Like The Pain

2 Nada sobre aquela noite


Notas iniciais
Ta aqui o primeiro cap. eu nãos queria fazer ele nem longo nem curto, espero que tenha acertado no meio termo ^^

Lembrar que tudo nessa fic são lembranças sendo contadas pelo Mir, então é o ponto de vista dele dos fatos ocorridos.

espero que gostem ^^

O despertador do meu celular celular tinha tocado, aquele barulho insuportável se juntava ao barulho da vibração contra a superfície de madeira da minha escrivaninha.

_Já estou acordado! Aish _ Disse isso para aquele maldito celular. Era domingo e aquela coisa irritante não deveria ter despertado. Sem perceber devo ter levantado muito rápido. Minha cabeça latejava.

Não, não era porque eu tinha levantado muito rápido, eu conhecia bem esse tipo de dor de cabeça. Ressaca. Essa dedução veio junto ao cheiro inebriante de álcool que completava a zona que estava o meu quarto “que bagunça”.

Sentei no canto da cama, acho que meu olhar rodou ainda sonolento aquele quarto por alguns estantes antes de me levantar. Foi ai que percebi que estava pelado. “Porque eu estou sem roupa?” Mas isso não era importante, acho que o mais importante era “Pra onde eu fui ontem mesmo?”... Ótimo, eu não lembrava, e o pior é que eu não sabia o porquê meu quadril doía tanto.

Enquanto procurava alguma roupa, uma bermuda ou qualquer pano velho para me cobrir no meio de tantas latas de cerveja e garrafas de uísque no chão do quarto, que eu não fazia nem idéia do porque estava naquele estado deplorável “O que é isso?” Eu finalmente tinha achado uma peça de roupa no meio de tanta bagunça. Mas aquela boxer preta não era minha. “De quem é isso?”. E antes que eu pudesse dar tempo ao meu cérebro formular uma resposta decente ouvi zoada de louça quebrando vindo de fora.

Eu só lembro de ter jogado aquela boxer desconhecida em um canto qualquer, pegado uma toalha que estava no chão, ter me envolvido nela e ido em direção a cozinha. “Será que é um ladrão?”. “Obvio que é um ladrão, ninguém mais tem a chave do meu apartamento”.

Atravessei o corredor me escorando pela parede. Eu tinha chegado na parte da sala sem dar muitos passos, ainda sorrateiro peguei a primeira coisa que vi e me agachei em baixo daquela abertura do balcão que ligava a copa e a cozinha. Perguntava-me porque o cheiro que vinha da minha cozinha era tão agradável, e então ouvi mais um barulho de louça, “ele esta apagando as provas do crime”. E quando eu estava pronto pra pular na frente dele e botar esse intruso pra fora...

_Merda! Ta queimando.

“Queimando?” Espera “ Porque um ladrão estaria cozinhando?”

Enquanto eu formulava perguntas idiotas, me ocorreu que eu conhecia aquela voz, era muito familiar, eu tentava inutilmente lembrar onde já tinha ouvido essa voz grave antes.

_AH! Você acordou _ olhei pra cima em um movimento lento e me deparei com aquele rosto que estampava um longo sorriso. Eu apenas cai pra trás.

_Q-quem é você?

_Como assim quem sou eu? _ ele disse isso arrodeando o balcão e ficando em pé na minha frente de toalha e com as mãos na cintura.

Não era só a voz, o seu rosto também era muito familiar. Em uma pensamento súbito me lembrei da cafeteria que estive ontem de tarde ele era o garçom.

Ele estendeu a mão, me ajudou a levantar e disse_ Você sempre acorda agitado assim?

Eu tinha uma vaga lembrança do que tinha acontecido ontem. Lembro de ter bebido muito, lembro de uma boate, e dele se oferecendo pra me ajudar. Basicamente só lembro disso. Essa maldita memória, só funciona quando não preciso dela.

Eu não tinha percebido, mas enquanto eu obrigava minha memória a funcionar direito e me manter informado dos acontecimentos da noite anterior, ele tinha colocado os braços em volta da minha cintura, “Perto de mais, perto de mais”. Minha mente gritava isso, mas eu nem tentei empurrá-lo, ele era forte e eu tinha acabado de acordar, “Pra que o esforço?”. Pois é, meu raciocino funcionava assim.

_Você parece assustado_ ele ainda não tinha desfeito aquele abraço, e eu me perguntava do porque eu ainda não tinha empurrado ele dali.

_Eu não acordo agitado nunca_ O que era a mais pura verdade_ Pareço assustado porque ouvi zoada na cozinha e achei q fosse um ladrão_ Disse isso enquanto desfazia o abraço dele e sentava na cadeira que estava ao meu lado junto com a mesa da sala de jantar.

Ele me olhava com um bico que combinava muito bem com aquele olhar desconfiado _Sério? Um ladrão? _ ele deu um sorrisinho cínico _ E se eu fosse mesmo um ladrão, você ia fazer o que com esse desodorante? Me matar sufocado com essência de lavanda?

_O que lavanda?... _ eu olhei pra minha mão e me deparei com o uma embalagem de desodorante. Aquela qualquer coisa que eu tinha pegado tinha sido isso.

“O que meu desodorante tava fazendo no chão da minha sala?”

Não espera, isso lá é pergunta? A questão aqui é

“Porque tem um homem adulto, seminu, me abraçando e cozinhando pra mim?”

Eu olhei pro lado, mas ele não estava mais lá, eu apenas ouvi um _Ta quente, ta quente _ vindo da cozinha, e por ouvi um _Ai!!!_ E depois mais um simples e baixo _ai_ que parecia mais que tinha sido chorado do que dito.

Eu bocejei e disse _Você ta bem? _ eu disse mais por educação do que por interesse. Meu interesse de verdade naquele momento era saber o porquê ele estava dentro da minha casa e como ele tinha entrado. Por mais que meu interesse fosse grande, eu ainda estava com sono, e durante o fim de semana meu organismos físico e mental só funcionava bem depois das 2 da tarde, ou seja, eu estava no efeito retardado.

Ele apareceu carregando um prato e colocando na minha frente, logo em seguida ele foi pra cozinha e voltou trazendo duas canecas e colocando as duas em cima da mesa. Acho que devo ter feito uma péssima expressão, quando percebi ele estava me encarando com um olhar preocupado.

_Você fez aquele barulho todo hoje de manhã pra tirar torradas do pacote? _Eu disse impaciente, se meu precioso sono de domingo tinha sido interrompido, que fosse por um café dá manhã decente, e não só torradas.

_Na verdade eu tinha feito Omelete_ ele disse sem graça _ Mas você nem deve gostar mesmo de omelete não é?_ A voz dele parecia mais animada, provavelmente tinha achado que aquela era a melhor maneira de se justificar pela falta do omelete.

_Eu adoro omelete

_Mas, mas omelete tem presunto e tem muita coisa que não deveria ser comida de manhã cedo, fiz isso pensando em você_ as palavras dele saiam embaralhadas e nervosas.

_A verdade é que você queimou o omelete não é? _ ele não respondeu nada, abaixou a cabeça e a balançou positivamente.

_Ta bom, ficarei bem somente com as torradas_ Vi pelo canto de olho, ele abrir um grande sorriso, correr e abrir a geladeira.

_Você tem alguma geléia por aqui, ou quem sabe patê? _ ele provavelmente estaria bagunçando mais a minha cozinha. “Que cara barulhento, não é normal alguém ser tão ativo essa hora da manhã”. Isso me fez lembrar que eu ainda tinha que entender uma coisa

_Hey, como foi que você conseguiu invadir mesmo meu apartamento?_ Ele já estava de volta à mesa, retomando o lugar que tinha deixado naquela cadeira vazia. Seu rosto foi de surpresa quando me ouviu dizer aquilo

_Eu não invadi, você me trousse pra cá ontem à noite. Disse que queria que eu dormisse aqui, você não lembra?_Não eu não lembrava, mas me conhecendo da maneira que eu conheço isso é bem provável de ter acontecido mesmo. Sempre que fico bêbado fico carente, Isso supondo que eu estava bêbado, já que essa incrível dor de cabeça não passava.

Eu finalmente tinha parado pra observar o que tinha naquela caneca, era café. De novo. Eu não lembrava nem porque tinha café, na minha casa, mas mesmo assim o detestava. Acho que sempre deixava uma embalagem de café fechada na dispensa por causa dele, ele adorava café. Se bem que ele já tinha ido embora á algum tempo.

_Nossa, eu me esqueci, você não gosta de café né?_Aquela voz grave mais uma vez tinha me feito despertar dos meus pensamento longos e desnecessário

_É eu odeio café_ disse afastando aquela caneca, numa tentativa de afastar também meus pensamentos daquele que me machucou uma vez.

_ Porque você está aqui mesmo?

_Você realmente não lembra de nada da noite passada?

_Desculpe, mas não lembro de nada mesmo, lembro que você me convidou pra beber, lembro de uma boate que fomos, mas depois não lembro de nada.

Mesmo se eu não tivesse bebido eu não teria lembrado de muita coisa, imagine então com tantas doses de whisky_ Mas obrigado por ter me trazido ate em casa e seja lá mais o que eu tenha te pedido_ Me levantei botando uma torrada na boca e dizendo_Depois de acabar o seu café você pode ir embora._ Deixei aquela pessoa sozinha atrás de mim enquanto ia em direção ao meu quarto e trancando a porta por dentro.

~~o~~

Eu estava pensando nele

“De novo”

Eu já estava ate ficando acostumado a pensar nele

“ isso é estranho”

Tinha se tornado um hábito.

Depois que eu me tranquei no quarto naquele dia, fiquei lá dentro por cerca de 2 horas, e depois quando eu finalmente saí, ele não estava mais lá.

Já fazia duas semanas desde aquele incidente, mas minha cabeça rodava em volta do sorriso dele. Eu acabei me lembrando um pouco daquela noite, mas nada significativo.

Eu ate me arrependi um pouco de ter dito pra ele ir embora, porque eu acabei lembrando de como ele tinha sido gentil comigo naquela cafeteria, e sem me conhecer ele parecia disposto a tentar me entender.

“Eu nem sequer perguntei o nome dele”

_Miiirrrr! Acorda_ um grito estrondoso e fino cortou meus ouvidos, eu olhei pra frente e lá estava Cheondung.

_Ah! Hyung, não grita ta bom, eu to na tua frente, eu não sou surdo, ou não era_ disse com meu dedo mínimo fazendo movimentos circulares No meu ouvido, tentando fazer com que o zunido sumisse.

_Eu to falando com você á um século e você não responde, e ainda reclama quando eu grito. Aish! _ Cheondung era uma pessoa adorável, eu o conhecia há anos, e podia dizer que ele era como um melhor amigo

_O que foi com você ein? Já faz tempo que você anda aéreo e perdido em alguma coisa_ Cheondung tinha um sexto sentido quando se tratava de mim_ É por causa do SeungHo? _ mas o sexto sentido dele adorava falhar.

_Mir, já faz quase três meses, se sente tanta falta do Seungho você podia ligar pra ele.

Passando tanto tempo pensando naquele estranho da cafeteria eu ate tinha me esquecido de pensar um pouco sobre o SeungHo. Já fazia quase três meses que ele tinha ido embora

“Não foi ele que foi embora, você o o mandou ele sair”

“O que ele fez foi errado, ele tinha que pagar pelo seu erro”

“Mas quem está sofrendo é você”

Minha cabeça travava um batalha interna sempre que o nome dele circulava a minha volta, ele tinha errado, e eu não o perdoei, afinal ele nem sequer olhou de novo pra mim depois do ocorrido.

“Era melhor assim”

_Miiiiiirrrrr!!! _Dessa vez alem do grito insuportável eu ainda senti uma pancada horrível.

_SangHyung você enlouqueceu? _ o maldito tinha me dado um tapa alem daquele grito ensurdecedor. “Ótimo, agora meu outro ouvido ta zunindo também”

_Yangchul você apagou de novo_ disse ele ainda alterado.

_Hyung, eles deviam te colocar em cima de uma ambulância, ia chamar bem mais atenção do que a sirene

E eu senti outro tapa na minha cabeça

~~O~~

Aquela tarde que era pra ser de relaxamento tinha sido um desastre. “tenho que rever esse negocio de melhor amigo”, quando foi que o adorável cheondung tinha ficado tão violento?

Não era tarde, mas já tinha escurecido, meu dia tinha sido mais pra pensar em coisas que não me faziam bem, do pra me divertir. E eu não tinha conseguido me distrair nem um pouco.

Ao chegar ao corredor que levava a porta do meu apartamento vi alguém encostado nela, sentado ao chão. Uma de suas perna estava esticada e outra dobrada servindo de apoio para se braço e cabeça. Ele tinha uma mochila com ele, seu rosto estava escondido pelo pouco cabelo.

Me aproximei andando devagar. A cada passo reconhecia mais aquela pessoa. Eu ainda fiquei ali, parado, na sua frente por longos estantes. Ele olhou pra cima e seus olhos cruzaram com os meus. _Você finalmente chegou_ disse ele com um sorriso nos lábios_Eu fiquei te esperando a tarde toda.

Ele agora estava em pé, á poucos passos a minha frente. Seu sorriso era mostrado sem nenhum pudor. Ele parecia realmente feliz em me ver.

Aquela pessoa em quem eu havia pensado tanto. Por quem minha cabeça tinha se matado de trabalhar dias e dias sem eu nem entender a razão estava ali. Minha resposta a aquele momento foi obvia.

_O que você está fazendo aqui?

..

Notas finais
Gostaram?

^_^'

espero q sim..

Obrigada a quem enviou reviews ^^ gostei muito de todas elas.

Mereço reviews por esse cap??