Haviam se passado quase 20 desde os acontecimentos. Elisa e Callen tiveram oito filhos ao todo. As coisas estavam tão perfeitas desde que Anna morreu.

E nenhum deles estava a fim de parar de fazer as coisas melhores a cada dia.

Hoje era o primeiro dia de Anne-Marie e May na faculdade. As duas filhas estavam indo para a faculdade estudar moda e literatura.

Chris estava jogando futebol americano. Sophie estava quase no final de sua faculdade de direito. Era impressionante quanto parecida com a mãe ela havia se tornado.

— Querida, lembre-se que vamos a casa da vovó no sábado. – Elisa entregou um prato de comida para a filha. – Afinal, ela está quase nos setenta.

— Sim, mãe. – Sophie deu um beijo na bochecha de sua mãe e foi para o quarto estudar.

Callen chegou da rua com seu filho mais novo de quase quatro anos nos braços.

— Oi, meu amor. – Callen a beijou nos lábios. – Eu demorei porque tive que levar o Carlinhos para se inscrever na escolinha.

— Tudo bem, Sophie acabou de subir e Anne-Marie foi com May se inscreverem na faculdade. – Ela girou e deu um prato para Callen. – Eu tenho uma notícia maravilhosa.

— Se é que você me ama, eu já sei. – Callen piscou para ela e a sentiu jogar um cubo de gelo na cabeça dele. – Fale, princesa.

— Me recomendaram para a vaga de juíza federal. – Elisa viu o sorriso de surpresa de seu marido. – Isso significaria me mudar para DC.

— Eu não posso tomar nenhuma decisão sem falar com o time. – Callen estava decidido a finalmente deixar a agencia. – Mas tenho certeza que Sam iria querer.

— Grisha, eles tem quatro filhas com Any. – Elisa sorriu para ele. – Acho que ele quer lidar com os genros.

— Sim, nem fale. – Ele sorriu. – De qualquer forma, eu vou falar com eles e ver se eu posso ficar dois dias aqui e outros com minha família e minha deusa.

— Só não quero que abandone sua carreira por mim. – Elisa sorriu para ele.

— Eu faria qualquer coisa para você. – Ele sorriu enquanto mordia a comida.

Sam olhou para a casa que uma vez abrigou cores fortes e sem graça, tomada agora pela cor rosa. Ele e Any só tiveram filhas e ele adorava viver cercado de rosa por todos os lados da casa.

— Querido, pode me ajudar? – Any entregou Clarissa para ele. – Estou quase desmaiando de sono aqui.

—Com certeza, meu amor. – Ele segurou a filha bebê e sorriu para ela. – Oie.

A bebê de quase nove meses deu um sorriso banquela e ele ficou todo bobo. Any apareceu na porta do quarto e ele sorriu para ela, vestida em um vestido vermelho com renda.

— Eu meio que te enganei. – Ela sorriu. – Desculpe.

Colocando a bebê no bercinho, Sam a puxou para si e a beijou. Ela estava lindamente vestida.

— Vou chamar a baba. – Ele se levantou, sorrindo para a esposa e indo colocar uma roupa para levar ela para um encontro decente.

Com a chegada do aniversário de Elisa, Callen decidiu alugar uma casa na praia de Malibu. Todos os amigos e colegas acabaram sendo convidados e todos tinham que trazer roupa de praia.

— Obrigado por me ajudar. – Callen deu vinte dólares para o homem que fez a churrasqueira funcionar novamente. – Bem, estamos ao vivo, senhoras e senhores.

— Oba. – Elisa vestia um biquíni de listras azul. – Quer vir comigo para o mar?

— Nah, leve Sophie com você. – Ele a beijou, não querendo seu presente descoberto. – Estarei aqui.

— Eu sei. – Ela correu para o mar e sorriu para Callen quando ela chegou a beira mar.

Sem que Elisa soubesse, Callen falou com Penelope, que era a herdeira de Rossi e comprou a casa de praia onde eles faziam a festa. Ele a viu mergulhando com os filhos e sorriu para o fato que todos estavam felizes.

— É tão doido ver o quanto mudamos desde que Anna saiu de nossas vidas. – Callen sorriu. – Eu achei que nunca seria tão feliz e agora não quero que isso acabe nunca.

— Eu também. – Sam sorriu. – Tudo o que eu quero é voltar para a casa cor de rosa e ficar com minhas filhas. Os meus filhos com Michelle também adoram elas.

— Achei que quando tivesse filhos eu não seria tão superprotetor. – Callen bufou. – Grande engano. Sophie estava com Michela no cinema e eu quase surtei quando via os meninos conversando com elas.

— Somos todos bobos, né? – Deeks bebeu um gole de cerveja. – Nossos filhos são a futura geração de agentes NCIS e todos estamos adiando isso.

— Ei, se Trevor quiser, ele será um agente. – Callen disse. – Foi por isso que ele entrou para a academia.

— Hellen também se interessa pela vida de agente. – Sam sorriu. – Eu já a coloquei na academia.

Elisa olhou para os jovens e para seus amigos. Era especial para ela e Callen saber que tiveram oito bebês entre eles e que nenhum deles era do mal.

— Pessoal, hora dos parabéns. – Callen segurou Elisa nos braços, dando a ela uma toalha e um vestido. – Eu tenho inveja.

— Do que? – Ela se secou para fazer Callen gemer.

— Dessa toalha passando pelo seu corpo. – Ele viu todos olhando para ele. – Normal entre casados. Apenas casados.

— Sim, pai. – As meninas disseram juntas, fazendo seus respectivos pais, incluindo Callen e Elisa darem risadas.

Elisa foi para o meio do povo e sentiu as palmas começarem. Ela adorava que cantassem parabéns para ela, mesmo que fosse algo totalmente infantil.

— Parabéns para você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. – Todos bateram palmas e sorriram para ela.

Elisa fechou os olhos, pensando em um desejo e logo abriu e assoprou a velinha.

— É isso, querida? – Ele a ajudou a cortar o bolo de baixo para cima. – Esse bolo está uma delícia.

— O primeiro pedaço vai para alguém que me trouxe minhas oito alegrias na vida. – Ela se virou para Callen e entregou o bolo a ele, o beijando. – Duas vidas são muito pouco para eu te amar, querido.

Callen recebeu o bolo de Elisa e seus olhos se cruzaram, com lembranças cruzando por eles.

Vocês dois são almas gêmeas. – Um senhor meio velho disse aos dois. – E as almas gêmeas vão para onde cada um estiver.

Naquele momento, Callen deixou o bolo na mesa e a pegou nos braços a beijando. Era como se eles seriam destinados a ficarem juntos.

Logo que Callen e Elisa tiveram chance de saírem pela praia juntos, os dois se sentaram na areia e apenas curtiram o mar.

Um casal de idosos parou perto deles e deixou um lindo colar. Nenhum dos dois sabiam, mas aquele casal de velhinhos eram eles no futuro. Juntos, ainda apaixonados e falecendo um no mesmo tempo que outro.

Suas almas sempre ficariam se encontrando, porque a partir daquele dia nos anos 30, em que eles se viram, seus destinos estava traçado.

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