Light of The Stars
2 Capítulo 2
Depois de Nico fechar a porta, ele se virou para mim, mas apenas me olhou.
Ele às vezes era uma pessoa difícil de se entender... mas agora, eu é que não entendia o que devia fazer. Deveria pular em seus braços, ficar furiosa por ele não ter me dado notícias por quase quatro meses inteiros, ou fechar meus olhos e o beijar?
A última opção era a mais tentadora, mas eu apenas o abracei.
– Nico... — sem querer o nome dele escapou pelos meus lábios — Senti tanto a sua falta...
– Também senti a sua, Alexandra. — o senti me apertar mais contra ele.
Era tão bom o ter perto de mim outra vez, mas me afastei para poder olhar para ele. Estava a mesma coisa... os cabelos pretos bagunçados, a pele pálida e os olhos castanhos escuros, tão misteriosos....
Ele parecia cansado.
– Senta aqui comigo. — o arrastei para o sofá. Ele se sentou ao meu lado. Notei que ele vestia um sobretudo preto ao invés de sua costumeira jaqueta aviador — Como você está? — perguntei.
– Cansado. — ele respondeu na mesma hora.
– Você viajou nas sombras até aqui? — entrelacei nossos dedos.
– Sim. — ele parecia disperso, como se pensasse em várias coisas.
Ele era tão misterioso e calado... o mundo poderia estar acabando e ele não me contaria. Algumas vezes isso me chateava... o fato de eu saber que ele guarda tantas coisas, algumas que talvez o deixem triste, e não divide comigo.
Me aproximei mais ainda de Nico e o abracei.
– Ei. — disse e ele me olhou — Já disse o quanto gosto de seus olhos?
– Ainda não. — ele sorriu. Uma parte de mim queria que o Nico sorrisse mais, porém a minha outra parte sentia satisfação de que ele só sorrisse quando estava comigo.
– Eu gosto de seus olhos. — falei e nós rimos, mas eu fiquei séria — Embora, — mordi meu lábio — eles guardem dor e raiva... tristeza... — suspirei — Nico, você sabe que pode confiar em mim...
A expressão de Nico se fechou.
Eu deveria escrever um livro sobre como terminar um namoro com apenas uma frase...
Ele se levantou e se afastou, me dando as costas.
– Não tem nada que eu queira falar. — foi tudo o que ele disse.
– Desculpe. — pedi, já arrependida.
Ouvi Nico suspirar. Ele se voltou para mim, dessa vez com os olhos mais suaves.
– Tudo bem. — ele sorriu — Aliás, eu queria te levar para um passeio.
– Um passeio? — ergui uma sobrancelha.
– Sim. — ele afirmou — Como um pedido de desculpas por não ter vindo te visitar.
Que bom que ele sabe disso.
Mas nesse momento a porta de casa se abriu e meu pai entrou.
Fale com o autor