Like Magic - 1 Temporada
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Capitulo betado pela linda Bruúh EverdeenMellark Cullen.
Valeu Princesa! *-*
Pov. Bella
– Vem Bella! Vamos logo para o jardim porque daqui a pouco os casais chegam para a visita. – Disse Becca, minha única amiga dentro do orfanato de Santa Tereza.
Ela chegou um ano depois de mim. Antes eu a achava uma loirinha chata pra caralho; vivia atrás de mim querendo ser minha amiga, mas depois me acostumei com ela e realmente ela era a única que me aturava.
Nunca entendi por que não a adotavam. Quando pequena era bem branquinha, cabelos loiros até a cintura e lindos olhos azuis. Teve até pessoas que a levaram para casa, mas sempre depois de algum tempo a abandonavam de novo.
Ela sempre voltava destruída, mas depois de um tempo estava toda alegre novamente querendo uma família, ao contrário de mim.
Eu não queria uma família, não queria ser abandonada novamente. Uma vez já bastava pra mim. Claro que já tentaram me adotar, os monitores do orfanato falavam que eu era uma linda criança com longos cabelos castanhos, pele bem branca e com lindos, mas tristes olhos verdes.
Eu fazia de tudo para não ser adotada e isso ia dando certo até meus 17 anos.
Hoje em dia eu continuava me esquivando dos casais que queriam me adotar e Becca tentando chamar a atenção deles. Ela é o estilo Barbie, mesmo usando roupas doadas ela sempre dava seu jeito para ficar mais bonita. Ela era uma versão pobre e sem família da Paris Hilton e eu uma versão da Taylor Monsen, mas morena.
– Olha! Mais uma excursão dos bondosos casais atrás de um lindo filhinho! – Disse com falsa surpresa. – Não sei por que você se anima tanto. Eles sempre escolhem crianças.
– Não é assim! A Lisa foi adotada semana passada e ela tem a mesma idade que nós.
– Mas você esta se esquecendo que depois eles a devolveram como se ela fosse um objeto com defeito por que ela não conseguia se adaptar a eles e adotaram uma criança que poderiam fazer de marionete. – Ela me olhou chocada.
– Isso não tem nada a ver! A Lisa disse que eles eram muito conservadores e que não gostavam de algumas coisas que ela fazia ou dizia e que por isso a deixaram aqui de novo. – Levantei uma sobrancelha e esperei ela continuar. – Você tem uma ideia muito errada sobre adoção! Essas pessoas que estão ali fora não conseguem ter um filho para dar amor, ou querem ajudar nos adotando mesmo que já tenham filhos, não para nos fazer mal!
– Pode até ser que tenham pessoas assim ai, mas também tem pessoas como os seus pais biológicos e os meus que querem apenas brincar um pouco de boneca e depois nos abandonar!
– Você não sabe se seus pais te abandonaram por que queriam realmente ou se precisavam fazer isso! – Suspirei e me levantei da minha cama.
– Os seus até podem ter de abandonado por necessidade, mas os meus deixaram um bilhete deixando bem claro que não me queriam!
– Quer saber de uma coisa Isabella? Eu não vou ficar perdendo meu tempo falando com você! – A olhei assustada. Ela nunca tinha falado daquele jeito comigo. – Foda-se o que você acha! Se você quer continuar com esse seu medo de ser abandonada de novo e não querer uma família problema seu. Eu quero uma família.
- FODA-SE VOCÊ! — Gritei. – Vai á merda você e a porra da sua família perfeita! – Falei entre dentes. – Falta só mais um ano pra eu fazer 18 anos e viver minha vida!
O que Becca disse era verdade. Eu tinha medo de ser abandonada de novo e por isso queria sair do orfanato e viver minha vida sozinha.
– Ninguém mais vai te abandonar Isabella!
– Você esta querendo me deixar agora Becca. – Disse e senti meus olhos arderem por causa das lágrimas que ameaçavam sair.
Becca era a única pessoa que eu tinha afeto. Mesmo vivendo tratando ela mal, bem lá no fundo eu não queria que ela fosse adotada e me deixa-se, mesmo sempre dizendo que iria embora um dia e não sentiria sua falta.
– Você sempre diz que quer viver sozinha Bella! Você não liga se eu for embora.
– Cala a boca e vamos logo achar sua ‘família’. – Disse e a puxei para fora do quarto em direção ao jardim.
Se ela quer uma família eu iria arrumar uma pra ela. Foda-se! Quando eu completasse 18 anos eu iria deixá-la mesmo.
Chegamos ao Jardim e eu a deixei e fui de sentar embaixo de uma árvore um pouco distante das crianças e adolescentes que ali estavam.
Estava distraída e não vi quando Jacob se sentou ao meu lado.
Dava-me bem com ele quando o mesmo não dava em cima de mim. Ela também não curtia a ideia de ser adotado.
– Oi Bells.
– O que você quer? – Nunca fui muito paciente.
– Como sempre direta. – Sorriu. – Qual vai ser a história ou vandalismo de hoje pra deixar as pessoas longe de você?
– Estou calma hoje, então sem vandalismo e a história eu vejo na hora. – Olhei para ele. – E você?
– Não vou fazer nada. – O olhei confusa. – Sou dois anos, mais novo que você e não quero ficar mais aqui, então se alguém quiser me adotar vou de bom grado.
-Passou para o lado negro da força Jake?
– Como diz a louca da sua amiga Barbie: Eu só quero uma família! – Disse em uma imitação horrível da Becca e não tive como não rir.
–Então vai lá bonitão!
–Tchau Bells, até depois.
Continuei no mesmo lugar que antes até que um casal chegou perto de mim. A mulher era ruiva e tinha olhos cor de mel e o homem era moreno. Não eram jovens, mas também não eram velhos.
–Olá querida! Me chamo Mônica e esse é meu marido Josh. – Revirei os olhos. Se ela queria adotar uma adolescente tinha que parar de falar como se estivesse conversando com uma criança. – Como você se chama?
– Isabella. – Disse olhando para minhas unhas pintadas de preto com interesse.
- Quantos anos você tem? – O tal Josh perguntou. Não estava a fim de ficar conversando então resolvi acabar logo com aquilo.
– Por que não vão adotar uma criança? Eu já tenho 17 anos e também tenho sérios problemas mentais. – Disse com naturalidade.
– Quais problemas?
– Eu tenho dupla personalidade e minha outra eu é ninfomaníaca. – Tive que prender o riso com o cara que a mulher fez. — Se você me adotar com certeza Lindsay vai querer transar com seu marido. – Dei um sorriso inocente e sai de lá sem esperar que eles falassem mais alguma coisa.
Strike um e o dia só estava começando.
Continua.
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