Like Ice And Fire
3 Dando uma voltinha pela cidade
Notas iniciais
Explorei cada espaço do meu carro, seu cheiro era magnifico. Seus bancos de couro bege, a marcha, o painel e tudo mais. Procurei a chave no porta malas, e coloquei na ignição girando-a. O ronco do motor era lento e suave – Irado – falei a eu mesmo. Coloquei a mão no bolço da calça e verifiquei se minha carteira de motorista estava lá, e que sorte estava mesmo. Acertei a marcha pus o pé na embreagem e aceleirei bem devagar. O carro parecia flutuar de tão leve. Fui até a metade da rua e dei meia volta. Estacionando em frente a garagem, onde pus em ponto morto. Girei a chave e retirei da ignição. Bom eu não via a hora de testar realmente essa belezura, corri para meu quarto para procurar meu celular. Liguei para Astrid, ela atendeu:
-Alo, quem esta falando?- perguntou docilmente a garota no telefone.
-Ah... sou eu Astrid, Jack. Jack Frost!
-Ah o do cabelo branco! Oi, iai? Você ainda vem para minha festa não vem?
-Claro! Era sobre isso que queria te falar, eu estou indo até a cidade e eu queria uma ideia mais ou menos do que comprar pra você...
-Você é um fofo Jack, mas realmente não precisa...
-Não eu faço questão e insisto!
-Ok, faz assim, eu to precisando ir até lá mesmo para comprar algumas coisas para hoje a noite, então eu posso...
-Perfeito, eu te encontro na pracinha em vinte minutos.
-Não Jack, vinte minutos não vai dá, o ônibus só passa as...
-Não esquenta, eu tenho carro!- falei sem ser exibido.
-Nossa, mas se tem habilitação?
-Claro! Daqui vinte min então?
-Tá certo!- então ela desligou o telefone.
Corri ao banheiro para tomar banho, não acredito que vou passar a manhã com a gata da Astrid. Meu primeiro alvo em outro país, só espero que ela não seja grudenta como as outras.
Após o banho coloquei uma bermuda jeans clara, uma regata folgada com aberturas na gola e nas laterais bem largas, cor branca e coloquei sandálias pretas. Sequei meu cabelo com a toalha com bastante força pra chegar ao bagunçado perfeito do meu cabelo, voltei para o banheiro para passar um pouco de desodorante em spray. Procurei meus óculos de sol embaixo de uma pilha de camisas. Eu sabia que tinha posto em algum lugar depois que cheguei de viagem, por fim achei e penhorei-o na regata. Peguei minha carteira de dinheiro, o celular e a carteira de motoristas. Cori para o quarto do meu pai e passei uma colônia de lavanda. Tudo isso por Astrid. Eu odeio colônia.
Foi em fim estava dentro do meu carro seguindo até a pracinha que não demorou muito, estaciono em frente ao quiosque que estava fechado. Examino no espelho se o óculo não está torto. Eu sai do carro e fiquei encostado no carro esperando a garota chegar. Observo ao meio do parque, e avisto a mesma garota de cabelos ruivos, só que sem as crianças. Ela veste um short jeans não muito curto e uma blusa verde água e sandálias. Ela esta chutando a grama, parece realmente irritada, que nem no dia anterior.
Dou uma olhadinha pela rua avisto Astrid vindo em minha direção, ela veste um vestido brando com rendas e tem o cabelos presos nas suas habituais transas e só que esta preenchido com um headband, nossa ela tá gata demais.
-Oi, vamos?- perguntou ela docemente. Eu beijei sua bochecha e elas ficaram rosadas instantaneamente. Corri para abrir a porta e deixa-la entrar.
Já estávamos na estrada, estávamos escutando uma música dos Beatles, Don’t let me down. Vinda do meu celular, pois não tinha nem um CD para por no aparelho de som do painel.
-Eu adoro os Beatles, sabia?- falei a Astrid retoricamente a Astrid.
-Eu gosto de algumas musicas, mas o Queen manda muito mais!
-Pode ser- concordei com ela.
-Jack, me posso te fazer uma pergunta?
-Uma, duas, quantas você quiser!- falei sorrindo tirando os olhos da estrada por um instante.
-Você tem namorada?- ela perguntou fixando o olhar em mim.
-Bom, não encontrei ninguém que quebrasse o gelo do meu coração!
-Vou aceitar isso como um “não”!- ela parecia bem mais animada.
-Ei Astrid minha vez de fazer uma pergunta- ela fez um gesto com a cabeça positivamente- Eu vi ontem e hoje no parque uma garota de cabelos ruivos e enrolados, com a mesma cara de emburrada?
-Cabelo ruivos?- ela pensou e falou- Só pode ser a Merida, ela é assim mesmo carrancuda, é que a mãe não larga do pé dela. A tia Elionor é meio controladora, mais muito legal.
-Tá explicado!
Passamos agora de só árvores para alguns bairros começarem a se formar, logo estávamos no centro, onde havia uma praça que dava duas do parque do condomínio. A prefeitura se localizava bem no fundo dela, ao lado oposto estavam as lojas comerciais, a direita o Hospital Municipal de Corona, ao seu lado a delegacia. A esquerda estavam a igreja e a biblioteca ambas muito grande.
- Vamos estacionar aqui- disse a Astrid onde eu estacionei em frente a uma Livraria.
Saímos do carro e Astrid tratou logo de puxar um papel todo dobrado da bolça. Era sua lista de coisas que faltavam para sua festa.
-Eu temos que ir até a loja do senhor Dallas, falou ela me puxando pelo braço para que entrássemos em uma loja de tijolos marrons ao lado da livraria.
Peguei uma cesta de compras e a segui, ela pegava dês de salgadinhos a refrigerantes, que foi preciso apanhar outra cesta. Depois de meia hora fomos até o caixa onde ela pagou a um senhorzinho de cabelos brancos e rasos.
-Agora temos que ir até a papelaria- segui ela a duas lojas a cima passando a livraria, entramos em uma loja amarela. Ela foi até o balcão e pediu a faixa que havia pedido para encomendar.
Foi que me lembrei que ainda não tinha material escolar, tratei logo de achar cadernos e canetas. Pagamos e saímos. Minhas mãos estavam cheias, era as compras do mercado e da papelaria misturadas, Astrid apenas carregava a faixa.
-É só Jack!- falou ela consultando a listinha.
-Então vamos deixar isso no carro e partimos para comprar seu presente.
-Ok, se você insiste tanto assim- ela fez uma cara de satisfeita.
Após colocarmos as compras no porta mala, e a faixa no banco de trás do carro. Nosso primeiro ponto foi a loja de CDs. Tinha a faixada vermelha e com tijolos marrons. Exploramos todo o interior da loja e por fim, não encontramos nada que ela gostasse. Fomos até a loja de acessórios ao lado, e não compramos nada. Então entramos em uma joalheria antes dela perguntar.
-Jack, você não acha que uma joia é um presente muito caro?- hesitou a garota.
-Astrid faz o favor de entrar logo, você foi a primeira estrangeira que eu me dei bem aqui, você merece algo especial- tais palavras fizeram com que ela cedesse.
Ela testou colares, anéis, pulseiras e cordões. Em fim eu avistei algo que parecia a muito com Astrid, era um bracelete cheio de spikes folheado a ouro. Mostrei a ela, que deu um pulo do chão me abraçando e agradecendo.
-É lindo Jack, eu simplesmente amei!
Paguei o presente com o cartão que meu pai me deu para emergências, que no caso foi. E seguimos até a sorveteria no fim da rua. Paguei ao homem duas casquinhas de chocolate, seguimos para a praça onde arrumamos um banco abaixo de uma árvore.
-Obrigado mesmo pelo bracelete e o sorvete Jack!
-Não tem de que!- falei a ela enquanto limpava com a língua o canto da boca.
Ela por um momento observou o alto da árvore. Quando ela abaixou o rosto me aproximei mais dela, meus olhos azuis se chocaram com os seus cinzas. Estávamos vidrados um no outro, aproximei meu rosto dela e ela também, posso sentir sua respiração quente em meu rosto me aproximo mais, ela parecia ir também mais hesita e recua para trás me dando as costas. Confuso a pergunto:
-Astrid, algum problema?- toco com as mão em seu ombro.
-Não diria um problema, mais é que eu já tenho namorado Jack- ela virou pra mim em quanto falava- é que eu gosto muito dele, não se sinta mal, a culpa é minha de não ter te falado!
-Não Astrid está tudo bem, não tem problema, sério!- tentei realmente não demonstrar meu fracasso.
Voltamos para o carro sem nos falar foi assim durante a viagem de volta para o condomínio. Houve um momento constrangedor quando o celular dela começou a tocar, a melodia era Someone Like you. Ela demorou para achar dentro da bolça então quase toda a música tocou.
“Eu ouvi dizer que você está estabilizado
Que você encontrou uma garota e está casado agora
Eu ouvi dizer que os seus sonhos se realizaram
Acho que ela lhe deu coisas que eu não dei ...
... Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para vocês também
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer
"Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere"
Nada se compara, nenhuma preocupação ou cuidado
Arrependimentos e erros, são feitos de memórias
Quem poderia ter adivinhado o gosto amargo
Que isso teria?
Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para você
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer
"Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere"
Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para vocês também
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer
"Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere"
Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere”
-Alo, Sebas... Soluço?- ela falou meio confusa- Não precisa mais, eu já arrumei tudo mais tarde nos fala... Eu não estou estranha!- ela pareceu se envergonhar.
-Eu tenho que desligar, até depois!- ela desligou o telefone e me olhou pelo canto do olho.
-Era seu namorado?- perguntei na cara de pau.
-Era sim. Sebastian, mais todo mundo chama ele de Soluço... uma longa história- ela me contara um pouco sobre o soluço. Eu primeiro estava com tédio mais aos poucos fui achando o tal do Soluço um cara bem legal.
-Em tão ele é bom com mecânica?- pergunte a ela.
-Bom é apelido, ele é o melhor de toda Corona- rimos.
Estacionei em frente a uma bela casa laranja, indicada por Astrid. Ajudei-a a levar as compras e a faixa até a entrada de sua casa, e me despedi com um beijo em seu rosto.
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