Liga da Justiça - The Kids
10 Capítulo 10
Os olhos de Todd perderam o foco por um tempo, mas logo ele voltou para a realidade, para Claire.
Ele se afastou, olhando-a no fundo dos olhos, tentando juntar as peças, tentando compreender.
Claire esperava ansiosa que ele dissesse alguma coisa, qualquer coisa, não importava, mas Todd continuava calado. Ele abriu a boca e Claire ficou ereta, Todd fechou-a. Abriu a boca novamente e quando ia fechar de novo Claire disse nervosa:
– Diz alguma coisa logo.
Todd pareceu triste e desviou o olhar.
– Você só precisava dizer que não queria mais sair comigo. Não precisava inventar nada.
Claire riu.
– O que? – Ela perguntou. Claire balançou a cabeça. – Não. Todd, eu não estou mentindo. Eu sou do futuro. De 2035.
– Prove.
Claire ficou sem palavras, procurou em sua cabeça qualquer coisa que pudesse servir como prova, mas só conseguiu pensar nisso:
– Você acreditaria na palavra de alguém importante?
Todd não respondeu, mas ela sabia que sim. Pegou seu bip do bolso de trás e enviou uma mensagem, pedindo um teletransporte para duas pessoas. Ela segurou as mãos de Todd, que a olhou confuso.
Todd sentiu uma sensação estranha, como se estivesse caindo e, de repente, a paisagem ao seu redor começou a mudar, menos Claire, ela ainda estava ali.
E então eles estavam na Torre na Liga.
Todd olhou tudo alarmado, sem conseguir pronunciar uma palavra. Ele ouviu Claire agradecendo a uma pessoa e depois ela o puxou por um corredor, onde ele viu todos os heróis que ele via na televisão, em carne e osso. Claire abriu uma porta e Todd quase caiu para trás quando viu Superman. Ele tentou parar de andar, mas Claire era mais forte e continuou puxando-o. Ela deu uns tapinhas na costa de Clark, fazendo com ele se virasse para ela. Claire disse:
– Tio, diz pra ele que eu sou do futuro mesmo.
Ele olhou de Claire para Todd confuso.
– Ela é do futuro mesmo.
Claire deu um sorriso vitorioso para Todd, que estava sem palavras.
– Obrigada. Vamos, Todd, precisamos conversar.
–***-***-***-
– Então, Sam, o que você vai querer? – Perguntou Diana.
Samantha levantou seus olhos azuis para a mãe e depois para o cardápio de novo.
– Sei lá. Qualquer coisa.
E jogou o cardápio em cima da mesa. Diana suspirou.
– Diana?
Diana e Sam olharam para o dono da voz. Matt estava sorrindo abertamente para a mulher.
Sem querer, Samantha sorriu. Era tão bom poder ver um rosto familiar, alguém que não estivesse com raiva dela, ou afim de seu tio Bruce.
– Oi, Matt.
– Você teve coragem de voltar de aqui. – Ele riu. – Só por isso, eu mesmo vou cozinhar para você. – Ele olhou para a adolescente, parecendo finalmente perceber sua presença ali. – Desculpe, para vocês. Já escolheram?
Diana iria responder, mas Sam falou primeiro:
– Confiamos em você.
Diana olhou para a menina, sem acreditar que ela havia falado com alguém naquele tom de voz e com aquele sorriso.
Deve ser ele, ela pensou. Matt Holking. Diana lembrou-se da primeira vez em que eles haviam conversado com os jovens do futuro e lembrou-se que foi isso que Sam respondeu quando perguntaram pelo nome de seu pai. Matt Holking.
Diana olhou para Sam e depois para Matt, sorriu para si mesma e concordou com Samantha:
– Confiamos em você.
–***-***-***-
Helena fazia sua corrida pelo jardim da mansão Wayne sem perceber que estava sendo observada por Selina.
Selina estava brigada com Bruce porque ele não a deixava treinar, achava que seria esforço demais para alguém que tinha tido um bebê, até parece que ele não conhecia Selina Kyle.
De uns dias para cá, ela começou a se perguntar quem era Helena e por que diabos ela estava ali, e por que ela se parecia tanto com Bruce. Apesar do “mistério” em torno da garota, Selina não conseguia não gostar dela. Era simplesmente natural gostar de Helena e confiar nela.
Helena passou estava chegando perto de onde Selina estava e ainda não tinha visto ela. Selina decidiu pregar um a peça na jovem. Ela iria pular na frente de Helena, esperando que ela se assustasse e, quem sabe, até caísse.
Mas quando Selina pulou, com os braços tentando segurar os ombros da jovem, Helena curvou-se para trás, em uma posição no mínimo desconfortável para outras pessoas, ela voltou ao normal rápido demais e foi ela quem segurou os braços de Selina, jogando-a no chão, ficando por cima dela.
Selina ria.
– Ei, calma.
Quando percebeu quem era, Helena relaxou e saiu de cima da mãe, ajudando-a a se levantar.
– Puxa vida. – Disse Selina, arrumando o cabelo. – Você é contorcionista?
Helena riu nervosamente.
– Minha mãe não me deixou perder minha flexibilidade de criança.
Selina apontou para Helena balançando o indicador, em um sinal de que ela concordava.
– Muito sábia sua mãe.
Helena riu, dessa vez com humor.
– Aliás. – Disse Selina. – Quem são seus pais?
Helena pensou em inventar uma desculpa qualquer, mas ela conhecia sua mãe. Para perguntar, aquilo deveria estar matando ela e se Helena não respondesse a verdade, Selina iria mexer sue pauzinhos para descobrir.
– Bruce e Selina Wayne.
Selina sorriu, lembrando-se do bebê que estava com Alfred lá em cima. Ela olhou para Helena.
– Eu deveria ter imaginado. Sabe de uma coisa, eu imaginei.
Ela riu e Helena a acompanhou.
–***-***-***-
Jack e Wally jogavam um jogo no Wii. Uma das poucas coisas que eles faziam juntos, tanto no passado quanto no presente.
Eles se mostravam alegres e competitivos e faziam de tudo para ganhar um do outro. Jack já havia ganhado três vezes e em todas as três vezes, Wally alegou que ele estava roubando.
– Então. – Disse Jack, de repente, sem desviar os olhos da televisão. – Como vão as coisas com a minha mãe?
Wally também respondeu sem olhar para o filho:
– Vão bem.
Ele olhou por uns instantes para Jack, o suficiente para ele marcar um ponto. Jack comemorou, Wally reclamou. O jogo continuou como antes.
– E você e a filha da Shayera? – Wally perguntou.
– O que?
Jack parou de jogar com a pergunta repentina e foi a vez de Wally marcar um ponto. Jack voltou a jogar.
– A Claire?
– Uhum.
Jack riu.
– Não, não. Claire minha amiga. Quem gosta dela o Jason, mas ele não fala nada. Mas eu sei que ela sabe disso.
– O filho do Superman? – Perguntou Wally surpreso, Jack concordou com a cabeça. – Quem iria imaginar.
Jack deu um salto e disse jogando-se no sofá:
– Ganhei.
–***-***-***-
– Você pode me mandar para casa?
Era a primeira vez que Todd falava desde a conversa deles com Clark, e Claire, claro, se sentiu desapontada. Tentando engolir o bolo que se formava em sua garganta, ela apenas assentiu fracamente.
Depois que Todd foi teletransportado, Claire ficou passeando pelos corredores da Torre, já estava quase indo embora quando esbarrou com Jason.
– Ah, Jay, desculpe.
– Não, tudo bem.
Jason sorriu para ela, mas Claire não correspondeu. Ele tocou seu rosto delicadamente.
– Ei, tudo bem, Claire? Aconteceu alguma coisa?
Ela negou com a cabeça.
– Nada. – Ela disse. – É só... Bem, é só tudo.
Jason concordou.
– É, eu sei. – Seu rosto se iluminou com um sorriso de orelha a orelha. – Por que não vamos a uma festa? Isso sempre te anima.
Claire riu sem humor.
– São duas horas da tarde, Jase.
– Ninguém sabe que horas são dentro de uma boate.
Claire riu e Jason tinha ganhado o dia.
Ela acabou concordando com ele e os dois foram para uma boate que, apesar do horário, estava lotada. Jason pagou todas as bebidas que ela tomou. No primeiro drinque, Claire ainda estava tristinha, no terceiro começou a balançar no ritmo da música em sua cadeira. Ela não percebeu o tempo e os drinques passando. Quando viu, já estava na pista, dançando como uma louca ao lado de Jason.
Ele ficava cada vez mais perto dela, até ter suas mãos em seu quadril, puxando-a para mais perto de si, até que seu corpo se encaixou perfeitamente ao dela. Jason teve vontade de beijá-la. Ele sabia que ela não estava bêbada, era preciso muito mais para derrubar Claire Stewart, estava apenas alegrinha.
Ela virou-se de costas e continuou rebolando. Jason beijou seus cabelos meio avermelhados com delicadeza. Ela virou-se novamente, encarando-o. Sem agüentar mais, Jay curvou-se e selou seus lábios nos dela. O beijo foi se tornando mais intenso e Jason puxou-a para longe da multidão de adolescentes que não tinham nada para fazer, levando-a até o banheiro mais próximo.
Ele trancou a porta e logo voltou a beijá-la, agora com mais fervor, mais desejo. Jason colocou Claire sentada em cima da pia, as pernas dela estavam ao redor do quadril dele. As mãos dela foram para os botões da camisa azul que Jason vestia, desabotoando-os rapidamente e retirando a camisa, ela já tinha uma certa prática com aquilo. Jason soltou seus lábios, beijando seu queixo, seu maxilar, seu pescoço até chegar ao ombro, onde deu pequenas mordidas. Claire soltou um gemido de prazer.
Ele fez o mesmo trajeto de volta aos seus lábios e quando ele a beijou, Claire teve vontade que fosse Todd ali, não Jason.
Com as mãos em seu peito nu, ela o empurrou com delicadeza mais firmemente para longe de si.
– O que foi? – Jason perguntou.
– Não posso fazer isso.
Jason riu.
– Por que não? Quero dizer, não é como se não tivéssemos feito isso antes.
Claire arrumou a blusa, colocou as mãos nos ombros de Jason e fixou seus pés no chão.
– Por que não, Claire? – Perguntou Jason de novo.
Ela o fitou profundamente.
– Porque... – Claire parou, pensando sobre o que ela iria falar. Tudo estava tão confuso agora. Mas tudo ia melhorar, ela tinha que fazer tudo melhorar e, para começar, ela iria admitir o que estava sentindo por aquele nerd, mesmo o conhecendo por tão pouco tempo; não era como Jason, que ela conhecia a sua vida toda. – Porque eu estou apaixonada por outro cara.
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