Notas iniciais
Heeey, sabemos que ficamos sem postar no dia marcado ;---; We sentimos muito. Mas ai está o 5º capítulo! Yaaay! Ele ficou um pouco comprido (um pouco, Eloize? o-o) mas nós nos esforçamos muito mesmo para que ele saísse legal. E é isso, boa leitura. (Leiam as notas finais)

Gerard’s POV.

Acordei meio tonto, com uma dor de cabeça horrível e uma dor nas costas pior ainda. Olhei para cima e vi o rosto de Frank, ele parecia ter dormido bem. Sorri, mesmo sem querer. Gostava de vê-lo alegre, e de tê-lo por perto. Balancei a cabeça em tentativa de me livrar de pensamentos confusos que costumava ter ao ver o sorriso de Frank, levantei-me e desci cambaleando a escada. Dei de cara com Brian, o garoto era baixo, um pouco demais para a idade que aparentava, tinha os olhos castanhos, o cabelo castanho bagunçado e um rosto infantil de quem acabara de acordar, mais ou menos como o meu.

– Oh, você esta aí. Espera, por que você está aqui? – Perguntou ele assustado a me ver.

Apoiei meu corpo ao final do corrimão, ainda com um pé repousado no último degrau da escada. E respondi não muito confiante. – E-eu dormi aqui. Frank me deixou ficar. – Reparei em seu rosto e me dei conta do que tinha dito. Corei.

– Você Frank são namorados? – O garoto disse com uma sobrancelha arqueada e um tom confiante.

– N-não. Eu só... – O que eu podia responder? “Meu pais brigaram como fazem sempre que se veem, eu fugi de casa e vim correndo para os braços de Frank, contei minha triste história de vida para ele e depois fomos dormir.” Isso parecia estranho até para mim.

– Tudo bem. Não precisa me explicar nada. – Disse ele sorrindo malicioso. Quantos anos ele tinha mesmo? – Vai ficar aí para sempre ou vai sentar? Quer dizer, se estiver tudo bem aí atrás. – Corei. Porra, eu por acaso tinha cara de passivo? Ou melhor, eu por acaso tinha cara de gay? Ele apontou para o sofá que ficava perto da mesa. – Frank ainda não acordou né? Acho que vou ter que fazer o café. – O garoto antes parado em frente a pia agora se direcionava para a geladeira.

– Não. – Não ia deixar uma criança chegar perto de um fogão. – Eu faço. – Levantei-me e fui até Brian estava, ele me olhou como se eu estivesse impedindo ele de realizar seu maior sonho.

– Você é mais chato que o Frank. – Disse ele mostrando a língua e sentando-se no sofá.

– É, eu sei. Agora me diz, o que você gosta de comer? – Perguntei procurando algo na geladeira.

– Qual quer coisa com gordura. – Ele começou a balançar as pernas.

Peguei o bacon na porta da geladeira. – Frank é vegetariano, certo? – Dei mais uma olhada na geladeira procurando algo que Frank pudesse comer. Peguei uma bandeja de morangos.

Brian me indicou a frigideira já em cima do fogão e eu assenti. Acendi o fogo e pus o bacon na frigideira. Lavei os morangos e pedi para que Brian me alcançasse os pratos.

– Aqui. – Disse ele me alcançando 3 pratos. – Só estes. – Peguei os dois primeiros pratos de suas mãos.

– Você não vai comer? – Disse ele intrigado.

– Não costumo tomar café da manhã. – Sorri para ele que voltou a se sentar, agora na mesa. Servi seu prato e me sentei a sua frente olhando para o garoto; como ele lembrava Frank.

Frank’s POV.

Abri os olhos esperando encontrar o dono daqueles olhos esverdeados descansando no colchão, mas ele não estava lá. Entristeci ao lembrar da maneira como chegou ontem. Não parecia o Gerard que eu conhecera a semanas atrás na biblioteca. Levantei-me e desci as escadas precariamente, vi Gerard e Brian sentados na mesa da cozinha.

– Espero que tenham deixado um pouco pra mim. – Ri vendo a surpresa no olhar dos dois, deveriam estar tão entretidos que nem notaram a coisa pequena descendo as escadas. Gerard virou para as escadas e sorriu, e deus, que sorriso. Gerard era lindo, eu não podia negar, e tinha um sorriso que iluminava tudo o que alcançava. Eu não estava apaixonado por ele, sem chance! Só gostava de admirar ele. Deveria ser normal, não é?

– Que bom que acordou, bela adormecida. – Gerard disse ainda sorrindo. Apontou para a pia onde estava um prato com morangos recém-lavados. – Deixei ali pra você já que é vegetariano.

– Obrigado. – Disse sorrindo. Peguei o prato e me sentei ao seu lado, só assim notei que ele não estava comendo. – Você não vai comer? – Perguntei e ele balançou a cabeça negativamente. – Então eu faço você comer. – Empurrei um morango do meu prato em direção a ele que o empurrou de volta.

– Não costumo comer de manhã. – Olhou para meu rosto e sorriu tímido.

– Você quem sabe. – Fechei a cara e ele fez careta. É, Gerard sabia como me fazer sorrir. Mas como?! Olhei para ele e corei ao me deparar com aqueles olhos hipnotizantes grudados em mim, conectamos nossos olhares e ele sorriu. Senti meu corpo estremecer, por um momento esqueci de tudo ao nosso redor. Brian tossiu forçado e riu alto ao ver que Gerard e eu tínhamos corado. Virei-me de volta para os morangos e Gerard á encarar a mesa. O silêncio dominou o cômodo e se sentou a mesa como nosso companheiro, e assim passamos o resto da manhã até que decidimos levar Brian a festa que ele tinha na escola. Isso me fez lembrar que á noite também teríamos uma festa na escola. Pessoalmente, eu odiava festas. Odiava ficar num lugar cheio de pessoas, mas eu queria ir a essa festa, tinha um bom pressentimento sobre ela. Largamos Brian na escola com dificuldade, o pequeno não queria ir a festa de jeito nenhum, mas perderia ponto se não fosse. Depois de muitas caretas e desculpas esfarrapadas, ele aceitou entrar na escola.

– Vocês me pagam por isso. – Resmungou enquanto se afastava. No geral, Brian não era muito de festas, ele mal saia de casa, mas eu me sentia bem sabendo que ele tinha amigos e que teria uma vida normal. Observamos-lhe entrar e eu me pronunciei.

– Você vai a festa hoje? – Perguntei tímido.

– Acho que não, não gosto muito dessas coisas. – Disse ele começando a andar.

– Ah, eu também não. Mas quero ir pra, sei lá... Esquecer da vida um pouco. – Soltei sem pensar, queria que Gerard fosse, queria que se divertisse um pouco.

– Ok, eu vou. – Sorriu e continuou a andar. Ficamos em silêncio até chegar em uma esquina que ficava perto da minha casa.

– Eu moro por aqui, então acho melhor ir para a casa. Minha mãe deve estar preocupada.

– Ok. Então se cuide, te vejo na festa. – Sorri e voltei a caminhar. Gerard puxou meu braço, me impedindo de ir embora.

– E-eu queria te agradecer, por ter me ouvido e ter me deixado a ficar na sua casa. Muito obrigado, Frank, de verdade. – Baixou os olhos e soltou meu braço. Ninguém poderia descrever o quanto Gerard mexia comigo, suas palavras, a calma da sua voz, seus lindos olhos castanhos esverdeados, sua força e coragem de ter enfrentado tudo o que enfrentou sozinho... Tudo isso me deixava de alguma forma mais interessado nele, mais curioso sobre aquele garoto que agora parecia indefeso a minha frente. Talvez eu estivesse... Não, eu não estava.

– Tudo bem. Você não imagina o quão bom é saber que você confia em mim. – Ele sorriu e finalmente se afastou, me deixando ali, preso no topo de uma montanha de pensamentos, preso nele.

Gerard’s POV.

Eu queria voltar, puxa-lo de novo e nunca mais soltá-lo. Queria ficar olhando aqueles olhos pelo resto da minha vida. Queria poder chama-lo de meu e acordar com aquele rosto angelical ao meu lado por todas as manhãs pelo resto dos meus dias. Sim, eu estava apaixonado por um homem, e não tinha problema algum em admitir, por que não era qual quer homem, era Frank. A pessoa mais incrível que eu um dia já encontrei. Não fazia diferença pra mim amar um homem quando se tratava de Frank, mesmo por que não existia ninguém no mundo, homem ou mulher, que se comparasse aqueles olhos castanho-esmeralda. Mas eu sabia que ele não sentia o mesmo, sabia que Frank jamais iria me amar ou me querer a mesma maneira que eu o amava e o queria.

Fui para a casa e tranquilizei minha mãe. Ela estava sentada na poltrona de frente para a porta quando cheguei. Disse que tinha dormido na casa de um amigo. Ela sorriu e assentiu com a cabeça. Subi para meu quarto e comecei a me arrumei para a tal festa. Eu não queria ir, já ia para a escola arrastado. Mas Frank pedira e eu jamais poderia negar algo para aquele ser. Tomei banho e vesti o que encontrei primeiro no armário, uma camiseta do Black Flag e meu All Star surrado. Sai de casa tarde, tinha certeza que Frank já estava na festa. Eu estava quase uma hora atrasado por que acabei dormindo sentado esperando a hora da festa. Assim que cruzei a porta de casa sai correndo. Nem ligava de chegar todo amassado e suado na festa, não queria ir mesmo... Se não fosse por Frank nem teria ido. Cheguei na escola e já tinham pessoas atiradas por onde podiam. Bêbadas, falando nada com nada. Fui até o pátio onde ainda se escutava musica e avistei Frank sentado embaixo da árvore onde estava quando nos encontramos pela segunda vez. Ri da ironia, ali foi onde eu tomei coragem para falar com o amor da minha vida e agora eu encontro ele bêbado no mesmo lugar. Qual quer um diria que ele estava afogando as mágoas, mas acho que ele estava mais era afogando a sanidade já que mal lembrava seu nome.

– Ge-rar-d. É você? – Disse forçando a visão e tropeçando nas palavras. – Você nunca me disse que tinha um irmão gêmeo. Oi, meu nome é Frank. – Disse enquanto estendia a mão para o nada.

– Não tenho irmão gêmeo, você que bebeu demais. Essa é qual? A quinta? A sexta? Já bebeu quantas?

– Não seja bobo, Gerard, hoje é Sábado e eu não bebi ninguém não. – Levantou o dedo balançando-o negativamente para mim.

– Esquece. Vem, você tem que ir para a casa. – Puxei-o pela mão ajudando-o a levantar.

– Tá, tá. Mas eu não me esqueci não, Gerard. Você me deixou aqui plantado te esperando, ai eu tive que beber, atééé cair. – Levantou a mão a altura da cabeça e depois deixou-a cair com violência, dramatizando o que dissera. – Então esse meu estado é culpa sua.

– Ok, quando chegarmos em casa você me culpa o quanto quiser. – Peguei seu braço e pus atrás do meu pescoço, apoiando-o em mim. Andamos um pouco enquanto Frank soltava coisas sem sentido sobre o aquecimento global ser culpa dos pinguins, até que ele me obrigou a parar numa pracinha deserta perto da casa dele. Atirou-se num pequeno morro coberto por grama e começou a olhar o céu da noite. A luz do poste da rua não alcançava ali onde estávamos, podíamos ver a rua e quem passava mas era quase impossível no ver ali sem algum tipo de lanterna ou aparelho que refletisse luz. Frank puxou minha mão indicando para mim deitar-se ao seu lado, e assim o fiz. Deitei-me como pude ao seu lado e o senti virar para me encarar. Eu não conseguia olhá-lo, não conseguiria encarar aqueles olhos verdes, agora tão perto de mim, sem agarrá-lo.

– Gerard, o que você sente por mim? – Disse despreocupado, estava sem vergonha alguma e confiante. Estremeci, ele descobriu algo?

– P-por que? – Me perdi entre as palavras, mesmo sem querer eu soei amedrontado com aquela pergunta.

– Por que eu... – Pausou o que iria falar o que me fez estremecer ainda mais. – Eu acho que talvez... – Outra pausa. Você quer me matar, Frank Iero? – Eu acho que talvez eu goste de você. Sabe, mais do que como amigo. Talvez... eu esteja me apaixonando por você. – Falou, sem pausa, sem pressa, como se confessasse um pecado diretamente á deus. Virei-me e beijei sua testa, era ela ou seus lábios. Tomei coragem e finalmente admiti.

– Eu já estou apaixonado por você, Frank. Desde aquele maldito dia que eu te vi naquela maldita biblioteca que eu não consigo te tirar da minha cabeça e- — Antes que eu pudesse terminar minha confissão Frank fez algo que me surpreendeu, ele me beijou. Não era um beijo malicioso, era um beijo de alívio de um amor correspondido. Ou quase... Ele chegou mais perto e pediu passagem que eu concedi assim que me caiu a ficha do que estava acontecendo. Sim, Frank estava bêbado, sim ele estava prestes a cair no sono e já não raciocinava mais nada, mas mesmo assim, só de saber que existia aquela possibilidade, só de saber que Frank estava ali, ao meu lado, travando uma luta comigo dentro de nossas bocas, ele fez minha vida inteira valer a pena.

Separamo-nos quando o ar faltou. Ele se afastou de mim e sorriu, um sorriso que nunca havia visto no rosto de Frank. Era um sorriso de satisfação, como se tivesse realizado o maior sonho de sua vida. Ou era isso, ou o bêbado era eu. Fiz o mesmo e o abracei, nada poderia interromper esse momento, nada poderia acabar com a felicidade de ter Frank ali comigo, de tê-lo em meus braços, mesmo que por um momento de pura insanidade, mesmo que sabendo que no outro dia ele poderia me odiar se lembrasse de algo; aquele momento era meu, e nada poderia estragar. Adormeci entre pensamentos, e acredito que Frank fez o mesmo. Eu estava feliz, e ele também estava, eu podia sentir isso.


Notas finais
Hey, again. Soo... Tá, o Frank bêbado ta uma coisa escrota, mas nunca fiquei bêbada, sorry. kkkkk -q As piadas sujas fora idéias da Isa-chan. u-u Bem, por achar que eles estão indo muito rápido vou ver se dou uma amenizada, mas pra não ir quase parando ai está o beijo. ooo/ Bem, prometemos postar os capítulos mais rápido. Rlly. Mas e ae, merecemos reviews? Please? (Muito obrigado mesmo por acompanharem a história. Vocês leitores são quem ainda não nos deixaram desistir)