Fazia uma semana desde todo o problema Eric e Anna.

Eric foi declarado morto depois que a van explodiu do lado de fora do hospital. Tinha sido feita toda uma investigação para descobrir o que havia acontecido e acabou sendo declarado como um incidente trágico.

Elisa não ficou triste, mas se perguntou porque ele estava fazendo isso com ela, já que ele foi o único que pisou na bola no relacionamento, tendo uma filha com a garota que ele pegou.

Agora, uma semana depois, Elisa, Callen e a bebê Sophie estavam saindo do hospital. Penelope havia voltado para Washington junto com Dave, Luke e Aurora e Melissa.

Eles voltariam assim que fosse feita a ligação para o diretor. A BAU queria muito ir atrás de Anna junto com todos os três NCIS. Eles estavam sentindo que Eric e Anna estavam envolvidos em mais coisas do que foi visto.

— Então, como é ficar em casa o dia todo? – Elisa perguntou para Callen. – Quero dizer, temos nossa filha, mas você gosta de trabalhar.

— Gosto, mas vale a pena ficar aqui e ver nossa filha dormir no seu berço. – Callen sorriu. – E nossa casa é de um andar e Dave comprou essas cadeiras de rodas motorizadas.

— Mas eu vi você fazer consultorias antes. – Ela sorriu. – Você prefere sua esposa e filha?

— Não é difícil essa escolha. – Callen adorava a esposa, mesmo que ele tivesse que ficar de “castigo”. – E depois, eu sei que quando a gente sair dessas cadeiras, eu vou poder brincar muito com você.

— Eu sempre vou adorar brincar com você. – Elisa ouviu a porta ser batida e foi atender. – Pai. Mamãe.

— Olá, querida. – Linda sorriu para ela. – Espero que não se importe, mas decidimos tirar umas férias.

— Eu vou é adorar vocês por aqui. – Elisa sorriu para a mãe e para seu pai. – Você parece um galã de cinema com esses óculos escuros.

— Eu também acho. – Pride brincou. – Vamos, eu comprei quatro potes de sorvete e eles não podem derreter.

— Bem, eu vou aceitar. – Elisa se aproximou de Callen e sussurrou no ouvido dele. – Será que eu conto que sorvete foi o responsável por Sophie nascer?

— Não, acho que ele não precisa se assustar. – Ele beijou Elisa nos lábios e sorriu.

— Vocês dois são maravilhosos, mas por favor, eu esperaria ir para o quarto. – Pride brincou. – Eu ainda não consigo gostar da ideia de minha filha ser casada.

— Relaxe, vem com a paternidade. – Callen brincou. – Sophie por exemplo só vai poder beijar quando fizer 30 anos.

— Pobre Sophie. – Linda brincou Elisa.

— Ele vai ser um bom pai. – Elisa sorriu para a mãe.

Enquanto isso, na OPS, Sam, Kensi, Deeks e Any, que foi convidada a fazer parte do time enquanto Elisa e Callen estavam afastados, examinavam alguns dos documentos que Arkady trouxe.

Ele ainda não conseguia acreditar que Anna tivesse chegado a esse ponto tão baixo. Eric provavelmente foi morto por ela e só Deus sabia quem mais ela tinha trazido para um plano pior.

— Você não tem culpa nisso, sabe? – Hetty ofereceu uma xicara de café para ele. – Anna estava em um ponto de ruptura tão forte que provavelmente iria acontecer.

— Machucar alguém que não tem um pingo de valor como Eric é diferente de machucar três pessoas, uma delas sendo um bebê que nem era nascido. – Ele tomou um gole. – Quero achar Anna e fazer ela pagar.

— E você é o pai dela. – Sam se aproximou.

— Não consigo mais chamar ela de filha. – Arkady deu de ombros. – Não depois do que ela fez.

Sam sabia o que ele queria dizer. Se fosse um de seus filhos ele agiria assim. Independente de laços de sangue.

Anna e Javier estavam indo para Paris em um jato particular. Ela tomou uma taça de champanhe e suspirou.

— Sabe, eu sempre quis que Callen viesse comigo, mas ele nunca tinha tempo. – Ela olhou para fora. – Mas ele tirou folga para vir com ela.

— Eu sei que ele fez todos os tipos de coisas com ela. – Ele drenou um copo de uísque. – Ele forjou minha morte na televisão para que acreditassem que ele tinha virado de lado. E me drogou na verdade.

— Eu entendo. – Anna olhou para o aeroporto. – Mas agora temos que visitar aquela pessoa.

— E ela vai nos ajudar? – Javier pegou seu casaco.

— Podemos forçar. – Anna apenas disse, tirando um bolo de dinheiro da bolsa. – Consegui clonar um dos cartões do meu pai. Acho que ele deve saber e o cartão inútil.

— Estou com fome. – Ele disse e Anna apenas suspirou.

Elisa se serviu uma colherada do jantar que sua mãe havia feito. Estava divino como sempre. Uma bela sopa de legumes, batatas gratinadas e suco de morango. Sophie estava dormindo depois de mais uma mamada e agora ela poderia fazer suas coisas.

— E como está a investigação? – Elisa queria saber. – Sabem que se não disserem, vou ligar para Pen.

— Conseguimos algumas pistas vindas de Arkady. – Pride falou. – Aparentemente, Anna clonou um dos cartões dele e tirou quase 50 mil.

— Dinheiro suficiente para comprar armas se conhece a pessoa certa. – Callen disse. – E agora?

— O cartão foi cancelado, a conta bloqueada, mas temos certeza que ela e seu novo cumplice estão tramando algo. – Pride percebeu que falou demais quando Callen deixou o garfo cair no prato. – Bem, talvez.

— Espere, Anna se livrou de Eric e tem um novo cumplice? – Callen agora estava alerta. – Quem?

— Que tal a sobremesa agora? – Pride não queria aborrecer os dois.

— Pai! – Elisa olhou para ele. – Conte de uma vez. Precisamos estar prontos.

— Certo, mas lembrem-se de sua filha dormindo. – Pride viu Linda ir para a cozinha. – Javier, o Camaleão.

Callen deixou o copo sobre a mesa antes que ele o deixasse cair no chão. Anna aparentemente iria contatar cada um dos seus inimigos. Ele olhou para Elisa, que estava em silencio.

Olhando para Callen, Elisa decidiu que suas férias forçadas haviam acabado. Ela iria ao médico amanhã e iria pedir para ele a deixar ajudar diretamente na OPS. Callen também precisaria.

Depois de fingir a própria morte, Eric mudou seu visual. Ele cortou o cabelo em estilo rebelde, deixou a barba crescer e colocou um par de óculos falsos.

Seu nome agora era Eddie e ele não tinha ninguém na vida. Jogando um produto na água, ele começou a fazer um tipo de ácido que derreteria qualquer coisa.

Abrindo as janelas do apartamento que ele conseguiu depois de matar o dono e assumir seu lugar, ele ligou a televisão e admirou seu mural de alvos. Ele havia acrescentado alguns alvos.

Primeiro vinha Callen e Elisa, depois os pais dela, o tio de Callen e agora a prima dele, Penelope.

Ele queria eliminar a família inteira de Callen. Era exatamente por isso que ele acrescentou a foto dela no mural.