Notas iniciais
Olá! Só para explicar... Essa história está sendo escrita em Roleplay. Estamos upando aqui apenas por diversão. (Caso não saiba o que é Roleplay, é como se fosse a visão de um personagem a cada paragrafo. No caso são dois principais, então fica fácil saber quem é quem.) Espero que se divirtam tanto quando eu e a Yuko estamos ao escrever! ^w^

Aquele era o grande dia para muitos jovens. Estava ensolarado, com poucas nuvens no céu. Os pássaros cantavam e os portões de Light-Moor estavam abertos. Era o primeiro dia letivo daquela escola integral que era referência em todo país. Era equipada com muitas salas de aula, alguns refeitórios, piscinas, campos de batalhas, cozinhas, banheiros, até mesmo quartos individuais para os alunos. Afinal eles passariam boa parte do ano ali então o lugar era muito bem equipado.

No pátio principal da escola, alguns adolescentes já se reuniam com seus antigos colegas de classe, ou tentavam conhecer os novos estudantes. Ainda estava cedo, poucos haviam chegado, fora os funcionários, pois todos já estavam na escola. O pátio era um espaço aberto, pouco depois do jardim de entrada. Era composto por algumas arvores espalhadas pelo espaço, assim como bancos, lixeiras e postes de iluminação.

O pátio aberto era bem grande, mas comparado com as dimensões da escola, era pequeno. Era realmente a escola mais cara da região, apenas os melhores estavam lá dentro: sejam as pessoas mais ricas ou as mais inteligentes que conseguiam passar na prova de admissão para serem bolsistas. Era composta por um prédio central onde no térreo ficava um pátio coberto, a recepção além do refeitório e as lojas. Tinha de tudo para os alunos não terem que sair dali: desde loja de matérias escolares, roupas, utilidades, correio, bancos e entre outras coisas. Seus próximos 3 andares eram compostos pela biblioteca. O 4 e o 5 andar eram os dormitórios, onde os garotos e as garotas tinham alas separadas. Seu último andar eram as salas dos professores e toda a parte administrativa.

As salas de aula ficavam em blocos, ao redor do prédio principal. Em cada bloco, haviam armários com os pertences de cada aluno para aquela matéria. No norte do prédio, o bloco de magia. No noroeste, o bloco de exatas. Sudoeste, o bloco de humanas, e entre esses dois, o bloco de biológicas. Passando os blocos, ficava o criadouro de animais, junto com uma pequena floresta cercada, onde os animais ficavam soltos, sendo cuidados por especialistas. No lado nordeste da escola, ficava os campos de batalhas e o ginásio. No lado sudeste, as piscinas e lagos, e também um pequeno riacho.

Como aquele era o primeiro dia, a entrada, o pátio principal e o pátio coberto estavam decorados. Haviam faixas dando boas-vindas aos alunos novos e aos antigos. Tudo decorado com imagens alegres e coloridas, mas com um diferencia: aparentemente muitas das placas ou faixas estavam flutuando. Não era de se esperar menos, já que haviam ótimos profissionais ali para ensinar magia aos alunos. Além disso, a fonte que ficava no meio do pátio principal estava dando um show de luzes juntamente com os espirros de água que pareciam ser milimetricamente calculados e ensaiados.
Desde as 6 da manhã os portões já estavam abertos para a entrada dos alunos. No momento eram quase 7 horas, o horário da iniciação da festa de boas-vindas. O numero de pessoas havia mais do que dobrado, todas esperando o grande evento começar. Era possível ouvir a ansiedade dos iniciantes e as conversas dos veteranos, o que deixava o ambiente bem barulhento.

Todas as pessoas começaram a se concentrar no pátio aberto, onde havia agora um palco. Eram 6:55 e os funcionários corriam de um lado pro outro arrumando pequenos detalhes como o som ou alguma decoração que teria caído. O pátio estava completamente lotado, tinha gente até em cima da grama dos jardins, todos ansiosos pra que começasse logo. As pessoas comiam e bebiam de varias coisas, esse com certeza era um dos dias do ano em que a escola ganhava mais dinheiro.

Além do refeitório também haviam muitas barraquinhas de comidas espalhadas por toda a escola. Exatamente as 7 horas, o soar alto de um sino foi escutado por toda a escola. Era o sinal da iniciação. Haviam algumas pessoas em cima do grande palco, sentados em cadeiras enfileiradas. Uma mulher extremamente alinhada em sua maneira de se vestir acabou indo a frente, se posicionando perto do microfone, anunciando ser a primeira a falar. Ela estava uma roupa social branca acompanhada com uma saia preta e meia calça juntamente com um salto. Possuía um cabelo loiro bem claro, amarrado em dois coques ao topo de sua cabeça, decorados com algumas flores brancas. Ela usava um óculos vermelho a ponta do nariz e observa a todos por cima dele com olhos igualmente vermelhos. Depois de uma bela suspirada para pegar fôlego, ela começa o discurso. "Bom dia queridos alunos e alunas. Desejo a todos boas-vindas e gratificações por estarem aqui! Light-Moor é uma instituição de referência no país e somente os melhores são qualificados a entrarem aqui." A voz feminina, não muito fina, percorre todos os auto falantes do lugar.

Todos ficaram em absoluto silencio, ouvindo-a. Em cima do palco, estavam os professores, inspetores, e o diretor. O diretor da escola era um homem de meia idade, tinha cabelos brancos que chegavam até os ombros, seus olhos eram circulados por duas grandes manchas pretas. No topo de sua cabeça, duas orelhas de mesma cor. Trajava um blazer e calça social, pretos, com um lenço roxo no pescoço. Ele observava alguma coisa distante no céu, enquanto mastigava um pequeno galho de bambu.

"Nessa cerimônia de comemoração, como vocês já viram, tem comida e bebida a todos. Tanto no refeitório quanto em várias outras barraquinhas espalhadas." Continua ela. "A escola é bem grande e após todo esse discurso, haverá um tour por toda a sua extensão para melhor conhecimento dos calouros. A todos devo dizer que seus quartos já estão prontos para recebê-los e sua numeração já está indicada no seu cartão de identificação que vocês receberam agora." Ao mesmo tempo que ela falava, vários cartões voaram por todo o pátio. Como em um passe de mágica, eles se posicionam a frente dos seus devidos donos. "Ah é mesmo.. Que grosseria a minha." Ela ri sozinha ao falar isso. "Eu me chamo Niber Lasmen. Sou a coordenadora geral e uma das inspetoras de alunos que vocês terão. Muito prazer." Ela se curva elegantemente ao terminar de falar. "Agora eu gostaria de chamar o Senhor Diretor para se pronunciar algumas palavras." Ela olha para trás na direção do senhor de cabelos brancos, com os olhos rodeados por marcas negras.

O diretor se dirige a frente, enquanto a mulher fica onde ele estava. Ele pega o microfone e o tira do suporte. Depois disso, se senta ao chão, joga fora o galho de bambu e começa. "Bom..." ele suspira. "Dia. Meu nome é Julian Renpauliz, sou seu diretor." Sua voz era muito grossa, mas ele falava calma e lentamente. "Como todos já devem saber. Uhum, eu sou o diretor. Hoje é o primeiro dia do ano letivo. Por isso vocês estão aqui. Todos já sabemos quais os objetivos dessa escola, então não precisarei repetir. Hoje começa as aulas." Ele olhou pro céu e ficou em silêncio por cerca de 15 segundos. Sua pele era pálida, e seu rosto passava a impressão de que estava com sono, mas aquela era sua expressão normalmente. Apesar de tudo isso, ele era um homem bonito. "Enfim, é isso alunos. Agora teremos um pequeno tour pela escola. Vocês vão conhecer a escola. Uhum, vão sim." Ele se levantou em um salto, colocou o microfone no lugar e se juntou aos outros funcionários.

Um silencio interminável tomou conta da multidão. Aquele excêntrico era realmente o diretor de instituição? Que tipo de lugar era aquele comandado por um ser desse jeito? Bom, os alunos iriam descobrir as peculiaridades desse panda-diretor com o tempo. A coordenadora se levanta, trocando de lugar com o diretor outra vez e assume o microfone.
"Obrigado Senhor Diretor. Devo ressaltar que as regras de instituição devem ser seguidas a risca e alunos com mau comportamento poderão até mesmo ser expulsos. Peço aos calouros que continuem no pátio para começarmos o Tour, ao resto dos alunos, podem se dirigir aos seus devidos quartos. Mas eu convido todos a participarem dessa grande festa hoje! Lembrando que amanhã começamos com o horário normal, ok? Sejam bem-vindos a Light-Moor! E que mais um ano de conquistas se inicie!!"
Após ela acabar o discurso, o publico aplaudiu e celebrou. O clima de felicidade era notável de longe. Uma alegria contagiante... Mas não para aquele pequeno par de olhos amarelos. Ele estava com os as mãos no bolso e com aquela sua cara de sempre de poucos amigos. Usava undercut vermelho que combinava perfeitamente com aqueles seus cabelos negros e lisos. Ele era alto e com o corpo definido.
"Que saco." Pensou desinteressado. "Espero que tudo isso acabe logo." Acabou se retirando do grande pátio. Ele não iria fazer Tour nenhum, o mapa estava ai para isso.

Não muito longe dali, Kurthee seguiu para o prédio principal e foi direto ao dormitório. Era um garoto de cabelos brancos e lisos. Estava usando um chapéu azul e roupas normais para o dia-a-dia. Tinha olhos azuis, da cor do céu, e uma pele bem clara, quase branca. Kurthee viveu quase toda sua vida na escola, então já conhecia todo o local e não precisava ir no tour. Como ele não gostava de mostrar sua forma semi-humana, ficara na forma completamente humana até chegar no quarto. Entrou no prédio principal e seguiu direto para o elevador. Cada andar de dormitórios tinham 300 quartos. O 4° e o 5° andares eram dormitórios para meninas, enquanto o 6° e o 7°, dormitórios para meninos. Os números dos quartos eram compostos primeiro pelo numero de andar, e depois um número entre 1 e 300. Kurthee olhou seu cartão e viu que o numero era 7222, ou seja, no sétimo andar. Ele entrou no elevador e viu que lá estava um garoto estranho, com cara de quem não queria estar ali. Kurthee olhou pra ele, mas logo em seguida desviou o olhar, apertando o numero do 7° andar.

Rito Sonnan estava encostado na parede do elevador com a cabeça levemente inclinada. Com um pé o apoiando na parede e as mãos no bolso, o seu ar arrogante não passa despercebido, ainda mais depois de encarar o garoto que entrou dos pés a cabeça. Ele mascava chiclete de forma relaxada, despreocupado em mascar de boca aberta. Seu cabelo era levemente comprido ao topo da cabeça, mesmo usando um penteado arrepiado, uma parte dos seus cabelos quase cobriam os seus olhos. Porém aquele amarelo vivo se destacava bem nas mechas negras.

O garoto parecia ser bem relaxado, e mascava um chiclete de boca aberta. "Eca" pensou Kurthee. O elevador ia subindo, e o silêncio reinava ali. Ele tinha até medo de puxar assunto com o garoto. Chegando no terceiro andar, duas meninas entraram no elevador e se posicionaram entre eles, mas logo desceram, no 5 andar. A ultima parada foi no sétimo. Kurthee esperou o garoto sair. Tinha certeza que esse era o andar que ele desceria, pois o oitavo andar era proibido para alunos.

Logo quando o elevador abriu as portas, Rito desencosta da parede sem dizer uma palavra. Ele para no começo do corredor e pega o seu cartão de identificação. Realmente era sua primeira vez na instituição e tudo era novo. Porém ele era orgulhoso demais para parar e perguntar a alguém. Sua solução sempre eram as placas de indicação. E o mesmo aconteceu ali, ele partiu em direção ao lugar onde deveria estar o quarto dele.

Kurthee saiu logo depois, procurando o numero 7222. O garoto a sua frente não andava muito rápido, então Kurt simplesmente andou atrás dele esperando-o entrar em algum quarto e sair da frente. Sabia que seu quarto estaria perto do final do corredor. Do lado direito, ficavam todos os números pares e do esquerdo, os ímpares. Ele não estava com pressa, então não se incomodou em ficar atrás.

O menino de cabelos pretos não muito alto, estava ali a coçar a cabeça. Depois de seguir as placas ele passou a olhar em todos os números das portas em busca do seu quarto. Ele ficaria no 7223. Ele percebeu que o outro garoto estava o seguindo, o que o deixou levemente incomodado, fazendo-o lançar um olhar não muito amigável para o inocente garoto.
"Que merda de quarto que não chega nunca..." Pensou irritado. O rapaz era irritado e rabugento, mas isso era apenas uma forma de afastar as pessoas do seu convívio. Já que ele tivera experiências não muito agradáveis no passado, encontrou essa forma de se proteger de futuros inconvenientes.

O garoto olhou de uma maneira irritada para Kurthee, mas porque? Estavam passando pelo numero 7140 ainda. Kurthee continuou atrás do garoto, não era educado passar na frente. E não tinha por que ter pressa, lá embaixo a festa iria durar horas. 7188, estava quase chegando. Observando o modo que o garoto se comportava, parecia ser a primeira vez que estudara ali.

"Finalmente." Pensou ao chegar na porta. Como ele já imaginava, a porta não possuía uma chave e sim um identificador de cartões instalado onde deveria haver uma tranca. Ele passa o cartão ali porém a maquina apita incessantemente e mostra a mensagem 'Erro na identificação' em sua tela. ".... Devo ter passado do lado errado." Resmungou mentalmente. Insatisfeito com o resultado, tenta outra vez. A maquininha apita novamente e na sua tela continuou com a mesma mensagem.
"Droga." Disse baixinho. Ele realmente estava tendo problemas ali mas nunca iria se sujeitar a pedir ajudar para alguém.

Kurthee chegou, até que enfim. Não tinha como não perceber, parecia que o garoto era seu vizinho de frente. Quando ia abrir a porta, ouviu alguns apitos vindo de trás. Ele se virou e viu que o rapaz estava com dificuldade para entrar. A porta do seu proprio quarto estava aberta, mas ficou com pena do que estava acontecendo e se virou pra ajudar. "Com licença" Ele disse, parando ao lado do menino.

Rito estava quase socando a maquina de raiva, já era a 4 vez que tentava abrir aquela porcaria de porta e não conseguia. Ao ouvir o menino, ele se vira sem paciência. "O que foi?" Perguntou irritado. Realmente era orgulhoso. Mais provável que ficaria ali durante mais 4 horas tentando do que pedisse ajuda a alguém. Estava segurava o cartão com força entre os dedos.

"Calma, vim ajudar" Ele disse, parecia que o garoto estava a ponto de bater em qualquer coisa que aparecesse a sua frente. Kurt já estava se arrependendo de ter ido ajudar, mas agora não voltaria atrás. "Você deve inserir e esperar um pouco, até o sensor ler seu código." Ele esticou o braço e pegou o cartão da mão do garoto, depois inseriu na maquina, até a porta abrir.

A maquininha apitou de novo, mas dessa vez era um barulho diferente dos outros que ela já havia feito. A porta se abriu, correndo para o lado. Alguns segundos de silêncio se passam enquanto o Rito olha perplexo para dentro do quarto que ele não conseguiu abrir sozinho. Soltou um suspiro irritado, pegou o cartão e suas malas e entrou rapidamente no quarto. "Obrigado." Disse. Sua voz era imponente apesar de não ser grossa. Depois de tanto tempo juntos, foi o primeiro contato visual direto que fizeram. Seus olhos possuíam uma cor amarelo ouro que se destacavam bem nos seus cabelos negros e sua pele branca. Sem esperar uma resposta, ele fecha a porta na cara do garoto que havia acabado de o ajudar.

Ele ficou ali parado por alguns segundos. "Que garoto mal educado." Pensou. Ele se virou, pegou suas coisas e entrou no quarto, que já estava com a porta aberta. Ele fechou a porta, e começou a tirar a camisa, deixando também o chapéu em cima da cama. Do seu short saiu um grande rabo, de cerca de 60 cm de comprimento. Suas asas começaram a surgir, assim como o chifre no meio de sua cabeça. Essa era sua forma semi-humana simples. Ele conseguia controlar sua aparência com magia, pois era filho de um grande bruxo. O quarto tinha um grande armário de madeira na parede esquerda em relação a porta, uma cama de casal na horizontal, encostada na parede direita, e dois criados-mudos, um de cada lado da cama. Na parede paralela a porta, uma grande janela de vidro, fechada por uma cortina de cor branca. Depois que a transformação acabara, ele começou a guardar os pertences, usando magia. Um problema que Kurthee tinha, era que só conseguia fazer magias que dessem bom resultado se não estivesse na forma humana. Quando estava assim, sempre acontecia algo errado.

O rebelde de cabelos pretos simplesmente joga sua mala e mochila em qualquer canto no quarto. Era um lugar grande e bem decorado... Mas nada comparado ao que ele estava acostumado. Rito era filho único de uma família de cachorros, onde seus pais eram grandes empresários, então ele vivia sempre do bom e do melhor. O seu quarto mesmo era bem maior que aquilo. Ele soltou um suspiro e se jogou na cama do mesmo jeito que estava. Ficou com os braços atrás da cabeça, deitado de barriga para cima olhando pro teto. Estava pensando em como ia ser um saco estudar naquela escola. Porém era preciso, já que o seu objetivo era conseguir se tornar poderoso o mais rápido possível para sair da casa dos seus pais. Apesar de rico, ele era muito infeliz. Seus pais não davam atenção para ele, e pelo contrario, sempre foram muito rígidos e não o deixavam fazer nada. Seu mau humor tinha uma explicação.

Depois de guardar todos os pertences, Kurt voltou a forma humana, vestiu as roupas e saiu do quarto. Todo começo de ano era assim. Ele desceu até o térreo e deixou o prédio, indo para a parte noroeste da escola. Agora as pessoas já teriam passado por lá, ele estava acostumado a fazer isso. Chegando ao criadouro de animais, ele cumprimentou os funcionários e continuou andando. Todos já sabiam que ele visitava os animais, fazia isso por 13 anos, desde que chegara naquela escola. A floresta cercada era o que o fazia relaxar, pois era parecida com seu habitat natural. Ele se despiu, em algum lugar que ninguém poderia vê-lo sem roupas e começou a se transformar novamente. mas dessa vez, não ficou na forma semi-humana. Ele voltou a sua forma original, a forma em que veio ao mundo, um unicórnio alado.

Com um longo suspiro o jovem do undercut fechou os olhos e permaneceu imóvel. Ele teria 5 longos anos ali naquele quarto e naquela instituição... "Espero que esse inferno acabe logo...." Pensou com uma expressão irritada. Depois disso, deitou-se de lado para pegar no sono. Mal sabia ele que aqueles 5 anos seriam muito bem aproveitados....