Like I Would

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Oi meu povo!
Estou postando esse capítulo único, porque essa ideia não me sai da cabeça... Eu queria escrever algo sobre Diana e Steve, mas nunca conseguia e sempre tinha um bloqueio. Mas quando eu ouvi essa música do Zayn hoje, eu pensei em fazer algo com o Steve narrando... Então saiu essa pequena oneshot, que eu espero que vocês gostem!
p.s eu queria ter feito algo melhor, mas acho que essa está boa.
p.p.s aceito comentários!

Fazia um ano desde que eu a vira pela última vez.

E eu não conseguia tirar Diana dos meus pensamentos, por mais que eu tentasse... Era impossível. A maconha até ajudava às vezes, porém eu odeio essa merda. As mulheres com que eu durmo também não ajudam em nada e eu sempre me pego procurando alguma semelhança de Diana nelas.

Eu estava fodido.

Hoje faz um ano que a gente terminou, porque ela estava apaixonada pelo o cara de Metrópolis. Acho que ela não sabe que eu os vi se beijando no telhado da A.R.G.U.S um dia antes dela terminar comigo... Essas lembranças me doíam ainda.

Eu sabia que não deveria me apegar a nenhuma mulher, mas quando eu conheci Diana... Tudo mudou e a vida fez mais sentido. Eu só não esperava que ela fosse partir o meu coração desse jeito.

Hoje em dia ela namora o Superman e eu não tenho mais contato com ela... Como será que ela está? Será que se lembra de mim?

Saio da loja após comprar uma garrafa de uísque e ando depressa para chegar logo ao meu apartamento. Eu iria beber até esquecer o meu nome e com sorte eu não pensaria tanto nela.

Acendo um cigarro e sigo o caminho nessa noite fria e triste, mas logo paro de andar ao reconhecer uma pessoa que está do outro lado da rua.

Não é possível.

Seria mesmo ela, ou estou sobre o efeito da maconha?

Atravesso a rua e me aproximo rapidamente dela. Toco em seu ombro e em segundos estou jogado no chão.

— Ai porra! – grito de dor.

— Steve? – Diana fala e meu coração bate mais rápido.

Tento me levantar, mas decido ficar no chão para eu poder ver ela inteirinha e talvez eu consiga ver a sua calcinha por de baixo desse vestido.

— É mesmo você? – eu pergunto.

— Quem mais seria? – ela pergunta e eu ainda estou no chão tentando saber se isso é real ou não.

— É melhor eu me levantar. – digo e me levanto devagar.

Meu uísque já era, assim como o meu cigarro.

Droga.

— Me desculpe! – Diana fala.

Resmungo e pego outro cigarro.

Ela me olha sem entender o que eu estou fazendo e eu acho graça.

— Você está fumando agora? – ela pergunta.

— Sim. – digo e assopro a fumaça em seu rosto.

— Você está diferente. – ela diz.

Por que será né?

— O que você está fazendo aqui? – pergunto.

— Estou dando um volta pela cidade...

Olhar para ela me dói, mas ao mesmo tempo é bom. Queria poder tocá-la, beijá-la, abraçá-la, mas sei que eu seria vetado na hora. Afinal, ela pertencia a outro.

Diana parecia estar muito bem, mais bonita do que o normal e bem mais gostosa. Ao contrário de mim, que parecia uma merda ambulante.

— Você está bem? – ela me pergunta.

— Estou ótimo.

— Fico feliz em saber disso. – ela fala olhando para o chão.

— Você ainda está com ele? – pergunto com medo da resposta.

Ela olha para mim e suas bochechas ficam vermelhas e isso me embrulha o estômago.

— Sim. – ela responde.

Não respondo nada, pois não quero brigar.

Ela se desapegou de mim, mas eu não me desapeguei dela.

Eu tenho que dizer alguma coisa, fazer alguma coisa.

Hey what's up, it's been a while

Talking 'bout it's not my style

Thought I'd see what's up

While I'm lighting up

It's cold-hearted, cold-hearted

Know it's late but I'm so wired

Saw your face and got inspired

Guess you let it go, now you're good to go

It's cold-hearted, cold-hearted

— Eu tenho que te falar uma coisa, não vai demorar muito, já que você deve estar indo se encontrar com ele. – digo.

— Pode falar. – ela diz.

— Já que não vamos mais voltar... – digo me aproximando dela enquanto jogo o cigarro no chão.

Passo meus braços em volta da sua cintura e puxo para perto de mim. Ela poderia muito bem se afastar ou me bater, mas ela permanece entre os meus braços e isso já é bom, imagina então o que eu posso ganhar depois?

Oh oh

It's probably gonna sound wrong

Promise it won't last long

Oh oh

If we can never go back

Thought you'd like to know that

— Diana... – digo em seu ouvido e eu percebo que ela se arrepia.

Beijo seu pescoço e sigo o caminho até o canto da sua boca e paro ali. Seus grandes olhos azuis me encaram atordoados e eu sorrio para ela e me afasto.

— O que você quer Steve? – ela fala.

— Eu quero te beijar, te tocar, fazer coisas inapropriadas para menores... Quero você Diana. – digo.

— Steve...

Me aproximo dela de novo e a empurro para que ela fique encostada no poste, minhas mãos percorrem o seu corpo e ela arfa.

— Ele nunca vai tocá-la, como eu toco. – digo e aperto sua bunda.

Aproximo o meu rosto do dela e a beijo com vontade e com força, não quero parar de beijá-la e não vou deixar ela se afastar de mim.

Para a minha surpresa, ela corresponde o meu beijo e passa os braços em volta do meu pescoço e se aproxima mais de mim. O beijo continua intenso e minhas mãos percorrem freneticamente o seu corpo.

Paro de beijá-la e ela me olha sem entender.

Me aproximo do seu ouvido.

— Ele nunca vai amá-la, como eu amaria. – digo baixinho.

— Steve, pare. – ela pede.

Mas eu não paro, eu a desejo mais que nunca e ela tem que saber tudo o que eu penso.

— Ele não conhece o seu corpo e não vai te tratar bem. – digo.

Agora ela me empurra.

— Isso foi um erro. – ela diz.

— Ele nunca vai amá-la, como eu amaria!

— Vai se ferrar Steve! – ela fala e começa a andar.

— Você retribuiu o meu beijo Diana, não se esqueça disso! – eu grito, mas ela voa pelo o céu e me deixa sozinho ali.

He, won't touch you like I do

He, won't love you like I would

He don't know your body

He don't do you right

He won't love you like I would

Love you like I would

Beijar Diana tinha sido maravilhoso para mim e eu esperava que tivesse significado algo para ela. Tinha que ter significado!

Volto para a minha casa feliz e nem preciso de drogas, mulheres ou álcool para esquecer Diana, seu cheiro estava impregnado em minha roupa e isso era uma lembrança de que ela esteve em meus braços, depois de tanto tempo.

*

Uma semana tinha se passado e nada de Diana.

Estou começando a ficar maluco só de não ter notícias dela.

Tento ligar para o celular dela, mas uma outra pessoa atende e me diz que não tinha ninguém com o nome Diana ali. Ela devia ter mudado de número faz tempos... Droga.

Ela não me quer, mas eu quero ela.

Bom, se ela não me quisesse... Ela não teria retribuído o beijo e teria se afastado de mim, ou melhor, ela teria me batido. Não dá para entender a cabeça das mulheres.

Estou confuso demais para saber o que eu devo fazer.

Talkin' don't want me, cause I want you

Been thinkin' it over, but I'm through

So stop wasting all my time, messing with my mind

It's cold-hearted, cold-hearted

*

Um mês tinha se passado desde a ultima vez que eu a vira.

Será que eu tinha ficado maluco e pensado que tinha visto Diana naquele dia? Eu estaria tão mal assim? Pelo visto, eu estava .

Eu tenho que parar de usar essas drogas e voltar a ser o que eu era antes.

Pego todas as drogas dessa casa e jogo no lixo e também deleto os números das mulheres com quem eu saia. Seria melhor assim.

Eu sou Steve Trevor e não posso mais ficar sofrendo por causa de uma mulher que não estava nem ai para mim. Eu era melhor que isso.

Vou para o meu quarto e ligo o meu notebook, para que eu mande uma mensagem para Amanda Waller. Eu voltaria a trabalhar na A.R.G.U.S depois que eu ficasse limpo e em forma.

A campainha toca e eu saio do meu quarto para ir até a porta.

Quando eu abro, eu levo um susto.

— Bom dia Steve. – Diana fala, ou pelo menos eu acho que estou vendo ela.

— Eu devo estar alucinando. – digo e fecho a porta.

Volto para o meu quarto e a campainha toca de novo.

Ando até a porta novamente e abro-a.

— Você fechou a porta na minha cara? – Diana pergunta.

— Você não é a Diana, você é fruto da minha imaginação. – digo para a alucinação.

A alucinação de Diana revira os olhos e depois me dá um soco no braço, que dói muito.

— Ai!

— Acho que não sou fruto da sua imaginação.

Fico atordoado e logo depois nervoso.

Diana estava mesmo ali na minha porta?

— Eu acho que você deve ser real. – digo e a deixo entrar.

Ela ri e meu coração se aquece.

Não acredito que ela estava em meu apartamento.

— O que você faz aqui? – pergunto.

— Eu vim para a gente poder conversar. – ela responde.

— Sobre o que?

— Sobre aquela noite na rua.

Então tinha sido real e eu não estava ficando maluco.

— Pode falar. – digo.

Ela olha para o chão, mas logo depois olha para mim e sorri.

— Eu terminei com ele.

Sinto que vou ficar tonto.

Eu tinha escutado certo?

— Diana repete isso, por favor. – peço feliz.

Ela tenta não sorrir, mas no final acaba.

— Eu terminei com ele.

Me aproximo dela lentamente e ela também começa a vir em minha direção.

— Por que você terminou com ele? – pergunto.

— Ele não me ama, como você. – ela responde e eu sorrio.

Puxo Diana para os meus braços e ela me beija.

Esse beijo tinha sido diferente daquela noite, tinha sido melhor e mais gostoso. Era como se estivéssemos dizendo que nós amamos um ao outro.

Quando o beijo acaba, ela sorri para mim.

— Desculpa ter demorado a perceber que eu tinha feito a maior burrada da minha vida. – ela fala.

— Shhh...

— Eu acho que eu sempre te amei, mesmo que eu estivesse com outro. – ela diz.

— Eu sempre te amei Diana e sempre vou amar. – digo.

Ela me dá outro beijo, mas esse é rápido.

— Eu vou recuperar o tempo perdido Steve.

— Se quiser, podemos começar agora. – digo.

— Isso é tudo o que eu quero.

Puxo ela e levo para o meu quarto, onde eu a amaria durante o resto do dia e pelo o resto da minha vida.

Demorou, mas eu finalmente tinha conseguido a minha garota de volta e eu nunca mais vou deixa-la escapar.

He won't love you like I would

Love you like I would

Like I would

FIM!

Notas finais
Gostaram? Comentários?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!