Notas iniciais
Heeyyy! Esse cap. ficou pequeno também. Desculpa! :( Mas é que tinha muitas coisa sobre a vida da Mô que ainda precisavam ser entendidas! A partir de agora, vão ser maiores. Okay, já chega de blá blá blá. Boa leitura!

—Já estou indo Lara!- grito para minha empregada/babá/segunda mãe – Espere um pouco!

Fiquei tanto tempo pensando na súbita loucura dos meus pais e nas prováveis consequências disso, que acabei me esquecendo do que estava fazendo. Oh, droga, é hora de ir. Aliás, passou da hora.

Ignoro o estado lamentável no qual eu me encontro, e vou me arrumar. Escovo meus dentes e caminho até o box. Tomo um banho “The Flash” e vou para o meu quarto, praticamente seca. Procuro algo para vestir,(Na: Não não, vai pelada) e acabo me decidindo por uma calça jeans larga; uma blusa rosa, normal; jogo um casaco preto qualquer por cima e calço um par de tênis esportivos rosas.

Faço um coque alto habitual nos meus cabelos, e me maquio rapidamente, apenas para disfarçar a óbvia expressão de quem não dormiu quase nada. Pego minha mochila e me olho no espelho. Droga, isso está um lixo. Ignoro isso também e desço as escadas correndo. Estou atrasada. Ótimo jeito de começar Mônica. Minha mãe e meu pai estão tomando café da manhã em silêncio.

—Bom dia pai, bom dia mãe. — digo me sentando na mesa -

—Bom dia minha filha! — meu pai diz com seu melhor sorriso – Animada?

—Muito! — respondo irônica -

—Escute uma coisa Mônica, acho bom melhorar essa cara. — minha mãe diz me olhando séria. Estava demorando. . . — Somos importantes nessa cidade. Quero que se arrume melhor, não se acanhe, e seja simpática. Faça amigos, arrume um namorado… Seja… Como se diz mesmo?… Seja a garota mais popular do colégio! — ela conclui,com um sorrisinho superior. -

Meu pai e minha mãe eram os médicos mais importantes de Nova Jersey. Tinham as cirurgias mais bem sucedidas. Mesmo assim minha mãe não me cobrava tanto. Até meu pai receber uma proposta para ser o diretor/cirurgião-chefe, do maior hospital de Forx. Então minha mãe parou de trabalhar, e assumiu o posto de “dondoca casada com gente importante”. Ela é minha mãe. E eu á amo muito. Mas nos últimos tempos eu não reconheço aquela mulher alegre, guerreira e interessante que me criou. Se tornou uma mulher vazia, fútil, me dói vê-la assim. Eu me esforço para não reclamar, mas as vezes é impossível. Tipo agora.- Eu quero que você seja vista por todas como…

—Namorado?! Faça-me o favor mãe. Não quero ser popular, não quero ser fútil e vazia como… — ela cerrou os olhos – como… as outras. Eu me sinto bem do jeito que eu visto. Mas não se preocupe, eu SOU simpática. Agora será que dá pra me passar o suco?! -

—Nossa, quanta simpatia. — ela disse irônica , e me passando o suco – Não coma muito, eu quero você… -

—Chega Marta! — meu pai interrompeu – ela pode comer o quanto quiser, está linda! — eu sorri verdadeiramente. Como amo meu pai. — E filha, não se preocupe com o que os outros vão pensar, seja você mesma. — minha mãe olha feio pro meu pai – Agora vá. Você está atrasada. -

Estou mesmo, acabei me esquecendo.

—Claro pai. Obrigado. Eu vou ser eu mesma – disse olhando- os com uma falsa confiança – Estou indo. — me levantei e peguei minha mochila. — Tchau pai, tchau mãe! Amo vocês! -

Não esperei a resposta e segui meu caminho. Entrei no meu Conversivel branco (Que eu tenho por livre e espontânea pressão ). Coloquei Sorry do Justin Bieber para tocar. Amo essa música com todas as minhas forças. (Na: Quem não ama?! ~ lê vomitando arco-íris ~ ♥)Coloco meu cinto e respiro fundo. Vamos lá.

—Vai dar tudo certo… — digo baixo pra mim mesma -

Notas finais
Acho que deu pra perceber que a mãe da Mô é um pé no saco. Hahahaha É só isso por hoje! BJO