Notas iniciais
Lendo os comentários fiquei com uma dúvida. Eu não sei se deixei claro q o Léo é o personagem q aparece no Ato 0. Deixei varias pistas, mas não sei se alguém sacou afinal. Só queria esclarescer esse fato e não...isso não é um Spoiller. Com vcs o capitulo...

ANTES...

O veículo disparava em meio a nevasca. Franz dirigia e Rafaela com a irmã dormindo com a cabeça em seu colo estava no banco de trás.
-Acho que talvez tenha sido uma pessima idéia vir para cá-diz o policial de cabelos verde musgo.
Rafaela havia o encontrado a alguns dias com sua mulher e filhos. Ambos haviam morrido dois dias antes, mas eles decidiram seguir seu caminho em direção a Moscou.
-Talvez. Mas ficando lá trás não conseguiriamos nada precisamos chegar a Moscou-Disse a garota de cabelos castanhos mascando um chiclete.
Rafaela precisava chegar a Moscou pela sua maninha, desde quando Jessica nasceu Rafaela prometeu protege-la e atualmente o único lugar seguro no mundo é Moscou. Ela atravessou o continente europeu, não eram algumas milhas que a impediriam de chegar a capital da russia.
Rafa retirou seu Nintendo 3DS da bolsa e começou a jogar Super Mário.
-Como que você carrega essa coisa?- perguntou o policial.
Rafaela pausou o jogo e começou a tecer uma explicação envolvendo energia estática maz Franz a cortou.
-Tá, tá! Não quero saber !-Disse o motorista.
Rafa despausou o jogo.
-Então não pergunte...-respondeu a garota acariciando os cabelos da irmãzinha enquanto saltava no Yoshi.
Franz voltou a se concentrar na estrada e soltou um grito de viva.
-Uhu!- Rafaela tirou os olhos do jogo para contemplar a última metrópole da humanidade-Chegamos!
Rafaela acordou a irmãzinha que estendeu a cabeça para fora para enxergar a cidade iluminada.
-Uau!
O veículo parou na frente dos portões de metal e o trio deixou o carro.
Franz gritou para os soldados da guarita.
-Ei nos estamos aqui! Queremos entrar!
Um dos soldados na guarita olhou desconfiado e estendeu o instrumento de leitura na direção do grupo. Estavam limpos. Mas havia mais um detalhe.
-Apenas as mulheres-gritou o guarda.
"O que está acontecendo?" pensou Rafa.
-O quê?
O soldado da patrulha gritou novamente:
-Apenas as mulheres! Não precisamos de mais homens! Vá embora!
O policial estorou:
-Eu não vim até aqui por nada. Minha mulher e filhos morreram no caminho para essa bosta. Eu vou entrar aí nem que seja pulando esse...- Rafaela iria começar se juntar ao colega quando o guarda disparou.
Franz caiu imóvel.
Rafaela tapou os olhos de Jéssica para que a irmã não visse aquilo. O que era aquele lugar? Rafaela pensou em voltar, mas a cara do guarda deixava claro que ele não permitiria que ela saisse dali viva. Os portões se abriram.
Rafaela olhou uma última vez para o corpo do amigo e entrou.
Qualquer coisa ela poderia correr.

*****Ω*****

Mirai levantou as mãos num gesto automático mesmo sabendo que isso não impediria a bala de vir a sua direção.
Ela fechou os olhos esperando o impacto da bala. Esperou por algum tempo. Abriu um olho.
Tenth continuava parado segurando o revólver a sua frente só que agora este gargalhava. A garota o encarou confusa e olhou em volta procurando a bala. Está se encontrava congelada no ar a alguns centímetros de Mirai. A garota recuou e a bala caiu sob o piso de cimento num tilintar.
O rapaz de cabelos brancos gargalhava feito um maníaco.
-Perfeito! Perfeito!-disse o rapaz antes de levantar a arma mais uma vez e começar a disparar seguida vezes.
Mirai se concentrando desviou a maioria das balas, mas acabou atingida no braço e caiu de joelhos segurando o membro ferido.
Tenth parou de gargalhar e encarou Mirai com um sorriso debochado.
-Achei que você seria um desafio maior! Em todos estes anos nunca havia visto um alvo com essa sua capacidade-disse caminhando na direção da garota e colocando uma arma na sua cabeça- Por isso mesmo vou te deixar viver.
O garoto de cabelos brancos recuou e mordeu o dedão até este sangrar. Mirai o encarou surpresa rasgando a manga do uniforme para tentar estancar a hemorragia.
A porta do terraço se abriu e Magical entrou com Kurai Desu atrás segurando duas pistolas. Uma apontada para Mirai e outra para a cabeça de Magical.
-Parece que os outros convidados chegaram para a festa- comentou Tenth sugando o sangue de seu dedo.
Kurai franziu a testa ao ver Mirai viva, mas nada disse. Ele como o gênio que era sabia que aquilo era um risco. O pai dela tinha dado ordens claras, eliminar a antiga família dele sem deixar rastros. Yamino Ojo já havia cuidado da mãe e da avó do alvo. Magical estava indo para o telhado quando Kurai a abordou, ela havia saído mais cedo da aula e fora para a casa de Mirai dando de cara com os cadáveres da família de Mirai. Voltou correndo para a escola para dar de cara com aquele pandemônio, tentou chegar até a amiga, mas a multidão dificultou. Só faltava ela e Mirai Miracle para que todas as abas soltas estarem fechadas.
Mas aparentemente Tenth mudara os planos.
O lider do grupo de eliminação se enclinou e sussurou no ouvido de Mirai.
-Que tal se jogarmos um jogo?- disse o agente baixinho para a garota que encarava assustada a única amiga que tinha uma arma apontada para sua cabeça. Magical se mantinha firme, sua cabeça sangrava e ela tossia muito-Se você ganhar te deixo ir. Já se eu ganhar meu colega enfia uma bala na cabeça da sua amiga...
Tenth continuou a sussurar no ouvido da garota, mas Mirai não queria escutar. Ela só pensava em salvar a amiga. Tenth é jogado para trás do nada, ele gira e cai agachado abrindo um sorriso.
Kurai deu passo a frente para intervir, mas Tenth ergueu um braço pedindo que o especialista em armas de fogo recuasse.
-Eu cuido disso!- Disse o lider, soltando o revólver no chão, desaparecendo e em seguida aparecendo detrás da Otaku. Ele era muito rápido.
Mirai sentiu um golpe no ombro, e a escuridão tomou conta de tudo.

*****Ω*****

AGORA...

Deno exitou em frente a porta. Era raro o pai mandar chama-lo para conversar em particular e quando o chamava não era por um bom motivo. Se bem que dessa vez não era exatamente particular, pois Youseff também havia sido chamado. Os dois foram aconselhados a não contar a nenhum dos outros sobreviventes sobre essa conversa. E Deno estava realmente curioso sobre o que conteúdo da "reunião".
-Não vai abrir?- Perguntou Youseff em frente às escadas da varanda.
Deno abriu um sorriso assim que viu seu melhor amigo, havia procurado por Youseff horas antes, esperava ir junto com ele à reunião, mas não o havia encontrado em lugar nenhum.
-O procurei por todo lugar, You! Onde estava?- Perguntou Deno.
-Com o meu tio...- Respondeu o rapaz. Deno sabia da historia de Youseff, não era nada simples e os dois estavam brigados. Mas o tio de Youseff ainda era a única família do rapaz. O garoto não via o tio a meses e Deno ficou apreensivo ao ouvir que o tio de Youseff estava perto da Safe Zone, seu pai não iria gostar nada disso quando descobrisse- Mas eu te conto tudo depois. Não foi uma experiência agradável.
Mesmo numa conversa envolvendo um assunto desses Youseff continuava com uma expressão seria no rosto.
-Você está bem?- Perguntou Deno preocupado.
Youseff acentiu.
-Melhor entrarmos. Seu pai não gosta de atrasos-Comenta Youseff.
Ele sobe as escadas da varanda e para ao lado de Deno.
-Nervoso?- Pergunta ele.
Deno suspira.
-Está tão na cara assim!?
Youseff escancara a porta.
-Relaxe...
Deno sorriu. Era extremamente raro ouvir Youseff pedindo para alguém relaxar. Justo ele, a pessoa mais tensa que Deno conhecia.
Com excessão do pai.

*****Ω*****

Fernanda acordou com uma enorme dor de cabeça. Demorou cerca de um segundo até ela lembrar do ocorrido. A fazenda, a distração, a carta, a granada, a explosão, a dor em seu peito...
Lagrimas começaram a correr pela sua face, e os gritos da garota ecoaram pelo quarto desconhecido.
Ela perderá Gustavo. Perdera seu irmão. Perdera a pessoa mais importante de sua vida. Ela perderá tudo. Quem ela tinha agora?
A porta se abriu e Lucs entrou no quarto. Não disse nada apenas se sentou ao lado da garota, Fends apoiou a cabeça no ombro do garoto e chorou.
Chorou até não restar mais lagrimas.
E por fim caiu no sono. Quando acordou novamente Lucs ainda estava ao seu lado. Ele sorriu e aquilo ativou uma pequena fagulha dentro de Fernanda.
Ela não estava sozinha, ainda tinha Lucs. O rapaz segurava algo nas mãos. Fernanda recuou ao ver o que era.
Lucs segurava uma carta.
-Achei que gostaria de ler- Disse o rapaz de cabelos negros.
Ele estava certo, Gustavo havia morrido por causa daquele maldito pedaço de papel. Ela precisava saber o que estava escrito ali.
Lucs estendeu a carta e Fernanda a pegou. O selo já estava aberto, então ela concluiu que Lucs já havia visto o conteúdo daquele envelope. Fends retirou a carta deste e tremula começou a ler.
Conforme as linhas passavam pelos olhos de Fernanda a raiva voltou com força total, após a última linha Fernanda picotou a carta em pedaços.
Gustavo havia morrido por aquilo. Eles haviam arriscados suas vidas para conseguir aquela carta. E no final só havia a localização de uma fazenda, uma Safe Zone como estava escrito, Farid os havia enviado para uma missão suicida para interceptar aquela carta. Mas porque?
Farid. Aquele maldito. Era tudo culpa dele. Gustavo estava morto por causa dele. Fernanda nunca sentira tanto ódio em sua vida inteira.
-Ele vai pagar!- murmurou Fernanda para Lucs-Eu vou mata-lo. Eu vo...
Lucs a calou com um beijo. Aquilo fora tão subito que Fernanda ficou sem ação e por fim retribuiu o beijo enlaçando o pescoço do rapaz.
Após alguns segundos, Lucs rompeu o contato entre seus lábios.
— Você não está sozinha! Eu vou te proteger...sempre!- Fernanda ficou encarando os olhos castanhos do garoto- Esta é uma promessa!
Ele se levantou pegou sua serra elétrica apoiada no batente da porta e caminhou até a porta. Parou sob o batente.
— Não se preocupe. Nós iremos matar aquele desgraçado- disse Lucs.
Ele fechou a porta ao sair.
Fernanda ficou parada lá por alguns segundos, então se levantou e vasculhou a mesa de cabeceira atrás de uma tesoura. Achou na penúltima gaveta e entrou no banheiro.
Se encarou no espelho por alguns segundos, seus cabelos eram longos e castanhos, era uma das coisas que ela adorava em si mesma.
Era. Mechas de cabelos caíram sobre a pia conforme Fernanda cortava seu proprio cabelo. Ligou a torneira e encarou seu novo reflexo. Seus cabelos agora eram curtos, aquilo simbolizava uma mudança. Aquilo simbolizava uma promessa.
Aquilo simbolizada uma nova Fernanda. E ela própria não sabia dizer se esta era um pessoa boa...ou má.

*****Ω*****

Rafaela penteava os cabelos de Jessica carinhosamente enquanto a irmã folheava uma revista de colorir já toda rabiscada. Hoje Rafa completaria dezoito anos se o mundo ainda existisse. A última vez que tivera uma festa de aniversário fora a muito tempo, antes de sua mãe e seu pai morrerem e ela ter que arranjar um emprego para sobreviver com a irmã menor.
Olhando desse ponto de vista pouca coisa mudou, ela ainda tinham que lutar para sobreviver em um mundo cruel. Em alguns momentos Rafaela deixou de comer para garantir que a irmã não sentisse fome. Jessica era a única coisa que importava para Rafaela. A vida da irmãzinha valia mais que a sua própria.
Bateram a porta e Brandon entrou. Rafaela sorriu. Brandon era a melhor coisa que havia acontecido com ela desde o início do inferno na terra.
Rafaela sabia pouco sobre ele, mas confiava no rapaz mais do que em qualquer outra pessoa com excessão de Jessica. Assim que o rapaz entrou na cabana, Jessica saltou da cadeira e correu para abraçar o "tio Bran".
Brandon soltou a espingarda e abraçou a menina e a carregou no colo.
-E aí, princesa. Sentiu saudade?- perguntou o rapaz.
Jessica gritou um "sim" animado. Brandon riu e girou com a menina no colo.
Rafaela colocou a escova sobre a mesa e cumprimentou-o com um beijo. Os dois haviam se conhecido durante a "Grande Queda de Moscou". Enquanto todas as outras cidades caiam, Moscou vencia. O governo russo havia conseguido mover suas defesas para a capital. Tendo o frio como aliado e um exército protegendo a cidade, Moscou vencia o vírus e milhões de sobreviventes viviam vidas "normais" sob a proteção da armada russa. Mas isso não durou para sempre, uma hora a cidade caiu.
Era um pesadelo se tornando realidade. O terror revivido, Rafa havia achado que estava salva. Mas não estava, ela e Jessica foram lançadas ao inferno novamente. Fazia uma semana que a cidade havia sido tomada pelos mortos vivos. Rafa carregando Jessica nos braços dispara em super velocidade pelo corredor do prédio repleto de walkers. Seus poderes se desenvolveram logo depois da fenda da muralha da quarentena abrir. Mas ela só conseguia usar usar um de cada vez. Estava cansada quando chegou as escadas, usar seus poderes a esgotava. Mas ela precisava tirar Jessica dali. Subiu a escadaria invisível, mas o poder começou a falhar perto do penúltimo andar.
Rafaela caiu de exaustão sem conseguir dar mais nenhum passo. Ela ficou visível e os zumbis começaram a caminhar na direção dela.
Jessica escapou de seu colo e pegou uma pedra que arremessou no walker mais próximo.
-Se afastem da minha mana-gritou a garotinha.
Ver a irmã menor a defender daquele jeito deu uma descarga de adrenalina em Rafaela. Ela se levantou de pôs na frente da irmãzinha e pegou uma flecha da aljava. Pegou seu arco caido e colocou a flecha no arco. Seus olhos negros se tornaram azuis por um instante e ela soltou o fio.
Ela acertou o morto vivo entre os olhos e este caiu imóvel. Ela ativou a super velocidade e atingiu uma enfermeira no tórax esmigalhando os ossos e a lançando contra outros mortos vivos. Disparou outra flecha, saltando sobre os zumbis caidos. Atingiu um chute num morto vivo o afastando e fincando uma flecha no olho esquerdo do não morto.
Um zumbi a agarrou por trás tentando morder seu pescoço apenas para ser esfaqueado por Jéssica nas costas. O aperto afroxou e o walker caiu morto sobre os degraus.
Rafa sorriu para a irmã que retribuiu o sorriso com a faca nas mãos, antes de gritar em alerta olhando para um ponto atrás de Rafaela.
A moça foi lançada através de uma parede, atingindo um aquário vazio se cortando nos cacos.
O affiger atravessou o buraco na parede andando pesadamente em direção a Rafaela. Os Affiger são zumbis numa classe de mutação maior que os voláteis, musculosos e com cerca de três metros de altura.
O chão rangia sobre o peso do monstro. Rafa arrancou um caco de vidro do braço e este caiu sobre o piso de madeira. Estava com o braço direito quebrado e o arco caido destroçado a poucos metros de distância. Ela examinou a sala ao redor procurando uma saída enquanto o affiger se aproximava cada vez mais.
Foi quando a janela se partiu em pedaços e um rapaz de cabelos castanhos de sobrecasaco marrom caiu dentro da sala.
-Ahn-O rapaz parecia surpreso com a cena. Olhou para a bússola, colocou os óculos, consultou o mapa e voltou a olhar para a cena novamente antes de concluir:
-Creio que você talvez precise de ajuda...
-VOCÊ ACHA!!
O rapaz consultou um livro de anotações.
-Sim. Eu acho!
"Ah, Deus. Sério?" pensou Rafaela.
Segundos de silêncio...
-Você quer que eu ajude?- perguntou o rapaz.
-Claro que sim-disse Rafaela.
Ele piscou confuso, deu de ombros e tirou um ioiô do bolso do sobrecasaco. Ele sorriu e correu em direção ao affiger. O monstro tentou atingi-lo com um soco mas o rapaz saltou por cima do punho do affiger que quebrou o piso de madeira. Correu pelo braço do zumbi e girando o ioiô o arremessou. A corda se enrolou no braço esquerdo monstro, o homem deu um puxão na corda e a corda cortou o braço do affiger fora.
Sangue jorrou do ferimento e o estranho saltou pelo buraco na parede tentando afasta-lo de Rafaela. Mas não sabia que estava atraindo o affiger em direção a uma criança.
O rapaz pousou sobre o corrimão rindo. Mas o sorriso desmanchou ao ver a garota de cinco anos o encarando.
-Você é uma criança, não é?- perguntou ele.
-Sim-respondeu Jessica- Você é um retardado?
O affiger atravessou a parede em alta velocidade em direção a dupla. O homem saltou tirando a menina do caminho.O affiger passou reto e destruiu uma pilastra.
-Fique aqui, princesa!-Disse o rapaz antes de disparar em direção ao monstro. Saltou sobre as costas do zumbi e passou os fios do ioiô pelo pescoço do morto vivo e puxou. Segundos depois o corpo da mutação caiu inerte e sem a cabeça.
Rafaela com dificuldade saiu pelo burado, apenas para dar de cara com Jessica nos braços do estranho.
— Você não devia estar de pé- disse ele colocando a menina no chão e caminhando em direção a Rafa retirando um kit de primeiros socorros da mochila de carteiro.
-Qual é seu nome?- perguntou Rafaela enquanto ele tratava de seus ferimentos.
-Eu sou Brandon...acho!-respondeu o rapaz. Ele contou que havia entrado no prédio por uma tirolesa após achar mapas numa das, agora abandonadas, bases da patrulha que indicava que um túnel que levava para fora da cidade estava localizado abaixo desse prédio. Brandon pediu que elas o acompanhessem e desde então o trio não se separou mais.
Mesmo com aquele jeito...diferente, Rafaela perdera as contas de quantas vezes ela ou Jessica haviam sido salvas po Brandon.
Agora nevava do lado de fora da cabana e o grupo saiu para ver a neve caindo. Jessica correu para fazer um anjo na neve. Rafaela e Brandon ficaram na porta da cabana conversando.
Rafaela apoiou a cabeça no ombro do namorado e ficaram conversando sobre amenidades enquanto observavam Jessica se divertindo na neve.
Um monte de neve caiu do telhado e Rafaela olhou para trás a tempo de ver uma noviça apontando uma uzi apontando para Brandon. Ela empurra o namorado para o lado o tirando da linha de tiro. Brandon cai sobre um monte de neve e Rafaela sobe em menos de um segundo no teto da cabana.
A noviça dispara e Rafaela desvia da bala. Corre e empurra a atiradora para fora do telhado. As duas caem sobre um monte de neve. E a uzi é lançada para longe.
A religiosa atinge Rafa no pescoço com um cotovela e sobe em cima da garota com uma navalha nas mãos.
-Que deus te perdoe pelos seus pecados-diz Samara levantando a adaga.

*****Ω*****

Larimar foi por um segundo pega de surpresa, antes de se recompor e se levantar.
-Estava procurando provas de sua má indole,Leonardo-Disse calmamente.
Léo finalmente percebe o caderno e os mapas nas mãos da garota.
Ele tenta tirar das mãos dela, mas a garota pula sobre a cama desviando-se dele.
-Me devolva! Isso é particular!- Diz o rapaz agora com voz suplicante.
Mas Lari não estava mais ouvindo fitava o mapa em suas mãos.
-Esse é um mapa dos túneis de Felicity. Onde os conseg...Você. Você é um deles.
Léo encarou o piso.
-Me devolva...
Mas Lari não estava interessasda em devolver nada.
-Você estava dentro da muralha. Por culpa de vocês esse inferno começou!- Disse a garota.
— Só porque sou de dentro da muralha não sou culpado pela fenda...-disse o garoto tentando se aproximar.
A garota se afastou com os mapas nas mãos.
-Fique longe!
-Quer saber como consegui aqueles ferimentos. Porque me encontraram daquele jeito na estrada...
Larimar ficou calada.
-Eu estava num lugar exatamente como esse. Eu estava indo bem, tinha amigos. Mas eles descobriram... descobriram as minhas origens. De uma hora para outra todos os rostos sorridentes viraram rostos sádicos. Eles acharam alguém para descontar toda sua raiva. Você sabe o que eles fizeram... Eu não quero que eles descubram para não ter que viver aquilo de novo. Perdi todos os meus amigos dentro daquela muralha, você tem o Pietre. Eu não tenho ninguém. Por favor não conte ninguém...
Lari refletiu por um instante.
-Não contarei nada. Lamento o que aconteceu com você, talvez o tenha julgado mal. Reverei meus concepts- Disse estendendo o caderno e os mapas.
-Pode ficar- Disse Léo- Obrigado.
Lari estendeu a mão e Léo apertou a mão da garota. Talvez ele estivesse sendo sincero, mas Lari seria cautelosa para com ele.
A garota deixou o quarto e Léo fechou a porta atrás dela com um sorriso. Mas assim que a porta bateu o sorriso desmanchou e ele se agachou ao lado da cama. Retirou uma ripa do piso de madeira e retirou outro caderno de lá.
Era com aquilo que ele deveria se preocupar.

*****Ω*****

Noah estava estudando mapas com a localização das colônias de voláteis na região discutindo isso com Carl quando Deno e Youseff entraram na casa. Carl cumprimentou o irmão e Youseff. Noah nem levantou a cabeça continuou a marcar as áreas em vermelho no mapa, apenas disse:
-Estão atrasados! Miller chegou antes dos dois- Um rapaz de pele bronseada e olhos azuis e saiu detrás de uma estante.
-E olha que sou conhecido pelos atrasos- disse o rapaz exibindo um de seus sorrisos sarcásticos.
Youseff fuzilou com o olhar. Ele realmente odiava aquele rapaz. Deno pôs uma mão no ombro do amigo para acalma-lo e cumprimentou Miller sorridente. Deno queria ser amigo de todos, ele realmente não guardava maldade no coração.
— Na próxima vez chegue na hora, filho- diz Noah rigido- Mas não foi para isso que chamei vocês quatro aqui. Como já contei a Carl, ontem recebi um chamado de socorro vindo de uma fazenda a algumas milhas daqui. Nadja Luchia, uma garota e seus três irmãos estão presos na fazenda da família. O lugar está cercados de voláteis e affingers. Vocês irão ajuda-los...
Deno franziu as sombrancelhas. Ele sabia que seu pai não era nenhuma alma bondosa. Com certeza havia algo por trás daquilo.
-Porque está fazendo isso?-perguntou ele.
-Fazendo o que?
-Ajuda-los. Já recebemos pedidos de socorro antes se bem me lembro você nos proibiu de ajuda-los- respondeu Deno.
— Você está certo. Se fosse por mim eles poderiam apodrecer naquele lugar. Minha única responsabilidade é proteger os que estão nessa resistência. Mas esse é um pedido de Fairy.
Aquilo deixou Deno ainda mais confuso. Qual seria o interesse dela naquelas crianças. Youseff deu de ombros e Miller apenas assistiu interessado no desenrolar daquilo.
-E como sabe não posso negar um pedido dela. Vocês partirão ainda hoje. Carl tem os detalhes da missão. Podem ir...menos Youseff. Soube que andou falando com seu tio...
Deno e Youseff trocaram olhares. Como ele sabia disso?
Apenas Carl percebeu que Miller sorria ao deixar a casa.

*****Ω*****

O ioiô atingiu o rosto da noviça tirando de cima de Rafaela. Brandon estava em pé a poucos metros com o brinquedos nas mãos. Samara rolou para o lado e pegou sua uzi disparando contra o rapaz. A corda do ioiô corta a bala ao meio antes de chegar a toca-lo.
Rafaela fica invisível e entra no meio das árvores, pega seu arco reserva e arma uma flecha mirando noviça.
Ela solta a corda e a flecha para no ar.
Uma vassoura flutua acima a cabana sobre ela...
-Uma bruxa!-diz Rafaela espantada.
Mirai sorri.
-Viu ela disse que sou uma bruxa-diz a garota mostrando a lingua para a noviça que revira os olhos e diz.
-Acho sinceramente que a opinião da garota que quer nos matar não conta, herege- diz Samara.
-"Nos matar"? Vocês que atiraram na gente- gritou Rafaela.
Mirai a encarou por um instante e com um movimento de mão Rafa fica imobilizada contra uma árvore. Jessica grita algo longe.
Samara desvia do ioiô de Bran e dispara acertando a perna do rapaz. Brandon cai degurando o membro sobre a neve que começa a ficar manchada de vermelho.
-Porque estão fazendo isso?- gritou Rafaela.
Mirai a encarou surpresa e a solta.
–Você realmente não sabe?
"Do que ela está falando?" pensa Rafa.
— A um ano e meio minha amiga Magical foi raptada por uma organização que também matou minha família- Explica Mirai- Essa organização se chama Exodus... e seu namorado faz parte dela.

Notas finais
Comentem, Favoritem, Recomendem... Rafaela: http://vignette3.wikia.nocookie.net/degrassi/images/9/9d/Tumblr_mudqlkfZam1rr5iueo2_1280.jpg/revision/latest?cb=20150709195359 Miller: Cabelos negros bagunçados, olhos azuis sempre em um tom maldoso, lábios carnudos e geralmente num sorriso sarcástico, pele bronzeada como se acabasse de sair da praia, corpo musculoso.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.