Notas iniciais
( quarta-feira, 26 de novembro de 2014, ‏ 23:07) "Há um monstro em minha cama"

O ponteiro do relógio marca meia noite,

Ajoelhei-me para uma última oração

Eu fechei os olhos, mas deixei as luzes acesas

Dormir para sonhar com um lugar melhor

Eu achava que em minha imaginação

As pessoas boas matavam os monstros

E eu ficaria segura, longe do perigo, longe do mal

Mas meus pensamentos não são libertos

Sua mente não é um refúgio, você se prende a uma ilusão

Há um monstro no meu armário

As pessoas dizem que ele é mau

Mas as aparências sempre enganam

Há um monstro no meu armário

Ele é mais racional e confiável

Do que muitos que se dizem humanos

Prisioneira da mente, perco o controle

O meu pior pesadelo aconteceu

Quando eu ainda estava acordada

Eu não tenho medo da escuridão

Eu tenho medo do que há nela

Certa noite, ele rastejava lentamente

Sentou na beirada da cama,

Ele não roubou minha alma,

Não sugou minha felicidade

Ele apenas pediu para que eu

O guiasse de volta para casa

Lágrimas escorrem pelo seu rosto gélido

Sussurros aos meus ouvidos, ele me conta sua história

Eu abro os olhos e olho no fundo de seus olhos castanhos

Não há nada além de vazio onde enxergam maldade

E nessa noite eu aprendi

As pessoas acordam os monstros adormecidos por anos

A vida é um grande circo de horrores

E nessa noite eu aprendi

Que todos os monstros são humanos,

E que quando as atrações acabam,

Nós descobrimos o nosso lugar

E deixamos de ser a plateia

Há um monstro no meu armário

As pessoas dizem que ele é ruim

Mas talvez ele não seja tão mau assim

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.