Acordei mais cedo no dia seguinte e deduzi isso pelo fato de todos estarem dormindo ainda.Decidi não esperar ninguém e me levantar para me arrumar.Arrumei a cama devagar e caminhei pelo chalé á passos leves para não fazer muito barulho.Me arrumei e como iria para a arena depois de comer,prendi o cabelo num alto coque para suar menos.Peguei meu chicote e devagar abri a porta do lugar,e de fininho saí.O clima,como sempre,estava ameno,apenas diferenciado por umas leves brisas que balançavam minha camiseta laranja.Notei que alguém me seguia,mas não consegui distinguir quem era pelo fato de estar com touca e olhar para o chão,eu tentava mudar de direção mas ele sempre ia para o mesmo lugar,então apertei os passos e corri para o refeitório.

Cheguei arfando e o estranho junto,que agora,me encarava,e pelos seus olhos azuis,distingui agora,quem era.

–Melina,não é?-Perguntou.Era o filho de Ares na arena.

–Certo.Raphael,não é?-E ele assentiu com a cabeça.-O que faz aqui?

–Bem,novamente,o mesmo que você,senhorita.Comer,para depois ir para a..

–Arena.-Completei.-Também vou lá.Ele sorriu.Seu sorriso era tão bonito como ele todo.

–Vou pegar um hambúrguer e um refrigerante de limão talvez.E você?

–Sou mais saudável.Um lanche natural de salda,maionese,tomate,queijo e presunto,e um suco de laranja natural.

–Vejo que gosta de manter a forma.

–Bem,eu não tenho um bonito corpo...

–Deve estar brincando.Suas curvas denunciam sua beleza tanto corporal e física,quanto interior.-Ao terminar sua frase,senti o rosto queimar de vermelho.

–B-bem,vou comer.

Saí devagar e fui comer na mesa de Deméter.Ele provavelmente se esqueceu das regras pois se sentou junto á mim.

–Ei!Não se lembra das regras?Cada prole na mesa de seu progenitor divino!-Alertei.

–Bem,somos o únicos em pé.Ninguém acordado.Não tem problema desrespeitar as regras um pouquinho.

Suspirei mas concordei.Comemos em silêncio e então fomos para a arena a passos lentos.

–Então,de onde você é?-Perguntou ele.

–São Francisco.Meu pai mentiu ter me trago á trabalho para meu amigo Luc,me trazer pra cá.Ele pelo que sei agora,é filho de Éolo,mas nunca notei.Eu deduzi isso antes de ele me conta sabe?Seu olhos são de um azul quase cinza e seus cabelos muito brancos,além disso,sua pele é pálida.Ele saiu em missão...sinto falta dele.E você?

–Las Vegas...morava com minha mãe lá,e viemos para cá pois ela ficou muito doente e precisava de um tratamento que havia aqui.Ela veio á falecer 3 dias depois que viemos.Um sátiro,disfarçado foi me buscar.Eu tinha 10 anos..

–Eu sinto muito.

–Não,tudo bem.Sei que ela está muito bem agora.Ela sofria muito.

–Entendo..eu não tenho notícias do meu pai desde que cheguei aqui.Nem sei se está bem.Deve estar com minha madrasta,Calissa.Ela é uma boa mulher,mas ainda não acho que é a certa pra ele.Acho que é paranoia de filha ciumenta,mas ainda acho que ele arrumaria coisa melhor.

–Também te entendo.Vida de semideus,não é fácil,não é?

–Nem um pouco.Está aqui desde os 10 anos?

–Sim,no ano completaria 11 mas foi bem antes.Digamos que estou aqui á 6 anos mais ou menos.Minhas técnicas de batalha foram bem aprimoradas nesses anos todos e quanto eu completar os 7 anos aqui,eu desbloqueio uma forte aura de poderes e estarei pronto para ir embora.

–Eu vou ficar bastante tempo aqui.Mal cheguei.Meu pai não queria que eu viesse,sentia que me perderia.Mas agora,ele sabe que é melhor pra mim.

–Seu pai parece minha mãe.Tão protetora quanto ele.Ás vezes eu sinto a falta dela...

–Também sinto a de meu pai.

Estávamos quase chegando na arena,quando não vi que havia uma pedra no caminho e tropecei nela,caindo mas Raphael passou na minha frente e se ajoelhou para me segurar,me deixando cara a cara com ele,seus olhos azuis mais brilhantes que tudo que já havia visto.

–Obrigada.-Disse,sem deixar de encarar seus olhos.

–Disponha.Vamos?

–Sim.-E tornei a me levantar.

Chegando na arena,ele esfaqueou alguns bonecos e eu chicoteei outros,em um ritmo sincronizado.Eu matava um,e ele outro e assim sucessivamente,até todos os bonecos estarem acabados e começarem a se recompor para mais treinos.Eu suava e notei que ele também.Minhas pernas desabaram e eu caí sentada no chão de cansaço e ele caiu junto.

–Está tão cansado quanto eu?-Perguntei á ele que arfava.

–Totalmente,mas poderíamos lutar,um contra outro.

–Não seria boa ideia...

–Ué,porque?

–Eu aprendi meus poderes á pouco tempo.Não sei controlar.

–Venha,vamos tentar.

Levantamos e apontamos nossas armas."Preparar,apontar,já" e então começamos a lutar.Ele me cortou na perna e no rosto e então para revidar lhe dei um chute no estômago e chicoteei sua perna.Ele caiu no chão então criei uma barreira de raízes em volta de mim,mas como não sei fazer bom uso de meus poderes ainda,usei um tipo de raízes bem fraca, e ele facilmente as cortou com sua adaga.Iria atingir meu chicote em seu rosto mas sem querer atingi minha própria perna me fazendo cair e tentei me segurar em algo,mas como Raphael era esse único "algo" ali,me segurei nele que caiu junto comigo.Olhamos para a cara um do outro e começamos a gargalhar histericamente.

–Desculpa,foi sem querer.-Disse,em meio aos risos.

–Tudo bem.Olha,são 14:30 já,melhor voltarmos para o chalé.

–Concordo.

Ele me ajudou a levantar e então caminhamos para a área dos chalé.Ele parou o chalé de Ares e me despedi dele com um beijo na bochecha.

–Até mais?-Disse eu.

–Lógico.Pretendo treinar mais com você.

Eu já iria começar a caminhar para meu chalé quando ele disse:

–Olha,quer ir comigo á noite na praia?Mais exato...uma 00:30?

–É proibido essa hora,as harpias comeriam nós dois.

–O.K,21:00?

–Pode ser.-E saí para meu chalé.Então ele gritou.

–TE VEJO Á NOITE,SENHORITA.

–IGUALMENTE,SENHOR.-Contrabati e ele sorriu,e eu correspondi aquele sorriso.

Notas finais
Tentei fazer esse mais longuinho.Espero que gostem,e comentem que isso me ajuda a continuar.Beijão =D