Liliam Stark ; O Começo De Uma Era
1 Conhecendo os amigos.
Notas iniciais
Já se fazia um ano que eu tinha inserido matéria alienígena em meu sistema, é o efeito que teve foi devastador. Estava mais do que apenas ferida por dentro, e os pesadelos nunca iam embora, o desespero me fez recorrer ao minha ultima chance de tentar me consertar.
O Dr. Reed Richards, mais conhecido hoje em dia como Sr. Fantástico, estava a minha espera no seu laboratório. Havíamos trocados e-mail por um mês inteiro, e o mesmo havia prometido meu ajudar com meu problema, soube que ele era perito nesses assuntos já que seus poderes só foram desenvolvidos graças a radiação cósmica que sofreu enquanto estava no espaço. Ele não achava minha historia absurda, nem me julgava por eu possuir o sobrenome Stark.
Caminhava até sua sana no horário que havíamos marcado. Parei na frente da recepcionista e perguntei se o dr. estava disponível para me receber.
—Qual é o seu nome? – Perguntou ela docemente, a recepcionista era uma bela morena, de cachos bem definidos e de um sorriso doce.
—Liliam Anne Stark. – Comuniquei sem hesitar.
—Srita. Stark o dr. Reed já esta aguardando na sua sala. Permita-me que eu a acompanhe para não se perder.
Começou a andar na minha frente, enquanto era guiada por sua bengala. O escritório dele parecia muito sofisticados e bonito, me lembrava bastante a industria Stark, comandada agora pelo egocêntrico do meu irmão mais velho Anthony Stark. Gentilmente a morena abriu a porta para mim, agradeci em um sussurro e adentrei no “escritório”. Aquilo parecia mais uma base de agencia secreta do que um escritório, havia uma grande maquina no centro e varias maquinas que preenchiam ao redor. Parado em frente a um enorme computador, um homem vestindo um jaleco parecia distraído.
—Ola. – Falei tentando chamar sua atenção. Ele se virou para mim com uma expressão surpresa, dei um aceno tentando ser educada, até que ele falou.
—Você deve ser Liliam Stark?
—Sim, é você o Dr. Reed Richards?
—Sim. – Respondeu se aproximando de mim, estendeu a mão em comprimento e eu retribui, Reed olhou para a porta que estava semi aberta. Ele esticou sua mão num comprimento quase impossível e empurrou a porta. Estava surpresa por seu incrível poder. Mesmo o quarteto fantástico sendo tão famoso agora, eu nunca havia visto nenhum de perto. Talvez o único que eu conhecia mais era Johnny Storm, as revistas de fofoca adoravam comentar sobre o herói playboy e suas namoradas.
—Surpresa? – Perguntou Reed sobre seus poderes.
—Sim, eu nunca tinha visto nada parecido.
—Bem, então aqui será um lugar de muitas surpresas.
—Nem imagino vocês são surpreendentes. Eu apenas o vejo em ação pela TV mais ainda sim, sou uma super fã de vocês.
—Obrigado. – Respondeu meio desconcertado. Acho que o Dr. não sabia lidar com muitos elogios. – Mais não é pra isso que você está aqui não é?
—Não mesmo, eu preciso de sua ajuda.
Reed indicou uma cadeira vaga perto de seus computadores para me sentar. Eu o obedeci um pouco hesitante, não gostava de quando as pessoas me mandavam fazer algo.
—Me explique mais sobre seu acidente. – Dr. se sentou também com uma prancheta, acho que ele anotaria tudo que eu ia dizer.
—Há exatamente um ano, meu ex-namorado e eu estávamos em uma fazenda quanto vimos algo cair do céu. Quando chegamos ao local, percebemos que a coisa se parecia com uma gosma roxa, Mark na época acreditou ser alienígena e por isso queria guardar a gosma em algum frasco, mesmo não acreditando no que dizia eu fui buscar o frasco com ele em casa. Quando voltamos vimos que meu gato havia comido uma parte da gosma, que na época deixou Mark muito furioso.
— Quais foram à reação que aconteceu no gato? – Perguntou o dr. me fazendo sair de minhas lembranças.
—Chesser no início queria vomitar mais não conseguia. Depois de um dia percebi que sua pelagem havia escurecido porem não me preocupei pensando que era coisa normal para um gato. Mais não era depois disso ele ficou agressivo, antes ele fugia de qualquer tipo de animal e agora ele ataca qualquer um que olhe para ele. Em um ataque de fúria meu gato conseguiu matar um Pitbull, e suas garras cresceram, suas habilidades de sobrevivência aumentaram isso é, quando ele pula de 50m e como se estivesse pulando de 5m.
—Mais mesmo com todas essas reações Mark ainda quis injetar a gosma em você? – Perguntou de novo enquanto anotava tudo rapidamente.
—Ele achava que se em um gato o efeito havia sido espetacular, imagine em um ser-humano? Eu fui sua cobaia porque ele me convencia que seria a chance de sermos algo importante. Entenda que, eu sempre fui à renegada da família Stark, por não ser um gênio como meu irmão, nem como meu pai. Pra mim, aquela era a oportunidade de ser algo melhor, algo “impossível”. Mark na época se aproveitou da minha vulnerabilidade, apenas para ser mostrar a sua família de grandes cientistas a “descoberta” que havia feito.
—E quais foram às reações em você?
—Tudo que eu sentia se amplificou de alguma maneira. Antigamente, eu tinha uma habilidade de fazer as pessoas ao meu redor fazerem o que eu queria, quando descobri não achava certo manipular ninguém dessa forma. Então guardei pra mim mesma, o que podemos chamar de “mutação”. Quando o projeto que nomeei de Lilith entrou no meu organismo isso só piorou, fazendo com que eu não só influenciasse as pessoas, mais as comandasse a fazerem coisas horríveis. Fui contratada por varias pessoas para fazer serviços especiais, não que eu precisasse de dinheiro mais não sabia o porquê eu achava divertido. Até que meu ultimo serviço foi exterminar uma pequena vila na Holanda. Depois do que eu fiz, parece que eu acordei e percebi que não estava realmente sendo eu, alem do fato de que ganhei habilidades de luta também.
Dr. Reed parecia muito interessado na minha historia, e transmitia um olhar de compreensão pra mim.
—Farei de tudo que estiver ao meu alcance para ajuda-la.
—Obrigada, eu só te procurei porque eu sabia que seria o único que iria me ajudar.
Sorrimos um para o outro numa espécie de camaradagem, mais fomos interrompido por um loiro de belo porte físico, vestindo roupas de grife e com jeito de playboy.
—Não tive culpa nenhuma aquela comida estava fria. – Falou o rapaz com alguma pessoa que estava atrás. A loira se aproximou dele com um olhar de quem não estava concordando.
—Você exagerou Johnny, como sempre era apenas uma coisa normal e você tornou uma bagunça.
—E o que ele não estraga. – Comentou um grandalhão preenchido de pedra. Mesmo já tendo visto os três pela TV não podia esconder a emoção de conhecê-los. Reed se levantou e chamou a atenção da equipe.
— Chega gente! Temos visitas.
Os três pararam de discutir e começaram a me olhar, eles se aproximaram de nós, e eu levantei para cumprimentá-los educadamente.
—Essa e Liliam Stark. – Falou Reed para todos. A loira foi a primeira a me cumprimentar com um aperto de mão.
—Sou Sue Storm, prazer em conhecê-la.
—O prazer e todo meu.
Depois O coisa se aproximou e estendeu sua mão, fiquei com medo de apertar aquela mão tão grande, mais ainda sim o fiz.
—Sou Ben Grimm. Prazer em conhecê-la Stark.
—O prazer é meu.
Johnny me fitou de cima abaixo e continuou parado onde estava.
—Johnny tenha modos. – Repreendeu Sue.
—Eu te conheço de algum lugar. – Sussurrou Johnny, sua expressão passou de confusa para radiante. — Você e filha do criador de armas não é? Howard Stark? E irmã do meu ídolo Tony Stark.
—Tóche, acertou em cheio. -Respondi desconcertada, não importa o lugar, não importa com quem. Eu sempre seria perseguida pelo maldito legado Stark.
—Tenho que reconhecer que e mais bonita do que os dois juntos.
—Johnny! – Gritou Sue ficando envergonhada.
—O garoto não perde tempo, e só ver um rabo de saia e ele já tenta conquistar. – Falou Ben zombando do loiro.
—Liliam não esta aqui para que você fique cantando ela Johnny, estamos trabalhando.
—Não está mais, já esta na hora de jantarmos. – Falou Sue beijando Reed docemente.
—Então podemos continuar amanha Stark – Perguntou Reed enquanto me retirava devagarzinho, querendo deixar o grupo a sós para poderem ir jantar em paz.
—Sim posso, eu venho mais cedo.
—Você tem onde ficar Liliam? – Perguntou Sue transmitindo um olhar preocupado.
—Não tive tempo para me organizar ainda, mais eu alugo um hotel.
—Não, você precisa ficar com a gente. — Disse Ben decididamente.
—Você e bem vinda para ficar conosco se quiser, temos um quarto de hospedes perfeito. – Convidou Sue.
—Não precisa, eu posso...
—Não você ira ficar conosco é ponto. – Falou Johnny se aproximando de mim com um olhar estranho. – Não e seguro uma moça tão bonita ficar andando por ai sozinha.
—Ignore a cantada de Johnny Liliam. Mais seria um prazer ter você como convidada. – Falou Reed no seu tom serio.
Pensei melhor sobre a oferta e resolvi aceitar. Não era todo dia que eu poderia dormir na casa do Quarteto Fantástico.
—Acho que vou aceitar.
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