Lifes Surprises
1 Who is Ellie?
Notas iniciais
Meu nome é Ellie, nasci e cresci em Londres, uma cidade linda, com seus encantos e mistérios, com lugares inexplicavelmente lindos. Mas nestes últimos meses minha mãe vem falando de nos mudarmos para os EUA, ela é advogada e foi chamada para trabalhar em um grande escritório.
Meus pais nunca foram casados, na verdade eles nunca chegaram a namorar, fui um acidente na vida de ambos durante uma louca noite na faculdade. Se eu me sinto um empecilho às vezes? Claro! Mas não vou ficar me culpando por um erro que não fui eu que cometi.
Moro com a minha mãe, vejo meu pai, Leonard (um homem de expressão autoritária e enigmática, cabelos negros, olhos azuis como o oceano, alto e imponente), no máximo uma vez por mês, nós não nos damos muito bem. Ele é casado e têm três filhos, que me odeiam, me chamam de bastarda e dizem que eu só sujo o nome da família. Bem, sujar ou não o nome daquela família não faz diferença, não ligo para eles. Eles moram em New York e esse é mais um motivo para eu vê-lo tão pouco.
Minha mãe, Vivian (uma mulher sempre sorridente e feliz, com uma expressão serena, cabelos loiros naturais e olhos cor de mel, estatura mediana e um corpo de modelo), é tudo o que tenho, ela esta sempre ao meu lado e é minha melhor amiga, nós nos entendemos em tudo, digamos que ela é bem moderna. Ela tem um relacionamento nada convencional, ela e mais dois homem, John e Brad, ambos bissexuais.
Eu tenho 17 anos sou loira como minha mãe e com os olhos do meu pai, minha expressão é misteriosa, mas serena, estatura normal e sou magra. Meu namorado se chama Daniel, não tenho muitas amizades, mas as poucas são verdadeiras. Digamos que me chamam de a esquisita, antissocial e outras coisas, mas eu não ligo para o que aquelas pessoa dizem.
A história de ir para os EUA é só uma suposição da minha mãe, porque segundo ela lá a vida é mais legal, diferente do comportamento inglês, mas mesmo assim odeio aquele país, acho que é porque tudo que se fala sobre aquele país me lembra do meu... Meu... Pai.
~
Tinha acabado de chegar do colégio, estava tirando meu casaco e colocando minha bolsa no chão.
– Filha hoje se inicia a contagem regressiva para suas férias! – disse minha mãe, vindo em minha direção pronta para um abraço, estava mais animada do que eu.
– Finalmente, só de pensar que logo vou me livrar daquele colégio já me deixa alegre.
Ela me deu um abraço forte e demorado, estranhei.
– E eu tenho uma noticia para te dar...
– Hum... Eu sabia!
– Nós vamos passar suas férias na casa do seu pai! – ela disse lentamente, tomando cuidado com cada palavra que saia de sua boca.
Eu me virei e subi as escadas.
– Ell aonde você vai? Ell me responda!
Parei no meio da escada e olhei para trás.
– Vou amarrar uma corda no pescoço e me jogar da janela, porque prefiro a morte a passar as MINHAS férias na casa daquela gente, naquele país... Arght!
– Chega desse drama, me escute. – disse ela correndo atrás de mim em direção ao meu quarto.
– Pode ir falando enquanto procuro uma corda. – estava revirando meu quarto atrás de algo que pudesse servir como corda.
– Eu tenho que ir para lá por causa do trabalho e seu pai disse que nós poderíamos ficar na casa de hóspedes que tem na casa deles, então eu não vejo o por que de não ir!
– Mãe! Você sabe que eu odeio aquela gente! Eu tenho nojo de cada um deles...
– Ell não diz isso, ele é seu pai.
Larguei tudo que estava fazendo e parei diante dela.
– Pai? Pai é alguém presente na sua vida e não um cara que meteu um dia na sua mãe e deu origem a você. – disse gritando e com a raiva expressada em meus olhos.
Ela chegou perto de mim com uma cara de compreensão, pegou a minha mão e disse:
– Ell querendo ou não ele é seu pai de sangue, você tem que tentar conviver com ele, só tente conhecer ele! Você pode fazer isso por mim?
– Não acredito que você esta me pedindo isso... – disse cabisbaixa e quase cedendo.
– Olha se você não aceitar eu vou fazer cara de cachorro sem dono. – ela abriu um sorriso para descontrair a situação.
– Por você, mas tenho uma condição! – disse abrindo um sorriso maligno.
– Pode falar!
– Eu não vou conviver nem mesmo um segundo com eles, ok?
– Feito!
Nós conversamos e planejamos como seria a viagem, minha mãe iria levar seus namorados e eu podia levar alguém. Claro que seria meu namorado ou minha melhor amiga, Charlie. Andei pensando como eu faria para não ter que ver aquela família. Leonard é engenheiro e muito rico, sua família é muito metida e sempre estão nos eventos mais badalados do país, tinha certeza de que ele iria querer nos arrastar por estes lugares, minha mãe amaria, mas eu não.
~
O despertador tocou, levantei-me em direção ao banheiro, me olhei no espelho e lembrei-me dos pesadelos que tive durante a noite e todos sobre como seria minhas férias, decide tomar um banho para aliviar um pouco minha cabeça e parar de pensar neste assunto. Quando desci vi Brad sentado no sofá, ele estava desolado.
– Brad? – disse me aproximando dele e colocando minha mão em seu ombro.
– Ell? Achei que já estivesse no colégio. – ele se levantou assustado.
– Ah... Não! O que aconteceu? Cadê todo mundo?
Minha mãe conheceu John quando eu tinha apenas cinco anos, ele era um pai pra mim, me criou como se fosse sua filha de sangue, mas quando tinha doze anos minha mãe conheceu Brad e se apaixonou, achei que tudo iria acabar, cheguei a odiar Brad por um tempo, mas ambos aceitaram a situação e hoje eles são muito mais felizes que ou casais normais.
– Sua mãe esta no hospital.
– O QUE ELA TEM?
– Não é ela, é o John...
Meus olhos se encheram de lágrimas.
– Ele teve um enfarte e está no hospital agora, mas ele esta bem, foi só um susto. – ele se aproximava para me consolar.
– E quando ele volta para casa? Eu quero vê-lo. – abracei Brad e deixem as lágrimas correm por todo meu rosto.
– Ele esta na UTI e só pode sair do hospital daqui a três semanas.
Chorei mais ainda, depois de alguns minutos contive as lágrimas.
– Então não vamos mais para os EUA?
– Ele teve um enfarte e você preocupada com viagem? Vai logo para o colégio! – disse ele me soltando e me entregando minha mochila.
Vi que tinha errado em falar aquilo, então abaixei a cabeça e fui para o colégio, enxuguei as lágrimas pelo caminho. Não é que eu não me importasse com o John, eu me importo e muito, mas é que aquela viagem não saia da minha cabeça.
Cheguei ao colégio, ele é grande com quadras de todos os esportes, jardins enormes e uma estrutura maravilhosa, o que o estraga são algumas pessoas. Atravessei o jardim que ficava na entrada, todos me olhando e rindo como era de costume, fui em direção ao meu grupo de amigos.
– Ell? Alou? Você ouviu o que eu disse? – disse Peter, meu melhor amigo.
– Claro.
– O que eu disse então? – ele começou a pular que nem um louco e veio para cima de mim.
– Que você quer o Fredd na sua cama? – Fredd era o cara mais popular e bonito do colégio.
– Não disse isso sua boba... Mas pensei!
Sai andando em direção a Daniel, ele era tão lindo, um rosto marcado, olhos escuros e cabelo claro, uma voz marcante e sexy, o corpo era escultural como o de um deus grego.
– Amor!
– Ellie já disse pra não falar assim, alto e em público! – disse ele tampando minha boca e me empurrando para o lado.
– Calma Dan, não tem ninguém ouvindo. Preciso do meu namorado pra me dar um apoio! – disse indo para perto dele.
– Apoio? Eu não sou seu namorado pra te dar apoio! Sou seu namorado pra te dar uns amassos no banheiro, vestiário, quarto, sala e você entendeu.
– Nossa! Eu só queria conversar com você!
– Preciso te contar uma coisa... – ele disse olhando para baixo e com a voz baixa.
...
Notas finais
Xoxo
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