Lightning
14 And you’ve got that one thing
Lá estava ele, todo encharcado, me olhando, enquanto as lágrimas desciam pelo seu rosto. Se aproximou sem dizer nada, e apenas me abraçou. Retribui o abraço, enquanto tentava não chorar também. Merda, isso não pode estar acontecendo. Minha garganta doía, e eu tinha vontade de berrar, vontade de dizer o quanto eu gosto dele, e que não quero que ele me abandone mais. O puxei pela mão, levando-o para dentro de casa, e tranquei a porta em seguida. Limpei suas lágrimas com os dedos, e ele sorriu triste. Vê-lo chorando me fazia querer morrer. Argh!
- Me perdoa, e-eu não quero a Sakura, eu não quero o Neji, eu não quero ninguém além de você. – As lágrimas insistiam em rolar, e eu o abracei novamente. Sua voz saía fraca e chorosa, deixando tudo mais depressivo ainda. – Eu sei que te fiz mal, mas… Merda, eu não sabia o que fazer. Eu sinto tanto a sua falta. – Me apertava com força e escondia seu rosto na curva do meu pescoço. – Me contaram que você vai embora… Não faz isso, Sasuke, por favor. Eu… Eu não sei o que faria sem você aqui. – Soluçou em meio ao choro e me olhou novamente. – Por favor, Sasuke…
Suspirei e fechei os olhos por um tempo. Sentia seu corpo tremendo, e não era pra menos. Estava realmente frio lá fora, e ele estava todo molhado pela chuva. Segurei em sua mão de novo, e o levei até meu quarto. Tirei sua blusa, e a camiseta, deixando-as sobre uma cadeira para secar. Fui até o banheiro e peguei minha toalha. Fiz com que se sentasse na minha cama, ajoelhei-me a sua frente, tirei seus tênis e suas meias, e depois tirei sua calça. Deixei tudo ajeitado para que secasse logo. Passava minha toalha sobre seu corpo, enxugando-o o máximo possível. Seu cabelo pingava, e tratei de tentar secá-lo um pouco também. Encontrei seus olhos azuis olhando para mim, e como sempre, meus lábios se encontraram com os dele. Suas mãos frias me puxavam pela camiseta, me fazendo deitar sobre ele na cama. Conseguia sentir o gosto salgado de suas lágrimas se misturando com nosso beijo. Eu sentia o pedido de desculpas vindo dele, eu sentia que estava arrependido, eu sentia que queria ficar com ele pra sempre. Sei que pra sempre é muito tempo, por isso mesmo, é o que eu quero.
Suas mãos trêmulas tiravam minha camiseta, logo jogando-a num canto do quarto. Desci meus lábios para seu pescoço, beijando o mesmo com carinho, enquanto ele abria o botão da minha calça, e tentava tirar a mesma. O ajudei com isso, e logo estávamos apenas de cueca. Só de vê-lo assim já ficava excitado, argh, cadê meu autocontrole? Naruto inverteu a posição, ficando por cima, e um sorriso sincero apareceu em seu rosto. Passei minha mão sobre uma de suas bochechas, acariciando a mesma, e ele fechou os olhos. Estava sentado sobre meu colo, pressionando sua bunda perfeita bem no meu membro, hmpf. Deslizava as mãos sobre meu peito, enquanto mordia o lábio inferior, e fazia ainda mais pressão sobre meu ponto fraco.
- Pare de me provocar, dobe.
Abriu os olhos, e negou com a cabeça. Ótimo! O maldito rebolava sobre mim, e aquilo só piorava a situação. Grunhi, e inverti a posição novamente. Tratei de tirar sua cueca, e segurei seu membro desperto com firmeza, fazendo-o suspirar. Sorri de canto, e minha mão subia e descia lentamente pelo seu falo. Naruto se contorcia abaixo de mim, e isso só me fazia querer torturá-lo mais ainda. Era incrível como eu me perdia naqueles olhos azuis, ahh, como eu gostava daqueles olhos, como eu queria poder olhar para eles vinte e quatro horas por dia. Eu me sentia como uma adolescente apaixonada, mas quem disse que me importo com isso? Sabia que por um lado, não deveria estar fazendo isso. Nós precisávamos conversar, mas deixa isso pra depois. Sentia tanto a sua falta, precisava aproveitar aquele momento.
- Sa-Sasuke, hmm… Vai logo…
- Ir logo com o quê?
- Vai, Sasuke…
- Peça.
No mesmo instante, ele me puxou pelo pescoço, praticamente fazendo com que eu me deitasse sobre ele, e sussurrou no meu ouvido:
- Me fode, Sasuke.
Eu, com certeza, perdi qualquer consciência que tinha após ouvir aquilo. Minha vista escureceu pelo prazer, e logo estava tirando a cueca. Pus-me entre suas pernas e sorri de canto.
- Tudo o que você quiser, Uzumaki.
Notei que ele me olhava com desejo, e sabia que eu também estava assim. Ele me empurrou para o lado, subindo sobre mim novamente. Molhou os dedos com a própria saliva, e umedeceu meu membro com a sua mão. Posicionou-se sobre o mesmo, e logo minha glande era esmagada pela sua entrada apertada. Minhas costas se arquearam, e joguei minha cabeça para trás, afundando-a no colchão macio. Ele descia lentamente pelo meu membro, e gemia baixinho. Grunhi quando estava dentro dele por completo, e agarrei sua cintura enquanto ele se remexia sobre mim. Tinha as mãos apoiadas sobre meu peito, subia e descia com lentidão sobre meu falo, me fazendo delirar. Estar dentro dele era com certeza a melhor coisa do mundo. Tê-lo gemendo meu nome era a melhor coisa do mundo. Deixá-lo desse jeito era a melhor coisa do mundo. Ele é a melhor coisa do mundo.
Naruto abaixou-se, mordiscando meu tórax, enquanto arranhava minha barriga. Eu o levantava e empurrava contra meu membro, fazendo-o berrar. E a cada gemido, eu me arrepiava, e sentia meu membro latejar dentro dele. Agarrei o lençol da minha cama com força quando ele começou a cavalgar sobre mim. Virei minha cabeça, enquanto ofegava… Deus, eu queria ficar assim pra sempre.
Agarrei suas coxas com força, fazendo-o grunhir. Ele quicava sobre meu membro, e eu não conseguia controlar os gemidos roucos que escapavam pela minha garganta. Sabia que se continuássemos assim, não aguentaríamos por muito tempo. Empurrei-o com força, fazendo-o deitar-se na cama, ficando de costas pra mim. Tentou levantar enquanto resmungava, mas eu segurei sua cintura, puxando-o para mim, e ele logo entendeu o que eu queria. Ajoelhou-se na cama, apoiou os cotovelos na mesma, e olhou para trás, logo ficando corado. Posicionei-me atrás dele, com uma mão apertava sua bunda, e com a outra fazia minha glande roçar-se na sua entrava. Vê-lo de quatro pra mim era muito excitante, e eu poderia gozar só por isso, argh. Penetrei-o de uma vez, fazendo-o berrar. Os vizinhos, que com certeza conseguiam nos ouvir, poderiam até chamar a polícia que eu não pararia de come-lo. Aquilo era a perdição. A minha perdição e perfeição.
O quarto, antes frio, agora estava quente. Sentia o suor escorrer pelas laterais do meu rosto. As pontas dos meus dedos estavam brancas por causa da força que fazia ao apertar sua pele, puxando-o e empurrando-o contra mim. Entrando e saindo. Cada vez mais fundo. Cada vez mais rápido. Ele gemia meu nome e aquilo, de algum jeito, só me deixava mais excitado.
Ainda não acreditava que aquilo estava acontecendo. Ele estava na minha casa, na minha cama, de quatro, só pra mim. Ele tinha voltado pra mim. E mesmo que eu não devesse, acreditava em suas palavras.
- Sasukee! – Gemeu cansado, logo tirando-me de meus pensamentos, e me fazendo sorrir.
Saí de dentro dele com certa lentidão, e o penetrei com força em seguida. Atingia sua próstata, fazendo-o gemer mais alto do que antes. Notava que ele estava sem forças, não conseguia se apoiar sobre a cama com os braços, e estava debruçado, com o rosto colado no colchão. Com um gemido alto e rouco, o senti se contraindo em volta do meu membro, e em seguida derramou-se sobre minha cama. Tive que segurá-lo pelo quadril, para que ele não caísse. Uma, duas, três estocadas e senti meu corpo convulsionar-se, minha visão ficou turva, e acabei gozando por fim. Suspirei pesadamente, e saí de dentro dele. Caí ao seu lado na cama e sorri ao ver o seu sorriso cansado. O puxei com o resto das minhas forças, fazendo-o deitar-se direito. Ele me abraçou, e eu envolvi meu braço em volta de seu corpo. O admirava enquanto dormia, e logo acabei adormecendo também.
Cocei meus olhos enquanto me acostumava com a claridade do quarto. Olhei para o relógio e ainda eram sete da manhã. Bocejei e olhei para o lado. Naruto parecia uma criança dormindo, todo encolhido, e com o rosto apoiado no meu braço. Puxei o mesmo com cuidado para que não acordasse e me levantei. Puxei o lençol, cobrindo-o, e sorri. Uma felicidade surreal me invadia ao vê-lo dormindo daquele jeito na minha cama.
Vesti uma cueca e uma bermuda qualquer, recolhi suas roupas e as coloquei para secar no varal no lado de fora de casa. Fui até a cozinha, e preparei um café pra mim. Estava sentado enquanto tomava o mesmo, e a minha mãe chegou em casa.
- Bom dia, Sasuke. – Sorriu triste, e eu retribui o sorriso. – O que fazer acordado tão cedo? Seu voo é mais tarde, não?
- Eu não vou mais, mãe.
- Você o quê? Como não? Por quê? – Perguntava aflita.
- Sasuke? – Naruto apareceu na porta da cozinha, só de cueca, com o cabelo bagunçado. Coçava os olhos, e me olhava sonolento. Ao notar a presença da minha mãe, seus olhos se arregalaram e ele ficou estático.
Olhei para minha mãe, não sabia o que reação esperar, mas… Ela começou a rir. Ele ria.
- Mãe? – Minhas sobrancelhas estavam arqueadas, e eu a encarava. Sua risada estava me deixando nervoso.
- Já entendi porque você não vai mais, Sasuke, não se preocupe. – Respondeu sorrindo.
- Não vai mais? – Naruto perguntou curioso.
- Merda. — Sussurrei e pus minha mão sobre meu rosto enquanto negava com a cabeça.
- Fico feliz por isso, Sasuke. – Minha mãe disse sorrindo. – Preciso arrumar algumas coisas, depois conversamos. – Olhou para o Naruto, riu baixinho e saiu da cozinha.
O loiro veio até mim, e me abraçou com força.
- Não acredito que você vai ficar aqui… Comigo.
- Pois acredite, porque eu vou.
—
Explicar pro Itachi o porque de eu não viajar mais com ele foi meio complicado. Mas mesmo tendo ficado irritado com isso, entendeu a situação e não ficou chateado comigo.
Na hora do almoço, ficou explícito que minha mãe estava apaixonada pelo Naruto. Eles conversavam animadamente, e descobrimos que as nossas mães são amigas. Eu apenas os ouvia conversando, enquanto admirava o quão bonito o Uzumaki ficava vestindo as minhas roupas. Mesmo não sendo muito maior que ele, minha camiseta ficava larga, deixando-o tão… Hmpf.
Por ter trabalhado a madrugada toda, minha mãe descansava de tarde. Naruto me obrigou a assistir A Lenda do Tesouro Perdido 2, porque, segundo ele, o filme era ótimo. E não fiquei surpreso quando notei que o filme era uma bosta.
- Não tem nenhum outro filme melhor não? – Perguntei completamente entediado.
- Para de ser chato, teme, esse filme é muito legal.
Suspirei e o puxei pela cintura, logo selando os nossos lábios. Beijá-lo era muito melhor do que assistir a esse filme escroto.
- Sasuke… – Sussurrou ao se afastar um pouco.
- Hm?
- Precisamos conversar, né. – Disse olhando para o chão. Acenei com a cabeça e ele suspirou. – Naquele dia em que você me encontrou com a Sakura, eu tinha ligado pra ela, pra acabar com qualquer tipo de relacionamento que nós tínhamos, só que ela estava na rua, então pediu pra que eu fosse até lá pra gente conversar. Fui lá, expliquei a situação, e disse que não queria mais ficar com ela. Ela simplesmente falou que não ia aceitar aquilo, que eu tava doido, e me beijou. Como eu tenho uma sorte imensa, você apareceu bem na hora…
Aquela maldita… Só serviu pra foder com a minha vida, várias e várias vezes. Argh, eu tenho muita vontade de matá-la. Mas acho que não há mais necessidade de ficar odiando-a, né? Agora Naruto era meu, e ela tinha que lidar com isso.
—
Olhei para o retrovisor e enxerguei Suigetsu e Sai praticamente se comendo no banco de trás e rolei os olhos.
- Não dá pra esperar chegar na casa não? Puta que pariu.
Vi Suigetsu olhando pra mim pelo retrovisor e mostrando o dedo do meio. Argh, parecem duas putas ninfomaníacas. Naruto apenas ria da situação e tentava me acalmar. Eu sabia que isso era só uma prévia do que aconteceria nas próximas semanas. Já que todos estávamos de férias e não tínhamos absolutamente nada pra fazer, decidimos ir pra minha casa na praia. Eu odiava praia, mas insistiram tanto, e eu também não gostaria de ficar mofando no quarto. Mas de qualquer forma, eu sabia que com o Naruto, não teria como ser chato ir para lá.
Assim que chegamos, arrumamos tudo na casa. Apesar de ter um quarto pra cada um, era óbvio que Naruto dormiria comigo, e Sai dormiria com o Suigetsu. E pensar nisso me faz querer vomitar, porque eu sei que terei de aguentar alguns barulhos de madrugada…
- Pronto.
- O que a gente vai fazer agora? – Naruto perguntou ao sentar-se no sofá.
- Orgia. – Suigetsu, claro, disse e balançava a cabeça positivamente com um sorriso no rosto.
Sai e eu olhamos para ele com desprezo e Naruto apenas riu. Argh.
Nós tivemos que ir no mercado para comprar o básico pra sobrevivermos lá. Uzumaki e eu escolhíamos as coisas decentes para comermos enquanto Suigetsu só pegava porcarias que faziam mal, e Sai o ajudava com isso. Eu repreendia Suigetsu e Naruto repreendia Sai, eles pareciam duas crianças, hmpf.
Quando voltamos para casa, já estava anoitecendo, então decidimos fazer o jantar. Quer dizer, Suigetsu e Sai apenas jogavam videogame enquanto Naruto e eu cozinhávamos. Minha (sim, minha, porque fui eu que fiz praticamente sozinho) lasanha ficou perfeita, acho que deveria ter feito faculdade de culinária… Não.
- Desde quando você cozinha bem? – Suigetsu perguntou com desconfiança.
- Desde que eu nasci, obrigado.
- Por que nunca cozinhou pra mim antes então, sua vadiazinha?
- Porque você não merece.
- Quanta consideração. – Murmurou fingindo estar magoado.
Depois de todo mundo ter detonado a lasanha, os dois viados tiverem que lavar a louça, e o Naruto e eu ficamos assistindo TV. Estava espreguiçado no sofá, e ele estava sentado sobre mim, minhas mãos envolviam sua cintura, e roçava meu nariz em sua nuca.
Do nada, Suigetsu passa pela sala, todo molhado e segurando sua camiseta também molhada, sendo seguido por Sai que também estava encharcado.
- Que porra é essa…? A gente obriga eles a lavarem a louça e eles ficam brincando. Tsk.
- Deixe eles, Sasuke. – Riu baixinho e se virou de lado para poder me olhar. – Você anda muito estressado, teme. – Roçava seus lábios nos meus, e por fim mordeu meu lábio inferior.
Dedilhava sua pele por baixo da camiseta, e logo tomava seus lábios. Eu nunca me cansava dos seus beijos, nunca. Ainda mais por ter ficado tanto tempo sem eles. Seria preciso muitos anos pra compensar isso.
- Sasu… – Bocejou e me olhou.
- Tá com sono, né? – Concordou com a cabeça e coçou o olho. Ele parecia um bebê, meu bebê, claro.
Passei um de meus braços por trás de seus joelhos, e o outro braço estava em suas costas, me levantei, e carreguei-o até o quarto.
Vê-lo só de cueca e não comê-lo deveria ser um pecado capital, mas ele estava cansado demais pra isso, e eu também estava. Dirigi o dia todo, merecia descansar.
Deitei na cama e puxei Naruto pela cintura, fazendo com que suas costas se chocassem contra meu peito, envolvi meus braços envolta dele, e fechei os olhos. Desejava poder dormir assim pelo resto da minha vida.
—
Estava dormindo tão bem que me recusava a despertar, mas estava tão quente, me sentia sufocado… Eu ofegava por algum motivo, e quando finalmente consegui abrir os olhos, um gemido rouco escapou pela minha garganta. Naruto estava ajoelhado na cama, entre as minhas pernas, e me chupava. Como não acordei antes?
Puta. Que. Pariu. Como ele pode ser tão bom? Meus dedos agarravam as mechas do cabelo loiro, impulsionado-o a me engolir cada vez mais fundo e mais rápido. A sensação que aquela língua quente causava era boa demais pra conseguir explicar. Quando ele sugava a minha glande, era impossível conter os grunhidos. Suas mãos ágeis subiam e desciam pelo meu falo, e eu só conseguia puxá-lo cada vez mais pelo cabelo, e gemer. A única coisa que pude notar ao nosso redor, era que já havia amanhecido, e que, porra, tá quente demais aqui. Sentia arrepios passarem pela minha espinha dorsal, enquanto meus olhos estavam fixos naqueles olhos azuis. Minha respiração estava completamente descompassada, e estava sendo difícil controlar os gemidos. Suas mãos estavam subindo e descendo cada vez mais rápido, e sua boca me chupava com mais força ainda. Num último ato desesperado empurrei sua cabeça com força contra meu membro, minhas costas se arquearam, meu corpo inteiro ficou arrepiado, e logo eu me desmanchava em sua boca. Minhas mãos caíram sobre o colchão, e eu suspirei enquanto tentava recuperar o ar.
- Bom dia, Sasuke. – Sussurrou sorrindo e depositou um beijo em meus lábios.
Ok, ser acordado com um boquete foi uma das melhores coisas que já aconteceram comigo.
—
Passamos o dia todo jogando videogame… Era um vício coletivo, não tinha jeito. Até tínhamos combinado, contra a minha vontade, de irmos pra praia, mas acordamos tarde demais e jogar parecia mais produtivo.
Já era mais de duas da manhã, e estávamos sem sono. Contra a minha vontade, Suigetsu saiu de carro com Sai. Eu tinha ciúmes do meu carro, mas o problema não era esse… Eu só espero que eles não façam nada dentro do meu bebê. Mas pelo menos estava sozinho com Naruto, que estava fazendo cu doce por sinal.
Ele estava sentado sobre o tapete fofo da sala, e tinha as costas apoiadas no sofá. Eu estava entre as suas pernas e sorria para ele.
- Eu sei todos seus pontos fracos, certo? – Perguntei e ele desviou o olhar.
- Não…
- Não?
- Não todos…
- Hm… Vejamos… – Segurei seu cabelo com uma das mãos e o puxei, deixando seu pescoço exposto, deslizei minha língua pela sua pele, e soltei seu cabelo. – Primeiro ponto. Sempre soube que você gostava quando eu te lambia. – Notei que estava corado e sorri. Levei minhas mãos à sua barriga, por baixo da camiseta, e o arranhei. Naruto se contorceu e desviou o olhar novamente. – Segundo ponto. Você adora ser arranhado, principalmente na barriga. – Mordeu o lábio inferior e concordou com a cabeça. Levantei sua camiseta, deixando sua barriga a mostra, me aproximei e passei minha língua no seu umbigo, brincando com o mesmo. Contorceu-se de novo e grunhiu baixinho. Afastei-me para olhá-lo e sorri de canto. – Terceiro ponto.
- E o quarto? – Perguntou envergonhado.
- O quarto é o mais óbvio…
- É? – Acenei com a cabeça. Aproveitando que ele já estava com as pernas separadas, desabotoei sua bermuda, separei o velcro, e pressionei minha mão sobre o membro dele por cima da cueca. O ouvi suspirar e sorri novamente. – Tá… Mas você não sabe de qual desses quatro eu gosto mais…
- Está me subestimando, Naruto? Eu te conheço melhor do que qualquer outra pessoa.
Conhecia mesmo, tinha certeza disso. Acariciava seu membro por cima da cueca, enquanto brincava com a minha língua em seu pescoço. Logo ouvi um gemido rouco escapar por sua garganta, e o olhei vitorioso. Sua mão estava sobre a minha, praticamente me obrigando a masturbá-lo.
Sua cabeça estava jogada para trás, e tinha os lábios entreabertos por causa da respiração descompassada. Gemia baixinho enquanto minhas mãos subiam e desciam pelo seu membro. Eu adorava vê-lo desse jeito, e precisava recompensá-lo por mais cedo. Suas mãos me puxavam pela camiseta, e logo me beijava. Achava graça quando ele não conseguia controlar os gemidos, e me olhava envergonhado.
O sentia pulsando nas palmas das minhas mãos, estava tão quente e tão sexy que eu estava começando a ficar excitado, mas controlava isso, uma vez que era a vez dele se divertir. Não conseguia desviar os meus olhos dos dele, ele ficava ainda mais bonito numa situação dessas. Minhas mãos continuavam subindo e descendo, e eu sabia que não demoraria muito pra ele chegar ao seu ápice, então tinha que terminar isso de um ótimo jeito… Continuei fitando seus olhos, abaixei-me e deslizei minha língua sobre a sua glande. Gemeu baixo e eu sorri. Sem mais delongas, deixei que seu membro invadisse minha boca, e chupava o quanto conseguia. Ao mesmo tempo, uma de minhas mãos ainda o masturbava, e a outra agarrava sua coxa. Suas mãos agarraram meu cabelo numa tentativa desesperada de engoli-lo cada vez mais.
Foi completamente gratificante vê-lo convulsionar enquanto soltava um gemido rouco. Em seguida puxou meu cabelo com força e derramou-se na minha boca. Engoli todo o líquido, fui puxado pelo pescoço, e seus lábios se colaram nos meus.
—
Os dias passavam tão rápido que já estava na hora de voltar pra casa. Eu posso dizer, sem dúvidas, que essas foram as melhores férias que eu já tive. Tanto por estar com Naruto, Suigetsu e até mesmo com o Sai, que eu aprendi a gostar, principalmente por ficar calado na maior parte do tempo. Sabia que ia sentir muita falta desses dias, principalmente pela parte de não poder acordar todos os dias aos lado do Naruto. Mas eu não podia reclamar, as coisas estavam tão bem que até chegava a estranhar.
Não me importava com os outros, mas juro que gostava de ver o olhar de decepção das pessoas quando me viam com o Uzumaki. A maioria não sabia que realmente tínhamos algo, até porque eu odeio esse tipo de coisa, mas quem sabia me odiava por ser a fim do Naruto, ou o odiava por ser a fim de mim. Era engraçado ver como a Sakura ficava nervosa quando me via, principalmente quando estava com o loiro. Ela evitava nos olhar de todas as formas possíveis… E tudo que eu sentia por ela era desprezo.
A melhor parte do meu dia era quando eu ia buscar Naruto no prédio de EF, e nós íamos almoçar juntos. Minha mãe o tratava como se fosse seu terceiro filho. Sério. Ela o amava de verdade. Pior que ela, só a Kushina mesmo, ela provavelmente me tratava da forma mais carinhosa possível, e eu não estava acostumado com aquilo. Mesmo que a minha mãe ainda seja a mais sentimental de todos lá de casa, ainda assim não era um poço de amor, e eu preferia assim, mas realmente gostava desse jeito da ruiva. Minato, que nem desconfiava de nada, também era legal comigo, Naruto tinha sorte de ter um pai assim… Ele era protetor e atencioso com o filho, coisa que eu jamais havia presenciado. Quando Itachi vinha pra cá, uma vez por mês, Naruto sempre estava em casa, e meu irmão ficava com a gente. Sentia que Itachi tinha ciúmes de mim com o loiro, mas ainda assim gostava dele, e isso era engraçado. Por sorte, ou não, meu pai quase nunca encontrava com Naruto quando este estava em casa. E era algo bom, porque senão ele desconfiaria por eu passar tanto tempo junto com o loiro.
E o melhor de tudo era que, não importava o que acontecesse, eu tinha Naruto do meu lado.
—
Depois de uma longa e chata palestra que fomos obrigados a assistir, decidimos ir beber, já que era sexta à noite e ninguém tinha nada melhor para fazer. Estávamos todos reunidos numa praça vazia. Segurava uma lata de cerveja e conversava com Juugo. Este me contava sobre suas férias, o que estava me deixando um pouco assustado. Senti uma mão segurar a minha cintura, e sorri quando vi Naruto ao meu lado.
- Enfim… Daí o Kimimaru me pediu em namoro. – Soltou uma risada baixa e balançou a cabeça. – Nem acredito que estou namorando… Vocês também estão, né? — O loiro desviou o olhar e saiu de perto de mim. Provavelmente foi atrás do Sai. Lancei um olhar repreensivo para Juugo, e ele não entendeu. – O que eu fiz?
- Nada, eu é que deveria ter feito isso há algum tempo.
Entreguei a lata para o ruivo, olhei para trás e vi Naruto sentado num banco sozinho, com os braços cruzados, e aparentava estar irritado. Hmpf.
- Ei, dobe… – Sentei-me ao seu lado, e quando tentei puxá-lo pelo braço, se afastou de mim. – Pare com isso! – Olhou pra mim, ainda com os braços cruzados, esperando que eu fizesse algo. – Certo, eu sei que demorei muito pra perguntar isso, mas… Você quer namorar comigo? – Me sentia um idiota por dizer isso, desse jeito… Argh, sou péssimo com esse tipo de coisa. Seus olhos se arregalaram e eu sorri. Logo sentia seus braços envolta do meu pescoço, e seus lábios colados nos meus. – Vou entender isso como um sim. – Ri baixo. Ele concordou com a cabeça e me abraçou.
Nunca tinha realmente pensado na possibilidade de namorarmos, até porque todo o nosso relacionamento foi conturbado, e eu tinha certeza que ainda teríamos muitos problemas, afinal nada que tinha a ver com o Uzumaki era fácil. Mas agora era diferente. Eu o tenho, e ninguém pode tirá-lo de mim.
- Eu te amo, teme. – Sussurrou com os olhos fechados.
- Eu também te amo, dobe.
Notas finais
Não acredito que acabou. *sigh*
Queria agradecer a todo mundo que deixou reviews, a todo mundo que recomendou (e não foram poucas pessoas, fiquei muito lisonjeada com isso *hugs*), e até mesmo você aí, que não deixou um review se quer.
Enfim, obrigada por me aguentarem por mais de quatro meses. Vocês são uns lindos, de verdade. ♥
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Débs, sem você, eu não teria nem começado a escrever, e muito menos terminado. Muito obrigada por ter me ajudado com isso, e por sempre estar comigo. ILY
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