Light of Dawn

13 Capítulo 12: A sorte que bate na porta


Notas iniciais
Yo! Bem, seguinte, eu to pouco ligando agora, então vai ter cap mais rápido nessa m*erda. Se eu não tiver tempo, ngm liga, então vamo logo pro cap, pq eu escrevi demais, e tive que separar ele dnv D:

Finn

A princesa se surpreendia com o que as labaredas azuis fizeram, porém não era por muito tempo... logo, ela estava virada para mim, com chamas rubras poderosas saindo de suas mãos e se misturando ao ambiente. Ela atacou-me, movimentando a mão direita, e impulsionando uma bola flamejante tão grande quanto eu, a vir em minha direção. A face do machado queimou em chamas azuis, e em um golpe vertical, o meio do ataque de Phoebe fora desintegrado, permitindo que eu passasse sem ferimentos

Sorri, e tentei fazer o mesmo novamente. As chamas não funcionavam. Eu senti minha força se esvair no último ataque, logo, não poderia usar o fogo azul novamente

– Droga – Resmunguei para mim mesmo

Onde estava a ajuda que não chegava? A brecha na muralha de chamas da rainha não era impedida por nada... eu precisava de ajuda, mas ela não chegaria

– Droga – Resmunguei de novo

Ergui o machado. Senti minhas poucas forças restantes nutrindo meus movimentos. Avancei em uma corrida frenética e desferia diversos golpes horizontais nela, tanto com a face do machado, quanto com a lâmina do cabo. Todos os ataques eram defendidos com apenas as mãos.

Tentei pega-la de surpresa. Ataquei horizontalmente, para provocar a defesa dela com o braço esquerdo, porém, em vez de cortar, peguei impulso em um giro, e acertei em um movimento vertical o ombro esquerdo. Eu ouvi o tilintar da armadura, e senti meus músculos totalmente desgastados pelo esforço implorarem pelo descanso... todo o meu corpo doía, mas...

A armadura nem sequer cedeu. Ela ainda estava inteira, o Julgador havia perfurado um mínimo nela. Phoebe estava com a mão esquerda em meu estômago

– Adeus Finn – Dizia ela

Em um movimento estranho, ventania se espalhou pela área, aumentando bruscamente o ritmo do balançar das chamas. Senti outra mão em meu estômago, está não repousando, mas sim empurrando-me, porém eu não podia ver nada, minha visão estava embaçada por tal impacto.

Logo, meu corpo estava jogado no chão, perto de se queimar em meio a chamas. Minha força estava esgotada, e mal conseguia ver. Tentava me levantar, mas nada respondia. Quando me tornei tão fracote? Assim que consegui mover-me um mínimo, e olhar para frente, algo me bloqueava, ou melhor, alguém. Conforme minha visão se ajustava, eu podia ver a espada apontada para meu pescoço, enquanto Canela a apontava para mim

Não era bem isso que devia acontecer, mas eu ainda estava inteiro... infelizmente pelo visto, não por muito tempo

– Vossa Majestade, eu não deveria interromper seu julgamento, mas se Finn é tão indigno quanto diz, ele não merece que você passe por isso – Dizia ele

Phoebe o encarava por de trás, seu olhar sério parecia se acalmar aos poucos com o dito por ele. Mas eu não. Minha expressão ia se tornando séria. Nenhum sinal de Jake, e a rapieira de Canela jazia próxima demais de meu pescoço. Tentava mover minha mão, mas estava fraco demais para fazer isso rápido. E pior, o que Canela havia feito com Jake?

– Mas, Rainha, tem certeza disso? – Perguntava ele – Eu vi Finn lutar com ele, e pelo que percebi, ele avançou sem cuidado nenhum para cima de seu inimigo, pensando apenas em parar tal. Não acha que tal bravura não é um bom feito de força?

– Fazer isso não é bravura. Apenas tolice. Ele poderia matar-se que não mudaria o estado de seus companheiros, nem seu destino, apenas deixaria-os sem alguém para protege-los

– Ah...

Ele parecia confuso

– É verdade... mas creio que a ansiedade cegou-a – Afirmou – Desculpe dizer isso mas, já verificou sua mão direita?

Eu segurava a espada de canela. Não pelo canto, mas pela ponta da lâmina. Não penetrava por minha pele, e a dor era predominante, porém ignorável. Minha tensão estava em outra coisa

– Onde tá o Jake? – Eu falava confiante, ignorando a lâmina apontada para mim e as chamas a minha volta

– Não acha que não está em condições de fazer tal pergunta? – Retrucava ele

– Eu tô completamente cercado. Não tenho chances, não tenho condições de fazer nada. Mas quero saber se algo aconteceu a ele – Respondia. Quase pude esquecer o calor das chamas

– Ele está do outro lado dessa muralha de fogo. Enfim, entende o que quiser dizer minha rainha? Ele tem algo... não sei, estranho, com ele

Phoebe acalmava suas chamas. Ela pensava cautelosamente nas palavras de Canela

– Tipo uma tatuagem sinistra? – Perguntei, baixo o suficiente para que apenas eu ouvisse

– Finn. Eu lhe darei alguns dias. Não direi quantos, mas quero que nesse período, sua fraqueza se torne algo decente para meus olhos

As chamas cessaram completamente em um instante, e o lugar foi deixado como se nunca tivesse acontecido tal batalha. Jake estava recostado na parede. Nem sinal de que havia tentado me ajudar. Ainda estava no chão, apoiando-me em meu braço. Todos os músculos doíam, e aos poucos minha energia voltava. Eu tava enferrujado pra cacete... como isso poderia acontecer?

Me levantei. Mesmo sem forças para tal, fiz isso contra tais fatos. Dane-se se meus braços e pernas doíam. Dane-se se uma súbita dor de cabeça havia me invadido

– Não vai mesmo me dizer quantos dias?

– Não. Você apenas provará que não precisa ser morto, por agora, se fizer isso – Respondeu, enfatizando o tempo

Sorri com o canto da boca

– Claro. Vai ser como um passeio no parque

Phoebe soltou uma curta risada, se virou, e começou a se retirar, fazendo um gesto para irmos embora, e outro chamando Canela.

Caminhei lentamente para Jake. Por que diabos ele não me ajudou?

– Ei, Jake, por que se ficou aí parado cara? – Perguntei

– Como assim mano? Eu ia me queimar todo só de tentar passar pelo fogo

– Eu criei uma abertura pra você passar... – Jake ainda me encarava com um olhar vazio – Você nem sequer se mexeu né?

– Não

...

Eu já havia acordado a bastante tempo. Que horas deviam ser? 7 da manhã? É, devia ser algo por aí. O sol já se fazia ver nitidamente; nenhuma nuvem... azar o meu

– 102, 103....

Meus músculos estavam totalmente doloridos, e eu poderia cair a qualquer momento

Alguns pássaros passaram a cantarolar suas serenas canções, voando perto de mim, ignorando minha presença. Os animais que faziam sua rotina por aqui, continuaram indo e vindo. Uma brisa veio, gélida, porém eu nem a pude sentir direito. Eu estava logo em frente à casa na árvore

Quantas seções de flexões eu havia feito? Esta era a quinta, cada uma com cento e cinquenta flexões

– 123, 124, 125....

A ansiedade não saía de mim. Estava impregnada em qualquer coisa que eu fazia. Não conseguia tirar a imagem de Phoebe, queimando meu corpo por inteiro, de minha mente. Quanto mais me lembrava disso, mais rápido saíam minhas ações. Eu realmente estava desesperado... mas quem não estaria?

– 150! – Falei mais alto, deixando-me cair na grama

Agora sim, podia sentir a brisa. Estava sem camisa, apenas com uma calça comprida cinzenta, e descalço, porém, envolvia a palma de minhas mãos com faixas...

Virei-me, encarando o céu. Estendi minha mão direita para cima, algumas manchas vermelhas cobriam-na, assim como em minha esquerda. Será que realmente ajudaria em alguma coisa esse meu esforço?

Em um rápido movimento, me levantei. Não poderia permitir-me pensar nisso... Desferi diversos socos no ar, golpeando com toda a velocidade que eu conseguia. Eu sentia que conseguiria fazer mais rápido, mas não importa o quanto tentava, nunca passava a sensação de limite; mesmo me esgotando, e indo até onde eu podia, eu não sentia que aquilo era literalmente até onde eu podia ir. Desferia chutes também, todos eles giratórios, partindo de um ponto, e indo horizontalmente ao outro, seguida e tão rápido quanto eu conseguia. Meus cabelos caíam em meu rosto, indo por quase meus olhos, mas eu não ligava; logo que golpeava, eles eram jogados para trás, e logo voltavam para a posição original

– Hey, Finn, se tá aí a 3 horas, que tal uma paradinha – Jake surgiu, logo ao lado da porta

Parei ligeiramente, recuperando meu fôlego, e enxugando o suor com meu braço. Repousei minhas mãos em minha cintura

– A quanto tempo cê ta aí? – Perguntei

– Ah, sei lá... 3 horas? Foi o tempo que passou desde que eu cheguei aqui, você pode ter treinado muito mais e eu não tô sabendo...

– Eu tô praticando desde um pouco antes do sol nascer – Respondi

Jake mudou sua expressão, para uma mais confusa

– Entra Finn, você não come nada faz muito tempo, e nem deve ter dormido

– Mas eu...

– Não tem essa não, ou tu entra, ou tu entra

Meu irmão se esticou, e em um veloz movimento, cresceu sua mão e me agarrou, abrindo a porta e me trazendo pra dentro

– Ei Jake, eu tô bem, eu aguento mais um tempo

– Aguenta nada, ninguém aguenta um treino desses sem pausa pra comer ou beber – Retrucou – E olha pra você, se tá todo suado, mal consegue respirar direito, como pode dizer que aguenta?

Resmunguei. Eu teria que continuar com o treino, era minha única chance de Phoebe não me matar, e eu nem sequer sabia quanto tempo eu tinha para tal...

– Tá bom Jake! Eu aceito! – Disse com firmeza – Vou comer muito, e voltar a treinar

Ele sorriu, me deixando no sofá, e se esticando até a cozinha. Me estiquei, alongando meus braços e pernas. Ainda estava com pouco fôlego, mas já havia melhorado o suficiente pra me focar em meus pensamentos de melhor maneira.

Meu irmão se retraía, trazendo consigo um copo de leite e alguns biscoitos. Logo, eu devorava a comida, e dava goles seguidos do leite. Uma súbita parada chamou atenção dele, que estava sentado ao meu lado. Eu focava meu olhar nas costas de minha mão direita... o suposto ‘’selo’’, ou tatuagem, estava com uma parte mínima exposta para fora das faixas. Eu as retirei, para ver nitidamente ele. Provavelmente, nunca saberia exatamente o que aquele desenho era, mas ele precisava saber como ‘’desbloquear’’ o poder contido nele...

Ignorei meus pensamentos, voltando a comer e a beber

– Você tá com medo cara – Disse Jake

Eu o encarei por um momento, ainda com a boca cheia

– Por que eu estaria com medo?

– Porque dessa vez é diferente. Dessa vez, nem todo mundo tá do seu lado, tentando te ajudar, e dessa vez, o único que pode conseguir alguma informação para você, é si mesmo – Continuou – Cê tá com medo, porque não tem garantia de nada, e pelo visto, o teu esforço foi em vão... mas esse é o problema... você só acha que foi em vão...

Eu estava um tanto confuso. Não entendia muito bem o que meu irmão queria dizer com isso

– Como assim? – Perguntei

– Você acha que tá mais forte, ou mais fraco do que antes de ir embora de Ooo?

– Mais fraco...

– Exatamente! Você tá mais fraco, e por não saber o porque de estar mais fraco, tá com medo, tanto de não saber, quanto da resposta

Tirei meus olhos de Jake, e voltei-me para a marca. Não era isso...

– Você tem que deixar esse teu medo de lado cara, tem que continuar em frente, você vai descobrir uma hora ou outra como recuperar sua força, mas até lá, fica de boa...

– Não... não é isso Jake...

– Olha, se você mesmo nega, não tem como eu te ajudar... a sorte não vai bater na porta, e te dar a resposta de cara...

Uma batida na porta se fez ouvir. Duas batidas exatamente. Visitas, por volta das 8 da manhã?

– Será que é a sorte? – Perguntei

Notas finais
Então, zoeiras a parte :p Mas é, eu tenho escrito bastante, então ainda tem cap de sobra e eu vou continuar escrevendo o máximo que posso, pq eu to num rush de escrita, já que não tá dando bloqueio criativo :D Também to escrevendo bastante por conta do trauma dos 20 dias sem postar... enfim, até breve