Life is too short
9 Chapter nine
Notas iniciais
–Mãe, mãe!-Merida dizia tentando fazer a mãe parar de gritar, os outros continuavam de ouvidos tampados, inclusive Banguela. Merida continuava tentando acalmar Elinor, que se cobriu mais ainda e parou de gritar, mas não deu nem um segundo e a mesma já perguntava:
–Merida, quem são essas pessoas? O que elas estão fazendo aqui? Será que dá pra explicar o que foi aquilo? – Elinor olhava para a filha de cara feia esperando respostas, e Merida apenas fez uma cara de quem não esperava tantas perguntas. Elinor olhou para os albino, que olhava em outras direções a fim de evitar olhar para ela devido a sua ´´nudez’’. A mulher se cobriu mais ainda, o albino percebeu e disse certamente constrangido:
–Olha, é melhor entrarmos para sua mãe se trocar e depois resolvemos isso....- Jack coçou a cabeça devido a situação mas logo percebeu que mesmo a mulher sendo adulta ela o enxergava, mas isso não era algo que ele resolveria agora, perguntaria para Merida o motivo de sua mãe o ver mais tarde.
Elinor olhou a filha, como se ainda esperasse respostas, a ruiva colocou uma mecha de cabelo para trás da orelha e disse:
–Mãe, vamos fazer isso....Eu prometo responder todas as suas perguntas quando você se trocar.- Elinor suspirou e respondeu:
–Acho bom mesmo, mas o cavalo e seja lá o que for aquele outro bicho vão ficar aqui fora.- Se virou de queixo erguido para a trilha para o castelo. Banguela urrou pela fala de Elinor, mas Soluço acariciou seu pescoço, desceu dele e disse:
–Relaxa, depois eu falo o que você realmente é.- Banguela revirou os olhos e sentou.
Merida ia se virando para seguir a mãe, mas uma mão gelada no seu ombro a interrompeu, ela virou para trás e fez uma cara de poucos amigos para o albino, que riu.
–Fico feliz que se lembre de mim.- Ele disse e ela apenas revirou os olhos. Para ela, Jack era um irmão mais velho beeeeem irritante, ele gostava de zombar de seu cabelo e fazer brincadeiras um tanto estúpidas, mas claro, isso antes dele partir.
–Quem são eles?- Perguntou vendo o garoto que montava no dragão e as duas meninas que desciam do cavalo azul-transparente, se ela estava vendo um dragão então não ia questionar sobre o cavalo de estranha cor.
–Uns amigos meus.- Jack disse sério, Merida percebeu e perguntou:
Você sabe o que foi aquilo que acabou de acontecer?- Ela olhou Jack, que afirmou. Merida olhou para o chão e pensou, talvez Jack pudesse ajudá-la a acabar com aquilo. Olhou para ele novamente e disse:
–Vamos entrar, mas vocês ouviram a rainha, o dragão fica aqui e o cavalo, bem, botem ele ali no estábulo.- Elsa e Anna trataram de levar o cavalo de gelo para o estábulo. Enquanto isso ela analisava o dragão, era real e incrivelmente belo, nunca pensou que veria um dragão assim de verdade. Percebeu que Anna e Elsa voltavam então logo disse:
–Venham, me sigam.- E se virou para a trilha, com o albino e os outros a seguindo. Ela viu que Jack estava ao seu lado, o mesmo estava apenas observando o local enquanto andava ao lado da ruiva, os outros não falavam nada.
–Já pode ir contando.- Olhou de canto de olho para o Jack. O albino percebeu o mau-humor na fala da ruiva, mas deixou quieto, ela sempre fora esquentadinha assim mesmo.
– Você sabe quem era aquele homem?-Ele perguntou e Merida negou, mas disse:
–Ele assombra meus sonhos todas as noites, e agora apareceu aqui pessoalmente.- Ela olhava para baixo, não gostava de se lembrar daquilo. Jack arregalou os olhos, quer dizer então que ela também seria uma aliada? Se Lill estava atrás dela então quer dizer que sim, eles teriam a ajuda dela. Olhou para trás para ver se os outros escutavam, e parecia que eles estavam bem concentrados na conversa. Jack voltou a atenção para Merida e lhe disse:
–Merida, você pode não acreditar, mas eu vim do ano de 2017 com a ajuda dos guardiões, na verdade, agora faço parte deles.- Deu uma pausa para ver se Merida ia falar algo, mas ela apenas acenou para que ele continuasse, o que fez ele ficar surpreso, pois a menina era bem curiosa.
–Você sabe que para eles existirem as pessoas precisam acreditar neles, e agora que eu sou um deles isso também vale para mim, e acho que sempre valeu de alguma forma.... Lá as pessoas estão parando de acreditar, e isso por causa desse homem que anda assombrando os sonhos das crianças e de todos os outros que ainda acreditam. Você se lembra daquelas histórias que eu lhe contei sobre Breu?- Ele perguntou e Merida afirmou. Ao contrario de Elsa, Merida pouco tinha medo, era bem valente para falar a verdade, por isso não chamava a atenção de Breu. Sendo assim Jack lhe contava histórias sobre ele, claro que não era pra assustar ela, eram histórias de bravura, dizendo quantas vezes os guardiões tentavam derrotar ele e que as vezes ele mesmo o fazia.
–Ele tinha três aprendizes, apenas um deles fazia aquilo porque queria, este se chama Lill, e era esse cara que você e sua mãe viram ainda à pouco. No ano de 2010 derrotamos Breu, e este cara tomou seu lugar. Os outros dois eram gêmeos, a menina poderia ver quem os atrapalharia em seus planos e o menino poderia ver quem os ajudaria, e bem....se ele estava aqui é porque você será uma de nossos aliados, Merida.- Jack disse. A expressão de Merida era quase indecifrável, ela acreditava no albino, mas não sabia como ajudaria nessa parte.
Eles estavam chegando ao castelo. Soluço conversava com Elsa e Anna sobre coisas aleatórias, e Merida e Jack conversavam sobre o que tinha acontecido com eles na ausência um do outro, que fez uma certa loira parar de prestar atenção no que Soluço falava e prestar mais atenção na conversa do albino e da ruiva.
–Então, como sua mãe consegue me ver? – Jack perguntou.
–Minha mãe acredita muito em lendas e historias e essas coisas sabe, mas depois de tudo isso que aconteceu enquanto você não estava aqui eu aprendi a acreditar no que ela diz.-Merida respondeu dando um tempo na conversa, causando um silêncio entre os dois durante um tempo.
–Desculpa por ter ido embora do nada, fui um covarde com você.- Disse Jack mudando de assunto. No caso de Merida, ele apenas se distanciou, e isso por ele ter ficado abalado por Elsa não o ver mais. Ele dividia o tempo ente Merida, Elsa, Anna e Soluço, não que isso tenha sido um motivo para se distanciar de Merida, mas ele realmente tinha ficado abalado por ‘’sua princesa’’ não o ver mais.
–É, foi mesmo....- Merida falou, deixando Jack um tanto abalado. Ela estava um pouco irritada, isso tudo queria dizer que Jack só voltou no tempo para pedir ajuda, nem sabia como aqueles outros três estranhos ainda não tinham percebido isso.
–Você voltou só para pedir ajuda, Jack...- Merida falou mais alto, chamando a atenção de Soluço, Elsa e Anna. Jack se chocou, não sabia o que responder , até porque o que ela estava falando era, de fato, verdade, mas ele estava arrependido de não ter voltado antes para tentar fazer não só ela, mas fazer todos ali o ver.
–E-eu sei, mas eu quero que você saiba que estou arrependido disso e...-Jakc disse, mas antes que pudesse terminar de falar a ruiva o interrompeu:
–Não Jack, você só está fazendo isso para beneficio próprio, só para não deixar de existir.- Ela se pôs a frente dele, o encarando. O albino se irritou e disse:
–Eu nem sabia que nós precisaríamos de sua ajuda, Merida.-Ele percebeu o que disse e se arrependeu. Elsa e Anna ficaram de boca aberta, a loira cobria a boca com as mãos, percebeu que o que Merida disse era verdade, ou ao menos meia verdade, pois Jack aparentava realmente estar arrependido. Soluço se incomodou com a provocação da ruiva para o amigo, se aproximou dos dois e disse:
–Olha, ele realmente não sabia, mas se você quer continuar a ter pesadelos toda noite é só seguir em frente e dizer para sua mãe que foi tudo um sonho ou qualquer desculpa tola e nós vamos embora. Mas, claro, se quiser acabar com essas noites ruins é só nos ajudar nisso.- Jack se surpreendeu com a atitude do amigo, agora tinha certeza que podia contar com ele para tudo. Elsa também estava incomodada e disse:
–E ele pode ter realmente se arrependido...-Disse se aproximando também, mas ela ainda pensava bastante sobre o que Merida disse em relação a Jack ter voltado só para pedir ajuda. Jack olhou sorrindo para a loira, amou aquela atitude, principalmente vindo dela.
Merida nada disse, apenas se virou em direção a trilha de novo e por fim, disse:
–Eu vou ajudar, mas não signifique que eu vá lhe perdoar, Jack.- E ela voltou a andar em direção ao castelo, que já estava próximo. Jack abaixou a cabeça tristemente. Elsa percebeu o abalo dele e pois a mão em seu ombro, ele imediatamente olhou surpreso, e a loira lhe deu um olhar reconfortante, como se dissesse que vai ficar tudo bem apenas com o olhar. O albino sorriu em agradecimento e disse olhando o grande castelo já próximo:
–Vamos, estamos chegando.
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Dentro do castelo, a Rainha já esperava sua filha e os estranhos decentemente vestida e sentada no trono, batendo um dos pés impacientemente no chão. Viu que os jovens chegavam pelos portões, todos calados. Elinor se levantou do trono de braços cruzados e se dirigiu até o meio do salão, esperando agora que os jovens chegassem até ela.
Merida olhou para baixo, se encaminhando até sua mãe, seguida pelos outros. Nem sabia por onde começar a explicar. Ela olhou para cima, olhando bem nos olhos da mãe e respirando fundo antes de começar a explicar.
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