Like a candy

1 Capítulo 1 - Como um doce rosa.


Notas iniciais
Olá peoples, essa é a minha primeira fic colegial *-*
Solta fogos, uhuul u.u
Vou pro shopping com minha prima agora, e depois volto ♥333
Espero que gostem dessa fic seus lindos ♥
E coloquem a trilha sonora pfvr u.u

O que fiz pra merecer isso? Droga de vida, odeio mudanças radicais, sempre deixo algo para trás...

Lucy voltou correndo para o aeroporto e falou com a atendente.

— Com licença moça... Mas, onde é que fica o lugar dos achados e perdidos? — perguntou apertando sua bolsa.

— Siga reto e dobre a esquerda, logo você verá uma placa enorme indicando o que você quer — a mulher de cabelo levemente escuro disse sorrindo.

— Oh, obrigada de verdade — agradeceu e foi ao local que a moça havia mandado, e ela tinha razão, a placa era totalmente escandalosa e chamativa, assustador.

Caminhou até o lugar ordenado e sorriu ao ver o rapaz que tomava conta da barraca escandalosa de Achados e Perdidos. O cabelo levemente alaranjado, juntamente com os olhos claros, deixava-o atraente. Lucy ignorou seu pensamento e sorriu.

— É... Eu esqueci a minha mala, será que... vocês encontraram? — perguntou tímida.

— Presumo que sim, como ela é? — o rapaz deu um sorriso cortês e galanteador.

— Bom... — hesitou antes de falar, a mala dela era totalmente vergonhosa — rosa com pompons — sussurrou.

— O quê? — o dono de olhos claros não havia escutado direito.

— Uma mala rosa com pompons — gritou cabisbaixa de constrangimento.

O ruivo ficou surpreso com o gosto peculiar da garota, e logo riu.

— Rosa com pompons? Bem... Acho que me lembraria se visse algo parecido, mas, vamos ver se está por aqui, só por precaução, espere um instante, sim? — disse sorrindo, Lucy assentiu e logo após ele entrou em um depósito que tinha lá dentro.

Enquanto isso, na outra ponta tinha um rapaz segurando exatamente uma mala como a loira descreveu, estava assobiando com o corpo totalmente desleixado. Estava com óculos escuros, e um terno preto. Olhou para trás e sorriu para um grupinho de garotas, Lucy olhou para o rapaz ao lado e logo após para as meninas, revirou os olhos.

Odeio esse tipinho de cara, como elas podem ficar se desvalorizando assim?

A Heartfilia virou-se novamente para frente à procura do dono de cabelos alaranjados, o qual, ainda não havia voltado. Suspirou cansada, sua viagem havia sido bem longa e cansativa para variar e ainda tinha que ver aquele tipo de cena irritante? Logo depois se lembrou da sua mala e olhou novamente para a mão do homem de óculos, que agora estava falando com uma menina de estatura mediana, um corpo bonito juntamente com seu cabelo preto e olhos verdes. Voltou sua atenção para a mão do homem que segurava uma mala.

Sua mala.

Começou a bater o pé fortemente no chão, aderiu uma expressão cínica e guiou-se até o homem de terno, que a olhou com a sobrancelha arqueada, nesse momento a loira desferiu um tapa em sua face, deixando a marca dos cindo dedos dela, Lucy sorriu cinicamente — óbvio — e puxou sua mala rosa com pompons, apertando-a com força.

Ele a encarava incrédulo, pôs uma de suas mãos no lugar onde levara o tapa, as meninas que estavam com ele, começaram a fazer um alvoroço e chama-la de louca, o mesmo mandou-as pararem.

— O que você pensa que está fazendo, esquisita? — perguntou com a expressão irritada — Você acha que é quem, para fazer — apontou para seu machucado —, isso? Você é louca? — ao terminar, notou que a Lucy já estava um pouco distante dali, puxando sua mala rapidamente e acenando para ele, um sinal de tchau, revirou os olhos — Aquela louca! Ela vai ver o que eu vou fazer! — resmungou e voltou sua atenção para as garotas.

Como eu estava pensando, odeio mudanças radicais, e que tipo de vida é essa? Tenho que me encontrar com meu tio na Praça de Tóquio daqui a pouco, e perco minha mala assim, facilmente? Acredito que aquele tarado queria obviamente, roubar minha mala descaradamente! Ainda tenho que entrar no meio do ano na escola Gakushuin, e o pior, não me recordo de nada dessa cidade, nem sei como chegar lá! Estou perdida.

Acenou para um táxi qualquer que encontrou e entrou com tudo nele.

— Poderia, por favor, deixar-me na Praça da Magnólia? O mais rápido possível! — ordenou e assim o motorista fez.

Chegou em poucos minutos no local marcado, sorriu ao ver a bela árvore de Sakura á sua frente.

Imensa.

Estava bem cheia de gente, muitos casais passeando sorridentes, crianças correndo de um lado para o outro e logo avistou um homem sozinho, com a expressão fria e carrancuda.

Seu tio Gildarts.

Sentiu um frio percorrer sua espinha e foi até ele, engoliu em seco, dava para ver que ele estava triste e desolado com o que ocorrera, na verdade, Lucy acabara de chegar do enterro de seus pais, havia sido em Nagoya, foi tranquilo e... vazio. Seu tio ficou responsável por ela e pela empresa de seu pai, a qual tomaria posse ao chegar aos dezoito anos, o que não demoraria muito, apenas dois anos.

Sentiu seus olhos lacrimejarem, não havia derramado nenhuma lágrima sequer depois do enterro, na verdade, nem queria pensar naquilo, para ela, eles estavam vivos em seu coração e era isso o que importava. Sentou-se ao lado do seu tio, que ainda não sabia da sua chegada, e o abraçou fortemente, ele a olhou surpreso e logo abaixou seu olhar acariciando a mão pequena e macia de Lucy.

Os dois permitiram algumas lágrimas descerem e se deram um abraço apertado, as pessoas andavam e voltavam dali, só encarando os dois e cochichando alguma coisa, mal sabiam eles, que ela perdera seus pais e nem o futuro que reservaria para a garota em sua frente. Choraram mais ainda até soluçarem, as pequenas lágrimas se tornaram maiores e doloridas.

Seus pais sempre foram amáveis e compreensíveis com Lucy, amavam-na mais do que qualquer coisa, e foi por ela que deram suas vidas. Era um assunto particularmente difícil para ela, já que, foi ela a culpada pela morte deles. Claro, não queria que nada daquilo tivesse acontecido, mas, quando viu, já tinham se metido na frente e ela não pode fazer mais nada do que se desesperar.

Deixaram as lembranças os perturbarem por um tempo até o limite, ajeitaram-se e enxugaram as lágrimas de seus rostos. Gildarts se levantou e puxou a sobrinha ajudando-a a se levantar.

— Então Lucy — sorriu abertamente —, como foi de viagem? Chegou bem?

— Bom, se chegar bem, significa perder a mala pelo aeroporto, então sim, cheguei bem tio! — Riu com o próprio comentário, arrancando também de seu tio.

— Como conseguiu isso? — perguntou curioso.

— Longa história tio! Mas, por sorte consegui pegá-la da mão de um pervertido — disse orgulhosa.

— Sério? — o tio arqueou a sobrancelha.

— Quer dizer... Não sei bem se ele queria me roubar, ou tinha achado-a para devolver — Abaixou a cabeça ao dizer.

— Como assim? — surpreendeu-se.

— Ele estava perto dos Achados e Perdidos, e ao redor, estava cheia de garotas que estavam com fogo no rabo — falou encarando o tio.

Gildarts riu — Fogo no rabo? O que é isso? — perguntou curioso.

Lucy ficou pensativa — Bom... É uma expressão tio, e o pior, eu dei um tapa na cara dele com força, deixei até a marca dos meus dedos no rosto do pobre coitado, não sei se fiz isso por raiva de estar com tantas garotas por perto ou por pensar que ele estava querendo roubar a minha pobre mala, o que na verdade, poderia estar errado. — falou por fim.

— Ora, ora Lucy, só você para fazer isso mesmo — deu uma gargalhada —, então, darei minha opinião sobre isso.

— Pode dizer, estou totalmente a ouvidos — disse.

— Creio eu, que se ele estava perto do Achados e Perdidos, então... ele definitivamente, iria te devolver sua mala, mas, vejo que você não pensa antes de agir hein? Você não mudou nada — riu fraco.

Lucy corou — Esquece sobre isso tio, se um dia eu vê-lo por ai, peço desculpas, mas, não tenho certeza sobre isso.

— Fez a escolha certa — sorriu.

— Tudo bem, mas, estou cansada tio... Podemos ir para casa logo? — perguntou bocejando.

— Claro — passou a mão pela cabeça dela —, imagino que esteja realmente cansada, provavelmente você não deve ter dormido nada... Mas, existe um pequeno problema, teremos que ir de ônibus... o meu carro quebrou, algum problema com isso Lucyzita? — disse constrangido.

— Ora tio, até parece que não conhece a sobrinha que tem, não precisa ficar constrangido, eu amo pegar ônibus — mentiu para agrada-lo e sorriu, talvez, no fundo seu tio realmente acreditou.

— Ótimo! Então vamos correr, aquele ali — apontou para um ônibus enorme colorido —, é o nosso transporte.

— O que? Já? — ficou surpresa.

— Você veio na hora certa! Agora, vamos! — Gildarts segurou a mão da sua sobrinha e puxou-a correndo.

— Epa, espera. O quê? — Lucy ficou totalmente confusa com o ocorrido repentino, segurou sua mala com força e deixou-se ser puxada pelo tio, as rodinhas de sua mala quase se soltaram.

— Ufa! Conseguimos a tempo! — disse soltando a mão da Lucy para respirar, e na hora de pagar, sorriu para ela e levantou um polegar — Deixa que eu pago! — ofereceu-se.

Ora, você acha que seria eu a pagar?

— Oh não tio, deixa que eu pago! — sorriu.

— Não minha querida, está tudo bem! — estendeu o dinheiro para o cobrador e sentaram-se na frente.

— Ah... Que alivio — disse ao olhar as ruas decoradas.

— Sim, a Cana está louca para te ver, ela ia vir comigo, mas... Teve aula de última hora — disse triste.

— A prima Cana? Uou! Há quanto tempo que eu não falo com ela, qual foi à última vez que eu vim aqui? — perguntou pensativa.

— Acho que no natal de quase quatro anos atrás... — disse como se tivesse tendo uma memória agradável de seu passado.

— Huh... Acho que foi isso mesmo... — Virou o rosto para a rua.

— Mas, agora iremos ter lembranças melhores e felizes!

— Sim! — sorriu.

Depois de um terrível engarrafamento em Tóquio, conseguiram chegar à casa de seu tio, a qual não era tão grande nem pequena, e Lucy lembrou-se de sua mansão, era tão grande. Gildarts abriu o portão da frente e convidou-a á entrar, uma mulher velha abriu a porta principal, deixando a mostra uma casa bem limpa.

Lucy entrou rapidamente e respirou fundo ao sentir o cheiro de produtos de limpeza, rodopiou e olhou para seu tio.

— Vejo que está feliz, irei te mostrar o seu quarto temporário, venha — disse Gildarts, Lucy assentiu e seguiu o seu tio escada a cima, chegou ao final do corredor e deu de cara com uma porta branca enfeitada, abriu-a e deparou-se com um quarto bem grande, com duas camas, banheiro e tudo mais. —, você irá dividi-lo com Cana, tudo bem?

— Claro que sim! — Lucy respondeu alegre, colocou sua mala do lado do guarda roupa e jogou-se com tudo em cima da cama menos decorada.

— Que ótimo! Você pode descansar por agora, quando o jantar estiver pronto, mandarei a Cana vir te chamar, durma bem meu anjinho — disse e se aproximou dela, dando-lhe um beijo na testa.

Lucy pegou uma coberta, tirou seus sapatos e sua meia, voltou para cama com um bocejo. Seu tio antes de sair, havia ligado o ar-condicionado, o que deixou o quarto bem frio, e pra piorar, estava bem escuro, mesmo estando de dia, talvez por causa das cortinas roxas que estavam fechadas.

Levou a coberta até o nariz, e olhou para o teto com estrelas grudadas, nunca imaginou ter que morar com o seu tio e sua prima Cana, a imagem que Lucy tinha dela, era de uma garota angelical, calma, alegre e comportada, e continuava sendo, talvez sua prima tivesse mudado um pouco, afinal, passaram-se muitos anos dês da última vez que se viram.

Estava feliz por um lado, por dividir um quarto grande com alguém, não estaria solitária por um bom tempo... Na sua antiga casa, mesmo tendo um bom relacionamento com seus pais, não mudava o sentimento de solidão quando ia dormir. O seu quarto era talvez duas vezes ou três vezes maior do que o de agora, sorriu por estar nele.

Nunca teve necessidade de um quarto enorme, apenas achava-o desconfortável demais. Ergueu-se um pouco e olhou para a peça onde tinha um porta-retratos, levantou-se e foi até ele, pegando a foto de dentro, voltou para a cama e começou a olha-la com dificuldade, teve a ideia de pegar o celular e iluminar a mesma com ele.

Era dela e de sua prima Cana na páscoa de mais ou menos dez anos atrás, usava um vestido rosa e branco com babadinhos, seu penteado habitual e tinha um sorriso estendido no rosto, ao lado dela, uma garotinha morena usava a mesma peça de roupa, só que era amarela, e também sorria alegremente.

Estavam bem sujas, talvez por conta da brincadeira de esconder ovos dos seus pais, havia sido realmente divertido aquele dia, suspirou com o pensamento e fechou os olhos, abraçando a foto.

Dormira por tanto tempo que nem sequer notou a presença de alguém entrando no quarto, a pessoa aproximou-se e sorriu ao ver Lucy abraçando uma foto bem feliz, sentou-se na cama afundando o colchão e abraçou a loira.

— Lucy... — sussurrou — Morri de saudades de você.

Lucy ronronou sem abrir os olhos, sentiu um cheiro leve de flores misturado com bebida e puxou a pessoa para cama, abraçando-a, queria alguém para levar sua tristeza embora, Cana sorriu e acariciou o cabelo da prima, sabia o momento difícil que ela estava tendo, chorara bastante também quando recebeu a noticia dos seus tios mortos, passou até no jornal, afinal, a empresa deles ajudava bastante na economia do país.

Cana acabou dormindo também, e logo, Gildarts apareceu no quarto devagarzinho e aproximou-se das meninas, tocou-as levemente.

— Meninas, o jantar está pronto, vamos comer — chamou-as.

Lucy piscou várias vezes antes de abrir os olhos por inteiro.

— Onde... Onde eu estou? — perguntou com sono.

— Em casa Lucy — Gildarts respondeu carinhosamente, a loira sentou-se na cama e olhou para o lado sorrindo.

— Obrigada por avisar tio, logo estou descendo com Cana — disse ao recuperar a visão e a memória sobre tudo o que tinha acontecido dentre essas 24 horas.

— O.k, espero vocês lá embaixo.

Lucy apenas assentiu com a cabeça, seu tio fechou a porta devagar após sair.

— Cana... — Lucy cutucou a prima, mas, não obteve resposta — CANA — gritou deixando a morena atordoada.

Cana levantou na mesma hora de susto olhando para todos os lados do quarto e pulando.

— O quer foi? Caiu uma bomba aqui em Tóquio? Ai meu deus! Temos que arrumar nossas coisas — disse Cana tirando todas as roupas do guarda roupa e colocando-as em uma mala qualquer — O que você está fazendo parada Lucy? É perigoso! Temos que fugir! Sempre soube que os Estados Unidos agiria novamente contra o Japão! Aqueles ingratos!

— Eh... Cana-san... Fique calma, por favor! Além disso, os ataques foram em Hiroshima e Nagasaki, não em Tóquio...

— Mas Lucy-chan! Você sabe muito bem, que em Tóquio seria o lugar perfeito para eles atacarem novamente, afinal, é a cidade mais populosa que tem aqui no Japão.

— E... não é só isso — ficou pensativa —, na verdade... aqui também já ocorreram ataques piores do que nelas. Mas veja bem, isso faz muito tempo... Foi lá entre 1923 á 1945, estamos em 2013, não acho que eles tentariam algo contra nós novamente.

— E é ai que você se engana! Veja bem, nem se passou um século ainda, nunca se sabe quando irão tentar novamente... — Cana falava com muita sentimentalidade.

— Na boa Cana, você pirou de vez... O que deram pra você beber prima? — perguntou.

— Nada, eu acho — falou pensativa.

— Acha? Oh deus, eu tenho uma prima desajuizada — suspirou —, enfim, vamos comer, o jantar espera por nós! — continuou feliz.

— O.k, mas por que diabos, gritou comigo? Acordei assustada sabia? — disse fingindo estar ofendida.

— Sério? Eu nem percebi... — Lucy revirou os olhos e levantou-se da cama, abriu a porta e parou na mesma — Vamos logo, não temos a noite toda.

— Na verdade, temos sim! Mas o jantar ficaria frio...

— Cana amanhã irá ter aula, lembra-se disso? Pois bem.

— Oh, é verdade... — disse triste.

Cana e Lucy desceram as escadas e foram para a sala de jantar, era um cômodo bem amplo, todo decorado, a parede e o chão de madeira davam charme ao lugar, o lustre no meio deixava tudo mais chique.

— Uou... Lindo! — Lucy disse encantada.

— Não é? — disse Cana.

Cada uma sentou-se em seus lugares, e Gildarts sorria para elas.

— Obrigada pela comida! — disseram em uníssono e começaram a atacar a comida.

— Está uma delicia! — disse Lucy alegre.

— A Virgo é uma ótima cozinheira mesmo... — Cana disse e logo após enfiou um pedaço de carne na boca — Hmm, delicia.

— Espera, você disse Virgo? — Olhou alegremente para a prima que apenas assentiu — Onde ela está? — perguntou ansiosa.

— Virgo, venha aqui — Gildarts chamou com um sorriso e logo uma das portas foi aberta, dando a forma de uma silhueta feminina.

— Virgo! — Lucy correu em direção a mulher e sorriu — Estava com saudades.

— Oh, Lucy-sama — disse Virgo surpresa e logo começou a acariciar o cabelo sedoso da loira —, também fiquei com saudades.

— Pensei que você tinha ficado por lá em Nagoya — disse com uma careta.

— Claro que não, o que eu poderia fazer longe da família Heartfilia? — disse e logo após olhou para Gildarts corada.

— Entendo — Lucy sorriu maliciosamente.

— Ora, não pense besteira Lucy-sama — disse envergonhada.

— Nenhum problema Virgo.

Lucy sentou-se novamente, e Gildarts pediu para Virgo sentar-se a qual se sentou corada, depois de muita conversa, Cana bocejou.

— Ah, Lucy, antes de dormir eu quero te avisar uma coisa importante — disse Gildarts sério — ou ao menos tentou parecer —.

— O que foi tio? — perguntou curiosa.

— Veja bem, amanhã você sabe que irá para Gakushuin, não é? Pois bem, acorde cedo porque será um dia muito trabalhoso de acordo com Cana — disse sorrindo.

— Acordar cedo não é problema para mim — Lucy sorriu fraco, apesar de toda sua riqueza, sempre teve que levantar antes das quatro horas da manhã para rever coisas da empresa do seu pai, fazer treinamento de luta, esse tipo de coisa.

— Que ótimo! — exclamou alegremente.

— Então tio, irei para cama agora e... — deu uma pausa — Obrigada. — sussurrou em um tom inaudível e correu para seu quarto, deixando as pessoas confusas, as quais logo caíram na gargalhada.

—Ele estará amanhã lá não é Cana? — seu pai perguntou interessado.

— Possivelmente pai, há muito tempo que ele vem faltado à escola... — Cana disse pensativa.

— É bem a cara do príncipe fazer isso — riu com o pensamento.

— Com certeza, afinal, ele não quer ser o próximo imperador, o que é uma tristeza — disse tristemente.

— Fazer o que não é filha? Deve ser horrível crescer no palácio — suspirou —, mas agora, nossa realidade é outra, então vamos, vá dormir. Amanhã você terá que mostrar a escola a sua prima, e como já está no meio do ano, tudo será muito confuso para ela.

— Pode deixar comigo pai — Piscou para o pai e subiu para o quarto, onde Lucy escovava os dentes.

— O que você pretende fazer Sr. Gildarts? — Virgo perguntou.

— O quê? Como assim? — perguntou fingido estar desentendido.

— Como assim pergunto eu, sei bem do que o senhor é capaz para fazer nossa Lucy sorrir — disse sorrindo.

— Fique tranquila Virgo, fique tranquila — disse.

Lucy ao terminar de escovar os dentes, colocou o despertador em seu telemóvel e o pôs para carregar, olhou para Cana que já estava dormindo.

— Geez... Já está dormindo? — Lucy sorriu e foi para cama — Tomara que amanhã, seja um bom dia.

(...)

Feeling my way through the darkness. Guided by a beating heart. I can’t tell where the journey will end. But I know where to start. They tell me I’m too young to understand. They say I’m caught up in a dream. Well life will pass me by if I don’t open up my eyes. Well, that’s fine by me. So wake me up when it’s all over. When I’m wiser and I’m older. All this time I was finding myself. And I didn’t know I was lost.

Wake me up — Avicii

O despertador da Lucy, foi o suficiente para acordar somente uma pessoa.

Cana.

A qual, levantou irritada com o alarme, olhou o relógio pelo celular e se assustou.

Pra que essa garota acorda tão cedo?

Revirou os olhos e consertou o horário para duas horas mais tarde, a que seria a hora ideal para levantarem, daqui a duas horas.

Será que Lucy é uma psicopata obsessiva por acordar cedo? Pobre prima eu tenho...

Cana suspirou e voltou para sua cama, mas ao fecha-los, nem parecia que tinha passado duas horas, resmungou por ouvir novamente o despertador e levantou-se totalmente como um zumbi, foi até sua prima puxando o cobertor.

— Mãe, só mais cinco minutos, por favor! — Lucy puxou sua coberta novamente e Cana sentiu seu coração se partir.

— Não Lucy, não é sua mãe, é a Cana, então... Por favor, levante-se logo, você não quer se atrasar no seu primeiro dia de aula não é? Ótimo! Então levante logo essa bunda do colchão e já para o banheiro — ordenou bocejando.

Lucy fitou a parede por alguns minutos até recobrar a consciência e foi até o banheiro sem falar nada. Cana se aproveitou para dormir mais um pouco, porém, alguns minutos foi acordada por um grito estridente de sua prima.

— Ai Lucy! Precisa gritar desse jeito? — disse cutucando o ouvindo — Nem sei se te escuto mais.

— Claro que escuta, enfim, já terminei o meu banho e você... — Olhou sua prima dos pés a cabeça — AINDA NÃO ESTÁ PRONTA? — gritou novamente.

— Sim... Ainda não estou pronta.

— Droga, eu demorei no banheiro por pensar que estava pronta — revirou os olhos.

—Não esquenta Lucy-chan, eu sou bem rápida quando quero tá?

— Assim espero.

Cana entrou no banheiro e logo saiu totalmente arrumada.

— Vê? — Cana perguntou se exibindo.

— Ótimo — disse ao tirar o celular do carregador e guarda-lo na sua pasta escolar — Vamos tomar nosso café e partir para o colégio.

— Hn, colégio é uma palavra chata, mas, vamos lá.

— Tchau tio, até mais tarde — Lucy acenou para Gildarts que estava parado na porta acenando para as meninas.

— Cana, não se esqueça da nossa conversa de ontem e mostre tudo para sua prima! — gritou.

— Claro pai, pode deixar comigo!

— É ai que acabo me preocupando mesmo!

— Nossa, que confiança, estou indo, adeus! — disse e correu com Lucy até o metrô.

Tudo estava altamente lotado, pessoas com a mesma farda que elas agiam com superioridade, o que fez Lucy bufar e revirar os olhos.

— Ei, aquelas meninas são suas colegas? — perguntou apontando.

— Hm... Não, eu acho.

—Acha? Como não sabe ao menos quem são as meninas da sua sala? Jesus!

— Ah... É que eu não presto atenção nas pessoas desinteressantes daquele colégio.

— Oh, agora entendi.

Conseguiram entrar no metrô e correram para o lugar vago, não demorou muito para chegarem ao seu destino, soltaram e caminharam, Lucy olhou para cima e viu um palácio enorme, era muito lindo.

— Ei, Cana... O que é aquilo lá? — Apontou para o castelo.

— É o palácio do Imperador, bonito não é? — disse.

— Muito...

— Chegamos na Gakushuin, onde os sonhos podem se tornar realidade! — disse Cana feliz.

Lucy virou-se e viu o colégio, era muito melhor do que esperava, pelo que a visão dela permitia ver, o pátio era grande, tinha um jardim bem esbelto, a escola havia quase quatro andares, todos decorados de vidro e madeira, um sonho.

— Uou, tão lindo! — disse Lucy encantada.

— Não é? — perguntou.

— Com certeza.

— Vem, vou te mostrar a nossa sala — Cana puxou Lucy para dentro.

— Eu vou ficar na sua sala? — perguntou surpresa.

— Provavelmente, não sei te dizer...

— Então por que diabos está me puxando para sua sala? — resmungou.

— Vamos ver se o seu nome está lá.

Viraram o corredor e subiram mais um lance de escada, continuaram seu percurso até ver as salas de aula 2-A, 2-B, 2-C, 2-D, 2-E e a 2-F, Cana olhou os papeis do 2-A até o 2-F e não viu o nome da prima, sorriu para ela.

— Prima, o que você está fazendo ai? — Olhou para Lucy que estava em frente da sala 2-A, olhando para dentro com desdém — Lucy? — chamou-a novamente, mas não teve resposta, foi até a prima e olhou para a sala de aula, onde um rapaz ocupava duas cadeiras.

— Oh, você! — o garoto gritou e tirou seus pés de cima da cadeira, juntamente com o seu óculos — Foi você que deu um tapa na minha cara, não foi? — perguntou agora levantando-se irritado.

— Oh, ela é louca! — disse alguém no fundo.

— Sim, ela é — concordaram — Ela não sabe com quem mexeu, pobre alma.

— E se for? Vai me bater? — Lucy riu com desdém.

— O que você acha? — perguntou o rapaz.

— Não acho nada, seu bode rosa! — disse.

— Bo-bode rosa? — murmurou para si — Repita o que você disse, sua oxigenada!

— Epa, eu sou loira natural seu bode rosa! — gritou ofendida.

— Mas... — revirou os olhos.

— Mas o quê seu tarado pervertido? — perguntou provocando.

— Tarado? Pervertido? — riu amargosamente — Peça desculpas sua loira oxigenada.

— Já disse que meu cabelo é natural, diferente do seu — respondeu mexendo em seu cabelo.

— Não estou nem ai para o seu cabelo, só quero que me peça desculpas.

—Então vai esperar sentado, nunca pedi pra ninguém e não vai ser pra você que irei pedir — disse.

— Ah... Mas você vai sim — Se aproximou — Ou eu não me chamo Natsu Dragneel.

Notas finais
Espero que gostem, seus lindões ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.