Life Throws
5 And you make me so mad I ask myself, "Why I'm still here or where could I go?"
Notas iniciais
–Se agrupem no centro, a professora McClair faltou e para não gastar tempo, juntei as duas salas! — A Sra. Smith é o que eu poderia chamar de uma mulher masculina. Ela tinha um péssimo corte de cabelo na altura da base do pescoço e sempre vestida moletom de alguma marca de esportista.
Juntar as duas salas nunca era uma boa ideia. Nós não tinhamos uma rincha exata, mas muitos não se batiam. Eu estava imaginando o que sairia dali, ela iria surtar. As meninas ficariam de um lado da quadra jogando volêi e os meninos de outro com o futebol. Na metade do jogo, me sentei no banco de uma das arquibancadas e observei o jogo dos garotos.
Drew e Dominique eram os líderes, capitães ou seja lá o nome disso. No começo até estava civilizado, mas a coisa começou a ficar séria. O Christian empurrou o Fred que caiu em cima do próprio braço. Falta! Ponto para o time do Drew. Dominique não deixou barato, fez de tudo para derrubar o Drew e conseguiu, quando levantou os dois começaram um bate boca. Dali por diante começaram os chutes e socos. A Sra. Smith pegou o seu apito e começou a soprar loucamente, mas de nada adiantou. Ela avisou que chamaria o diretor e se foi, deixando a gente para conter os trogloditas. Depois que Fred e Christian separaram Drew w Dom, eu pude ver os estragos. Drew tinha um corte na testa.
Fui até ele:
–A coisa ta feia! — comentei passando a mão na testa rente ao machucado.
–Eu imagino! — ele disse.
–Eu vou pegar a caixa de primeiro socorros! — Roxy avisou.
–Bom acho que você está em boas mãos. — Pisquei pra ele. — É a sua chance com ela!
Andei um pouco até o Dominique.
–Quer ajuda? — agachei perto dele que estava sentado na arquibancada .
–Não preciso da sua ajuda. Sugiro que vá ajudar aquele filho da puta. — ele me olhou com raiva.
–Não precisa gritar, tô do seu lado! — mantive meu tom de voz.
–Quem é você pra me dizer o que fazer? — ele levantou tentando crescer para cima de mim.
–Dá pra calar a boca, eu spo queria ajudar! — Percebi olhares, estava mais para todo mundo olhando, nós dois gritavamos e eu nem tinha notado — Olha eu vou para sala, isso aqui pra mim já deu.
–Ally!- Dominique me chamou, mas eu não dei ouvidos.
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Drew Narrando:
A Roxy terminou de me ajudar e deixou que o Fred levasse para o alojamento. Estava com o corpo dolorido e se não bastasse isso, o diretor quis me matar, ligou para o meu pai, e como se eu tivesse seis anos, me deixou de castigo. Por sorte, a enfermeira me deu o resto da segunda de foga, mas na terça eu tive que ir mancando pra sala
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Era aula de geografia e eu tinha que correr para não entrar atrasada na sala:
–Alícia! — Era o que me faltava.
–Drew! — Me virei lentamente.
–"Ta" bem?
–Aham!
–Ah, eu? Tô bem também, tirando algumas dores no corpo, meio que mancando, minha boca doi e meu nariz está um pouco inchado, mas fora isso, bem! — comecei a rir.
–Desculpa!
–Its ok!
–Eu tenho que ir, aula de geografia! — apontei para o corredor.
–Eu sei. -Estranhei. — Estudamos no moesmo colégio e temos quase as mesmas aulas, seria estranho eu não saber.
–Não, continua sendo estranho!
Ele riu nervoso e tentou disfarçar:
–Bom, vamos indo.
–Claro!
Drew parecia querer conversar comigo, mas não conseguia devido as pessoas que viam pedir opinião sobre o baile de boas vindas. Todo ano o colégio organizava três bailes: O de boas vindas, no meio do ano a festa da estação e o de despedida ao ano letivo. Todos ficavam por conta do comitê e isso era um pesadelo total! Cada enfeite e detalhe tinha que passar pelas minhas mãos e isso era divertido nos primeiros bailes, mas depois as pessoas começavam a exigir mais e mais, nunca era o suficiente e eu era obrigada a passar noites em claro para que tudo ficasse perfeito. Um baile que eu nem ao menos participo. Além disso, eu e as meninas temos os costumes de escolher os pares para cada garota. Nós organizamos uma lista com todas as garotas do colégio e todos os meninos. Elas vem até nós e contamos quem ela deve convidar com base nos interesses de cada um e características, parece pretencioso, mas em 3 anos nunca deu errado.
Chegando perto da sala avistei Dominique, Christian e uma garota que eu havia visto umas três vezes nesses anos. Eles riam e se empurravam. Eu não queria briga, então o jeito foi mandar Drew voltar por onde tinhamos vindo. Ele não rejeitou a ideia. E mais uma vez eu tive certeza: Ia perder a aula!
–Ally! — Ouvi Dominique me chamar e levantei o olhar.
–O que você quer? — Fui ríspida com razão.
–Calma! — Ele levantou as mãos em sinal de rendição.
–Diz logo!
–Eu fui um completo idiota e peço desculpas. — Ele parecia estar sendo sincero.
–Desculpas aceitas, mas agora eu tenho aulas então a gente se vê! — Esbarrei nele para conseguir passar.
–E sábado?
–Ah, pois é! Acho melhor eu não ir, tenho um baile pra organizar, casais e essas coisas. Não vou ter tempo, mas divirta-se!
–O que? Vai me dar um bolo por um baile estúpido? — Me virei lentamente com a cara amarrada.
–É, acho que sim. Sei que pode lidar com isso.
Tive que dar uma desculpa esfarrapada pra entrar na aula. Usei a mais frequente, "estava naqueles dias". O professor por pouco não tem um infarto, chegou a engolir o seco e afrouxar a gravata, me pediu que sentasse sem mais explicações. Foi um alívio!
O resto da semana correu bem sem surpresas, fiquei com a Julie a maior parte do tempo, isso quando não estava organizando as coisas da decoração, ou juntando as meninas e as ajudando com os pedidos.
O professor havia organizado uma aula ao ar livre na sexta. Todo mundo estava muito animado pra ir, mas quando a sexta chegou pra mim, eu mal levantava da cama. Estava com uma dor de cabeça insana, então preferi faltar a aula. A Julie queria porque queria ficar comigo, mas eu a proibi! Logo ela exigiu que eu ligasse a cada dois minutos. Eram dez da manhã, eu assistia desenho animado debaixo das cobertas, quando bateram na porta. Eu iria ignorar, mas a batida era insistente. Abri e era o Drew. Sem um pingo de vergonha na cara, ele entrou e sentou na minha cama, praticamente em casa:
–Pode entrar Drew! Por que não foi a aula? — Perguntei fechando a porta e voltando ao meu lugar na cama.
–Sem vontade...
–Ah! — Minha dor de cabeça estava com força total. Não me importei com ele estar ocupando metade da cama e eu ali, encolhida.
–Ally, está bem?
–Dor de cabeça — respondi baixo.
–"Cê" ta meio quente... — Ele tinha colocado a mão na minha testa e pescoço. Avistou o termômetro na mesinha e pediu que eu colocasse. — Bob Esponja, Alícia?
–Nunca viu? — Tentei soar sacástica, mas do jeito que eu estava, saiu mais como um apelo.
–Claro que sim, mas sério? — Revirei os olhos.
–Eu gosto...
–Notei!
Tirei o Termômetro e vi que estava com 37,5 de febre. Pedi pra ele pegar o remédio que estava na escrivaninha e um copo d'água. Depois que tomei, ficamos em silêncio. Puxei a coberta e continuei assistindo a TV. Senti a mão de Drew no meu cabelo. Não sabia se pedia pra ele parar, olhava feio pra ele ou apenas deixava, afinal estava bom. Não fiz nada. Passamos um tempo assim até que o celular dele tocou, sem vontade de segurar no ouvido, Drew colocou no viva-voz e voltou com a mão no meu cabelo:
–"Tá" no viva-voz Fred!
–Hãn? Está com alguém ai? Quem?
–Não importa! Fala o que você ia dizer... — Eu ri.
–Ouvi essa risada hein.
–Fred!
–Ta bom ta bom...
Ele começou a contar um boato nada a ver que ocorreu na aula ao ar livre e eu me dispercei do que ele falava. Depois de um tempo eu vi que aquilo de ficar na cama o dia todo, de nada iria adiantar. Tinha me lembrado que amanhã eu devia ir pra casa e com a minha mãe voltando da viagem da Europa, eu já podia esperar algum evento ou celebração no sábado. Comecei a me levantar da cama, mas o Drew me impediu:
–Drew, preciso sair! — Apelei.
–Ei, essa não é a voz da Alícia? — Perguntou Fred.
–Desligando Fred! — ele colocou o celualr de volta no bolso do jeans. — Ainda ta doente, Ally.
–Não vou piorar!
–Quem me garante? Faz o seguinte fica aqui até o remédio fazer efeito, por favor...
–Mas... Tudo bem!
Me derrubei na cama de novo, olhando para o teto, não tinha nada para fazer. Drew repetiu meu ato:
–Então, aquele dia com a Roxy?
–Está falando sobre o dia em que eu tinha a parência de um Troll? Ah sim, foi paixão, aham, muito amor! — Eu ri. — Acho que agora sou como você. — Me virei não entendo. — Eu tenho um Pet.
Bufei, me irritando da forma como ele chamava as minhas "paixões", e ele riu. Depois de um tempinho disse que tinha que ir embora e me ligaria mais tarde.
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