Notas iniciais
GENTE EU AMO ESSE CAPITULO! SÉRIO! Amei escrever ele e as vezes dou uma lida também. haha Espero que vocês amem tanto quanto eu. POR FAVOR DEIXEM REVIEW DIZENDO O QUE ACHARAM OU FALEM COMIGO NO @MYAMAZAYNMALIK !! ♥

Capitulo Treze.

POV Zayn.

Quando o professor falou “façam dupla com quem estiver atrás de você”. Senti um sorriso se formar em meu rosto involuntariamente. A maioria das pessoas não ficou muito feliz de ter que fazer uma coisa como aquelas. Eu também não era muito fã de dissecação. Mas se era necessário eu faria. Me animei porque teria mais uma chance de ficar perto dela e finalmente perguntar seu nome.

Fiquei feliz por ter conseguido dar um “Oi” pra ela. Coloquei minha cadeira ao seu lado e nos sentamos. O professor entrou empurrando uma espécie de mesa de chá com o material da dissecação. Olhei discretamente para o lado e me dei conta de que ela tinha suas mãos fechadas em punhos e olhava fixamente para a mesa. Seu cabelo cobria aquele lado de seu rosto me impedindo de ver direito. Porém pude ver a hora que uma lágrima caiu na mesa. Comecei a sentir um desespero se formar dentro de mim. Porque será que ela chorava? Eu me perguntava a mim mesmo. O que eu iria fazer para fazer ela parar de chorar? Essa era a pergunta que eu mais queria que fosse respondida. Eu não conseguia vê-la chorando, mas só de saber que ela estava chorando já me incomodava de certa forma. Queria perguntar o que era, mas não sabia como.

- Você... – respirei fundo – Você está bem? – perguntei realmente preocupado.

Podia ouvir ela fungando. Após minha pergunta ela não respondeu e a ideia de ter que perguntar de novo me fez ficar realmente muito nervoso.

- Eu não... Não sou muito fã dessa experiência – fiquei tranquilo ao ouvir sua voz que estava embargada.

Eu não sabia o que fazer. Mas queria fazer alguma coisa. QUALQUER COISA! Pra que ela parece de chorar. Fiquei pensando no que eu poderia fazer. Odiava ver meninas chorando. E... Parecia que eu odiava mais ainda ver ELA em particular, chorando. Enquanto eu pensava no que fazer o professor foi colocando o material de cada um nas mesas. A menina pareceu ficar mais nervosa ainda.

- O-olha – comecei gaguejando, que droga! – conversa com o professor avisa que você não pode fazer a dissecação.

- Não... Não posso – ela fungava muito tentando conter as lágrimas – essas coisas valem muita nota não posso ficar sem fazer.

A caixa de plástico transparente estava sobre nossas mesas junto aos instrumentos que teríamos que usar na aula. Ela olhava para aquelas coisas com pavor.

- Faz assim... Você fecha seus olhos e pode deixar que eu faço a dissecação ok? Não se preocupe – falei nervoso.

Ela tirou as mãos do rosto. Olhou pra mim. Seus olhos estavam muito vermelhos por conta do choro descontrolado. Seus olhos pretos brilhavam anormalmente.

- Você faria isso... Sozinho. Tem... Certeza? – ela perguntou olhando-me surpresa.

- Claro eu não... Me importo de fazer essas coisas – eu disse tentando passar minha tranquilidade para ela. Mas de antes daqueles olhos eu não conseguia ficar calmo. Eu ficava nervoso, muito nervoso.

Ficamos um tempo nos encarando sem dizer nada. Como já havia acontecido antes.

- Obrigada... Muito... Obrigada – ela disse. Seu lábio se curvou num meio sorriso que julguei muito lindo.

- Não há de que – sorri de volta.

O professor deu a ordem para que começássemos. Coloquei as luvas e comecei a dissecação. Ele começou a andar pela sala inspecionando as mesas e eu fiquei tenso. Fiquei tenso por ela.

- Senhorita Styles – ele disse e ela devagar levantou o rosto para encará-lo. Pelo menos agora eu sabia seu sobrenome.

- Sim – ela disse nervosamente.

- Quero que VOCÊ comece essa dissecação – ele começou a dizer e a menina fechou as mãos em punhos novamente – se quando eu chegar lá na frente não vir você fazendo isso. Os dois ficaram com zero ok?

- Mas professor eu... – ele a interrompeu – SEM MAIS! COMECE!

Nunca fiquei tão indignado com alguém antes. Aquilo era crueldade, grosseria. Se não fosse meu professor seria capaz de dar um jeito nele ali mesmo! Tentei conter minha raiva. Pude perceber que o choro dela se intensificou. Algumas pessoas da sala nos observavam curiosos. Seus dois amigos a olhavam preocupados. Seus olhos caíram sobre mim novamente mais desesperados que antes. Eu precisava fazer alguma coisa.

- Calma ok? Calma, por favor – era quase um súplica – pode me dar sua mão? – pedi torcendo pra que ela aceitasse.

A menina continuou me encarando. Seu olhar era confuso, mas em seguida vir estender a mão para frente. Peguei a mão dela com delicadeza. Senti todo meu corpo se arrepiar. Coloquei o bisturi em sua mão e ela recuou a mesma.

- O que vai fazer? – perguntou em tom de desespero.

- Olha pra mim ok? Tente olhar somente... Pra mim – seus olhos estavam arregalados e muito assustados. Encaixei o bisturi em sua mão e fui levando calmamente até o animal estendido sobre uma placa de plástico em cima da mesa.

- Não! Não! Eu não consigo – ela balançava a cabeça negativamente e sem parar.

- Consegue sim! – falei com firmeza – continue... Olhando pra mim tá? – levei sua mão até perto do animal novamente – então... Conversa comigo. Como você se chama?

Ela engoliu em seco.

- Li... Ligia... Mas... Prefiro que... – ela ainda soluçava algumas vezes por conta do choro – me chamem de Lola.

Não pude deixar de abrir um sorriso. Finalmente eu sabia seu nome.

- Eu me chamo Zayn... Prazer – eu disse sorrindo. Sua mão tremia muito. Não queria segurar com força, mas não tinha jeito ela não podia tremer fazendo algo como aquilo. Seus olhos começaram a virar em direção a nossas mãos – Você tem um belo nome – falei rapidamente para distraí-la.

Ligia tentou sorrir: — Obrigada – disse com a voz tremula. Precisava arranjar assunto para conseguir faze-la não olhar para nossas mãos.

- Você... Estuda aqui há muito tempo? – coloquei o bisturi no meio das pernas do sapo e fui subindo devagar e levemente até o seu pescoço.

- Sim... Desde que... Desde sempre estudo aqui – ela falou. Pude ver que estava mais calma.

Discretamente olhei para o sapo em cima da mesa. Abri um sorriso. Ela olhou na mesma direção que eu e imediatamente desviou o olhar de novo.

- Ai meu deus eu... Consegui? – Lola estava realmente surpresa.

Fiz que sim com a cabeça.