Liliam Stark ; O Começo De Uma Era

10 Descobrindo a verdade - Parte Final


Notas iniciais
Hello, meus lindos e lindas? Sentiram minha falta? Eu sei que vocês devem querer me matar, ou não já que não estão fazendo essa autora feliz e comentando o que estão achando. Mas eu ainda amo vocês que leem e ainda sim explico porque da minha ausencia: Eu tive um bloqueio terrivel com essa capitulo, e ainda sim não saiu do jeito que eu queria. Mas como eu já estava querendo me matar com essa demora e toda vez que eu olhava pra essa historia sentia um peso por não atualiza-la, aqui estou! Espero que vocês gostem e comentem! Musica do capitulo: https://www.youtube.com/watch?v=r_Wackc7T8Q

Com os pés no ar
E sua cabeça no chão
Experimente este truque e gire-a, yeah
Sua cabeça vai colidir
Mas não há nada nele
E você vai se perguntar:
Onde está minha mente?
Onde está minha mente?
Onde está minha mente?

–Eu sei porque esta aqui. – Confessou Liliam para o professor Xavier.

Os dois estavam frente a frente na sala, acompanhados pela presença de Logan, e seus olhos não se desviavam. Liliam ainda não tinha evoluído seu poder a ponto de ler mentes, mas sua adivinhação era incrível.

–Por que estou aqui? – A voz de Xavier era suave e calma, como se estivesse lidando com mais um de seus alunos em uma sala de aula.

–Veio aqui pra tentar me consertar. – Respondeu abaixando a cabeça.

–Não a concerto para algo que não esta quebrado. – Comentou Logan parado na porta e com os braços cruzados. Os pais de Liliam, humanos hipócritas, devem ter feito à garota acreditar que o simples fato de sua genética ser mais evoluída do que a deles isso significa que seja algo quebrado.

–Logan esta certo, Liliam, você nunca esteve quebrada. – Charles viu o alivio nos olhos de Liliam e a pena se compadeceu nela. Como poderia ter vivido essa garota tanto tempo sem saber de sua verdade? – Liliam, diga o que sabe sobre mutantes?

–Meu pai contou historias sobre eles depois que descobriu sobre meus poderes, disse que não era uma coisa boa ser uma mutante. Ele me tratava como... Como Carrie sabe? – Ela levantou a palma das mãos se perguntando se o professor sabia o que era Carrie. – Como uma bruxa que merecia ficar trancada.

–Seu pai é um babaca. – Logan levantou a sobrancelhas e respondeu para a menina quando contou sobre a historia dela.

–Logan. – Repreendeu Charles sem olhar para o mutante. – O que Logan esta querendo dizer é que seu pai não explicou direito o que significa ser uma mutante. Mutação significa a chave da evolução, são humanos geneticamente modificados e evoluídos que aderiam poderes conforme essa evolução. Alguns pode ter a mutação simples, outros podem terem mutações mais graves.

–E qual é minha situação? – Liliam apertou as palmas das mãos com medo da resposta do professor. “Por favor que seja simples, por favor que seja simples...”

–Receio que não pode ser tão simples, Liliam. – A garota arregalou os olhos ao ver que Charles leu seus pensamentos. – Sim, Liliam, eu li seus pensamentos. Essa é minha mutação, e eu sou forte assim como você é.

–Eu sou forte? – Para a garota era impossível ser forte do jeito que o mutante na sua frente era, ele leu os seus pensamentos!

–Muito forte. São poucas pessoas que nasceram como você, conheci uma garota a algum tempo com os mesmo temores e perguntas, e com o mesmo nível de poder que o seu.

–Isso é uma coisa ruim?

–Não posso mentir pra você e dizer que não é perigoso. -Liliam, esse estagio que você está é perigoso. Quando se tem poderes mentais não a limites para parar, às vezes se limita a duas funções mais somente em casos raros. Assim como cada osso que temos vai crescendo conforme o tempo sua mutação também ira fazer isso. Um exemplo; pelo que sei no começo você conseguia fazer uma pessoa seguir a ordem de sua voz, como fez com a garota na sua escola.

–Foi um acidente! – Se defendeu sentindo todo o peso da culpa por voltar a falar daquele assunto. Foi ali que todos seus problemas começaram.

–Eu entendo, não fique com medo. – Pediu Charles mantendo o tom dócil. – Eu não vou julga-la. Quando os poderes são desenvolvidos tão cedo, como o seu, o controle é raro. Você foi uma dos poucos mutantes que conseguiu não só controla-lo como reprimi-lo para dentro de si.

–Não totalmente. – Lembrou Liliam do motivo de estar ali.

–Por isso estamos aqui. – Charles sorriu compreensivo. – Bem, Liliam, percebo que esta confusa e precisa de ajuda. Fury me chamou aqui para ajuda-la, mas o único jeito que posso ajudar você seria bloqueando seus poderes ou que viesse comigo até conseguir treina-los.

–Acha que meu pai permitiria eu ir com você? Ele não me deixa ir nem na frente da minha casa!

–Eu sinto muito, mas suas opções são limitadas. Querendo ou não seus poderes não irão regredir, acredito eu que só irão evoluir. Sinto muito, Liliam. – O professor viu a confusão se passar na mente dela, dividia entre sua vontade e a vontade do pai.

–Minha vida toda fui educada para rejeitar tudo que sou professor. – Confessou a garota abaixando a cabeça e deixando algumas lagrimas cintilantes cair. – Meus poderes são a única coisa que me fazia sentir como se fosse especial, como se tudo que sou valesse a pena, mesmo que nunca os usaria para o mal mais só o fato de você ter algo dentro de você tão mágico era... – Xavier admirou a garota, não era nada do que ele havia pensado. Porque ela amava o que era. – Meu pai sempre me introduziu uma ideia errada sobre o mundo, dizendo que ele me ataca de formas terríveis e depois tudo resultaria na minha morte. Pode parecer mais não sou uma criança ingênua, sei o que acontece com os mutantes quando o governo intervém mais não é todo mundo assim. Se ao menos...ele entendesse.

–Se quiser posso falar com ele. – Sugeriu tentando aliviar a garota. De qualquer modo ele teria que falar com a família Stark, fazer uma oferta para poder educar sua filha e torna-la uma mutante racional sobre seus poderes, mas algo lhe dizia que Howard Stark não era do tipo que escuta.

–Não adiantaria, ele odeia pessoa como nós. Percebo que sou a única coisa que ele não entende, nem pode concertar como suas maquinas, e tudo que meu pai não pode entender ele não considera algo bom. – Liliam secou as lagrimas e sorriu ao pensar no pai. – Todos os dias da minha vida eu penso em milhares de forma de escapar daquele olhar reprovador dele, tentar agrada-lo, sabe? Agora que tenho a oportunidade estou relutante quanto a isso.

Charles foi interrompido quando a porta se rompeu e um Howard furioso entrou na sala.

–O QUE ESTÃO FAZENDO COM A MINHA FILHA?

Wolverine automaticamente já mostrou suas garras e Liliam quase teve um enfarte ao pensar naquelas laminas atravessando o corpo do pai.

–Pai, tenha calma, eu posso explicar.

[...]

–Você não deveria ter feito isso, Fury! – Gritava Howard andando de um lado para o outro.

–Era o necessário, Howard. Você é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço, mas achar que pode trancafiar Liliam e tudo iria se resolver não é ser inteligente. – Respondeu o homem com o ar cansado. Ele já previra que Howard agiria dessa maneira.

–Estamos fazendo isso para o bem dela, Howard. – Tentava acalmar Peggy vendo a fúria que o amigo estava. Era compreensivo pra ela, se fosse Peggy no lugar de Howard também se frustraria.

–Colocar um bando de gente maluca pra falar com ela não é para o bem dela! – Vociferou apontando para o professor e Logan.

–Hey... – Começou Wolverine até que Xavier o impediu.

–Não somos o maluco que julga ser Howard, não precisa esconder o medo que tem de nós com palavras ofensivas. – Interrompeu o professor avançando para o homem. – Mas sua filha não deveria temer a nós, pois o monstro esta na própria casa.

Howard parou e arregalou os olhos para Charles. Aquele mutante sabia de seu segredo obscuro, sabia o que ele guardou a sete chaves. Ele sabia a verdade que queria esquecer.

–Podem nós dar licença, por favor. – Pediu Howard para os companheiros que ser retiraram em silencio.

–Meu Deus, Howard o que você fez? – Sussurrou Charles indignado. O homem abaixou a cabeça, afundado na própria vergonha e sujo pela culpa. Logan se aproximou do professor e percebendo a cara do pai da jovem garota de cabelos chocolates percebeu que algo tinha dado muito errado.

–O que aconteceu, professor? – Logan sabia que Howard era mais um dos pais que não sabia como lidar com uma filha mutante, e tomando a decisão mais idiota do mundo a aprisionou dentro de casa e ditou regras absurdas. Só que esse era o script original, não haveria razoes para Xavier se espantar se não houvesse algo a mais.

–Eu não tive escolha! – Se defendeu Howard. – Ela estava morrendo em meus braços! Ele tinha me dito que era a única opção! Eu fiz pelo bem dela!

–Alguém pode me explicar o que esta acontecendo?! – Exigiu Wolverine olhando diretamente para os dois homens.

Flashback

–Pai, pai! – Gritava Tony com o corpo da irmã nos braços. Liliam tinha acabado de cair no lago, e com sorte Tony estava lá para ajudar, no inicio ele não achou que ela estivesse mal já que estava consciente, só que no segundo depois ela acabou desmaiando e nos seus braços, e parecia fria como o lago em que caiu.

–Anthony, você chegou mais... – A frase morreu da boca do pai ao ver o corpo da filha pálido como estava. A expressão de Tony dizia que algo serio havia acontecido e que poderia ser irremediável. –O que aconteceu?

–Ela. Estava. Brincado. Gelo. Caiu. – As palavras saíram desorganizadas e Tony já estava à beira do desespero.

Não tinha como a irmã menor, sua pequena lírio, estar morta em seus braços. Ele olhou para o rosto da criança, e percebeu um detalhe em seu pescoço. O pequeno pingente de lírio estava por baixo do T que ele havia dado de presente a ela, uma forma de lembrar-se do amor que os dois tinham entre si. Para Tony, não havia como uma garota de dez anos, sua irmã caçula, morrer em seus braços.

–Meu Deus, Liliam. – O homem passou a mão pelo rosto da filha, o pequeno e redondo rosto de uma vida gerada por ele. Não poderia ser verdade, a garota não poderia estar morta. Mas não havia pulso, nem respiração, e mesmo que quisesse encontrar uma cura em sua mutação ele sabia que o poder dela não era voltar à vida.

–Precisamos leva-la para o hospital, lá poderão concerta-la. – Pediu Tony balançando o corpo da criança nas mãos, e não se contendo em deixar as lagrimas escaparem. Ela parecia tão fria em seus braços, tão pequena que era impossível não perceber que todo seu corpo havia paralisado.

–Fique aqui e distraia sua mãe, eu sei o que fazer! – Gritou Howard correndo até a casa de campo, pegando a chave de seu carro e voltando para buscar o corpo da filha.

–Mais pai, ela está... – Tony não ousou a usar a palavra com “m”, se recusava a deixar sua mente acreditar que não chegou a tempo de salvar sua irmã.

–Fique aqui, Anthony! – Howard se virou descontrolado com o corpo das filhas no braço. Tony nunca tinha visto tão expressão de fúria e desespero em seu rosto e deixou que o pai a levasse.

O homem colocou o corpo da filha deitado no banco de trás e então começou a dirigir feito um foguete. A cada minuto ele olhava para Liliam a busca de alguma reação que não mostrasse que a filha estava morta. Havia um hospital perto dali e Howard passou por ele sem hesitar, porque na verdade a direção dele não era para o hospital.

Howard se lembrou de que ele a uma semana atrás escutou uma palestra particular de Norman Osborn a respeito do projeto Lilith.

“ O projeto Lilith é uma mistura de D.N.A que pode salvar sua vida! Pode parecer loucura, se é que você acredita em magia, mas Lilith foi concedido do universo nos anos 50. Chamo o projeto Lilith de presente dos deuses. Quando a H.I.D.R.A foi derrotada, graças ao nosso tão amado exército americano, as forças armadas da USA tomaram posse de suas pesquisas e experimentos. Eles podem ser um pouco céticos mas precisamos admitir que eles não são idiotas. Suas ideias iam alem de seu tempo e seus recursos eram... invencíveis. As nações unidas me deu a posse de uma matéria chamada de simbionte ou como alguns mais crédulos apelidaram de matéria alienígena, ou demônio alienígena. Este simbionte precisa, assim como os outros, de estar preso a algo vivo. Os nazistas não esperaram tanto tempo para experimentos, eles já foram mais radicais e o coloraram em humanos, soldados, mas tristemente tiveram uma grande surpresa. O simbionte mata células vivas do corpo humano, e quando descobriram isso foram muito alem do que o esperado. Com grande habilidade regenerativa e aparentemente indestrutível eles então o colocaram nos corpos dos soldados e o resultado foi inacreditável. “Lilith” não aumentava as habilidades humanas, não estamos falando de uma nova reprodução de Capitão America, mas ele trazia o que foi perdido, a vida perdida, de volta.

–Isso é impossível. – Gritou um estudante na plateia.

–Nada é impossível na ciência. – Respondeu Norman com impaciência. – Mas sempre vale apena tentar fazer o impossível se tornar possível.”

Howard não pensava em outra situação naquele momento, sabia que Norman era louco o bastante para tentar, mas não para mentir. E não houve outra escolha a não ser fazer o impossível se tornar possível.”

– Houve várias vítimas do projeto Lilith nos anos 40, vários soldados mulheres e crianças acabaram sofrendo na mão de um cientista que conhecemos muito bem, Logan. — Charles se virou para o mutante e esperou seu raciocínio. A historia na mente de Howard mostrou que ele não era tão explorador quanto imaginou, mas apenas um pai desesperado.

– Stryker? — Perguntou Logan franzino a testa.

– Stryker foi reconhecido como aliado da HIDRA. — Comentou Howard acompanhando o assunto.

– Ele fazia experimentos em mutantes, Logan foi uma vítima de seu projeto antigamente e pode se dizer que foi um dos poucos sobreviventes. – Explicou Charles.

– Você é do Lilith também? — Questionou Howard olhando para o homem com o charuto na boca.

– Não tem nenhum demônio em mim se é isso que está insinuando, Stryker tinha planos mais dolorosos para mim e minha mutação.

– A diferença é que o que ele sofreu habituou-se a sua mutação, agora e a Lilith a de Liliam? Qual efeito deve ter tido em seu corpo? Acho que não se perguntou isso quando enfiou uma agulha no coração de sua filha com algo desconhecido.

– Foi para salva-lá! Norman não me disse isso!

– E por que diria, seu idiota? –Logan Xingou. — Você deu tudo que ele precisava; Uma mutante, uma cobaia e alguém que pode sobreviver à experiência.

– Logan tem razão, você deu todos os dados de Liliam tentando cura-lá de algo impossível, o sr. Osborn se aproveitou de seu desespero e a usou para algo que ele já tinha em mente. Lilith não é um simbionte, é um alienígena. Ela se alimenta da força humana, de sua vida e tem sido assim durante anos. Todas as mortes aconteceram porque ela mata interiormente o hospedeiro, tentando dominar seu corpo. Sorte a sua que a mutação de sua filha é poderosa o suficiente para não só mantê-la viva como a mantém no controle de seu corpo. A batalha travada entre as duas deve ser o que a esta deixando tão instável no controle de seus poderes. – Explicou o professor.

– O que pode fazer para salvá-la? – Perguntou Howard tão preso na sua confusão interna que pedia pela ajuda daquilo que sempre temeu.

–Precisamos trancafiar os poderes de Liliam e com isso aprisionar Lilith. – Respondeu Charles pensativo e retrocedendo sua cadeira um pouco. -Para entrar na mente dela eu preciso que esteja desacordada. Infelizmente é uma fase dolorosa e como uma telepata ela pode bloquear meu aceso e então não poderei entrar mais em sua mente.

[...]

Maria Stark olhava para sua pobre filha através do vidro temperado da sala da S.H.I.E.L.D. Ela não conseguia conter as lagrimas que escapavam quando pensava que deixou tudo aquilo acontecer com a filha e não pode impedir. Howard estava atrás dela e esperava que ela esboçasse alguma reação depois de tudo que contou. Mas a mulher permaneceu intacta olhando para a filha que tanto privou do mundo quando o perigo era dentro de sua casa.

–Maria, eu...

–Não fale! – Mandou não conseguindo fingir o desgosto de sua voz. – Por favor, Howard não me faça odia-lo mais do que eu já o odeio.

–Eu tentei salvar nossa filha. – Ele percebeu que o casamento deles estava por um fino fio invisível. E ele não poderia perder Maria.

–Salvar?Destruindo a vida dela? – Perguntava Maria. – Quando foi que o homem por quem me apaixonei, tão intelectual e seguro decidiu que esconder absolutamente tudo de mim era o melhor?

–Está com raiva porque escondi de você?

–ESTOU COM RAIVA POR TUDO! – Ela já não podia mais conter sua fúria. Maria Stark tinha tampado seu belo sol de Malibu com a peneira tempo demais. Um filho estava no internato e a outra estava quase morrendo! Como poderia segurar tudo aquilo em suas costas e desfarçar com o cartão ilimitado que Howard lhe dava? Como esqueceu que Maria não era as idiotas insensíveis que ele já namorou.

–Maria, não grite. – Pediu encolhido na porta por ver a mulher tão furiosa.

–Não gritar? Você destrói nossas vidas e é pra mim não gritar? Deus, o que eu fiz para passar por tudo isso...

–Eu sei que você esta irritada demais, mas se pensar no meu ângulo.

–No seu ângulo? Pensar no seu ponto de vista? O que eu tenho feito todo esse tempo, Howard? Tudo que eu faço é pensando no seu angu, na sua vida! Tony ir para o internato foi sua ideia, porque eu não queria meu filho distante de mim. Liliam ser trancafiada em casa foi sua ideia, porque eu não tenho vergonha do que ela é! Morar em Malibu onde não podemos nem jantar direito sem milhares de vagabundas do seu passado te procurarem ou fotógrafos nos perseguindo dia e noite, tudo isso foi sua ideia! – Acusava impiedosamente apontando o indicador na cara de Howard. – Não cuidar da nossa filha pra ficar trabalhando foi sua ideia. Deixa-la morrer, porque estava ocupado demais preocupado apenas consigo mesmo foi sua ideia! Achar que colocando algo cujo o nome já é de um demônio para não carregar o peso de que foi um péssimo pai e que matou sua filha também foi sua ideia. Acho que não preciso ver como você é uma pessoa cruel, porque nós dois sabemos disso.

–Esta me acusando, mas parou pra pensar que eu também sofro? Ela não é própria sua, Maria. Ela é minha filha e eu sempre quis protegê-la. Vê-la nos braços de Tony e perceber que ela esta morta porque eu fui inútil quase me matou por dentro, e eu não fazia ideia que ela teria um demônio alienígena lutando em seu interior! – Howard estava mais abalado que a mulher, mas isso não a fez ter piedade de seu marido.

–De qualquer jeito parece que você só procura um modo de ela morrer... Da forma pior que a outra. – Maria deu as costas e entrou na sala da filha.

Estava na hora de deixar a filha a mercê das outras pessoas mais uma vez.

A mãe de Liliam pediu que a mesma se deitasse na cama para que ela a ajudasse a resolver o que estava acontecendo com Liliam.

–Tem mais uma coisa, querida. – Sussurrou Maria colocando a seringa de morfina no braço da filha. – Acho que não poderá viajar com Grace.

– Eu quero viajar com Grace. — Pedia em sua maca, a voz estava enfraquecida pela morfina.

– Não pode querida, precisamos cuidar de você antes que... — Maria não conseguia terminar a fala sem que o bolo crescesse em sua garganta. Admitir que a filha de quinze anos poderia estar morrendo não era fácil pra nenhuma mãe.

– Antes que eu vire uma Carrie e escrevam "queime no inferno, vadia" em cartazes na porta de casa. Seria interessante ver Howard esconder essa. — Liliam puxou os lábios dando um sorriso cansado. Ela sentia aos poucos a droga dominar seu cérebro, mas relutava em dormir porque sabia que iriam fazer algo em seu corpo.

– Eles não fariam isso, querida. — Maria passou as mãos pelo cabelo chocolate de sua filha. Vendo o horror que o mundo estava hoje ela sabia que Liliam estaria certa, e assim precisava admitir que Howard também estava. O mundo era cruel com pessoas como Liliam Stark.

– Ainda colocariam fogo em mim, talvez daria um filme muito ruim futuramente. — A garota pegou a mão da mãe e beijou com carinho. — Minha preocupação é vocês, minha família. Não quero que se machuquem por mim.

– Não é seu dever nos proteger, pequena lírio,é o nosso dever. Ninguém tocara em você, porque não deixaremos e se não estivermos aqui pra impedir, seu irmão irá. — A mãe pegou a mão da filha e retribuiu o beijo. — Porque você é a nossa família , e te amamos tanto...

– Amo você também... — Os olhos castanhos de Liliam se fecharam, e ela acabou rendida a droga que a mobilizou.

Maria beijou a testa da filha, deixando a sua menininha exposta ao horrores que poderia enfrentar em sua mente.

[...]

–Abra sua mente, Liliam. – Pediu Charles mantendo a voz calma nesse momento de tanta precisão. Entrar na mente de um humano, ou de um mutante não costumava ser problemas para ele. Mas mentes como a de Liliam, ou como a de Jean criavam barreiras protetoras que não permitia que outro telepata invadisse.

–Eu não consigo. – Liliam se retorceu na maca sentindo dor toda vez que o professor tentava entrar no interior dela, era como se algo o expulsasse e a fizesse entrar em um rápido curto circuito. – Professor, dói.

Xavier percebeu que não era Liliam que tentava impedi-lo, era Lilith tentando levantar barreiras para que ele não controlasse Liliam e a impedisse de controla-la. Era o que Charles tentaria tirar se pudesse, mesmo percebendo que ela era forte.

–Querida, isso vai doer. – Avisou o homem antes de penetrar na mente da moça e do grito de dor ecoar por sua mente.

Na mente de Liliam

Charles primeiro pensou que estivesse no mar. Cada pessoa tem o centro do cérebro manifestado de acordo com sua característica mais forte, alguns estão em guerra com si mesmo, outros estão ardendo no fogo da raiva, e tem aqueles que se veem perdidos no nada e não sabem por onde começar a construir sua mente. Liliam Stark tinha um universo azul dentro de si, não era necessariamente mar, funcionava como um aquário deixando o azul cobrir sua cabeça e deixando o fechado para respirar. Xavier entendeu o que o centro de Liliam dizia; ela estava presa dentro de sua mente, fechada para apenas admirar as coisas que podem fazer, o poder que tem, mas nunca poderá romper o vidro que a guarda para usar de seu poder porque ela se afogaria nele. Triste, porém necessário.

–Quem é você? – Perguntou a imagem de Liliam na frente do professor. O aquário tinha um corredor comprido, que Charles ainda não teve tempo de explorar.

A Liliam que estava a sua frente não era a garotinha que ele conheceu na S.H.I.E.L.D, na verdade ela não podia se dizer uma garota. Era uma mulher formada, de vestido cor violeta que marcava seu corpo com seu tecido fino, um vestido antigo ou de fantasia, talvez fosse de outro planeta mais Charles não conseguiu definir.

–Você sabe quem eu sou. – Respondeu o homem andando com sua cadeira de rodas para se aproximar da moça.

–Então também sabe quem eu sou. – Ela também deu um passo a frente demonstrando não temer o mutante,mas sim desafia-lo a temê-la. Tudo nela não era de Liliam; sua postura, seus olhos inteligentes e manipuladores, sua boca que se prendia em um sorriso ameaçador, sua vestes e principalmente sua fala. A aparecia era a mesma, só que em uma pessoa distorcida.

–Lilith. – Charles cumprimentou com um leve aceno de cabeça, como resposta ela pegou seu vestido e se reverenciou ao homem.

–Poucos humanos conseguem me surpreender, Charles Xavier, considere importante. – Um sorriso brotou no rosto distorcido de Liliam, e Charles percebeu a maldade dos olhos de Lilith.

– Aqui não é o núcleo dela. — Constatou Charles percebendo que o eu interior da garota não havia estado la.

– Esta longe de ser. — Respondeu Lilith erguendo levemente o queixo. — Siga-me, eu o levarei.
Lilith ofereceu sua mão ao homem, lhe guiando para o interior da garota Stark.

Como um piscar de olhos ela o levou para um lugar branco. Liliam parecia estar deitada numa cama de gelo, com pequenos flocos caindo em seu corpo. Era um lugar frio e vazio, guardando uma pessoa inconsciente.

– Ela esta fria. — Charles olhou para o rosto gélido se Liliam. Paralisado em uma mascara angelical e não dando nenhum indicio de que acordaria.

– Acho que esta morrendo. — Comentou Lilith atrás do professor — Ultimamente tem ficado muito aqui, presa no seu interior e só acorda quando se descontrola. Minha teoria e que ela so se sente viva quando usa seus poderes.

– De qualquer forma as duas soluções são perigosas. Liliam já se condicionou a se manter presa, quer dizer, a manter seus poderes presos. — Corrigiu-se. — Por isso que quando libera a esta afetando e fazendo que seja mais forte. Sua presença aqui apenas a esta fazendo morrer sufocada. Dois corpos não ocupam o mesmo lugar.

–Eu penso como o senhor. O certo seria essa garota inútil morrer no momento em que eu invadisse, mas... Estamos aqui, uma lutando pelo o espaço da outra... Como vocês dizem sobre aquela lei; dois corpos não ocupam em um mesmo lugar. Acho que funciona do mesmo jeito com a mente. – O tom de Lilith era de pura felicidade, festejando que finalmente estava tomando posse do que lhe foi oferecido.

–Não permitirei que faça isso.

Então Charles avançou até o corpo gélido da garota e colocou a mão em sua testa. O bloqueio de poderes era uma habilidade especial do telepata, mas ele não sabia que Liliam já tinha seu próprio bloqueio. Seu poder de manipulação permitiu que ela criasse uma barreira para que a própria não fosse manipulada, uma boa explicação do porque Lilith não dominou sua mente totalmente. Charles teve mais dificuldades do que queria, mas no final conseguiu colocar todas as barreiras necessária para que nem Liliam e nem Lilith conseguisse tomar posse daqueles poderes.

Uma ação momentânea, contanto ainda sim necessária.

Fora da mente de Liliam

–Ela pode se lembrar que estive na mente dela ou pode se lembrar de quando Lilith entrou em seu corpo. Não pude alterar essa parte de seu cérebro. – Explicou Charles para os pais de Liliam.

–Então ela não usara mais os poderes? – Interrogou Howard interessado.

–Não funciona assim, Howard. Os poderes dela estão presos por barreiras, assim como os humanos evoluem a cada ano os poderes funcionaram da mesma forma. Um dia as barreiras que criei não será o suficiente e assim Liliam pode voltar a tomar o controle de seus poderes. – Charles olhou para a menina ainda inconsciente e teve pena de sua vida.

– E Lilith? Pode domina-la? – Perguntou Maria desesperada.

–É difícil dizer... Lilith é uma força que vai alem de meus conhecimentos, nada que vem dela é capaz de minha compreensão. Mas uma coisa eu descobri enquanto estava em Liliam; que ela não pode ser retirada sem que uma das duas morra.

Charles girou sua cadeira para a porta, onde em um corredor Logan o esperava para partir. E quando saiu da sala, soube que os pais dela não entenderiam que Lilith era a morte de Liliam, porém também era tudo que a mantinha viva.

–Ela vai ficar bem? – Perguntou Logan também comparecido da dor da mutante de cabelos chocolates.

–Eu gostaria responder que sim... Eu realmente gostaria.

[...]

–Eu morri, não foi?

Howard olhou nos pequenos e desesperados olhos de sua filha pedindo uma resposta. Mas o que ele poderia dizer? Que foi culpa dele? Que ele tinha falhado com a vida da filha ao deixar seu orgulho vencê-lo? Que para salvá-la ele estava a matando interiormente? Ele era um homem que não voltava na palavra, um Stark não poderia se desfazer de uma promessa quando era feita e muito menos de sua palavra. Ele prometeu enquanto Liliam estava em seus braços que cuidaria da pequena Lírio. Que sua pureza seria preservada e nada de ruim aconteceria a ela.

Como admitir para si mesmo que você é o mal de sua filha?

–Eu senti tudo novamente enquanto o professor prendia meus poderes. – Respondeu Liliam sem receber a resposta que queria do pai, pelo menos ela tinha esperança de que ele a consolaria. – Percebi que Tony agiu tarde demais, ou a água congelada foi mais rápido. Eu morri, depois acordei e achei que tudo não passasse de um sonho.

–Você precisa ser forte, Liliam. – Disse Howard mantendo seu tom duro e calmo. Tentando fazer com que a filha compreendesse cada palavra e não enlouquecesse. – Você supera tudo isso, não é querida? Somos Starks, não somos?

Liliam abaixou a cabeça para poder não encarar os olhos cheios de esperanças que o pai tinha sobre a maneira que ele queria que ela ficasse bem. Ele não tinha entendido nada do que ela estava dizendo, a garota ate chegou a duvidar de que ele ao menos a escutou. Ela tinha perdido os poderes! Ela tinha morrido! Como poderia superar algo tão fora da realidade? Como ele queria que ela fosse uma “Stark”? Não fazia droga de sentindo nenhum!

–Papai. – Chamou quase em um sussurro. – Eu não posso contar pra ninguém, não é? – Ela ergueu a cabeça mostrando as lagrimas escorregando pelo seu pequeno rosto.

Howard não gostava de guardar nada de Maria, mesmo tendo um oceano de segredos que a morena não podia nem pensar que existia. Ele precisava fazer o que era preciso, a respeito da Liliam, do trabalho, da família, do mundo... Não era uma simples questão emocional como a mulher lidaria. Maria Stark era o lado sentimental da família, lado que Tony e Liliam também herdaram, e Howard não poderia lidar com aquilo. Como contaria pra mulher que estragou a vida da filha de uma maneira que não pode ser afetada?Se ela visse a tristeza daqueles olhos castanhos ela no mínimo o abandonaria e fugiria pra Deus sabe pra onde com a garota! Seria ele capaz de viver sem Maria ao seu lado? Essa era uma pergunta que ele nunca queria ter a resposta.

–Não, pequena lírio, esse é mais um dos nossos segredinhos. – Howard teve coragem de sentar ao lado da filha e esperar pelo choro que viria a seguir.

Mas, surpreendentemente, ela não derramou mais nenhuma lágrima. Tudo que fez foi reerguer sua cabeça e respirar fundo.

–Assim como muitos. – Brincou olhando para o pai com um sorriso discreto.

–Assim como muitos. – Repetiu orgulhoso da filha mais nova, mesmo não dizendo em palavras ela era a mais forte da família. Howard sorriu ao ver que sua filha seria uma grande e poderosa mulher.

–O que foi? – Perguntou tímida vendo o pai a olhar de maneira tão estranho. – Sou uma Stark, não sou? Eu sobrevivo.

Notas finais
Então... O que acharam? Só pra dar uma de defensora, eu entendo o Howard. Ele não é um pai muito bom, mas ele ama os filhos dele e nunca foi minha intenção que ninguém o odiasse, ok? Tudo sobre Lilith é confuso mesmo, mas só porque depois eu quero catar todos esses cacos e juntar para fazer uma personagem completa. Mas é importante lembra-los que: Charles tem conhecimento sobre Lilith e não vai desistir até saber TUDO sobre o que ela é. (Talvez o veremos mais vezes aqui, não é) *A participação de Logan não foi tão *O*, porque foi proposital! Não queria que ele brilhasse (Mais do que ele brilha) aqui, porque ele só esta observando. Mas futuramente ele e Liliam terão uma certa amizade e é bom ver de onde os dois se conheciam. Próximo capitulo: Three Wishes Depois de eventos traumaticos como descobrir que morreu, ter seus poderes presos em sua mente e saber o que seu pai é diretor de uma agencia de espionagem, Liliam precisa de uma folga! Pela primeira vez a garota Stark tem a oportunidade de ter uma tarde normal e isso precisa ser dividido com sua melhor amiga. Mas parece que os problemas a perseguem e o final de semana normal que queria parece ter vindo com um bolo de surpresas. Quais seria seus Three Wishes (Três Desejos) ? *Ps; Prometo tentar não demorar tanto ;) A partir da semana que vem haverão alterações nos três primeiros capítulos, se quiserem deem uma conferida ;)