Lilly — Seth Clearwater

4 ፠ Capítulo II ፠


Notas iniciais
A margarida apareceu novamente! Voltamos à Lilly, ela sempre terá pontos de vista, o Seth ou qualquer outro personagem pode aparecer como um bônus, como foi no capítulo anterior. Sem mais delongas, vamos ao capítulo.

“She wants to go home, but nobodys home

"Its were she lies, broken inside

With no place to go,

To dry her eyes, broken inside.

▬ Nobody's Home, Avril Lavigne. ▬

▪▫

O inverno de New Haven havia chegado mais cedo. Eu vi as mudanças do clima por minha minúscula janela do quarto. Haviam se passado dois dias e eu não havia saído da mesma posição, sentada na cama olhando a minha tabela periódica presa na parede e com uma foto da minha mãe no colo. Eu não dormi, falei ou chorei. Só comi e bebi água quando Rachel chorou me implorando para que eu o fizesse. Ela se preocupava comigo, eu tinha sorte de tê-la na minha vida.

Não houve velório ou enterro, minha mãe deixou uma carta com seu advogado, pedindo para ser cremada e que suas cinzas fossem jogadas no parque East Rock, o mesmo que nos levava para brincar quando crianças aos domingos. Eu não consegui ir, minhas pernas não me deixaram andar, minha dor não deixou eu me mover. Billy o fez por mim.

“Lilly, tem um amigo seu da escola na sala te esperando” Disse Rach sutilmente abrindo a porta de meu quarto e interrompendo meus pensamentos.

“Amigo?” Perguntei desentendida. Eu não tinha amigos tão próximos. Desde que minha mãe havia piorado eu só estive na escola de corpo presente, já que minha mente sempre esteve com ela.

“O que acha de tomar um banho? Eu peço para ele esperar” Ela sorriu fraco e eu assenti. Eu precisava sair daquele limbo.

Respondi um ok muito baixo e ela deu um sorriso lindo.

Andei em passos lentos do meu pequeno quarto ao banheiro, o único do apartamento. Me despi com facilidade e quando a água quente tocou em minha pele, eu suspirei. Meus cabelos loiros haviam crescido bastante no último ano, estavam na altura de minha fina cintura e minha pele, mais pálida do que o normal. Eu havia emagrecido muito nos últimos meses, minhas costelas estavam muito aparentes e minhas coxas muito finas. Eu não me lembrava a última vez que havia demorado olhando para meu próprio corpo.

Decidi colocar um moletom e calças de flanela, não deveria ser ninguém muito especial, provavelmente o Tom, meu parceiro da aula de marcenaria que apareceu para dizer oi.

Andei lentamente até a sala, algumas pessoas estavam sentadas no sofá cor de café. Paul, o namorado de Rach, que havia chegado no mesmo dia em que minha mãe falecera e que conheci rapidamente quando Rach me levou um prato de sopa que eu não comi. Ele sorriu pra mim e eu retribui fracamente. Reconheci Jake olhando pra mim, ele estava sentado mais próximo da porta e na hora que eu cheguei ele se levantou, com passos largos e rápidos andou até mim, analisou meu rosto e me abraçou.

“Ei” Disse sorrindo a primeira vez em dias de uma maneira totalmente sincera.

“Eu sinto muito Lil” Disse enquanto ainda me abraçava. Não deixei de perceber que ele usou o mesmo apelido que meu irmão me chamava quando éramos crianças.

“Está tudo bem, vamos seguir em frente, né?” Eu disse e ele assentiu sorrindo.

“Esses são Quill, Embry e Jared, eles vieram para ajudar na mudança” Apresentou Jake aos outros rapazes que estavam sentados espremidos no sofá.

“Olá, obrigada pela ajuda” Agradeci os cumprimentando. Quando me virei um pouco mais vi um rosto conhecido demais para passar desapercebido, o meu colega de escola não era o Tom, afinal.

“Noah?” Perguntei e ele se levantou, um tanto em graça. Todos os rapazes fecharam a cara e eu senti o garoto se encolher.

“Vem, vamos ao terraço.” Disse me encaminhando até a porta. Subimos as escadas em silêncio e quando abri a saída para o terraço, um vento frio fez meus cabelos voarem. Me sentei em uma das espreguiçadeiras dispostas por ali e ele me acompanhou, sentando-se na minha frente.

“Então Lilly, eu queria dizer que sinto muito por sua mãe.” Ele disse e eu sorri fracamente e olhei para o chão.

Noah era meu crush desde a quarta série quando ele disse que meu cabelo “era muito legal” quando uma garota zombou dele. Nós nunca fomos amigos, nos falávamos apenas com um sorriso pelos corredores e quando o ensino médio veio, nos afastamos ainda mais. Ele estava sempre namorando com líderes de torcida, indo a festas e ficando bêbado e eu estava sempre em casa, vendo series antigas, estudando e cuidando de minha mãe. Sempre pensei que vivíamos em planetas diferentes, mas tê-lo aqui mostrava o quanto eu estive errada.

“Obrigada, Noah. É muito legal da sua parte vir aqui.”

Ele suspirou e eu pude olhar um pouco mais para ele, Noah era tão lindo. Ele não tinha aquela beleza comum, ele era diferente e ainda assim, um bálsamo. Ele tinha olhos e cabelos castanhos, uma pele amendoada, corpo atlético e uma cicatriz bem fina próxima aos lábios que me fazia suspirar sempre que eu focava meu olhar nela. Ele sempre teve um longo fã clube por onde passava e eu não podia negar, eu era uma delas. Bem, mas não agora. Meu coração ainda batia rápido, eu estava nervosa, é claro, mas era diferente. Eu não era mais a Lilly do ano passado, eu havia mudado.

“Eu queria que soubesse que para o que precisar eu e minha família estamos aqui. Minha mãe até fez cookies pra você, mas meu irmão mais novo comeu todos, desculpe” Disse fazendo careta e eu sorri.

“De chocolate ou manteiga de amendoim?” Perguntei erguendo uma sobrancelha.

“Manteiga de amendoim.”

“NÃO!” Gritei dramaticamente. “Seu irmão nunca será perdoado, são os meus preferidos”

Ele gargalhou e nos ficamos nos olhando um alguns minutos. Nunca achei que conversar com Noah fosse tão fácil. Era muito estranho ter aquela interação depois de ter sido apaixonada por ele desde criança. Eu sabia que ele é um cara legal, mas não sabia que era tanto.

“Sabe, aquele dia na quarta série, eu te defendi porque ela estava mentido sobre seu cabelo. Ele era muito bonito e hoje em dia está ainda mais.” Confessou e eu instintivamente toquei em meus fios loiros rebeldes. “Eu tinha um crush em você naquela época” Assumiu e eu me senti derreter. “Eu não iria deixar uma garota irritante falar qualquer coisa sobre você.”

“Você o que?”

“Não me faça repetir, você me ouviu bem” Disse vermelho e eu sorri, ele era adorável.

“Eu sempre tive um crush em você Noah. Eu era o tipo de garota que quando você sorria, mexia no cabelo ou usava aquela blusa preta com a letra do Travis Scott estampada nela, eu quase tinha problemas cardíacos.” Assumi desviando o olhar.

“Sério? Garota, você me conhece mesmo.” Perguntou subindo o moletom mostarda que usava e mostrando que estava usando a camiseta que me fazia perder a cabeça. Eu sorri e ele também. “Você sempre pareceu tão inalcançável. Mas porque você “era”? Passou?”

“Muitas coisas mudaram e eu também. Acho que perdi uma parte da inocência depois do que aconteceu.” Disse mexendo em meus dedos e olhando para eles.

“Lilly, você é a garota mais incrível que eu tive a chance de observar. Eu achava legal como você tinha paciência com o Tom, como você explicava tudo a todos e sempre, mas sempre mesmo, estava sorrindo com seus lindos cabelos loiros. Jackson até me apelidou como o stalker da barbie nórdica, só porque sempre que você entrava em algum lugar, prendia meus olhos e minha atenção. Não se bem como começou isso, mas eu gostava de te olhar. O modo como você sempre estava com um livro na mão e com o pensamento distante. Sempre que eu te via na arquibancada dos jogos, eu corria mais e me esforçava para que você saísse contente pela vitória. Talvez eu seja um covarde, mas hoje quando fui à escola, ouvi Cassie falando sobre sua mudança devido ao falecimento da sua mãe e eu me apavorei.” Disse segurando em minha mão. Ele se aproxima um pouco mais e eu posso sentir seu perfume masculino.

“Eu não sei o que eu quero lhe dizendo isso, mas eu sei o que eu não queria: eu não queria que você estivesse se mudando amanhã, eu queria não ter esperado para te dizer tudo isso por medo e principalmente, eu não queria que você tivesse perdido sua mãe.”

Eu não soube o que dizer, era uma mistura enorme sentimentos. Eu havia perdido minha mãe há dois dias, havia amado Noah há dez anos. Meu coração estava confuso e eu também, ele se enchia de esperança com as palavras do garoto sentado na minha frente, mas ele sofria sempre que eu pensava na minha mãe.

“Noah Molina, você me deixou sem palavras” Sussurrei sorrindo levemente. Ele me dá um belo sorriso e fixa seus lindos olhos castanhos nos meus.

“Eu poderia te beijar agora, mas não vou fazer isso-“ Eu o interrompi colando seus lábios nos meus. Não foi algo que eu havia planejado, mas era algo que eu havia sonhado, por muitos anos. Eu nunca havia feito nada impulsivo, mas naquele momento me deixei levar.

Os lábios de Noah eram macios e enquanto me beijava ele acariciava meu rosto e me puxava mais para si. Quando nossas línguas se encontraram eu percebi que o real era sempre melhor do que os meus sonhos. Quando terminamos o beijo estávamos ofegantes, corados e sem palavras. Meu primeiro beijo havia sido aos 17 anos, com o meu amor de infância.

Noah ficou por mais algumas horas, ele me beijou mais algumas vezes e ficamos abraçados à maior parte do tempo. Quando escureceu ele disse que precisava ir, pois estava à pé. Ele me perguntou se eu queria que ele estivesse ali amanhã, mas eu preferi dizer que não. Nos conhecemos e nos despedimos naquele mesmo terraço antigo, sob o vento frio de New Haven e todas as coisas que poderíamos ter vivido juntos.

Ele me fez prometer que manteríamos contato e que faríamos a nossa própria história algum dia. Eu prometi, mas não criei expectativas, eu estava indo para o outro lado do país e Noah não merecia viver preso a mim.

Ele me beijou novamente quando nos despedimos na porta do meu prédio, sob os olhos atentos de Jacob e Paul, que colocavam as últimas coisas no caminhão. Enquanto caminhava ele olhou para trás duas vezes e sorriu quando viu que eu ainda estava olhando.

Quando me virei, Jacob e Paul me olhavam com os olhos cerrados. Na hora senti que fiquei vermelha, mas não havia feito nada errado, então os ignorei e corri para casa para falar com Rachel.

Quando cheguei a vi embrulhando algumas coisas. Os móveis seriam doados e as roupas de minha mãe também. Decidimos que o apartamento seria alugado e que seria lugar de uma história linda de outra família, como foi da minha.

Logo que me ouviu chegar, Rach me olhou com um enorme sorriso, que me deixou sem graça, mas não consegui ficar calada. Contei cada detalhe para ela, sentada no chão da sala que havia ficado vazia durante aquelas horas. Ela sorria em cada momento e quando eu falei sobre a nossa quase história, ela suspirou.

“Bom, parece que a vida está te mostrando que ainda merece ser vivida.”

“Sim, ela está. Obrigada por tudo Rach” Disse com os olhos cheios de lágrimas.

“Não ouse me agradecer.” Disse e no mesmo tempo ouvi uma notificação em meu celular.

Era uma mensagem de Noah, uma foto que ele havia tirado de mim quando eu não estava olhando. Estava com os cabelos soltos, rosto corado, um sorriso pequeno e olhava para o horizonte. A foto era linda e sincera, mas o que havia prendido minha atenção foi o texto, sete letras que mudariam minha vida: aprecie. Respondi mandando uma foto maluca minha e de Rachel.

Quando os meninos subiram, decidimos pedir pizza. Foram seis pizzas, quando Rachel fez o pedido não acreditei que comeríamos tudo aquilo, mas quando vi a quantidade que os meninos comiam, eu entendi bem. Comemos todas as pizzas em menos de uma hora.

Eu comi calada, observando a forma como eles funcionavam. Billy sorria pra mim, vez ou outra e Rach sempre me fazia estar a par dos assuntos. Eu estava me sentindo pertencente a algum lugar novamente, apesar de meu coração apresentar um buraco que nunca seria fechado.

Meu celular tocou duas vezes, o nome de John em negrito piscava. Eu o deixei tocar, não falaria com ele tão cedo. Não só por mágoa ou tristeza, eu não o conhecia mais e não tinha o que dizer.

Dormimos jogados no carpete, com mantas grossas e muitas almofadas. Billy ficou com a única cama que ficaria na casa. Os meninos dormiram bem rápido, acho que estavam cansados e eu permaneci alerta, muito acordada.

Pensei na vida e em tudo o que estava acontecendo, na minha mãe, em John e em minha nova realidade. Eu estava deixando para trás as memorias felizes naquela casa, o meu e se com Noah e principalmente o que eu estava deixando a antiga Lilly. Na verdade eu não sabia bem quem eu estava deixando, já que eu não a conhecia. Eu fiquei tantos anos focada em apenas cuidar da minha mãe e fazê-la feliz que simplesmente não sabia mais o que me fazia feliz. Não que eu esteja reclamando, muito longe disso, mas quando o garoto de cabelos castanhos do terraço me perguntou qual era meu filme favorito, eu não soube responder, e aquilo me assustou. Eu poderia ter dito qualquer um que tivesse passado na minha cabeça, mas não seria sincero e essa também era uma das nossas promessas.

Quando percebi o sol já raiava, era hora de levantar e eu não havia dormido um único segundo.

“Ei, gente, acordem.” Cutuquei todos levemente. Tenho que admitir que Jacob era o mais preguiçoso, demorou longos 15 minutos para o convencer a levantar.

O caminhão com as doações havia saído ontem mesmo, hoje seria nosso vôo para Seattle e depois uma longa jornada até La Push, seriam por volta de dez horas de viagem no total, com muitas bagagens.

Três táxis foram chamados para nos levar ao aeroporto, que não era muito longe. Demorei dez minutos para finalmente entrar no táxi. Eu olhei para o prédio que vivi por toda a minha vida e simplesmente não conseguia acreditar que eu estava indo morar em outro lugar. Enquanto passávamos pelas ruas de New Haven, eu me sentia triste, eu estava dizendo adeus à minha casa, meu lar.

“Não é um adeus, é um até breve” Disse Quill percebendo minha tristeza. Eu sorri e assenti, agradecendo.

A viagem até Seattle não foi muito difícil, me sentei ao lado de Jacob e os demais de espalharam por todo avião. Jacob se espremia para caber na poltrona, já que seus joelhos mal cabiam no espaço, forçando-o a estender as pernas no corredor.

“Existem algumas vantagens de ser pequena” Sussurrei vendo seu desconforto.

“Não mexa comigo, tampinha” Disse ameaçadoramente e eu gargalhei.

“Me fale sobre Renesmee” Disse e ele me olhou rapidamente. Sussurrou um Rachel, e eu sorri afirmando, ela que havia me contado sobre a garota.

“Bom, nós somos amigos, ela é uma garota incrível, nos damos bem.” Disse rapidamente de maneira nervosa.

“E você esta a fim dela antes de conhecê-la ou depois que se tornaram amigos?” Perguntei juntando os lábios e os apertando.

“Ant-“ Ele quase me respondeu e eu sorri. Ele havia dito, afinal.

“Você é ardilosa, Lil.” Estreitou os olhos e sorriu.

Não conversamos muito depois, ele dormiu e eu cochilei por alguns momentos. Acordamos para comer e logo depois o avião pousou.

Pegamos minhas malas e nos encaminhamos para a saída do aeroporto, lá encontramos três pessoas. Charlie Swan, Renesmee Cullen e Leah Clearwater. Charlie me cumprimentou e sorriu muito, Billy havia dito que ele o ajudara com o processo de minha guarda. Ele era alto, tinha cabelos grisalhos e bigode.

Renesmee estava do seu lado, ela abraçou Jacob fortemente e sorriu para mim de um jeito estranho, acho que ela estava com ciúmes. Ela era linda, ruiva de cabelos compridos, pele bem branca e olhos cor de chocolate. Mal ela sabia que o lindo moreno de mais de dois metros de altura não pensava em outra pessoa que não fosse ela.

Quem prendeu minha atenção foi a morena que estava um pouco afastada dos demais, ela tinha cabelos curtos e feições fechadas. Ela era muito bonita e alta.

“Aquela é a Leah, se ela for grossa com você, não se importe é o jeito dela de ser” Disse Jacob e eu sorri, fazendo Renesmee nos encarar. Andei até Leah, com algumas malas e minha mochila nas costas.

“Ei, sou Lillian, você é Leah, né?” Disse e sorri. Ela assentiu e se virou, andando em direção ao carro estacionado.

“Você vem ou o que?” Perguntou ela e eu a segui. Fomos apenas nós duas no carro, parece que o humor de Leah afastava as pessoas. Eu não me importei, eu gostei do silencio, das músicas antigas e da forma como Leah parecia concentrada ao volante.

“Espero que goste de La Push” Disse bem baixo, de uma maneira que quase não ouvi.

“Eu me lembro um pouco de vir quando era criança, mas agora será para ficar” Disse e sorri, ela sorriu de volta de maneira leve.

Demoramos mais uma hora na rodovia rodeada de árvores, mas quando finalmente chegamos na reserva, consegui perceber que poucas coisas haviam mudado. Ainda tinha o cheio de floresta e maresia, as mesmas casas de madeira pequenas e simples e o mesmo tempo, garoava quando peguei minhas malas e segui para a casa que Leah indicou como sendo a de Billy.

Ela me ajudou com algumas coisas e quando entramos percebi que todos já estavam ali. Estavam na pequena sala de Billy, conversando e rindo. Todos pareciam felizes.

“Lilly, querida, que bom que chegou. Deixe suas mochilas no quarto à esquerda e depois venha aqui, tem uma pessoa que gostaria muito de conhecê-la” Disse Billy, e eu fiz exatamente como ele pediu.

“Lilly, esta é Sue Clearwater, mãe de Leah, esposa de Charlie e uma grande amiga da família.” Apresentou Billy e eu sorri para a mulher magra e pequena que sorria para mim.

“É uma pena não poder conhecer Seth hoje, mas infelizmente ele está na r-“ ela se interrompeu bruscamente “ele esta trabalhando”

“Não faltarão oportunidades” Sorri.

“Sim, bem vinda a La Push, espero que seja muito feliz aqui.” Desejou e eu assenti. Algo me dizia que eu realmente seria feliz naquele lugar.

Notas finais
Eita que eu vou falar mais um pouquinho por aqui: ¹ Esse foi o capítulo mais longo até então, eu como leitora prefiro capítulos mais longos e que falem bastante da personagem, mas eu queria saber o que vocês gostam. Mais longos? Mais curto? Me dêem dicas, estou sempre a procura de aperfeiçoamento. ² O Noah é um personagem que sempre esteve na minha cabeça, sempre que o imagino penso no Noah Centineo e por isso o nome do personagem. Mas vocês podem imaginá-lo como bem entendem, usem a criatividade. ³ Eu fiz uma playlist no Spotify e uma pasta no Pinterest para a fanfic, caso vocês tenham interesse de ver, me contem nos comentários que no próximo cápitulo eu mando o link. teaser do próximo capítulo: “E então ele virou, parecia um filme em câmera lenta, se ele era lindo de costas, de frente ele era o próprio Adônis. Não pude deixar de perceber como ele era bonito. Suas feições eram finas e gentis, ele tinha olhos bem negros, a pele morena algumas tatuagens. Uma no braço e a outra na costela.” (...) ““Jake...” Sussurrei bem baixinho, mas mesmo assim os dois pararam e me olharam. Eles ouviram o que eu disse mesmo a metros de distância e com a chuva que caia. “Não se meta, Lillian.” Ele disse alto e eu ofeguei. Não ousei falar nenhuma outra palavra, ele havia me chamado de Lillian e eu estava apavorada. “ Espero que tenham gostado, o próximo capítulo sai na quinta-feira. Gostaria de agradecer todos os comentários e acompanhamentos, Beijos e lírios, Harmony.