Light of The Stars
17 Capítulo 17 - Sonhos de Semideuses
Notas iniciais
Em meu sonho, Cassandra não estava mais fugindo, mas estava com uma aparência horrível. Ela estava agachada atrás de algo e tinha os olhos fechados. Seus cabelos estavam muito bagunçados e suas roupas sujas. Parecia estar se escondendo de algo. Ouvi barulhos e Cassie pareceu ouvir também, pois abriu os olhos e se encolheu mais ainda no chão.
Acordei em sobressalto.
Tirei meu cabelo do rosto e me levantei para trocar de roupa.
Ao invés de ir para o refeitório tomar o café da manhã, fiz meu caminho para o Chalé de Hades, para contar meu sonho a Nico. Apesar de estar angustiada, não pude deixar de sorrir levemente quando me lembrei do beijo de ontem a noite.
Enfim, bati na porta de seu chalé e ele a abriu. Lindo como sempre. Lindo, como alguém consegue ficar tão lindo de preto.
– Tive outro sonho com a Cassandra. — expliquei e ele abriu mais a porta para eu entrar.
Já conhecia o Chalé 13, mas ele me parecia mais sombrio embora não houvesse mudado em nada. Talvez fosse porque era inverno.
Mal esperei Nico fechar a porta, já fui falando sobre o sonho e apresentando minhas teses (que eram um pouco doidas, eu admito). Nico pareceu pensativo; se levantou da cama onde estava sentado ao meu lado e se encostou na parede de frente para mim.
Fiquei olhando para ele; os cabelos estavam bagunçados, sempre estavam bagunçados. Acho que a única vez que os cabelos de Nico não estavam bagunçados foi quando ele conheceu meu pai.
– Por que você não arruma o seu cabelo? — perguntei sem pensar e ele me encarou confuso e com uma sobrancelha arqueada.
– Quero dizer, — tentei consertar — não que seu cabelo esteja ruim, não é isso, é só que... não que esteja feio, na verdade seu cabelo bagunçado te deixa atraente, na verdade, mas...
Nico começou a rir. Riu alto de um jeito que eu nunca tinha visto e isso me fez sorrir, envergonhada.
– Vamos, Alexandra. — ele respirou fundo — Vamos tomar o café da manhã. — ele ainda tinha traços de riso no rosto.
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Olha que desenho do lindo Nico, gente!

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