Like The Pain

4 Último copo de Whisky


Notas iniciais
Oiee ^^

eai como estão? Não demorei muito neh ;)

Aqui está o prox cap.. então... eu disse q nesse iria ter um pouco mais de SeungMi, mas acabou que eu percebi que era melhor não apresar as coisas por enquanto... vamos deixar SeungMi um pouquinho mais adiante.
O lado bom é que tem um pouco de JooMi neste cap ^^ (só um pouco)

bem espero que gostem ^^
boa leitura o//

.

Aquilo tinha sido uma péssima idéia, realmente uma idéia terrível, eu nem sabia como fui tão estúpido de concordar que ele fizesse isso.

Já fazia alguns meses que ele estava lá, arrancando e sugando de mim meu conforto e privacidade.

“Não reclame Mir, você que aceitou que ele ficasse”. E eu sabia disso muito bem.

Não reclamo de ter deixado o Joon morar aqui, na verdade ele se mostrou um problema bem menor do que me pareceu no inicio. Nunca chegava tarde, e se chegava não estava carregando uma garota debaixo do braço, ou trazendo consigo aquela “agradável” essência de vodca e vômito de uma sexta feira à noite. Ele não fazia muito barulho, sempre mantinha as coisas dele arrumadas, e ate lavava a louça às vezes, mas era bom não deixá-lo na cozinha, porque mesmo quando ele não estava cozinhando arrumava um jeito de queimar alguma coisa.

O que me incomodava um pouco era o horário que ele tinha pra sair, sempre bem cedo ele já estava acordado e de saída. Ele nunca comentou aonde ia, eu nunca perguntei. Mas sempre que ele saia, seu corpo parecia relutante. Seja lá pra onde ele fosse ele não gostava de ir.

Naquela tarde de sábado, ele tinha resolvido que queria convidar uns amigos do trabalho para irem beber. Pelo que ele tinha me explicado, os amigos queriam conhecer onde ele estava morando, levariam algumas bebidas e eles festejariam de forma civilizada. Obviamente eu não acreditei na forma “civilizada”, mas ele me encheu tanto que eu acabei o deixando fazer o que quisesse.

Quando ele me falou isso, deviam ser umas três da tarde, eu e minha doce inocência pensamos que poderíamos ligar para o CheonDung e quem sabe ele me deixaria dormir na casa dele. Mas então lembrei que meu adorado melhor amigo tinha ido a uma viajem com a família pra algum lugar no campo, e não voltaria ate segunda de madrugada. Por 2 segundo creio que passou pela minha cabeça ligar para o G.O, mas conhecendo esse infeliz da maneira que conheço, ele com toda certeza nem atenderia o celular.

Martirizava-me por não ter nenhum amigo decente que me fizesse companhia em um fim de semana. “Ótimo” passarei um sábado solitário, cheio de estranhos alcoólatras na minha casa.

Tinha acabado de dar 1:36, e aquela era a décima vez que eu olhava para o meu relógio de pulso só naquele intervalo de 12 minutos. Eu estava encostado na minha varanda, com uma garrafa long neck de cerveja na mão, devia estar com ela há uma meia hora ou mais, não queria passar pela sala e ficar preso em algum comentário, ou conversa boba de qualquer um daqueles amigos do meu companheiro de apartamento.

Eu poderia ter ficado no meu quarto enquanto Joon bebia com os amigos dele, mas a ótima educação que minha mãe me deu não permitiu que eu me trancasse e esperasse esse povo ir embora. Devo admitir que pudesse ter voltado pro meu quarto depois de cumprimentar a todos, mas fui seduzido por um jogo de cartas, no qual só joguei ate a segunda rodada, porque eu não sabia jogar bem. “Se fosse Uno eles iam se arrepender da graça”.

Eles já deviam ter jogado aquilo umas 20 vezes desde que chegaram, “por que não cansam?”. Faziam tanto barulho, riam alto e falavam besteiras. Já era tão tarde, e eles deviam estar incomodando os vizinhos. Eu queria, mas do que esperava que os vizinhos estivessem mesmo incomodados, se alguém viesse reclamar do barulho, a festinha particular teria que ser finalizava. Essa era minha ultima esperança.

“Onde estão os malditos vizinhos quando precisamos deles?”

Naquele tempo em que eu esperava algum vizinho vir me salvar, acabei me deparando observando o Joon. Não que estivesse observando ele de propósito.

“Claro que não era de propósito, você o encara sem nenhuma vergonha e isso é sem querer”

De qualquer forma, meus olhos se focaram nele naquele momento. Ele ria meio as piadas e brincadeiras dos amigos, estava se divertindo “Tão despreocupado”, parecia estar feliz..

Vê-lo naquele momento me fez lembrar como ele estava quando me pediu pra ficar aqui, ele estava preocupado e exausto, eu não tinha parado pra pensar naquilo, mas ele nunca me contou o motivo pra querer ficar na minha casa, pra não poder ficar na casa da família, ou do porque nenhum dos amigos poder ajudá-lo. “Provavelmente esses não são os tais amigos de que ele tinha mencionado”. Mais uma vez meus olhos estavam no relógio, eram 1:37.

~~O~~

Já ia dar três horas da madrugada quando Joon se despediu do ultimo daqueles que estavam lá. O estado daquele ultimo era deplorável, falava coisas desnexas e cambaleava muito, me perguntava como ele chegaria em casa, e se estava tudo bem deixá-lo ir sozinho, mas era tarde e eu não me importava mais tanto assim, por culpa dele eu ainda estava acordado, “malditos bêbados”.

Joon olhava a sala e coçava sua cabeça _ Desculpa por isso, não esperava que eles fossem querer ficar tanto_ Disse isso começando a recolher as latas de cerveja que se espalhavam pelo chão da sala.

Eu fui ate a cozinha busquei um saco de lixo e voltei para aquela baderna que estava meu adorado cômodo, apenas me ajoelhei e comecei a recolher o resto das latas e sacos vazios de petiscos e chepps.

_Não precisa me ajudar, você pode ir dormir que eu limpo tudo direitinho_ ele falava enquanto tentava puxar o saco de mim. Poderia realmente ter deixado limpar tudo sozinho, “Era o mínimo que ele podia fazer”. Mas a verdade é que ele parecia bem mais cansado do que eu, me senti na obrigação de ajudá-lo.

_Eu não estou cansado então... você leva os copos e pratos sujos pra cozinha que eu termino de recolher esse lixo ta bom?

Olhos estranhamente focados, e a boca entreaberta. Essa era a típica expressão de confusão do Joon. Balançou a cabeça positivamente levantando-se para recolher as louças que já formava uma certa barreira em cima da minha mesa de centro.

Enquanto estava recolhendo a ultima lata de cerveja, deixe-a cair, o que ocasionou nela rolando pra debaixo do sofá, eu tentei alcançá-la com a mão, mas ao invés de ter puxado uma lata vazia, me deparei segurando uma garrafa ainda fechada de whisky. Olhei para a garrafa por um longo estante ate ouvi _Ah! Então é ai que você guarda sua bebida_ era Joon, que se posicionava ao meu lado agora, não tinha percebido quando ele tinha chegado, e nem quando tinha tomado a garrafa da minha mão.

_Não é minha, devia ser do SeungHo... _Aquele nome ecoou pela minha cabeça ate que eu percebesse que realmente o tinha mencionado.

_É uma boa safra_ Joon disse olhando o rotulo da embalagem atentamente_ Será que seu amigo se importa se eu beber um copo?

Eu dei um longo suspiro enquanto levantava do chão, era a minha forma de tirar mais uma vez o nome dele da minha cabeça. Sempre amaldiçoava a todos e qualquer um quando citavam o nome dele, e o amaldiçoado agora era eu.

Fui em direção a cozinha levando aquele grande saco azul para a área se serviço_ Faça o que quiser_ Foi tudo que consegui dizer.

Ouvi zoada de vidro enquanto amarrava aquele saco. Minha cabeça ainda estava latente com o nome daquele que por muito tempo ocupava meu pensamento. Repreendi-me naquele momento por ter me feito lembrar dele, de sua existência que às vezes eu tinha a sorte de fingir que tinha esquecido.

Não que eu sentisse falta dele “Eu o odiava”, mas eu dividi aquele mesmo apartamento com ele alguns meses atrás, e cada lugar dali ainda era uma memória muito viva e pesada... tão pesada. Eu mal podia carregar.

SeungHo me magoou muitas vezes, tantas que eram quase incontáveis. Mas apenas uma delas fez com que eu... com que ele, fizesse aquele garoto sorridente e brincalhão se transformar em seja lá o que eu seja hoje. Essa coisa que eu odeio mais do que ele.

Quando fui em direção a cozinha percebi que a louça suja, que eu estava me preparando psicologicamente pra lavar, já estava toda limpa e em seus respectivos lugares. “Quanto tempo será que durou meus devaneios?” eu não tinha certeza.

Fui e direção a sala. Ele estava deitado no sofá, parecia exausto, estava de olhos fechados, mas era visível que não estava dormindo. Talvez apenas descansando a vista.

Eu balancei de leve a perna dele _Acho melhor você ir se deitar logo foi um dia agitado..._ me deparei olhando pra aquele copo com um liquido acastanhado no chão ao lado de onde ele estava no sofá, “então ele realmente abriu a garrafa”. Eu me sentei naquele lugar ao chão que ficava entre o sofá e a mesa de centro, olhei para aquele copo que agora ocupava um lugar em minha mão. Era só um maldito copo de whisky, mas era realmente nostálgico. “Ele bebia demais...”

_Quem é esse tal de SeungHo? _ Antes que eu pudesse dar inicio a minha serie de longos pensamentos, ouvi a voz de ChangSun me acordar. E como eu fico grato por aquela voz me acordar naquele momento. Ele ainda mantinha a mesma posição, deitado no sofá com os olhos fechados, a única coisa diferente naquele cenário agora, era o fato de estar ali, sentado no chão tão perto dele.

Levei aquele copo a minha boca, dando um gole leve _ Não é ninguém importante.

Ouvi um riso que pareceu mais uma bufada _ Tem razão_ Ele disse em concordância. Houve um silencio, um breve silencio. Eu levantei minha cabeça pra trás, a encostando naquele assento do sofá, eu fechei meus olhos, ainda sentindo aquele copo em minha mão. Estava me sentindo confortável, era uma sensação calma. Mas eu não gostava dela.

_Mir... você gosta de mim?_ ouvi tão perto, quase como um sussurrar. Meus olhos agora estavam abertos, encarando o teto, com pensamentos nos quais eu nem conseguia compreender do que se tratavam.

Não sabia de que tipo de gostar ele tinha se referido. Esse Chang Sun conseguia fazer com que eu me sentisse estranho, um completo desconhecido ate mesmo pra mim. Era um sentimento familiar, mas completamente diferente _Gosto _ Minha controversa confusão apenas me permitiu gesticular essa única palavra.

Houve outro silencio, mas dessa vez não era um silencio confortável, meu coração se sentia agitado. Eu estava como uma criança e nem sabia do por que. Acho que aquele whisky tinha conseguido seu efeito sobre mim. E não era o teor do álcool, era apenas porque era o whisky dele.

_ Mir eu gosto de você... gosto muito de você_ Seu antebraço cobria seus olhos, agora uma de suas pernas estava dobrada, enquanto a outra se mantinha esticada de uma maneira confortável naquele sofá.

Seja lá a razão, se é que tinha uma razão, eu comecei a me sentir estranhamente acostumado com a tal sensação incomoda que emanava daquelas palavras. Já tinha ouvido essas mesmas palavras algumas vezes antes de pessoas, ou pessoa diferente, o que tornou um pouco difícil acreditar nelas.

Levei mais uma vez o copo a boca, dando dessa vez um longo e cheio gole_ Hyung você está bêbado, não vá dizer e fazer coisas que amanhã não vá se lembrar.

_Não se preocupe... eu não sou você_ Suas palavras eram carregadas, meu estomago se sentia perturbado. Eu nunca tive curiosidade de saber o que acontecerá naquela noite em que saímos. Eu não me lembrava de muito, e queria deixar assim, mas eu nem parei pra pensar se seja lá o que fizemos aquela noite tivesse sido importante pra ele.

Apenas tomei coragem, se isso tinha alguma importância, mesmo a menor de todas, eu queria saber o que era. _Joon, sobre aquela noite...

_Mir, você me daria uma coisa se eu te pedisse? _ Fui interrompido por aquela voz embargada e relutante. Minha coragem tinha sido jogado fora, mas eu não sentia a raiva disso, senti-me aliviado_ Algo como um presente?_ Ele continuou, mesmo sem ter ouvido a resposta para a primeira pergunta.

Eu dessa vez, fiz questão de virar-me pra ele e observar seu semblante para saber do que se tratava _ Um presente? Porque eu te daria um presente?

_Você sabe que dia é hoje? _Seu antebraço tinha saído sobre seus olhos, ele apenas virou a cabeça um pouco pro lado, o que fez seus olhos, aqueles tais olhos, me encararem.

_Agora... é madrugada do dia 8_ Eu disse confuso, eu não entendia a mudança tão drástica de assunto, ele queria um presente, mas agora me perguntava sobre a data?

_Sempre, desde que era criança, eu só achava que o dia acabava mesmo quando o sol nascia de novo, então pra mim, hoje, ainda é dia 7... _ ele mantinha seus olhos olhando os meus, me encaravam, me destruíam_ Eu quero um presente seu Mir.

_Porque um presente? Por algum acaso é seu aniversario?

_Sim _ por um longo momento não houve mais palavras, tinha me deparado com aquela “reunião de amigos”, eu não tinha me tocado de perguntar do porque daquela comemoração, na verdade era uma festinha pra ele. Por isso talvez ele estivesse tão inquieto durante toda a noite.

Eu não me sentia culpado por não ter lembrado. O fato é que eu nem sabia. Não entendia se era a curiosidade pra saber o que ele me pediria, mas foi automático.

_O que você quer?

Um sorriso de leve veio a seus lábios, seus olhos estavam baixos, talvez pelo sono, ou já estivessem cansados. Eu o olhei, meus olhos provavelmente estavam baixos também, com a mesma duvida que me questionava porque os dele estavam assim.

_Eu quero que me beije.

Eu o olhei firmemente, não disse nada, nem acho que ele esperava que eu dissesse alguma coisa. Era ilógico aquele pedido, era egoísta, era quase errado, não havia ação.

O sentimento que o cercava agora era triste, não sei o que se passou pela mente dele, mas com certeza, não era que eu cederia a esse pedido de prontidão era? Eu não me importava com o que se passava na mente dele, os seus olhos tristes começavam a me afetar.

_Eu exagerei? _ ele voltou a olhar pra cima e fechou os olhos_ Não precisa se forçar a fazer nad...

Meu corpo agiu sem minha permissão, me debruçou sobre ele, fazendo com que nossos lábios se encontrassem. No inicio era apenas um toque, era pra ser apenas um toque, mas quando eu percebi meus lábios já se movimentavam junto aos dele. Eu não me importava mais com o que aquilo deveria ou não ser.

Não me sentia na obrigação de dar um presente pra ele, não me sentia na obrigação nem mesmo de ouvir o que ele me pediria. Não era obrigação. Eu somente tinha me deparado com a vontade de tentar abafar aquele sentimento pesado que saia sem nenhum tipo de relutância de seus olhos. Mesmo que fosse por um simples e miserável segundo. Se aquilo fizesse o sorriso dele voltar, eu faria isso, varias e varias vezes. Tantas quanto eu pudesse suportar.

Meus pensamentos, sempre tão conturbados estavam vazios. Era frio... era quente. Eu estava começando a odiar a sensação que essa pessoa, esse homem, me obrigava a ter. Odiava de tantas formas possíveis. Odiava tanto. Ate que comecei a apreciar e me fascinar por aquela pessoa que me proporcionava isso. Seja lá o que isso fosse.

Sua mão tocava meus cabelos gentilmente. O hálito frio se tornou terno, e o gosto de álcool em sua língua era doce. A respiração lenta e o movimento de seu peito era como uma música, nossos lábios estavam dançando lentamente sobre ela agora.

O beijo foi cessado, mas meus batimentos ainda se encontravam no ritmo daquela melodia que vinha de seu peito. Seus lábios estavam vermelhos, e mostravam o lindo sorriso que eu desejei tanto ver.

Sua mão passou sobre minha fronte lentamente, ele se sentou e olhou pra mim, ali, ainda ajoelhado no chão. Sua mão puxou a minha, me fazendo apenas por impulso ficar de pé. Mesmo ele não estando tão longe, eu tentava não encará-lo, mas era inútil com tanta aproximação.

Ele me puxou de leve e lentamente por aquele caminho que eu conhecia bem. Guiava-me ate seu quarto, andando em passos lentos e sem nenhuma pressa.

_Joon, eu já disse que você não deveria fazer nada que não vá se lembrar amanhã.

Já estávamos na porta de seu quarto, seus olhos arranhavam os meus, os seus braços estavam envolvendo minha cintura e um abraço confortável e acolhedor.

_Eu já disse Mir, eu não sou você _ Ele encostou sua testa a minha _Mas dessa vez me certificarei que nem você consiga se esquecer dessa noite.

Mais uma vez, os lábios dele estavam selados aos meus. Talvez sabendo que sugariam o ultimo resíduo de sanidade que ainda me restava. Eu poderia tê-lo impedido. Tê-lo dito pra parar. Empurrado, batido, gritado... as possibilidades para evitar aquilo eram incontáveis. Mas eu não optei por nenhuma delas, eu não queria pará-lo, eu não queria que ele parasse.

Quando me dei conta a porta do quarto dele já estava fechada atrás de mim.

Não tinha mais volta. E eu não queria que tivesse mais volta.

Que o mundo sumisse lá fora, eu já não me importava mais.

~~O~~

_Você não pode contar pra ele! _Provavelmente eu tinha dito aquilo muito alto, todos olhavam pra mim. Era porque na verdade eu não tinha dito aquilo, eu tinha gritado.

Eu puxada à blusa e o braço do G.O, enquanto implorava pra que ele não contasse nada. provavelmente aquilo só o atiçava mais a contar o meu pequeno “segredo”

_Obvio que eu vou contar tudo, se você não me escuta vai escutar a ele_ Ele, falava e a raiva era evidente, não parou nem por um segundo, eu não conseguia pará-lo_ E pare de fazer tanto escândalo moleque, estamos em um lugar publico.

Eu finalmente tinha parado pra olhar em volta, estávamos em uma, praça, das varias pessoas que passavam, a maioria olhava em nossa direção.

G.O finalmente tinha se acalmado, ele parou e olhou de braços cruzados pra mim. Senti um frio na minha espinha. Se o G.O tinha tido esse reação, imagine quando o... soubesse

“Não, ele não pode saber”.

_Hyung eu contei isso pra você, não seja fofoqueiro.

_Aish seu pirralho... Como assim fofoqueiro? Ahn? _Ele realmente estava nervoso. ByungHee se preocupava muito com as pessoas que o cercavam. Mas aquilo era exagero.

_Você leva um total desconhecido pra morar com você, um cara que só viu uma vez antes e ainda me diz que pode estar gostando dele? ..._ Eu acho que o hyung não sabia lidar muito bem com essas coisas, ele coçava a cabeça e passava a mão sobre o cabelo como se quisesse poupar trabalho de mudar a ação no meio do processo.

Ele apontou pra mim, abriu a boca pra falar alguma coisa, mas voltou à mão a cintura antes que deixasse sair uma palavra sequer. Eu tentava me manter o mais quieto possível “Nunca vi o G.O desse jeito”

_Hyung...

_Cala a boca... deixa eu arrumar meus pensamentos_ ele olhava pro chão com as mãos na cintura, se mexia num vai e vem com os pés, sua expressão era obviamente de raiva, preocupação, e alguma outra coisa que ele não deixava transparecer.

Eu só tinha contado isso pra ele porque achei que não tinha mais tanta importância. G.O nunca se importa muito com nada, então essa reação dele foi uma surpresa. Mas ele tinha levado numa boa ate que eu falei sobre o “gostar”. Não sei por que, mas ele começou a repetir que eu era um louco e que devia mandá-lo embora.

Quando percebi que o G.O tinha agido assim, fique com medo do que o aconteceria se essa informação chegasse ao ouvido do... “Ele definitivamente vai me matar”

G.O me olhou de lado, respirou um pouco _ Qual o nome dele?

_Joon

_Joon? Só Joon? Não te deu sobrenome nem nada?

_É Lee ChangSun, mas ele prefere ser chamado de Joon _ Tentava dosar minhas palavras, mas era difícil dar explicações ao um amigo que era bem mais irresponsável do que eu.

_Porque ele pediu pra morar com você?

_Ahn... sobre isso eu não sei... mas quando souber..._ Eu tentava sorrir, mas meu coração ia sair pela boca a qualquer momento por causa da forma que o hyung me encarava. “Assustador”

_Ta bom _ Ele começou a gesticular com as mãos, andando de um lado para o outro. Teria sido uma cena engraçada se eu não tivesse muito assustado naquele momento_ Você... acha que esta? ..._ele engoliu seco olhando pra mim_ Gostando dele?

Eu tinha acabado de me arrepender de ter confidenciado isso pro ByungHee, mas ele esperava uma resposta, e já que estávamos passando por aquilo, que eu sofresse logo tudo que tinha que sofrer de uma vez.

Eu balancei minha cabeça positivamente, mas não podia mais encará-lo. Sentia que se fizesse isso minha cabeça ia estourar.

_Ta bom... ta bom deixa eu me acalmar_ G.O tinha se agachado, ele cobria a cabeça com uma das mãos, e parecia estar desenhando alguma coisa com as pontas dos dedos no concreto do chão.

_ Mir... você... você sabe como você é não sabe?

_Como eu sou?

_Mir você é muito... inocente, você se deixa levar fácil por palavras, é incoerente, e nunca toma cuidado, confia muito nas pessoas, é quase uma criança, é imaturo, desatento, desastrado, alem de ser muito besta e...

_G.O aonde você quer chegar?

_O fato é que, por você ser um bom garoto, pessoas acham que podem... tirar proveito de você.

_Me usar hyung, deve ser a o mais correto a se dizer, as pessoas acham que podem me usar, exatamente como o SeungHo fez não é?

Eu sabia que era sobre isso que o G.O estava se referindo, e agora entendia o porquê de tanta preocupação. Ele não queria que o aconteceu, voltasse a acontecer. Eu agradecia internamente a ele por se preocupar, mas eu também não desejava aquilo de novo.

Em relação ao Joon, algo era diferente. Não sabia o que nem o por que. Era apenas diferente.

_Hyung... eu confio nele _ Eu olhava pras minhas mãos, elas estavam juntas, e os meus dois polegares se batiam_ Você pode confiar em mim? _ eu decidi finalmente encará-lo, seria aquele meu apelo _ Por favor.

Ele soltou um longo suspiro, pesado e cheio de questionamentos, que o próprio parecia culpado por não poder respondê-los. Se levantou lentamente e tocou o meu ombro_ Eu confio em você. Mas é sempre você que sai machucado_ Eu não tinha outra reação, não existia outra reação, eu apenas sorri. Estava feliz por ouvir pela primeira vez em muito tempo que o meu hyung mais serio confiava no seu maknae. Eu fiquei orgulhoso de mim. E ignorei completamente o resto daquela frase.

_E então Miru, ate onde você já chegou com ele?

Eu sentia o sorriso sumindo da minha face, e o gelo da minha espinha estava lá de novo. Seu eu respondesse aquela pergunta da maneira errada, ou pelo menos botasse uma palavra sequer fora de ordem, teríamos um velório próximo pra ir.

_Hyung... sobre isso, então..._Ele me olhava atento, provavelmente esperando que eu dissesse que nada tinha acontecido. Tive que ser cuidadoso com as palavras seguintes as disse pausadamente como se tivesse certeza de que nada soaria errado _ Nos fizemos aquilo.

_Eu vou contar pra ele agora

Quando eu percebi G.O já estava caminhando apressado na direção contraria. Meus gritos provavelmente tinham voltado, as pessoas me encaravam de novo. E naquele momento eu não tava me importando muito para as o espetáculo que as pessoas estavam vendo. Se estivesse achando ruim, mandassem me prender. Eu chamava incansavelmente pelo nome daquele meu amigo. Mas dessa vez o G.O não iria parar.

“Ele vai contar tudo pro CheonDung”

Quando eu finamente me dei por derrotado, G.O já se encontrava com o carro saindo do estacionamento. O lugar pra onde ele iria não era uma surpresa.

_Eu to ferrado.

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Notas finais
Cá estamos nos de novo ^^

gostaram ?? (Espero que sim)
Eu ate que fiz esse cap bem rápido... gostei de escreve-lo por alguma razão.

eu já tenho ideia do que quero pro final dessa fic 0.0, na verdade eu já tenho certeza de como vai acabar, só preciso achar uma maneira de como chegar ate esse final ^_^'

-Outro ponto é que tenho uma ideia pra uma outra fic Joomi.. mas isso eu vejo depois

Mereço reviews??? (otimos, ou destrutivos)
ate o prox cap!! byebye ^^/