Lifetime

20 Capitulo Vinte


Notas iniciais
Sim, eu sumi. T.T E sou culpada por isso. Mas culpem também à Season 3 de Sherlock que me deixou com tantos feeels para absorver que fiquei até impossibilitada de escrever qualquer coisa Johnlock desde então. Espero que nesta última dobradinha, nesses dois capítulos finais eu possa me redimir de alguma forma. Eu espero que vocês amem. Eu espero que tenha valido a pena ter chegado até aqui comigo. =) Muito obrigada por terem esperado. Vocês são fucking awesomes.

Três dias depois...

Sherlock e John entraram em seu apartamento na Rua Baker e o moreno não pode deixar de sorrir enquanto o médico o abraçava agora muito forte.

– Eu nem posso acreditar que estou de volta. – disse enquanto sentava-se cuidadosamente na sua poltrona, com o loiro ao seu lado de joelhos.

– Parece um sonho, mas é a nossa vida. E é assim que ela deve ser e será a partir de hoje.

Os dois então trocaram um olhar demorado e Sherlock se inclinou, beijando-o de maneira apaixonada.

– Como está seu braço? Posso ver? – perguntou.

– Claro... – John respondeu tirando cuidadosamente sua camisa xadrez e mostrando seu ombro esquerdo, com uma pequena marca onde o tiro havia pegado de raspão.

– Eu ainda não acredito que você me achou e me salvou, doutor. – Sherlock respondeu enquanto passava seus dedos delicadamente na cicatriz.

– Isso só foi possível graças às suas anotações, à minha completa desconfiança com relação ao Adam, mas principalmente ao Mycroft. Eu nunca teria chegado a tempo se não fosse seu irmão, se ele não fosse quem ele é.

– Eu sei. Ele é brilhante. – Sherlock respondeu enquanto os dois se olhavam agora.

– Se sente melhor?

– Eu? Me sinto perfeitamente bem.

– A Molly trará a Amy só a noite...- John deu um meio sorriso se encaixando no meio das pernas do detetive.

– Como ela está?

– Com saudades de você. Eu estou com saudade de você...

John então o puxou, beijando-o com vontade, enquanto se abraçavam. Sherlock terminou de tirar sua camisa enquanto o loiro acariciava seus cabelos, seu pescoço.

Watson então mordeu seu lábio inferior, enquanto abria a camisa azul escuro do moreno que tentava tomar fôlego.

Sherlock o abraçou forte, sentindo a língua dele em sua orelha, seu pescoço, seu ombro. Trocando um olhar, eles sorriram e se deitaram no tapete da sala.

– O médico disse que devido à queda eu não posso fazer grandes esforços, John. – sorriu sentindo a mão deste deslizar para dentro de sua calça.

– Eu sou seu médico e sei o que estou fazendo.

– Certo, você está certo. Então, faça o que quiser...- respondeu fazendo os dois sorrirem novamente.

– Eu te amo...

– Eu te amo, John. – este respondeu puxando-o para mais um longo beijo.

– Desculpe por ter duvidado por um segundo do que temos. Eu realmente sinto muito, Sherlock...eu...

– Esse era o plano. Agora...apenas me mostre o quanto sentiu a minha falta. – Holmes respondeu beijando-o mais uma vez.

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Após algumas horas, os dois ainda estavam deitados no chão da sala, encarando o teto da sala de maneira distraída.

– Você está bem mesmo? Digo, com relação ao Adam...- Sherlock cortou o silêncio.

– Eu tento estar. Penso a todo instante que foi legítima defesa, e ele tinha tentado me matar primeiro, então...eu acho que com alguns anos de terapia eu conseguirei aceitar isso... – John disse meio sorrindo, mas o moreno podia ver que isso mexia com ele.

– Sim. Ele era uma pessoa muito má, John. Da pior espécie. Homens como ele são responsáveis por coisas horríveis, que vemos todos os dias em nossos casos...ele me mataria se pudesse. Ele matou os pais da Amy.

– Sim, completamente doente...e esse é o meu maior motivo de ter a certeza de que fiz o certo...o seu irmão hoje me disse que o James Moriarty não resistiu aos ferimentos da queda.

– De fato. Hemorragia. Fiquei sabendo assim que o meu médico me deu alta.

Os dois então se abraçaram ainda mais, e John sussurrou:

– Eu posso suportar tudo. Tudo, Sherlock. Desde que você esteja comigo. Quando o seu irmão descobriu que Moriarty estava por trás de tudo, por trás até mesmo do roubo do quadro e do caso dos pais biológicos da Amy, eu me desesperei...mas você tinha feito anotações dos lugares possíveis para onde o ladrão havia escondido o quadro e isso foi o que te salvou, principalmente.

– Acredite, isso não foi premeditado.

– Mas foi genial. E brilhante. Como sempre.

– Se você não me conhecesse o suficiente e soubesse do quanto eu jamais faria o que estava fazendo, não adiantaria nada.

– É, isto é certo. Mas eu fiquei tão cego de ciúmes no começo. Eu perdi a noção de tudo. Mas daí eu me lembrei de tudo que passamos e de tudo que queremos ainda viver juntos. E do que você disse para mim antes de eu sair do quarto...

– Nosso código secreto...- Sherlock sorriu.

– Sim. Eu ainda mal posso acreditar que você se arriscou, colocou sua vida em jogo...mesmo sem que ninguém soubesse, para nos salvar.

– Um tanto heroico de minha parte é verdade. Mas eu não hesitei nenhum instante, John. Eu jamais permitiria que algo acontecesse com você ou com a Am.

– Um tanto quanto tolo também. E de repente eu me peguei revivendo tudo. Absolutamente tudo. Você sempre demonstrou que amava, Sherlock. Sempre. De um jeito seu. Torto. Inusitado. Lembra quando nos conhecemos?

– No laboratório da faculdade... — Sherlock sorriu.

– Sim. Não demorou uma semana até que eu te considerasse a pessoa mais incrível que eu havia conhecido. Você me salvando daquela poça, me emprestando dinheiro para comprar meus materiais que haviam caído e quando eu quis devolver você não deixou. Desde aquela época você é assim. Demonstra com atos, com o seu olhar. Eu não poderia desejar mais. E quando tivemos nossas diferenças e nos separamos...meu Deus. Eu morria por dentro toda vez que via que você morria também com a nossa distância. E mesmo sem te reconhecer eu sabia que tudo o que eu fizesse me levaria a você...tudo. Depois, nosso casamento, nossa pequena Am...eu sou o homem mais feliz desse mundo. – John sorriu acariciando o queixo do detetive que o observava – As provações que tivemos que passar só nos deixaram mais fortes. Só nos fizeram enxergar que eu fui feito para você e você para mim. Não existe absolutamente nada que não podemos enfrentar juntos e esta é a certeza mais incrível que eu poderia querer ter...e eu tenho hoje, graças a você...meu amor, meu melhor amigo. Eu te amo hoje e para sempre. Para sempre.

Sherlock então abriu um enorme sorriso, enquanto abraçava John mais uma vez, sentindo a pele do loiro contra a sua, suas roupas jogadas longe dali. A pulsação do médico elevada e somente isso o deixava maluco. Exatamente como havia sido desde a primeira vez.

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1 semana mais tarde...

Sherlock segurava Amy adormecida em seus braços enquanto John terminava de arrumar seu casaco. Iriam para um almoço na casa de Greg e Molly.

– Ficou bom? – este perguntou enquanto se encarava no espelho.

– Hm. Ainda preferia com a calça preta, mas enfim.

– Eu não achei ela.

– É evidente que você esqueceu na lavanderia. Vamos, estamos atrasados.

– Você já...

– Tirou a torta da geladeira? Sim, o táxi já deve ter chegado. Hm...

– O que foi?

– Acabei de ver aqui no celular. O quadro roubado do Van Gogh foi para o museu do pintor em Paris, assim como todos os outros. – o detetive comentou enquanto lia a matéria.

– Ótimo...e bem mais seguro também.

– De fato.

John então se aproximou e ficou na ponta dos pés beijando-o levemente o rosto de Sherlock e o da ruivinha.

– Vamos então?

– Vamos. – Sherlock respondeu guardando o celular no bolso, seguindo-o pelo corredor.