Limiar entre o amor e intrigas
37 Alice x Teddy
POV ALICE
Minha cabeça parece que vai explodir. Eu estou pensando como utilizar a informação de Theodore está com a cunhada da Ava. Estou ferida e preciso ferir alguém também.
Deixo os meninos em suas respectivas salas. Quando vejo Ava não resisto vou até ela.
__ Alice. –ela diz sem emoção.
__ Ava você sabia que sua cunhada é amante do meu marido?
__ Amante? Você está errada Alice. Eles estão namorando. Se amando.
Trinco minha mandíbula com a raiva.
__ Agora é assim que se chama uma mulher ficando com um homem casado? — Mostro minha aliança.
__ É assim que se chamam pessoas que se conhecem e se gostam. –ela diz impaciente.
__ E você está adorando isso não é Ava? Está se sentindo vingada?
__ Alice quando Theodore me largou para ficar com você tudo bem, todos compreenderão que não se manda no coração. Agora que te largou por perceber que na verdade nunca te amou e ocasionalmente conheceu a Alexa que é uma mulher incrível, se envolveu com ela e provavelmente está descobrindo o amor com ela, aí você julga. Está pensando só em você, aonde está aquela Alice tão boazinha? — Não deixo de perceber sua voz irônica.
__ Eu tenho filhos com ele...
__ Isso não impede nada. Filhos não prende um homem. O que prende um casal é amor e pelo jeito isso faltou com vocês, tanto que ele me perturbou até encontrar o rumo dele. Volte ser a Alice boazinha e deixe ele ser feliz para que talvez você seja também. –ela diz saindo e me deixando com um monte de desaforos entalados na garganta.
Volto para casa arrasada. Está doendo tanto. A vagabunda está usando um anel. E que anel. Será que ele realmente se apaixonou por ela? Estou perdida em pensamentos quando a voz que eu mais amei escutar, chega a meus ouvidos em tom frio e distante.
__ Alice por que foi procurar a Alexa?
Olho para ele me ajeitando na poltrona do nosso quarto.
__ Vejo que agora entra sem bater. Esse não é mais seu quarto.
__ Me responde. –ele rosna.
__ Fui conhecer a vagabunda que está te afastando da sua família.
__ Já tivemos varias conversas e eu juro que essa é a ultima vez que vou te explicar, eu não te amo, eu não aguentava mais o nosso casamento, eu queria a liberdade, eu queria conhecer um amor de verdade. Eu não irei voltar com você.
Suas palavras são como faca entrando em meu coração.
__ Não se preocupa com seus filhos?
__ Sim. Principalmente porque eles têm uma mãe que resolveu ficar instável. Eles poderão sempre contar comigo, eu os amo. Mas nosso casamento acabou.
__ Tudo por que ela está virando sua cabeça...
__ Tudo porque eu não aprendi a amá-la. Sentia carinho e admiração pela sua coragem e força. Mas até isso você está destruindo. Você agrediu fisicamente e emocionalmente a minha namorada, a mulher que você querendo ou não será minha nova família.
__ Teddy não faz isso, não destrua tudo, você está confuso, isso vai passar. Não me faça sofrer assim e nem as crianças. Nós não merecemos isso. Estou disposta a esquecer tudo e continuar com você.
__ Alice não. Entenda de uma vez. Eu não irei voltar com você. E só vou te avisar de uma coisa se aproximar de novo da Alexa juro que conhecerá um Theodore do qual desejará nunca ter ouvido falar.
Ele sai me deixando em prantos. Eu o perdi. Agora não tem mais jeito.
POV CRISTO
A conversa com Emilly me chateou muito. É pressão para todos os lados. Por que essa mulher reapareceu na minha vida¿Por que meu Deus¿ Eu me sinto péssimo com meus pensamentos. Tem uma criança envolvida nisso tudo. Alias três crianças. Eu não posso esquecer que meus filhos com Ava também são afetados. Resolvo dar uma olhada melhor no dossiê que o Grey fez para Ava. Realmente Emilly anda gastando o que não tem. Aqui constam várias dividas. E ainda assim ela não diminuiu o padrão de vida, o que é curioso para uma pessoa que está tão endividada. O mais estranho é que aqui não consta nenhuma gravidez, nenhum filho e todo o resto sim, até árvore geológica. Dou uma olhada nos principais trechos do relatório. Os que mais me interessam.
Nome: Emilly Marie Sulivan
Idade: 26 anos
Relacionamento: Ultimo relacionamento com o motorista da própria família.
Formação: -
Patrimônio: Reduzido a 10% no ultimo ano devido a dividas e falência da empresa do pai.
Situação financeira: instável
Vou para casa. Preciso ficar de olho em Ava. Ela já teve sangramento e anda agitada.
__ Deitada tão cedo amor¿ — entro em nosso quarto. __ Está sentindo alguma coisa?
__ Cansaço amor. Pés inchados. –ela diz com um sorriso.
Observo minha mulher. Minha esposa. E toda a nossa vida passa em minha cabeça como em um filme. Quando nos conhecemos, ela bateu em meu carro. Assim que coloquei meus olhos nela senti uma pressão dentro do peito, algo que nunca tinha sentido. Nunca senti tanto prazer na cama, e olha que sou um conhecedor de mulheres. Eu a amei desde o primeiro momento. E eu teria criado Chris ainda que não fosse meu filho. Eu só não viveria sem ela.
__ Hei! O que tanto pensa? — ela me traz de volta a realidade.
__ O quanto eu te amo. – me aproximo mais. __ O quanto sou louco por Christopher filho. – acaricio seu ventre já volumoso. __ E como essa garotinha faz meu coração bater mais forte.
Ela sorri tão abertamente. Meu coração até dói. Não queria que nada a machucasse, nunca.
__ Papa! Mamã!
Olhamos para a porta. Nosso menino se encontra parado em expectativa.
__ Venha aqui garotão. –digo sorrindo.
Ele se aproxima. O pego e coloco sobre a cama.
__ O que estão fazendo? — ele olha a procura de algo.
__ Estávamos falando da sua irmã que já deixa o papai com os cabelos brancos. – Ava diz acariciando seus cabelos.
__ Por que?
__ Por que ela será uma menininha linda como sua mãe e os homens irão querer namora-la e você terá que protegê-la.
__ Eu?
__ Sim. Você é o irmão dela e terá que cuidar dela.
Seu rostinho se ilumina.
__ Eu cuidarei papa. Eu prometo.
__ Vamos assistir filme? — Ava nos propõe.
Cris pula de alegria. Em minutos estamos deitados assistindo meu malvado favorito e comendo pipoca. Essa é minha família. A razão que me faz querer voltar para casa todos os dias. E a razão que me faz rezar para que Christian não seja meu filho. Ainda que não permita que nada nos abale ou nos afaste.
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