrado e caído no chão.

A horda de mortos correu imediatamente na direção do casal.

Os irmãos trocaram olhares. Deram as mãos, e contaram até três. Pegaram impulso e saltaram para um destino incerto.

Notas finais
Deixarei pistas na história "O estranho universo de Tai" sobre o destino dos irmãos Silva."Olhares na escola" é uma história que existe na vida real, e é uma saga que esta no segundo volume, e inclusive é uma fic do Nyah... É uma história muito boa e quente. Claro, a referência foi uma homenagem que fiz ao meu grande amigo Wilkens Pevensive.Quero comentários! Toda crítica é bem vinda! Aceito recomendações também.Espero que tenha valido a pena a leitura.Beijos e abraços
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!