Lightning
1 So whats it gonna be
Notas iniciais
Anyway, mais uma sasunaru pra vocês, espero que gostem. ♥
Domingo, calor insuportável, uma caneca de café, e vários livros empilhados sobre minha mesa. Fazia mais de horas que estava lendo o livro de Direito Tributário, e mesmo com muito café, estava começando a ficar com sono. Olhei em meu celular, eram dez e meia… Suspirei e fechei o livro. Teria aula amanhã cedo, não poderia me dar ao luxo de ir dormir tarde. Arrumei minhas coisas, e me deitei.
Faz pouco mais de um mês que minhas aulas começaram… Eu estou bem satisfeito com a faculdade de Direito, e sei que minha família também. Minha mãe sorri orgulhosa toda vez que conta para alguém que seu filho mais novo irá se tornar um promotor. Meu irmão me apoia, como em tudo que fiz na vida. E meu pai… É o único que eu realmente quero agradar, mas essa é uma tarefa difícil demais. De qualquer forma, eu adoro um desafio.
Como se tivesse apenas piscado, o despertador do meu celular já soava. Bocejei, me arrumei rapidamente, e desci para tomar o café da manhã.
– Bom dia, mãe.
– Bom dia, Sasuke. Dormiu bem?
– Até que sim… Cadê o pai?
– Já foi pra empresa.
Suspirei, e me sentei à mesa. Não eram nem oito horas e meu pai já tinha ido trabalhar… Impossível encontrar alguém mais dedicado ao trabalho do que ele, tsk.
—
Depois de três aulas incessantemente cansativas, saí da sala e me sentei no banco à frente do prédio da minha faculdade. Peguei meu celular, e percebi que havia recebido um sms.
“Vem aqui no prédio de ADM. Agora!”
Suspirei, peguei minha mochila, e pus-me a caminho do prédio. Ainda bem que não era longe como os outros, e eu tinha trinta minutos vagos…
– Finalmente! – Disse Suigetsu ao me ver.
– O que foi?
– Nada… – Me puxou pelo braço, fazendo-me sentar ao seu lado num banco. – Ai, ele é tão lindo…
Já imaginava de quem estava falando, mas olhei na direção em que ele estava olhando e soltei uma risada baixa.
– Você está começando a ficar obcecado.
– Cala a boca, Sasuke! Eu só… Acho ele bonito…
– Por que não vai falar com ele?
– Ah claro… “Oi, Sai, você nem sabe que eu existo, mas eu queria te pegar.”
– Ahn… Vocês fazem o mesmo curso, pelo menos têm assunto…
– Sim, só que ele é completamente anti-social e indiferente, impossível chegar nele. – Fez uma pausa e suspirou.
– Vou pra sua casa depois do almoço. E não, você não vai estudar de tarde, para com isso. Vamos jogar um pouco de videogame, comer porcaria, e depois você enfia a cara nos livros.
– Tsk, tá bem. Enfim, vou pra aula, e você… Tente não babar enquanto olha pro Sai. – Soltei uma risada e saí de lá.
Cheguei à minha sala, e a aula ainda não havia começado. Sentei em meu lugar de costume, e apoiei meu corpo na parede. Só mais algumas aulas, Sasuke, só mais algumas aulas…
—
Ouvi a porta se abrir, e avistei Suigetsu entrando, e voltei atenção pro meu livro.
– Ahh, Sasuke, disse que vinha aqui pra gente fazer algo, não pra eu te assistir estudando.
– Só aproveitei pra ler enquanto te esperava… – Fechei o livro e me sentei na cama. – O que você quer fazer?
– Videogame, TV, comer, e te pedir uma coisa…
– Lá vem…
– Sabe o amigo do Sai?
– Não…
– O Uzumaki… Loiro… O idiota que faz Educação Física…
– Não dá pra esperar muito de alguém que faz esse curso… Prossiga.
– Então, ele é o melhor, e praticamente único, amigo do Sai… E… Seria muito legal se você me ajudasse… Indo conversar com ele…
Esperei algum tempo, achando que Suigetsu falasse “brincadeira” ou algo assim, porém ele não o fez.
– Sério? Pra quê?
– Eu já disse que não vou conseguir me aproximar do Sai indo falar com ele. Se eu for falar com o Naruto, do nada, ele vai desconfiar. Então só me resta a sua ajuda… Por favor, Sasuke. – Sentou-se ao meu lado na cama, enquanto sorria.
– E se eu for falar com ele, ele não vai desconfiar?
– Todo mundo quer seu corpo nu, não vai ser diferente com ele. Joga seu charme, e me ajuda com essa porra.
– Suigetsu, não tenho tempo pra esse tipo de coisa.
– Sasuke, isso não vai te custar muito tempo, e pare de ser obcecado com os estudos, só um pouco.
Suspirei e pus me a pensar. Não tinha o mínimo interesse em ajudá-lo com isso, mas estava um pouco curioso, queria descobrir como esse plano acabaria…
– Eu te ajudo. Contanto que eu faça o que eu quiser, e que não me atrapalhe nos estudos.
– Como se algo pudesse atrapalhar essa sua dedicação insana… De qualquer forma, valeu, Sasuke! – Deu um soco fraco em meu ombro e sorriu. – Agora vamos comer enquanto você pensa em como vai se aproximar.
—
Enquanto eu – tentava – assistir a um documentário, Suigetsu stalkeava Sai e o seu amigo na internet, tentando descobrir algo pra me ajudar.
– O que temos até agora?
– Ele parece ser mais babaca do que eu imaginava…
– Ótimo, adoro conversar com esse tipo de gente.
– Ele pegava ou ainda pega a Sakura… Não que isso importe, já que o Senhor Uchiha supera todas as vadias.
– Além de ser babaca, ter um futuro profissional deplorável, ainda tem um péssimo gosto pra mulher… – Suigetsu ria do meu comentário enquanto mexia em seu celular. – Que foi?
– Mandei a Karin investigar a vida dele, e ela descobriu que ele sempre fica na faculdade de tarde pra treinar alguma coisa. E amanhã ele treina jiu-jitsu até às três horas.
Certo, posso estudar antes de ir atrás desse cara, só preciso pensar em como vou chegar nele…
—
Estava quieto na minha, comendo meu almoço, quando Karin e Suigetsu chegaram.
– Sasuke-kun! – A ruiva gritou e logo em seguida fui esmagado por um abraço.
– E aí, Sasuke, já arranjou um jeito de ir falar com o Naruto?
Dei de ombros… Imagino que não seja tão difícil fazer alguém gostar de mim.
– Ai, Sasuke, tinha umas recalcadas falando de você hoje perto da minha sala! – A garota resmungava sem parar… Será que ela acha que eu me importo?
– Cala a boca, Karin. – Obrigado, Suigetsu, mas isso não vai funcionar.
– Ai, vai se foder!
Insuportáveis… Terminei meu almoço, e fui para a biblioteca, precisava de um pouco de paz.
Estava relendo meu caderno de anotações, e sorri orgulhoso ao notar que eu havia entendido toda a matéria e decorado várias leis. Olhei para o relógio, já eram quase três horas. Guardei minhas coisas rapidamente, e rumei ao prédio de Educação física.
O treino já havia acabado e praticamente todos já haviam ido embora. Entrei no vestiário masculino e por sorte, Naruto foi o último a tomar banho. Estava encostado na bancada de mármore enquanto esperava-o sair da cabine. Ouvi o chuveiro sendo desligado, e sorri de canto. Logo ele saiu, apenas com uma toalha branca enrolada na cintura.
– S-Sasuke? – Assustou-se quando me viu, e me olhava como se eu fosse algum assassino.
– Me conhece? – Perguntei enquanto me aproximava lentamente.
– Todos te conhecem… – Deu um passo para trás, sem deixar de me olhar por nem um segundo.
– Claro… Você é o Naruto? – Engoliu seco, e maneou positivamente com a cabeça. – Comentaram comigo que você é ótimo em jiu-jitsu, e eu queria aprender… — A cada passo que eu dava em sua direção, ele recuava, até bater as costas na parede e me olhar apreensivo. Aproximei meu rosto de sua orelha, e sussurrei. – Então, que tal se você me ensinasse?
– E-e-eu? Erm, quer dizer… Eu não…
– Ahh, Naruto, são só algumas aulas, pra ver se eu consigo aprender algumas coisas… Não custa nada. – Por fim, mordi seu lóbulo com cuidado, e o ouvi suspirar.
– Tudo bem… Sábado eu sempre venho treinar aqui, daí como não vem praticamente ninguém, podemos usar a sala… Depois eu te falo o horário, pode ser?
– Sim, você sabe onde me encontrar.
Dei um último sorriso torto, e fui embora.
—
– Fala.
– O que você tá fazendo? Ah, estudando, claro… Falou com o Uzumaki?
– Sim, a gente vai se encontrar sábado.
– Nossa, pra quê? Que que você falou pra ele?
– Disse que queria aprender jiu-jitsu. – Revirei os olhos ao ouvir Suigetsu rindo do outro lado da linha. – Pode rir, mas pelo menos vou conseguir me aproximar dele, como você queria.
– Eu sei, é que… Você… Fazendo jiu-jitsu com ele… Ai, não tem como não rir. De qualquer forma, espero que isso dê certo.
– Eu nunca falhei, e não vai ser dessa vez que vou falhar.
—
Desci para jantar, era a única hora do dia em que todos estavam em casa, e eu sou muito grato por isso.
– Nii-san! – Cumprimentei-o ao me sentar a mesa.
– Ei, Sasuke. – Respondeu-me sorrindo. – Como foi a aula?
– Interessante… Cadê o pai?
– Não chegou ainda…
– Ele não veio embora com você?
– Não, ele precisava resolver um caso de assassinato, algo assim… – Típico.
Logo em seguida, minha mãe chegou, trazendo o jantar. Percebi que ela estava ficando preocupada com o meu pai, e isso me preocupava.
—
Cheguei à faculdade junto com Suigetsu, e assim que passamos pelo portão, avistei Naruto me olhando, lancei-lhe um sorriso de canto, e o notei corar… Patético e engraçado ao mesmo tempo.
Entrei na sala, e já fui recebido com um sorriso malicioso do professor. Ótimo, mais um dia sendo assediado por esse maluco… Ele era um ótimo professor, mas era complicado gostar da aula quando tem alguém, o tempo todo, te comendo com os olhos.
Graças à Deus, a aula acabou rápido, mas estava enganado quando achei que estava livre daquele maluco…
– Sasuke-kun… Poderia fazer um favor pra mim?
– Hm.
– Depois da aula, leve este livro para o Kabuto, sim? – Pediu, depositando o tal livro sobre a minha carteira.
Era óbvio que ele estava fazendo isso só pra poder falar comigo… Qual é o problema dele? Ele mora na mesma casa que o Kabuto, e mesmo que tivesse que entregar o livro antes, ele poderia passar lá assim que saísse daqui. Argh, não tem como não se irritar com alguém assim. Mas eu não poderia tratá-lo mal… Ele poderia se irritar, e me dar nota baixa, o que não pode acontecer de jeito nenhum. Suspirei e acenei positivamente com a cabeça.
Estava tão concentrado nas aulas que mal vi o tempo passar, e logo já era hora de ir embora… Mas antes eu tinha que entregar o livro. Suspirei, e fui até a biblioteca. Assim que abri a porta da mesma, Kabuto sorria como se estivesse me esperando.
– Olá, Sasuke-kun.
– Orochimaru me mandou te entregar esse livro. – Depositei o objeto no balcão que nos separava. Assim que me virei para ir embora, avistei Naruto entrando na biblioteca, e sorri sarcasticamente. Me aproximei dele, e sussurrei. – Está me perseguindo, Uzumaki?
– N-não, eu…
Soltei uma risada baixa enquanto passava meu dedo indicador sobre uma das bochechas dele, que logo ficaram coradas. Sorri, e fui embora. Aquilo estava ficando divertido.
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