Notas iniciais
oi oi! estive trabalhando nessa fic tem algum tempo, espero demaaaaais que vocês gostem. ♥

brick by boring brick — paramore

eu estava absolutamente nervosa. os anemoi thuellai (ou venti, como preferir chamar) estavam me perseguindo faz dois dias, e eu estava parada na frente do local que podia ser ou minha salvação, ou minha perdição — talvez eu esteja sendo dramática, mas mesmo assim! — ah, espera. você não sabe quem eu sou não é? então vamos começar do... bem, começo:

meu nome é Lilah Jett, estou no 8º ano e estudo em uma escola católica, que foi passada das mãos das freiras para o governo do Tennessee, onde eu, a miss Jett tinha um talento um tanto especial com a guitarra elétrica, e fazia parte da banda de punk do 1º ano do ensino médio chamada Meat-Bag. eu sei, péssimo nome, mas a gente arrasava, com Marcus Bliss no vocal e baixo e Joe Grimes na bateria. Eu e Grimes sempre fomos melhores amigos, e em um dos nossos ensaios, depois de tocarmos (pela milionésima vez, já que era nossa melhor faixa) Brick By Boring Brick do Paramore, Joe me chamou pra dar uma caminhada pela escola, e o que aconteceu não foi exatamente o que eu esperava. Na verdade foi bem esquisito.

— então, Lilah...

— então, Grimes. — eu sempre o chamava pelo sobrenome. Fala sério, Joe é muito comum! — Por que me chamou?

— Olha Lilah, tem duas coisas que eu quero te contar faz um tempo, mas uma dessas coisas talvez te faça surtar, okay?

Eu estava ficando assustada. O que Joe Grimes falaria que pudesse me assustar? Tipo assim, ele tinha olhos azuis como o céu mas os cabelos eram negros, e a pele, ficava ainda mais pálida por causa disso. O garoto era quase um fantasma, com o brinco de prata na orelha direita e as correntes nos jeans. Como ele queria que eu surtasse com ele sendo meu melhor amigo

— Grimes, você tá me assustando...

— Seguinte, Lilah, eu vou começar com a parte constrangedora, depois a gente vai pra parte assustadora: Eu sei que você é dois anos mais nova que eu, mas eu realmente queria que isso desse certo, mas eu não vou me importar se você não quiser, claro, é que...

— Joe Grimes, fala logo! você é todo raivoso e punk na bateria e agora você tá aqui quase se mijando! Me diz o que tem pra dizer antes que eu...

— Eu gosto de você! Bastante...

Ele baixou a cabeça, como em um gesto de rendição (e vergonha). Eu baixei a minha , ainda mais envergonhada. Cara, como ele ia gostar de mim? Ele era perfeito (ei, ele era meu melhor amigo e era meio fantasmagórico, mas eu ainda tinha olhos!), e eu, tinha o cabelo tingido de azul-escuro, era baixinha e tinha um gosto estranho pra livros e programas de televisão. Ele já tinha admitido o que eu nunca imaginara, mas eu não sabia como agir agora.

— Eu te digo o que eu penso sobre o que acabou de acontecer depois. Agora me diz a parte assustadora

eu achava que ele ia dizer que ele achava que que a mãe dele tinha ficado louca e agora estava em um manicômio ou sei lá. Mal sabia eu que seria bem pior.

— Lilah Jett, já reparou que você parece entrar em outra linha do tempo quando toca? Como se todo mundo ao redor de você se tornasse mais devagar ou mais rápido, dependendo da velocidade dos seus acordes.

— C-como? Grimes, se você estiver zoando com a minha cara...

— Eu não estou! Eu juro! Quando eu olho pra você nos ensaios, você parece as asas de um beija flor! Como se o tempo pra vocêfosse diferente!

Eu estava perplexa. Não por achar que Grimes era louco ou algo assim. O que me surpreendeu, foi que ele descreveu com precisão que eu sentia tocando.

— Okay, vamos fazer de conta que sim, é isso que acontece. Por que você está me dizendo isso?

— Lilah, eu acredito que você seja uma semideusa.

— Parou, parou, parou. Uma semi-o-quê!?

— Uma semideusa. Filha de um pai mortal, e outro pai olimpiano.

— tá, eu já ouvi esse nome "olimpiano" — falei, acrescentando aspas com as mãos — em algum lugar, mas você sabe que eu odeio história. Explique melhor.

— Um "olimpiano" — começou ele, imitando minhas aspas — é um deus grego, tipo Hefesto, Hera, Hermes, Hécate e outros que com certeza não começam com H.

(N/A: sorry, tive que pegar essa referencia)

— você está me dizendo que os deuses antigos existem e eu não estou sabendo?

— você não está sabendo, por que nenhum mortal comum deveria saber.

— Se nenhum mortal comum deveria saber então por que você... oh.

— É. Joe Grimes, filho de Apolo, prazer em conhece-la

— A-Apolo? Tipo, o Apolo? Deus da música e umas outras coisas lá?

— Sim, esse Apolo, agora me perdoe pela pressa, mas você tem que ir ao acampamento meio-sangue agora.

— Agora?! Grimes, eu tenho aula amanhã, não posso simplesmente sair!

— Droga, Lilah! Confie em mim! Vamos, minha irmã pode nos dar uma carona.

— A sua irmã é filha de Apolo também?

— Não. Pra falar bem a verdade ela se chama Nyssa e é uma filha de Hefesto. Não temos o mesmo sobrenome, por que a minha mãe adotou Nyssa como assistente social, e achou que eu fosse filho do marido dela, o que é bem errado.

— espera, o quê?

— Te explico no carro, vamos!

então, Johny Grimes ligou pra sua irmã Nyssa (que por sinal era o oposto dele. Tipo, ela tinha pele cor de canela e era forte, enquanto o irmão era um pálido magricelo) que nos levou até a Pensilvânia com um carro muito irado que ela disse que construiu ela mesma com ajuda de seus irmãos (isso estava ficando cada vez mais esquisito).

Quando chegamos lá, ela me largou e disse que ela e o irmão precisariam pegar um voo pra Califórnia e me encontrariam em 3 dias.

E foi aí­ que deu todo o troço dos anemoi que eu expliquei, e eu quase fui morta no caminho pro acampamento.

Depois de alguns dias se escondendo em becos, eu cheguei na colina meio-sangue, e antes que eu pudesse entrar eu hesitei.

"Seu pai era um monstro"— dizia a voz na minha cabeça — "eu perdi a tudo e a todos que eu amava por causa dele. A minha mãe enlouqueceu por causa dele. A garota dos meus sonhos agora ama a outro por causa dele."

A voz continuava a repetir acusações contra o meu pai na minha cabeça, e eu comecei a me desesperar. E se eu me tornasse igual a ele? E se eu fizesse todas as coisas horríveis que ele fez? Eu comecei a chorar

"A pior parte, é que seu pai agora está morto, junto comigo, mesmo eu não tendo merecido tal punição. Minha família... ela já era, agora Lilah, você vai ressuscitar a raiva e o rancor de seu pai, por que afinal, tal pai tal filha, não é mesmo?"

Me desculpe... — eu cochichei envergonhada para a voz — Eu... eu vou concertar o que o meu pai fez pra você... — a esse ponto eu já estava soluçando de tanto chorar — eu prometo.

Eu me deitei no chão da colina meio-sangue e gritei, liberando toda a tristeza que aquela voz tinha causado pra mim. Fiquei ali deitada por um tempo, chorando e pedindo desculpas para a voz, apenas me perguntando quem era meu pai e por que ele tinha destruído uma vida, da pior maneira possível.

Depois de muito chorar e me encolher na grama e na terra, um garoto, acho que da minha idade, veio correndo, acompanhado de uma menina ruiva, talvez de dezesseis ou dezessete anos com uma mecha verde no cabelo.

— Harley, eu acho que ela é uma de nós.

falou a garota, que carregava um arco na mão.

— Acha mesmo? Por que bem, ela está meio... sozinha, pra uma semideusa.

— Se você quer dizer sem monstros por perto — interrompi — eu estou fugindo dos anemoi a dois dias. vocês são semideuses, não são?

Os dois se entreolharam. Talvez pensassem que eu era louca, ou talvez pensassem que eles estavam ferrados por terem feito uma mortal descobrir o mundo deles. ninguém parecia querer tomar uma atitude, mas por fim, o garoto da minha idade, Harley começou:

— você... você já sabe quem é seu pai ou sua mãe divinos? Pelo menos tem uma ideia?

— não... eu queria muito acreditar que eu sou filha de algum deus importante, tipo Apolo e tudo mais, mas não acho que seja o caso

— Ela tem razão, Harley. nós, filhos de Apolo — falou a garota com o arco e flecha — temos algumas características similares. No mínimo temos talentos e personalidades parecidas. Tipo, somos muito vibrantes e vívidos, e você não tem nada de vívida, e sim precisa de alguns cuidados. além do mais, você tem treze anos né? Se seu pai fosse Apolo, você já estaria sabendo.

— Bom, então quem é meu pai? Por que minha mãe se chamava Emma Jett, e a única coisa que eu sei fazer é tocar guitarra.

—Qual é o seu nome? — perguntou Harley

— Eu sou Lilah Jett. Fui trazida pra cá por Joe Grimes e Nyssa Barrerra.

Os dois soltaram uma exclamação uníssona, aparentemente conheciam os dois irmãos, e estavam preocupados.

— Uhm, Lilah... — começou Harley. — Nyssa é minha irmã, filha de Hefesto.

— E Joe é meu irmão, filho de Apolo. nós sabemos quem eles são e que inclusive são irmãos de pais deuses diferentes, mas estamos em busca deles há dias.

— Mas... Joe estudava comigo e Nyssa... bem, eu não sei nada sobre ela. além disso, os dois disseram que voltam em três dias, desde que eu saí­, o que significa que devem voltar amanhã.

— Bom Lilah, acho melhor entrarmos, se quiser ver Grimes de novo — falou a garota — a propósito, meu nome é Kayla, agora vamos. Quíron vai querer conhecer você.

Notas finais
e aí gente? gostaram do cap? espero que sim! quem vocês acham que é o pai da Lilah? quero muuuito saber das suas teorias, deixem nos comentários!fiquei muito feliz com você que ainda está lendo essas notinhas. deixe um comentário com sua opinião, crítica ou elgio! sugestões são sempre bem vindas e positividade é sempre apreciada! byye ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.