Life-changing field trip

31 Toda gente feliz e contente


Notas iniciais
Último capítulo!!! Oba! Pro capítulo final, não tinha uma música pré-definida pelo desafio, cada pessoa deveria escolher a música que quisesse. Como eu sou uma pessoa bem indecisa, eu meio que usei 7 músicas ashuashushs Foram elas: —● I promise you — Selena Gomez —● Dream — Miley Cyrus —● Cheers (drink to that) — Rihanna —● Talk me down — Troye Sivan —● Lucky star — Madonna —● Amor I love you — Marisa Monte —● Transmission — Joy Division (sim, usei essa de novo, porque tem uns versos interessantes que eu queria encaixar, mas não consegui fazer isso no capítulo dela) Boa leitura! ♥

Depois que o Avatar convenceu totalmente os outros Nômades de que tudo estava bem e eles não corriam risco nenhum, eles voltaram para a superfície do templo, levando todas as suas coisas. Para que ninguém tivesse que subir aquele monte de degraus, foi organizado um esquema de dobra de ar coletiva, que fez com que todo mundo flutuasse até o topo da escada.

Do lado de fora, Appa tinha voltado e estava relaxando com Momo e Klusa; os monges conheceram e brincaram com os três animais companheiros, ficando muito felizes por verem um bisão voador de novo.

Todos se sentaram no pátio e continuaram conversando por um tempo. Aang e Zuko contaram sobre as aventuras deles durante o período da guerra, mas como era muita história, os dois a dividiram entre os dias que passaram no templo, contando um pedaço cada dia.

Aang contou todas as experiências, boas e ruins, que aconteceram com ele desde que tinha sido descongelado – ou pelo menos, todas que ele lembrava –, as pessoas que conheceu e os dilemas que enfrentou por ser o Avatar. Zuko falou sobre sua mãe, seu tio Iroh, como ganhou a cicatriz de seu pai e a trajetória desde que era uma pessoa ruim até sua grande mudança. Os dois compartilharam a narração dos acontecimentos que ambos vivenciaram, e falaram sobre Katara, Toph e Sokka, sobre outros amigos e, é claro, sobre os sentimentos que tinham um pelo outro e o fato de estarem juntos.

Durante esses dias que eles ficaram hospedados lá, também levaram as pessoas em passeios aéreos, já que o máximo que eles já tinham visto eram as proximidades do templo, onde buscavam comida; elas foram divididas em vários grupos de no máximo 10 pessoas, a depender do tamanho, porque Appa não aguentaria mais do que isso, e o sobrevoo não foi até muito longe, mas a maioria adorou.

No dia que Aang e Zuko foram embora, eles convidaram alguns Nômades para acompanhá-los e conhecerem o mundo, depois de terem ficado tanto tempo confinados.

— Claro que agora não dá pra todo mundo, afinal Appa é um só – considerou Aang, gerando algumas risadas. – Mas alguns de vocês podem vir.

— Tem muitos lugares e pessoas pra conhecer – disse Zuko. – Amigos pra fazer, coisas novas pra experimentar. Pode ser um pouco assustador no começo, mas vai valer a pena.

Os Nômades do Ar pensaram no assunto.

— Seria interessante deixar para trás os dias que passamos nos escondendo – disse alguém jovem. – Que ficamos sozinhos, sem conviver com outras pessoas. Eu quero ir.

— Parece que as coisas que aprendemos não são mais suficientes – ponderou a idosa. – Precisamos sair por aí e saber como o mundo realmente está. Ou vocês jovens precisam, na verdade. Eu já estou muito velha pra essas coisas.

— Eu gostaria de ir também – disse uma garota.

— Eu também – falou um garoto.

— Eu não me sinto muito preparado para que o mundo saiba que ainda existem muitos de nós – disse um homem. – Mas entendo quem quiser ir, e não vou tentar impedir.

Depois que todos deram seu posicionamento, havia cinco Nômades que desejavam partir naquele momento – além daqueles três, uma mulher e um homem mais velhos se juntaram. Eles reuniram alguns mantimentos e se despediram da família, subindo nas costas do bisão. Os demais permaneceram no templo; alguns já planejando suas viagens em um futuro próximo.

Enquanto Appa começava a voar, o grupo formado por Zuko, Aang, Appa, Klusa, Momo e agora as outras cinco pessoas acenou para os que ficaram, alguns dos quais tinham lágrimas nos olhos. Depois de alguns minutos, o templo sumiu completamente de vista.

No percurso da volta, o grupo passou por algumas cidades e vilas do Reino da Terra. O homem e a mulher ficaram em uma delas, e mais adiante, a garota, o garoto e a outra pessoa jovem quiseram ficar em outra. Depois de alguns dias, o grupo voltara à configuração inicial, e os cinco Nômades iriam tentar a vida em lugares novos.


Aang não pôde deixar de notar como Zuko estava muito calado e parecia distante durante todo o tempo, e agora que não havia mais ninguém além deles – e Appa, Klusa e Momo, é claro –, o Avatar podia questionar a respeito.

— Zuko, você tá bem? – perguntou ele. – Aconteceu ou tá acontecendo alguma coisa.

O Senhor do Fogo abriu a boca para falar, mas hesitou.

— Pode me contar – disse Aang. – Não é bom ficar guardando as coisas pra si.

— É só que… eu fico pensando na reação dos Nômades do Ar quando me viram pela primeira vez – explicou Zuko. – E nas coisas que eles disseram.

Ouvindo isso, o dobrador de ar já imaginava aonde aquilo levaria, mas deixou Zuko falar tudo.

— E eles não estavam errados, sabe? – continuou o dobrador de fogo. – Doeu, claro, mas doeu por ser verdade. A Nação do Fogo fez muitas coisas terríveis. Eu fiz muitas coisas terríveis. E aí eu penso em nós dois… Você é e sempre foi essa pessoa incrivelmente boa, gentil, cheia de qualidades, enquanto eu… – Ele estava chorando. – Eu acho que você merece alguém muito melhor do que eu.

Aang segurou as mãos de Zuko e encostou seus lábios nos dele.

— Zuko, eu já disse antes e vou dizer de novo – falou ele, sorrindo. – Você é incrível. Olha, o passado... não importa nem um pouco. A vida é muito curta pra ficar remoendo o que a gente fez. O que realmente importa é o hoje, o agora. E você é maravilhoso. Você é atencioso, e fofo, e uma pessoa muito boa, e importante demais, e também é cheio de qualidades. Vou te lembrar disso todos os dias.

Zuko sorriu, e Aang enxugou as lágrimas dele.

— Sempre que eu tô com você, minha cabeça vai até as nuvens – declarou o Avatar. – Você me acalma e faz tudo ficar bem. Nós dois juntos foi uma das melhores coisas que já aconteceram comigo. Então saiba que eu discordo 100% do que você disse. Você é perfeito pra mim.

Zuko sorriu mais e aproximou seu rosto do de Aang. Eles se beijaram profunda e apaixonadamente. Aang tinha suas mãos acariciando o cabelo de Zuko, e Zuko tinha seus braços em torno do corpo de Aang.

— Juntos, vamos passar por qualquer coisa – disse o Avatar quando os lábios se separaram. – Assim como você vai estar comigo, eu vou estar com você. Sempre.

Ele deu o famoso sorriso radiante.

— Seu sorriso ilumina mais do que o sol e as estrelas – elogiou Zuko. – Obrigado, de verdade. Tenho muita sorte de ter te conhecido. Você é um sonho, Aang. Eu te amo muito.

— Eu também te amo, completamente – respondeu Aang. – Meu amor por você é tão real e poderoso quanto as nossas dobras.

Os dois deram outro beijo, mais intenso e demorado do que o anterior. O Senhor do Fogo fez o Avatar deitar e ficou por cima dele, e eles se empolgaram um pouco.

— Mas tem certeza de que não quer reconsiderar? – perguntou Zuko, e se apressou em completar antes de Aang responder. – O fogo é bem intenso, sabia? Talvez você não aguente.

Ele deu um sorrisinho malicioso. O Avatar fez uma expressão que misturava divertimento e indignação. Então ele inverteu as posições, deitando em cima do Senhor do Fogo.

— E você sabia que o ar alimenta o fogo? – rebateu Aang. – E também apaga. Tenho certeza que aguento.

Zuko riu. – Você é muito esperto.

Os dois continuaram se beijando.


Depois de mais algum tempo de viagem, o grupo finalmente chegou em Ba Sing Se. Eles foram até o local onde Toph estava morando para encontrar com ela, caso ela estivesse lá; para surpresa de Aang e Zuko, eles encontraram não só a dobradora de terra, mas também Sokka e Katara, que tinham voltado da própria viagem.

Os dois desceram das costas de Appa e correram para abraçar os outros três.

— Que saudade de vocês! – exclamou Katara.

— Com certeza! — concordou Aang.

— Parece que a gente não se vê há anos – disse Zuko.

— Meh, eu nem senti tanto a falta de ninguém – brincou Sokka.

Todos olharam para ele com uma expressão de “até parece”.

— Conta outra, Sokka – disse a dobradora de água. – Ontem mesmo você tava chorando de saudades e falando que “não gosta que o Team Avatar se separe”. – Ela fez aspas com os dedos.

Sokka corou e os outros deram risada. – Não precisava mencionar isso.

— E aí? – Toph perguntou a Zuko e Aang. – Deu tudo certo na viagem de vocês?

Os dois se entreolharam e balançaram a cabeça em concordância.

— Isso responde a sua pergunta? – perguntou Aang.

O dobrador de ar e o dobrador de fogo deram as mãos e se aproximaram para um beijo, que foi curto e suave.

Toph abriu um enorme sorriso e gritou e pulou, comemorando. Já Katara e Sokka ficaram confusos e chocados, pois não faziam ideia de que Aang e Zuko gostavam um do outro, já que Zuko só havia contado para Toph e Aang não contara a ninguém. Mas logo a confusão e o choque se transformaram em felicidade também.

— Finalmente! – exclamou Toph. – Eu já não aguentava mais.

— Eu não fazia ideia de nada – disse Katara –, não acredito que ninguém me contou. Mas fico muito feliz por vocês dois!

— Vocês são bem fofos juntos – falou Sokka.

Os cinco sorriram uns para os outros.

— Essa viagem com certeza mudou minha vida – afirmou Aang.

— E a minha também – concordou Zuko.

Todos se sentaram na varanda da casa, e Aang e Zuko contaram tudo sobre a viagem e sobre os Nômades do Ar que conheceram, surpreendendo Katara, Sokka e Toph com a revelação de que eles realmente ainda existiam.

Quando a noite avançou, Toph se despediu dos outros quatro e entrou na casa. Katara e Sokka pegaram carona em Appa até o local onde ficariam hospedados; depois, o bisão levou Aang e Zuko à pousada em que o Avatar estava antes da viagem.

Naquela noite, o ar alimentou o fogo, e o fogo consumiu o ar.

Notas finais
Adoro hahahah Espero que tenham gostado da história! :3 Tchauzito ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!