Lifetime
5 Capítulo Cinco
Sherlock olhou para as fotos espalhadas na mesa. Nelas havia o corpo estendido. Homem, de trinta anos. Solteiro. Jornalista. Ele encarou Lestrade e John que o observavam sem quase ao menos respirar.
– Parece caso de asfixia. Nada de mais. – Anderson comentou baixinho do canto, mas logo se calou ao ver o olhar do moreno fuzilá-lo.
– Nada de mais? Em que ano da faculdade você está? É óbvio que ele foi morto e depois colocaram fogo no escritório, criminalmente. Veem? Marca de tinta de máquina de impressão. Ainda recente. Ele trabalhava tarde da noite quando tudo aconteceu. Maxwell era um jornalista político e provavelmente ele foi morto por saber demais. – respondeu.
– Atualmente ele cuidava de uma matéria sobre os últimos escândalos na Casa Branca. Mas quem se importa...ele fazia parte de um tablóide. Ninguém liga para eles! – Greg respondeu.
– Sim, desde que o próprio não faça parte do escândalo também. Em sua casa havia livros e mais livros sobre a história da política americana e seus presidentes. Qual jornalista de um mero tablóide levaria seu trabalho tão a sério, sua profissão tão a fundo? Ele esteve em Washington a um mês atrás e entrou no país como se estivesse passando férias, mas não há nenhum registro disto.
– Nem em hotéis, empresas para locações de veículos, locais turísticos ou em redes sociais. Ninguém sabe de nada, por um mês ele ficou nos EUA e ninguém sabe, nem parentes, o que ele andou fazendo por lá. – Watson completou.
– Então, podemos presumir que uma das partes provavelmente foi traída. Maxwell pode ter visto que o sonho americano não é assim tão bom ou os americanos desconfiaram dele, por ser britânico e resolveram matá-lo. Isso é um crime político muito disfarçado. A autópsia confirmará a causa da morte. – o detetive concluiu.
Anderson saiu apressadamente de sua própria sala enquanto Greg agradecia e fazia mais uma de suas milhares de ligações para seus contatos.
– Uau. – John sorriu enquanto os dois se encaravam agora.
– Não vai dizer “Bom trabalho, Sherlock”? – este provocou.
– Oh, não...porque desta vez foi um ótimo trabalho. Tanto que eu até deixarei você usar aquele chicote hoje. – Watson piscou charmosamente.
– Não diga algo que não possa cumprir, John.
– Não estou...estou pensando em usá-lo também, na verdade. – este provocou de volta levantando uma sobrancelha.
Os dois trocaram um sorriso e então John fez o sinal, olhando para o relógio e saindo da sala.
– Obrigado, Sherlock. Por enquanto vamos deixar em standy by. É complicado. Eu tenho a plena certeza que você está certo, mas quando entra políticos no meio...
– Estamos pisando em terreno perigoso. – Sherlock respondeu pensando que deveria ir atrás do loiro.
– É...exatamente! Ah, tenho novidades sobre o caso do casal holandês. Depois de uma semana finalmente temos o laudo...
– Eu já sei do que eles morreram, Lestrade. – Sherlock respondeu sem paciência enquanto deixava seu celular no silencioso.
– Não, não é só isso...essa história ainda tem muito chão! Mas eu queria falar com você e com o John em particular daqui vinte minutos na minha sala...pode ser?
– Vinte minutos? Que tal meia hora?
– Meia hora? Oh, claro. Até logo! Obrigado de novo!
Sherlock forçou um sorriso e esperou o inspetor sair para poder sair também e seguir para o terceiro andar, seguindo pelo corredor, e abrindo a porta do armário de limpeza abandonado do lado direito. Tal local não era tão abandonado assim já que John e Sherlock usavam para “aliviar a tensão” do dia a dia.
– John. – sussurrou após tatear a luz e ver que esta não funcionava deixando o pequeno cômodo completamente escuro.
– Shh...ou vão pegar a gente! – este gargalhou abraçando-o por trás, puxando-o com força enquanto batia a porta com força.
O moreno então procurou pelos lábios do médico no escuro que o beijou de uma maneira urgente, mordendo com força seu lábio inferior fazendo-o resmungar.
– Te assustei? – John riu no escuro após Sherlock jogá-lo contra a parede quase fazendo o armário com vassouras cair.
– Não temos tempo para conversas, John. – a voz deste soou mais grave do que o normal no e isso fez um arrepio subir pelo corpo de Watson. Sentindo a língua de Sherlock descendo por seu pescoço, começou a tirar seu cinto enquanto sua respiração começava a pesar.
Beijaram-se mais algumas vezes, seus corpos se colados enquanto Holmes tirava a jaqueta jogando-a no chão, desabotoando sua camisa xadrez agora.
– Oh...meu Deus...Sherlock! — Watson gemeu ao sentir agora a língua dele descer pelo seu tórax, estômago, sua boca abocanhando-o por cima da calça quase aberta.
– Eu ainda nem comecei, Doutor. – o moreno provocou.
Os dedos do médico se embaralharam nos cachos de Holmes com força quando este começou a chupá-lo de maneira ágil e impiedosa.
– OH! SHER...- John gemeu ainda mais alto quando de repente seu celular começou a tocar muito alto.
– Oh. Ótimo...você não desligou seu celular! Quantas vezes já falamos sobre isso, John? A administração fica a duas salas daqui! Podem nos pegar! – Holmes reclamou.
– Desculpe-me! Eu esqueci completamente...para só um pouquinho, por favor! É a Molly! Sherlock...nem com as mãos! É sério! Alô?
– Ah, oi...John! Pode falar! ?
– C-claro...claro que sim...pode falar! – John respondeu ouvindo um resmungo de Sherlock que já estava de pé perto dele encarando-o, através da luz fraca do celular.
– Oh...você estava correndo? Está sem fôlego!
– Ah...não! Eu estou no trabalho, aqui está uma loucura hoje. Pode falar!
– Certo...hoje eu e o Greg temos um chá para ir e gostaríamos de saber se é possível deixarmos o Louis com vocês, se não tiver problema.
– Claro que não! Qual horário?
– Às 17hs...chegaremos lá um pouquinho atrasado mas é melhor do que não ir né? Ah, da última vez a mamadeira de suco ficou lá né?
– A-aquela menorzinha? Sim...ficou lá...ficou lá sim...ficou sim. – Watson respondeu tentando manter a voz calma e falhando já que Sherlock voltara a beijar seu pescoço, mordiscando-o de leve.
– Ah, ótimo! Achei que tivesse deixado cair em algum lugar! Bom, as cinco eu e o bebê aparecemos por lá então! Um beijo, viu...mande um beijo pro Sherlock. – Hooper respondeu.
– Mando sim...pode deixar! A-até mais! – John desligou jogando seu celular no chão e agarrando Holmes pela gola da camisa e beijando-o enquanto se abraçavam.
– John, temos que ir. Lestrade nos aguarda. Quer falar sobre o caso do casal holandês. – Sherlock disse após se separarem para respirarem, pegando seu celular, iluminando o local.
– Que casal holandês? Oh. Claro. Precisa ser agora? Estávamos...
– Na verdade precisa ser daqui quinze minutos na sala dele. Sim, estávamos, mas você e a Molly estragaram. Até lá, John. Saia bem depois de mim.
– Mas e eu?
– Só à noite. Se você quiser mesmo o chicote. – o moreno respondeu ajeitando seu paletó e cabelos, saindo e deixando-o no escuro novamente.
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