Lifetime

7 Capítulo Sete


Notas iniciais
YAY!
Dobradinha...espero que gostem! *_*

Sherlock olhou em direção da sala onde avistou Sra. Hudson, Mycroft, Molly, Lestrade e Mike e isso o fez suspirar.

- Tem certeza de que isso é necessário? – perguntou enquanto observava John arrumar uma bandeja com sucos.

- Será rápido. Eu prometo. E nós merecemos isso...Amélie merece.- este sorriu e se aproximando o beijou de maneira leve, porém carinhosa.

- Certo. Rápido. Lá vamos nós. – Holmes sorriu de lado enquanto os dois levavam os petiscos para os convidados.

- Então, o que nos espera desses dois, uh? Da última vez foi o casamento...e agora? – seu irmão brincou enquanto pegava um copo com suco.

- Oh, coisa boa vem aí! Vejam como os dois estão felizes...não estou certa? – Molly piscou para John, que concordou.

- Sim. Exatamente. Bem, John lida melhor com esse tipo de situação e a ideia foi toda dele...temos um anúncio importante a fazer. – Sherlock declarou parando na frente do grupo e ao lado do médico.

- Sim, bom...claro que ainda falta meus pais, minha irmã...que não puderam vir hoje e os pais de Sherlock e Mycroft que estão neste momento na Suécia à trabalho. Vocês, que estão presentes hoje e sempre conosco, são muito importantes também então fizemos questão de compartilhar esse momento. Sem mais enrolações: eu e Sherlock...Sherlock e eu seremos pais. Nós vamos adotar um bebê. – John anunciou radiante ao grupo que vibrou de alegria parabenizando aos dois.

- Como foi tudo isso? Conte-nos tudo! – Hooper pediu quase chorando de emoção.

- Como sabem, eu e John recentemente cuidamos de um caso de um casal holandês. Eles deixaram uma filha e ela chama-se Amélie e tem oito meses. – o moreno explicou enquanto todos o ouviam atentamente – John sempre quis ser pai, nunca foi um segredo. Todos me conhecem o suficiente para saber que não sou o tipo de pessoa que você imagina tendo filhos, mas tudo muda quando se conhece a pessoa certa e John é definitivamente a pessoa certa. Então, para mim será uma grande responsabilidade e novidade.

Watson sorriu para o detetive que terminou de explicar como todo o resto da história havia se desenvolvido.

- Ela é tão pequena! Vocês precisarão de muita ajuda, principalmente no começo...principalmente você, Sherlock! – o inspetor comentou.

- Mas é para isso que estamos aqui! Vou adorar vir ajudá-los...o Louis também finalmente terá uma amiga! – Molly respondeu enquanto segurava seu filho, que brincava com seus próprios pés.

- Oh, e eu não vejo a hora de segurá-la no colo! Sinto falta de meus sobrinhos que vivem no interior! Mas todos eles já são homens e mulheres agora! – Sra. Hudson completou vibrante.

- Vocês pretendem ficar aqui na Rua Baker? – Mike questionou enquanto tomava mais um gole de sua bebida.

- A princípio sim, né Sherlock? É o que podemos pagar e já estamos acostumados a tudo e a localização e o preço são ótimos. Estávamos pensando em uma pequena reforma, com a autorização da Sra. Hudson obviamente, no quarto de hóspedes. Montaremos o quarto dela lá...já estou pesquisando o material e o que devemos comprar.

- E muita coisa terá que mudar por aqui também. Sherlock não conseguirá tornar esse local o seu laboratório para fazer seus experimentos e ter um berçário com mamadeiras e fraldas. – Mycroft brincou.

- Oh, nunca me subestime. Teremos espaço para as duas coisas. – Sherlock respondeu fazendo todos rirem.

- Mas tudo isso, por mais palpável que pareça, é só um sonho. Um plano nosso. E ele entrará em ação na segunda feira quando eu e Sherlock formos até o Juizado Nacional para termos nossa primeira entrevista. – o loiro disse.

- Temos já um advogado e sabemos que queremos Amélie. Mas o processo poderá ser muito lento e quem sabe levar anos. Precisaremos da ajuda de vocês, que provavelmente serão chamados para serem entrevistados também. – Sherlock completou.

- Temos a questão da profissão que é levada em conta e apesar de estamos no século vinte e um, as pessoas ainda são muito ignorantes e preconceituosas, então estamos preparados para o que possa vir, mas mais do que isso estamos otimistas. Conversei através do meu blog com pais que adotaram e eles disseram que o que é levado em consideração é a relação, a estabilidade do casal e isso, ainda bem, é incontestável no nosso caso.

- Nós esperamos do fundo do coração que vocês consigam a guarda da pequena. O quanto antes. Vocês serão pais maravilhosos. – Greg comentou fazendo um brinde aos dois.

O restante da noite passou depressa com todos conversando muito sobre paternidade e sobre a mais nova integrante que viria.

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Sherlock conversava com Mike a Sra. Hudson nas escadas enquanto John resolveu colocar uma blusa. Ao entrar no quarto encontrou Molly fazendo seu filho dormir.

- Oh, desculpe...- o médico sussurrou.

- Sem problemas...ele estava chatinho. Mas finalmente dormiu.

Sentando-se perto dos dois ele sorriu para a amiga que o abraçou.

- Parabéns, John. Foi uma linda decisão. Ser pai é algo estupendo e assustador...você vai adorar!

- Obrigado. Obrigado por tudo. Nós dois precisaremos muito de sua ajuda. Sério. Sei de algumas coisas e Sherlock provavelmente sabe tudo, mas só em teoria, então...

- Não se preocupe. Estarei aqui...Greg, Sra. Hudson...todos nós.

Watson então ajeitou a touca de Louis que dormia tranquilamente e após um tempo disse:

- Você mudou muito depois que se tornou mãe?

- Oh, eu não acredito que seja mudança a palavra certa. Quero dizer, mudanças físicas e biológicas são óbvias, mas eu acho que se tornar mãe...ou pai está além disso, sabe? Você começa a ver as coisas de maneira ampliada. É como se você nunca tivesse realmente sentido, vivido antes...eu virei uma porção de sentimentos ambulantes e à flor da pele. Você arriscaria tudo o que tem por aquele que nem ao menos sabe dizer ainda seu nome.

- Eu não vejo a hora da Amélie estar conosco. – John sorriu.

- Ela estará. Confie. Dará tudo certo.

Neste momento Mycroft bateu na porta e anunciou que por conta de um compromisso, precisava ir e perguntou se ele não poderia acompanhá-lo.

- Claro...já venho, Molly.

- Sem problemas! – Hooper respondeu enquanto os dois seguiam em direção do corredor.

Ao descerem as escadas, Watson abriu a porta e viu que um Mercedez Benz cor preta o aguardava.

- Oh, as coisas vão muito bem no trabalho aparentemente...obrigado por vir. – o médico brincou.

- Eu que agradeço o convite. John, existe algo que eu quero lhe falar, porque alguém terá que fazê-lo. Eu admiro muito vocês pela decisão, mas espero que saibam realmente o que esperam. O processo pode demorar ainda mais do que o esperado e no final da conta eles podem recusar ou até mesmo a família pode mudar de ideia e pedir a guarda de volta...não será fácil. Nunca é.

- Eu sei. Nós já conversamos sobre isso...o que pode nos impedir é a nossa profissão, mas temos que tentar. E com Sherlock ao meu lado...eu sinto que posso tudo.

Mycroft observou John antes de sorrir de lado e dizer:

- Já que estamos sentimentais hoje, eu preciso comentar que acho surpreendente o que construíram juntos. Você e o meu irmão. Antes de vocês se conhecerem, Sherlock era exatamente o tipo de pessoa que jamais se envolveria, se casaria e sequer teria filhos. E agora, com tudo isso...ele é uma pessoa melhor e você, cunhadinho, é o causador de tudo isso.

- Obrigado, Mycroft. Isso foi mesmo muito legal da sua parte. Antes tarde do que nunca, não? – John respondeu sorrindo.

- É, e nós dois sabemos o quanto Sherlock é um pé no saco...

- Mas ele é sempre perfeitamente amável no final. É que o mundo é que não sabe disso. Sorte à minha.

- Certo...certo. Eu queria lhe oferecer, se você não se importar, a minha ajuda.

- Ajuda? Como? – Watson perguntou curioso.

- Bem, assim como o meu irmão nunca fui bom com crianças, mas...bem, eu tenho contatos no Juizado e conheço advogados muito influentes lá. Posso acelerar as coisas, posso fazer com que elas realmente aconteçam, se concretizem...um risco que vocês correm se não quiserem que eu interfira. Não quero parecer arrogante e entenderei se você não aceitar, já que é sempre tão correto. E não ofereço ajuda diretamente ao Sherlock, porque ou ele vai pensar que estou demonstrando sentimentos ou que eu estou tramando algo contra, Sherly sabe ser dramático.

John sorriu. Era impressionante como Mycroft e Sherlock eram tipicamente britânicos quando o assunto era demonstrar sentimentos fraternos.

- É, eu sei como é e Mycroft, por mais que eu seja certinho...eu vou aceitar sim sua ajuda. Muito obrigado...- o loiro respondeu abraçando o Holmes mais velho que apesar de surpreso, correspondeu ao ato com um sorriso.

- Certo. Fico feliz em ajudar, apesar de não parecer eu me preocupo demais com ele, com vocês. Bem, entrarei em contato com vocês em breve. Boa noite. Até mais.

- Boa noite. E mais uma vez: muito obrigado.

Trocando um sorriso então Mycroft entrou no carro que acelerou rápido, sumindo assim que virou a primeira esquina.