Like a Vampire 4: Endgame
17 Capítulo 17- As crianças perdidas
Notas iniciais
Narração Eliza
Bebi um gole do meu chá quente, tentando fazer a dor de garganta passar.
Eu estava sinceramente cansada de ficar deitada. Estava cansada da dor no corpo, do cansaço extremo. Das crises de tosse.
Estava cansada. Era isso.
Sempre que eu via as crises de Carla, eu pensava que elas deviam se ruins. Sempre fui eu que cuidei dele. Eu gostava de cuidar dele.
Mas nada havia me preparado pro que estava acontecendo no meu corpo.
Eu basicamente só descia da cama pra ir no banheiro ou quando alguma nova descoberta era feita. Como na noite anterior, onde uma profeta havia nos visitado e então…
Bem, dali pra frente era só pra trás. Muitas brigas haviam rolado.
Fico feliz que não estava lá. Odeio conflito.
As pessoas sempre se revezam pra me visitar. Ver se eu preciso de alguma coisa. Acho fofo. Mas ainda desnecessário.
Acredito eu que Marie precisa muito mais de apoio e cuidado do que eu nesse momento.
Mas Haruka me visita todos os dias. Ela não deixa mostrar, mas está preocupada. E triste. Talvez até com raiva.
Kino também me visita, mesmo eu não sabendo muito bem do motivo. Acredito eu que uma parte dele se sinta meio responsável, já que ele foi um dos primeiros a descobrir sobre minha Endzeit.
Uma batida na porta.
—Posso entrar?- Era Sarah. Concordei com a cabeça.- A Anna pediu pra eu perguntar se você queria mais chá.
—Acho que se eu beber mais chá é capaz de eu virar uma folha.- Sorri de leve.
Sarah fechou a porta atrás de si e se sentou do meu lado, na cadeira.
Ela estava usando um vestido branco com um colete preto. Meias nos pés. Cabelo bagunçado. Olhar cansado.
Basicamente, o look do dia de todo mundo naquela fortaleza.
Ficamos algum tempo num silêncio até que confortável.
—Você está uma bagunça.- Sarah de repente opinou. Ela pareceu assustada- Desculpa. Eu não quis falar como insulto. Só saiu e…
—Tudo bem.- Suspirei- Acho que é esperado, considerando meu estado.
Me olhei no reflexo na janela. Ela não estava mentindo. Meu cabelo ruivo estava tão claro que quase parecia loiro. Meus olhos também estavam num tom de verde claríssimo. Eu estava mais pálida, o que dava destaque pras minhas sardas.
E eu estava BEM mais magra. Reflexo dos dias sem comer uma refeição sólida, eu imaginava.
—Ainda estou aprendendo.- Sarah desabafou- A como controlar minha língua.
—Eu sei.
—Estou realmente tentando, mesmo que não pareça ás vezes.- Sarah deu de ombros.
—Eu sei, Sarah. E parece sim que está se esforçando, se quer minha opinião.
Outra batida na porta.
Dessa vez quem enfiou a cabeça foi uma certa morena bem conhecida por mim.
—Bem, eu ouvi dizer que dois passarinhos estavam por aqui.
—Ai meu deus, Priya!- Soltei um sorriso que não sabia que estava guardando.
Priya não estava nem um pouco diferente do que eu lembrava. Seu cabelo preto estava trançado, o que deixava seu rosto branco e seus olhos negros bem expostos. Além disso, usava uma roupa toda de couro.
Bem digna da minha irmã, eu diria.
Sarah se levantou primeiro e foi abaixar a menina baixinha, que foi prontamente levantada no ar.
—Meu Deus, como eu senti falta de ser abraçada!- Priya riu- Eliza, você precisa ensinar sua família a mostrar carinho, garota!
—Eu acho que não ia conseguir nem se tentasse muito.- Ri junto.- Como você está?
—Acho que eu que te devia perguntar isso.- Priya se afastou da Herbert- Nos atualizaram sobre todas as tretas que rolaram do portão até aqui. Yui, Jackson, Mao, Sol e Akira foram responsáveis por isso. Talvez seja por isso que demoramos uma hora e meia só pra entrar no castelo.
—Eu estou bem… Na medida do possível.- Admiti. Não era útil mentir pra Priya, já que ela havia acabado de passar algumas semanas com outra pessoa que tinha Endzeit.
— Além disso, Sarah, que porra é essa que sua irmã engravidou?- Priya parecia encabulada- Sua família não sabe usar camisinha não?
Sarah deu de ombros, dando risada:
—Deve ser hereditário. Eu só espero que essa desgraça não caia sob mim.
Não ri com aquilo, apesar de achar compreensível. Ter um filho, pra mim, estava longe de ser uma desgraça.
—E também o Mao fez questão de falar sobre aquele menino novo. Kinoa? Lisboa?- Priya pareceu confusa.
—…Kino?- Questionei.
—Ah, isso!- Priya concordou com a cabeça- Não cheguei a ver ele ainda, mas se ele é irmão da Mun mesmo não sei se corremos tanto risco.
—Você ficou sabendo do Reijii também?- Sarah disse, meio preocupada.
—Sim, eles contaram isso. Mais ou menos. Eu não entendi muito bem. A sua sogra tá presa no corpo do Reijii?- Priya fez uma expressão de "eesquece"- E a treta de ontem? Eu juro que quando eu ver a Vic eu vou…
Priya deu uma pausa e respirou fundo:
—Não vou fazer nada. A coisa que a gente menos precisa agora é mais porrada.
—Você ficou paciente e delicada de repente?- Ri um pouco.
—Ah, acreditem que eu vou esmurrar cada pedaço da cara da Victoria. Na minha mente. Se tem uma coisa que eu aprendi com a sua irmã, é que sorrir e fingir paz interior é a melhor forma de cativar as pessoas.
—Finalmente achei um motivo pro que eu estive fazendo minha vida toda!- Sarah comemorou brevemente- Por falar nisso, você por acaso viu a…
—Gente?- Outras duas figuras apareceram na porta.
—Ah, chegaram as damas atrasadas!- Priya riu.
—A culpa não é minha. Eu tive que explicar mil vezes pro Ayato que eu ia cumprimentar e beijar ele. Mas que primeiro eu ia ver vocês.- Sofie jogou os cabelos pra trás.
—Vocês estão ótimas.- Sorri em aprovação.
—Bem, você também.- Brunna riu- Quando falaram que você estava doente, eu pensei em todos os cenários possíveis da minha aula de epidemiologia e…
—Nerd.- Sofie debochou.
—E olha só quem fala.- Sarah falou baixo.
Sarah sorriu e abraçou sua irmã ainda mais forte do que havia feito com Priya.
—Nossa alcateia. Finalmente reunida.- Priya parecia levemente orgulhosa.
—Bem, não fale isso tão cedo. Temos que resolver a treta da Marie e do Reijii.- Brunna retrucou- O mais rápido possível.
—Exato.- Sofie concordou- Se eu conseguir arrumar algum jeito de tirar a vaga…
Sarah a olhou de forma repreensiva.
—…A minha sogra.- Sofie pigarreou- Se eu conseguir arrumar algum jeito de tirar a minha sogra do corpo do Reijii, farei com muito prazer.
—Esse é o espírito!- Priya comemorou- Vamos tirar a vagabunda!
—Eu literalmente acabei de…- Sarah começou- Quer saber? Esquece. Estou feliz de terem voltado pra casa.
—Estamos todos felizes, eu acho que seria a expressão correta.- Ruki apareceu na porta.
—Mas essa era a minha fala!- Ayato resmungou baixo.
—Você disse que era sua fala. Eu nunca concordei. Na verdade, mal estava prestando atenção no que você falou.- Ruki não parecia se importar.
—Ora, seu…- Ayato inflou de raiva.
—Ayato.- Sofie cruzou os braços- Qual parte do "Mais tarde a gente se cumprimenta direito. Enquanto isso, sem xingar ou brigar." você não entendeu?
—Quase certeza que ele quebrou essa regra quando a Nikki zombou falando que ele era seu gado e aí ele brigou com ela.- Brunna envolveu seu braço na cintura de Ruki.
—Eu não…!- Ayato inflou de novo.
—Gado demais.- Priya murmurou.
—Disse alguma coisa?!- Ayato brigou.
—Nada.- Priya segurou sua risada.
Bem, era revigorante estar ao lado de pessoas tão enérgicas. De vez em quando tudo parecia tão sem esperanças que o mundo ficava nublado.
Ter pessoas assim ao meu lado faziam minha vista ficar ensolarada.
—Enfim, reunião lá embaixo.- Ruki abraçou Brunna.- Todo mundo. Até você, Creedley.
—Alguma baboseira sobre "juntar todas as informações que conseguimos.- Ayato informou.
—Não é baboseira.- Ruki reclamou.
—Parem de brigar, daqui a pouco vão começar a shippar vocês.- Sarah zombou.- A não ser que…
—SAI FORA!- Ayato gritou.
—Nós já vamos, não se preocupem.- Brunna avisou gentilmente.- Podem ir na frente.
Os dois meninos foram prontamente e saíram pela escadaria.
—Ah, lindo o amor.- Priya suspirou- Ah, pera. Eu sou a única solteirona desse quarto? Cadê a Daayene e a Anna pra me fazerem companhia numa hora dessas?
—Você só é solteira porque quer.- Suspeitei, rindo levemente.- É uma garota linda, aposto que tem vários meninos aos seus pés.
—E meninas.- Priya zombou- Mentira. Mas ao mesmo tempo verdade. Namorar dá muito trabalho. O último que eu tive me engravidou. Mas mesmo tirando isso, dá muito trabalho.
—Como uma pessoa que namora, digo que isso é um fato.- Sarah respondeu- Mas ás vezes o trabalho vale a pena pela pessoa certa.
Silêncio.
—A nossa Sarinha voltou!- Brunna comemorou.
—Ih, sai.- Sarah riu.- Eu só quis falar que Priya não deve ficar chateada. Ela vai achar a pessoa certa. Isso, é se ela quiser.
—Chateada?- Priya riu- Mais pra aliviada, eu diria. É ótimo ser uma mulher solteira. Sabia que isso significa não dever satisfação nem fidelidade pra alguém? Não acho que relacionamentos sejam maus, mas estou feliz sendo livre por enquanto.
—Deve ser legal. Não me lembro de já ter sentido isso.- Me peguei pensando alto.
As meninas me encararam.
—Você não lembra de se sentir solteira?- Brunna questionou.
—Ah, eu noivem bem cedo.- Acabei corando- 16 anos?
—DEZESSEIS ANOS?- Brunna engasgou.
—Você quer que o KarlHeinz escute ou…- Sofie murmurou.
—Eliza, você era… muito nova.- Sarah estava meio chocada.
Dei de ombros.
—É meio comum nas dinastias os noivados acontecerem bem cedo.- Expliquei- E os Tsukanami me acolheram cedo.
—Achei que não tivesse conhecido os pais deles.- Priya opinou.
—E não conheci.- Me lembrei- Os meninos eram mais velhos, considerando que são Primeiro-Sangue diferente da gente. Fomos criadas pelos criados, eu desde meus treze anos.
—E quando você acha que não pode ficar mais estranho, fica.- Sarah mordeu a bochecha.
—Os meninos mal nos viram antes do noivado.- Senti a necessidade de explicar- E Shin nunca me forçou a nada. Não antes que eu quisesse.
Corei sem querer de novo. As meninas não pareceram se importar pelo que minha frase sugeria.
—Você foi morar com os Tsukanami com 13 anos então? E se noivou com 16?- Sofie fez alguns cálculos- Você está noiva a 4 anos?
—É, acho que nunca tinha pensado desse jeito.- Admiti.- Escutem, sei que parece estranho, mas eles nunca fizeram nada de mal pra mim e minhas irmãs. E Shin é um ótimo noivo.
—Vocês querem fazer o favor de pararem de fofocar e descerem logo?- Victoria surgiu com as mãos na cintura.
—Bom dia pra você também, irmã.- Sofie cumprimentou.
Victoria foi até ela e a abraçou fracamente :
—Vocês imaginam como eu estou feliz de ver vocês. Mas sério, a Marie tá lá embaixo já e vocês imaginam que ela não pode ficar muito tempo fora da cama.
Victoria chegou a notar a presença das Hudison no comôdo, mas basicamente as ignorou. Seu olhar se demorou mais em Priya.
—Ou, vocês parem de fofocar.- Yuma chegou, sua figura alta basicamente esculachando todas as meninas do comôdo.
—Eu falei que eu vinha falar com elas.- Victoria brigou.
—Mas você também demorou!- Yuma retrucou.- Sobre o que estavam fofocando, afinal?
—Coisas femininas.- Sarah respondeu rapidamente.
—Tipo glitter e arco-íris?- Yuma questionou.
—Meu Deus, só vai, Yuma.- Victoria revirou os olhos.
—Ah, oi pra vocês também. Sofie, Brunna.- Ele foi cumprimentando- Priya.
—Sempre bom te ver, Yuma.- Priya concordou.- Agora vai.
Yuma só saiu.
—Achei que vocês dois estavam vivendo um sonho luxurioso.- Sofie questionou.
—Estamos numa leve crise, eu diria.- Victoria pigarreou.- Mas o que estamos esperando? Temos que ir…
—Na verdade, acho que algumas pessoas querem falar com a Eliza antes...- Priya a interrompeu, apontando pra porta.
Moldados pela porta, como se nada tivesse acontecido, estavam minhas irmãs e os Tsukanami.
Minha irmã mais velha estava ainda mais elegante do que eu me lembrava. Usava um vestido que batia nas suas panturrilhas todo azul e as botas pretas cobriam os pés dela. Um belo diadema prateado estava em seu cabelo solto.
Carla estava logo atrás, seu cabelo platinado perfeitamente penteado, metade do rosto coberto pelo seu cachecol e uma roupa toda preta. Shin estava ao seu lado, usando roupas pretas e brancas. Seu tapa-olho estava lá, ainda sob seu olho.
—Bem, acho que vamos… dar privacidade.- Priya pigarreou.
Com um só gesto, as quatro meninas saíram.
Cousie entrou primeiro, e depois foram os Tsukanami. Haruka entrou logo depois e fechou a porta suavemente atrás de si.
Eu esperei tudo. Um sermão, uma repreensão,qualquer coisa.
Shin se sentou do meu lado e segurou minha mão. Cousie se sentou numa poltrona, e Carla ficou atrás dela, suas mãos nos ombros dela. E Haruka estava apoiada na porta.
—Você devia ter tomado mais cuidado.- Cousie cruzou os braços.
—Foi só um deslize. Deve ter sido.- Respondi- Não sei se deviam ficar muito tempo aqui, vai que…
—Eliza, você é parte da família.- Carla retrucou- Fui eu que te infeccionei, então é mais do que minha responsabilidade cuidar de você de volta.
—Não seria melhor mandar alguém que não corra risco de se infeccionar?- Questionei, nervosa- As meninas estão cuidando bem de mim. Até o Kino me visita todo dia.
Shin pareceu estressado:
—Quem caralhas é Kino?
—Não tem o que se preocupar. É só um menino que quer achar a irmã.- Haruka falou antes que eu pudesse dizer algo- E bem longe de ser o tipo de Eliza, se quer saber minha opinião.
Bem, era verdade.
—Mas ainda acho que seria melhor não visitarem muito.- Engoli uma tossida em seco.- Pode fazer mal… pro bebê.
—Bebê?- Cousie pareceu confusa.
—Mao, Jackson, Yui, Sol e Akira falaram que você estava grávida.- Haruka afirmou- E pelo menos nisso Eliza está certa. Acho mais prudente que você não fique doente na sua condição. Já basta uma gravidez de risco embaixo desse teto.
Cousie abriu a boca e olhou pra Shin e Carla, como se não soubesse direito o que falar.
—É… claro.- Cousie pigarreou- Sobre isso...
—Cousie perdeu o bebê.- Carla falou, rápido.
Arregalei os olhos.
—Perdi?- Cousie sussurrou- É. Perdi.
—Cousie, eu sinto muito.- Coloquei a mão sob o coração.
—Estamos aqui por você.- Haruka concordou- Você já não tinha sido coroada.
—Estamos trabalhando nisso.- Carla afirmou- As pessoas não precisam saber. É só Cousie engravidar de novo. Tudo vai voltar ao normal.
—É. De novo.- Cousie concordou.
—E todo mundo sabe que Endzeit prejudica a fertilidade…- Eu permaneci convencendo.
—Não precisa dizer mais.- Cousie se levantou rapidamente- Mas não parará de ser minha irmã por causa disso. E não parará de ser incluída nos meus planos.
—Eu não esperaria nada menos de você, Cousie.- Sorri suavemente.
—Bem, eu vou descendo. As meninas querem fazer planos agora que estamos juntas.- Cousie falou de novo. Carla a ajudou a se levantar.
Os dois iam saindo, Haruka não muito atrás da saia da nossa irmã.
—Shin, você vem?- A de cabelos azuis questionou.
—Um segundo.- Shin disse de forma levemente agressiva.
Haruka não questionou e fechou a porta.
Shin em dois segundos estava em cima de mim, me beijando.
—Shin!- O empurrei.- Por tudo que é mais sagrado, se controla!
—Eu fiquei tempo demais sem te ver, mulher. Não estrague a felicidade de um homem.- Shin resmungou.
—Se eu tossir sangue na sua cara, sabia que a possibilidade de você ficar doente é vinte vezes maior?- Questionei.
—Estou correndo meus riscos. Não vai ser uma doencinha que vai fazer eu parar de te beijar.- Shin deu de ombros.
—Não é uma doencinha.- Retruquei.- Você viu desde sempre o que aconteceu com seu irmão.
—Você é diferente.
—Verdade. Eu sou mais fraca que seu irmão.
Ri de nervoso:
—Devo ser a mais fraca da família.
—Talvez.- Shin deu de ombros- Mas não acho que isso te torne menos especial.
Olhei pra ele.
—Você aguenta a barra, mulher.- Shin me encarou- Sempre aguentou.
Sorri.
—Viu. Seu olho até ficou violeta.- Shin zombou- Está ficando melhor já.
—Não acho que seja assim que funcione.- Eu ri.
—Bem. Eu acho.- Shin se levantou- Vamos. Temos que ir pelo menos fingir que nos importamos com o que estão falando.
—Shin!- O repreendi. Ele me ajudou a me levantar.
—O que foi? Você sabe que é a única que eu suporto do grupo!
—Você me "suporta"?- Ri de forma debochada.
—Bem, se nossa última noite juntos não te provou isso eu…
—Por favor, se controle.- Ajeitei minha roupa.- Não precisa pular em mim feito um lobo faminto só pra mostrar que gosta de mim.
—Você é tão safada.- Shin tentou me pegar no colo.
—Eu sou esperta.- Apertei o nariz dele.- Diferente. Agora vamos. Diferente de você, eu suporto outras pessoas.
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