Lifetime

1 Capítulo Um


Notas iniciais
YAY!
Voltei! =)
E com a última parte dessa trilogia. Aqui vamos nós! Espero que vocês amem...primeiro capítulo de degustação.
Em breve mais novidades...um beijo e até mais!

John despreguiçou gostosamente e olhou para o relógio que marcava 06h30, trinta minutos antes deste tocar para acordá-lo.

Observou Sherlock dormindo tranquilamente e completamente sem roupas ao seu lado e isso o fez sorrir de maneira boba. O cobriu com o lençol com cuidado para que o moreno não acordasse e este apenas se virou suspirando enquanto John se lembrava do quanto a noite anterior havia sido maravilhosa.

Levantando-se foi até a janela e seu rosto foi aquecido pelo sol de domingo. A Rua Baker estava tranquila e ele pensou que seria uma boa ideia ir até o mercado comprar frutas para o café da manhã.

Sabia que Holmes não acordaria antes das 8h, como esperado e às 10h eles tinham um compromisso: irem ao batizado de Louis, filho de Molly e Greg que havia completado três meses de vida no dia anterior.

Sim, eles seriam padrinhos junto com a irmã de Lestrade e a tia de Hooper e mesmo Sherlock não possuindo crenças religiosas, os dois acabaram aceitando de muito bom grado ao convite.

Os dois não poderiam estar melhores. Completamente felizes, realizados e apaixonados, trabalhavam juntos, iam embora para casa juntos, dormiam juntos e ainda assim nos finais de semanas só queriam ficar alheios do mundo externo.

Depois do acidente do médico, da perda de memória e dos pouco mais de seis meses separados eles finalmente haviam se ajustado, se acertado. Se encontrado.

Não que não discutissem, brigassem ou discordassem, mas tudo era solucionado no mesmo momento e se caso não fosse, não havia um sexo pós briga que não os fizesse esquecer.

Não havia indícios sobre o motorista responsável pelo acidente, mas isso não os preocupava tanto já que o caso estava aos cuidados da polícia local e sua recuperação havia sido de 100%. Holmes queria prosseguir com a investigação, mas John o impediu, pois sabia que na verdade o que ele queria era vingança.

O tempo também estava curto já que agora os dois trabalhavam de maneira intensa nos casos que a polícia não conseguia desvendar e ao lado do único detetive consultor do mundo, John havia se encontrado como profissional também.

Indo até o banheiro, escovou os dentes e penteou os cabelos. Chegando à cozinha, colocou algumas torradas para fazer enquanto a chaleira fervia a água em temperatura baixa.

Colocou suas sandálias, pegou algumas notas e desceu, encontrando-se com a Sra. Hudson que conversava com a vizinha viúva recém chegada no local.

Saindo, caminhou calmamente por 300 metros e virou à esquerda e avistou uma lanchonete. Ali era o local onde anos antes ele e Sherlock havia almoçado juntos após o moreno ter lhe emprestado dinheiro para comprar materiais novos já que os seus estavam em uma poça de água gelada nas propriedades da faculdade.

O loiro sorriu ao se lembrar do fato, de Holmes ter feito tudo o que fez, ter aquecido o seu corpo com o seu próprio corpo. Eles ainda eram só amigos naquela época e talvez Sherlock não sabia o que causava nele apenas com sua presença. Foi principalmente por causa deste ato de Sherlock que fez John enxergar que não, eles jamais poderiam ser apenas bons amigos.

Indo até a padaria comprou chá que não tinha mais e aproveitou para comprar mais açúcar e um chocolate branco, favorito do detetive.

Ao retornar passou na banca comprando um exemplar do jornal de maior circulação do Reino Unido.

Assim que voltou, fechou a porta e foi até a cozinha onde fez o chá, cortou o bolo, tirou as torradas, fez um suco e preparou a mesa.

Indo até a sala, se esticou e começou a ler o jornal, esperaria Sherlock acordar para tomarem café juntos.

– Bom dia...- este disse se aproximando preguiçosamente após um tempo.

– Ah...bom dia. Acordou mais cedo, uh? – John sorriu após este se aproximar e lhe beijar no canto dos lábios e se sentar na poltrona.

– Quando você acordou, na realidade. Foi na padaria?

– Sim...nosso café está nos esperando.

– Chá, bolo, torradas e o meu chocolate, aposto. – Sherlock deu um meio sorriso.

– Do jeito que você gosta. Vamos?

– Vamos!

Os dois então se sentaram na mesa e John continuou lendo a parte de esportes e tomando calmamente sua bebida enquanto Sherlock devorava as torradas. Em um certo momento disse:

– Uau. Sherlock...você não vai acreditar...mas o quadro do Van Gogh...simplesmente desapareceu do Museu onde estava há muito tempo nesta madrugada!

– Em Amsterdã? Lá onde ficam os seus quadros mais famosos pelo menos.

– Sim, lá mesmo! O mais incrível foi como conseguiram, quero dizer, existe mais de 30 quadros lá neste museu e apenas um sumiu. E sem sinais de arrombamento ou qualquer outra pista que possa entregar o culpado!

– Qual obra foi roubada?

– “Noite estrelada sobre Rhone”...

– Que péssimo. É um dos melhores dele.

– E vale trilhões! Aqui diz que a polícia holandesa está 100% envolvida, mas que eles precisam e vão querer ajuda internacional!

– Hm. Deixe-me ver uma coisa. – Sherlock pediu e John lhe entregou a folha do jornal onde havia a notícia mais uma foto em grande destaque do local onde o quadro ficava – Esta parede. Drywall. Mas possui esse vídeo e as câmeras que circulam em cada quadro. Mas por que exatamente este quadro? Se quem furtou conseguiu pegar um...por que não pegar três? Dez? Todos!

– Uma coisa é certa, essa pessoa não vai muito longe...é o Van Gogh, pelo amor de Deus. Assim que for para o mercado, logo o identificarão.

– Sim, John. Mas você está pensando apenas no mercado legalizado. Obras de artes valiosas são furtadas e falsificadas o tempo todo e nem por isso os culpados vão presos.

– Bom, isso é mesmo...Van Gogh era, é o máximo. Foi um gênio não reconhecido em seu tempo. Espero que achem sua obra, por tudo o que ele foi...e representou para a Arte. – Watson suspirou deixando o jornal de lado e cortando um pedaço de bolo.

O restante do café foi tranquilo, mas a mente de Sherlock para variar estava inquieta, afinal de contas, por que exatamente “Noite estrelada em Rhone” ? Algo lhe dizia que era um recado e não um simples roubo muito bem planejado. Algo lhe dizia também que entender sobre a escolha do quadro lhe daria a explicação sobre isso.



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John e Sherlock tocaram a campainha e Greg logo os atendeu segurando um boneco do Backyardigans e com uma fralda de pano no ombro.

– Ah...oi gente. – sorriu dando espaço para os dois entrarem.

– Bom dia! Viemos busca-los...tudo bem? – John perguntou entrando casa adentro enquanto Sherlock pendurava seu casaco.

– Deixe-me ver: Louis não dormiu nada esta noite?

– Sim...ele quer me matar, Holmes! – Lestrade brincou.

– Estou vendo. Suas olheiras estão gritando isso, não precisa ser muito esperto para perceber.

– Molly vai dar um banho nele e depois tomar banho e daí podemos ir para a Igreja.

– Certo.

Os dois subiram as escadas e se encontraram com John, Hooper e o pequeno que encarava o loiro atentamente.

– Ah, oi Sherlock. Como está? – ela perguntou sorridente.

– Bem. Dormi oito horas. Sem interrupções. – provocou fazendo o médico sorrir.

– Ah, bom para você! Bom, vou dar um banho nesse bebê e depois vou tomar meu banho. Vamos trocar a fralda, meu amor? Vamos? — ela disse enquanto os três apenas olhavam a recém mamãe se virar muito bem em seus afazeres e deitando o pequeno na cama enquanto tirava sua fralda. – Ah...

– Meu Deus! – Greg tampou seu nariz ao ver a fralda no neném.

– Oh. Acho que vou vomitar. Quero dizer, ligar do meu celular. Me chame quando isso acabar, John! – o moreno disse saindo com ânsia do quarto, o inspetor seguindo-o.

– Eles veem corpos de cadáveres todo o tempo, mas não tem estômago o suficiente para verem a fralda do meu filho! – ela respondeu indignada fazendo Watson gargalhar enquanto a ajudava.

– Sherlock tem o estômago sensível para coisas que passariam normalmente para o restante do mundo.

– É, Greg também...eu hein! Uau...você troca fralda direitinho!

– Eu ajudava minha tia quando era adolescente. Tenho dois primos, são gêmeos...eles são uns quinze anos mais novos que eu. – explicou enquanto brincava com o bebê que sorria agora. – E eu sou médico, poxa vida. Adoro bebês...

– Você e o Sherlock podiam adotar! Hoje em dia é tão mais fácil...ainda demorado, isso é verdade! – Molly respondeu sentando-se.

– Eu sou louco para ser pai, é algo que sempre quis. Mas Sherlock não tem jeito para crianças. Quero dizer, ele é incrível e eu sou cada dia mais louco por ele, mas não poderia pedir algo desta magnitude para ele...seria egoísmo demais da minha parte. – o médico respondeu pegando o pequeno no colo com muito cuidado.

– Ah, tudo a seu tempo, John...

– É. Pode ser, talvez. Eu acho.

– Mas vocês estão super bem né? Viu como o casamento é maravilhoso? – ela brincou batendo em seu braço.

– É. Uau...a cada dia que passa. Quando eu penso que não posso mais amá-lo mais ele vem e faz ou fala algo...- o loiro suspirou.

– É. O amor é algo louco...e cego! – ela respondeu rindo.

– É mesmo! E por favor, não vai dizer nada dessa história de adoção para o Sherlock, pelo amor de Deus. Ou vai acabar sobrando até para você...ele te culpa até hoje pela história do casamento se quer saber! – este respondeu, fazendo-a rir.

Holmes que escutava a conversa do corredor, sorriu para si mesmo e desceu as escadas indo conversar com Greg na cozinha.