Life is Strange: Stop the Time
6 Chaos
Notas iniciais
Life is Strange: Stop the Time.
Capítulo Seis: Chaos.
Você já se deparou com o seu maior erro?
Já está feito, não adianta se arrepender agora.
Olho em volta sobre o farol, e vejo todos àqueles que algum dia eu já conheci e que estavam naquela festa, mortos. Pessoas inocentes morreram naquela noite. Não adianta esconder a verdade, você é um monstro Maxine Caulfield.
Minhas mãos estão cheias de sangue agora. – Choro de desespero, mas nada adianta. Não é mais um simples pesadelo, o inferno realmente existe na terra.
— O que eu faço Chloe? – Pergunto desesperada. – Minhas mãos... Todos estão mortos! O que eu fiz? O que está acontecendo comigo?
— Só tem uma saída Max. Volte no tempo.
Arcadia Bay, Oregon • 12 de Março, 3 horas antes.
— Calma mãe, eu não estou desistindo da minha carreira. Eu só quero passar mais algum tempo aqui em Arcadia. – Fazia muito tempo que a minha mãe não me ligava, então, ela está bem preocupada comigo.
— Não entendo você queria distância dessa cidade. – Respondeu.
— É, mas as coisas mudaram muito nos últimos dias. E é por esse motivo que vou alugar alguma coisa aqui.
— Precisamos conversar melhor. Você não pode simplesmente abandonar tudo o que você construiu.
— Eu não estou abandonando. Simplesmente vou dar uma pausa em tudo. Umas férias.
— Você tem uma exposição importante essa semana Maxine.
— E agora eu tenho que desligar, foi ótimo falar com você. Amo você mãe.
— Também te amo querida. Mas precisamos conversar melhor.
— Ok, tchau.
O grande problema, é que eu não faço ideia de qual será o meu futuro. Porque pra começar, nem sei o que eu sou. Enfim, hoje é o dia de tentar encontrar o portal no farol e reencontrar a Chloe. As coisas estão acontecendo muito rápido.
Alisei o meu cabelo e percebi que ele realmente está grande. Pela primeira vez, passei um batom vermelho, porém não me sinto muito confortável. A camiseta do Nirvana é o que vamos usar hoje, uma calça Jeans e All Stars. Clássico, mas o lado “Punk” é para a Chloe. Depois de tanto tempo, finalmente eu me sinto feliz. É reconfortante, ver novamente uma pessoa que você levou a culpa por anos, por ter a sacrificado.
Sorria Max. – Tirei uma foto na frente do espelho e guardei no meu bolso. Hoje será perfeito.
Desci à escadaria e esperei um ônibus que fosse o mais perto possível do farol. Após algumas tentativas, finalmente consegui. Estou a caminho.
Olho as pessoas andando durante a noite. Cada uma tem a sua historia e é tão bonito ver, que mesmo depois de tanto tempo, ainda há esperança. Nunca imaginei que daria sorrisos bobos novamente.
O desengonçado e melhor amigo do mundo, Warren, acaba de entrar no ônibus.
— Uau, será mesmo que o grande Warren está aqui? – Sorri.
— Max com bom humor, ótimo. – Respondeu. – Por incrível que pareça, o meu maravilhoso carro quebrou. Na verdade ele sempre quebra, mas hoje era para ele estar funcionando.
— Mas tudo bem, já estamos chegando! – Ele sentou ao meu lado. – Cara, estamos mesmo indo para uma festa do Vortex?
— O Vortex ficou muito melhor sem a Victoria e o Nathan.
— Eu o vi hoje cedo. – Exclamei. – Era algo que eu não esperava. Mas acho que consegui passar uma boa impressão.
— Caramba, Max. Nathan é um monstro perigoso, você não devia ter conversado com ele.
— Bom, se ele está solto é porque a policia o julgou inocente.
— Tem muita coisa errada. Segredos e mais segredos. – Suspirou.
Depois de longas ruas, escutando diversas bandas. Chegamos.
Ao subir os degraus de madeira para chegar ao farol, eu me lembrei de como tudo começou. Foi aqui, com a tempestade. E também foi o último lugar que tive contato com a Chloe viva. Nostálgico.
— Nomes, por favor? – Exclamou o segurança.
— Warren e Max, um rapaz com panfletos nos convidou. – Respondi.
— Ele convida muitas pessoas, mas vocês são Losers ou algo do tipo?
— Losers? Não somos perdedores, se é o que quer dizer.
— São da Blackwell? – Perguntou ele.
— Não mais. – Respondi.
— Saíam daqui, a festa já está cheia!
Droga!Preciso dar um jeito de entrar.
— Warren, tive uma ideia. – Exclamei. – Tem uma garrafa ali no chão, vamos joga-la perto do segurança. Quando ele for procurar quem jogou, nós entramos!
— Que maldosa Max, mas eu gosto disso. – Olhou com o olhar de bobão. Desculpe Warren.
Fomos cautelosamente até à garrafa de vinho jogada no chão. Escondemos-nos atrás de algumas árvores e pronto! Joguei a garrafa perto dele.
— Quem fez isso! – Gritou, procurando.
Corremos rapidamente e conseguimos entrar na festa.
— Bom trabalho! – Nós sorrimos. – Ok Warren, eu vou pegar algumas bebidas e já volto! Mas antes, você sabe se o farol está aberto?
— Provavelmente não, a chave fica com o anfitrião da festa.
— Sabe quem é?
— Acho que se chama Thomas ou algo assim. Mas por que quer essa chave? – Perguntou.
— Nada. Já volto. – Agora é a minha hora, preciso encontrar o anfitrião da festa e dar um jeito de entrar no farol. Cheguei até um grupo de meninas que estavam dançando. – Com licença? Quem é o anfitrião?
— Tyler James. Você não o conhece? Todo mundo conhece o Tyler James. – Disse ela. Simplesmente não parava de falar. Thomas, sério Warren? Você passou longe!
— Fiquei um tempo fora, mas me diga, onde ele está? – Perguntei.
— Logo ali, com o Dj, mas vai por mim, ele não gosta de meninas com o seu estilo. – Sinto muito estranha, mas ninguém te perguntou nada. Essa é a minha deixa e possível tentativa de suicido. Estou andando com uma bebida, acho que é vinho, em direção ao Tyler.
É agora.
Esbarrei nele.
— Droga! Você tem problemas garota? – Gritou. Numa tentativa de seca-lo, consegui a chave.
— Desculpe, eu realmente não queria ter feito isso. – Enquanto ele me xingava dos piores nomes conhecidos pelo homem. Corri para o farol. Finalmente abri a porta.
Olhei fixamente para o local e realmente tinha um portal. Era escuro e me puxava como um furacão. Porém eu não conseguia passar, isso significava que eu teria que usar os meus poderes. Concentrei-me, e senti uma força saindo de dentro de mim. Era tão forte que eu não tinha controle, veio como uma luz e clareou o local. Eu continuei, e aquela sensação me consumia. Dava-me prazer, eu queria fazer aquilo para sempre. Mas eu não tinha controle.
— MAX! – Gritou Chloe. Ao olhar para ela, eu parei. Se estivéssemos num filme, essa seria a hora que começaria uma música romântica. – Passe pelo portal. – Corri para o seu encontro. – Vamos lá fora! Agora! – Me puxou pelo braço. – Olhei para o chão e todos estavam mortos. Todos.
— O que aconteceu? – Minhas mãos estavam cobertas de sangue. – Eu os matei, foi o meu poder?
— Foi. – Respondeu. – Eu te chamei tantas vezes, mas você não parava. Você saiu de si mesma.
— O que eu faço Chloe?
— Só tem uma saída Max. Volte no tempo.
— Como eu vou fazer isso? – Pensei. Coloquei a minha mão sobre o meu bolso. Pequei aquela foto que tirei antes de ir para a festa e fiquei olhando para ela, até focar.
E eu estava lá. Consegui voltar no tempo novamente, mas esses poderes vão muito além de uma teoria do Caos. Tem algo de errado comigo. Hoje eu matei mais de 100 pessoas e a pior parte é que aquele poder me consumiu, na hora eu gostei. Talvez seja essa a verdade, tem algo escuro dentro de mim. Algo que afeta tudo, igual um tornado.
Fui até o banheiro. Peguei uma tesoura e comecei a separar mechas do meu cabelo. E comecei a corta-lo, na altura do meu ombro. Em poucos segundos, vi a antiga Max de volta.
A verdade é que a minha vida sempre será assim, não importa, aqui ou em San Francisco. Eu sou o problema, eu sou o caos.
E um dia, vou destruir tudo que está a minha volta. Inclusiva eu mesma.
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