Life Throws

1 And when I walk into the room, people stop and stare. It's like nobody else is there!


Notas iniciais
Primeira Fic, então sejam bonzinhos comigo. Já foi o maior sacrifício ter coragem de postar e tudo mais. Música do nome do capítulo: Popular - The Veronicas (http://www.youtube.com/watchv=wPxgR2xEyJs)

–Bem vindos ao American High School- Island Grey, primeira melhor escola do país. — Era sempre a mesma coisa todo ano, mas eu nunca me cansava disso. Entrava pelos portões do colégio com duas amigas e os novatos, explicando cada canto, as salas e as regras. De vez em quando, apresentava alguma menina a um cara do time representante da escola, me sentia como um anjo da guarda deles. O colégio era enorme, dividido em duas alas: Sul e norte. Na sul ficavam as salas, laboratórios, teatro, piscina, exatamente tudo relacionado ao ensino. Já na norte, os dormitórios divididos em masculino e feminino, banheiros, sala com TV e alguns eletrônicos disponíveis, entre outros. A política era simples, por ser um "colégio interno", passávamos a semana inteiro, o dia inteiro, e aos finais de semana nos deixavam ir para casa. — Eu sou...

–Líder do comitê de boas vindas, do clube de teatro, presidente do grêmio e também melhor aluna do colégio. — Nancy havia me interrompido para ditar as minhas conquistas, confesso que na primeira vez que ela fez isso eu não gostei muito, mas depois me pareceu divertido.

Nancy é loira com os olhos cor de mel. Tem estatura baixa e uma mania irritante por tiaras. O pai dela é um cirurgião plástico renomado e por isso ela é obcecada pela perfeição. A mãe vive sendo cobaia dos produtos do marido, não que eu ache uma má ideia ou não aprove a atitude dela, mas eu não lugar dela não aceitaria tão fácil ser cobaia de qualquer coisa em questão.

–Mas todos me chamam de Alícia. Alícia Jones! — Completei minha fala anterior. — Se sintam em casa! Não há muito com que se preocupar, nos ajudaremos vocês no que for possível.

–Respeitem as regras, andem na linha e obedeçam a hierarquia. — Disse Julie.

A Julie por outro lado, é uma morena dos olhos escuros. Com cabelos em ondas negras caindo perfeitamente nas costas, para a minha inveja. Os pais delas são conservadores e advogados que viajam o mundo todo com seus casos. Ela é muito popular no colégio devido a fama que tem: De ser fácil. Não que eu acredite nisso, apenas acho que os critérios dela para ficantes e namorados são muito poucos.

–Que hierarquia? — Perguntou um menino no fundo.

–Ainda bem que perguntou. — Dei meu melhor sorriso. — 1º Diretor; 2º Professores; 3º Os populares; 4º O resto. — Me virei com o intuito de continuar o passeio.

–E se alguém não quiser respeitar essa hierarquia? — Eu já havia notado essa garota, logo que ela entrou nos lançou um olhar esnobe achando que reinaria em algo aqui. Me virei lentamente com a cara fechada.

–Se tem uma coisa que eu aprendi nesses dois anos é que você aprende com as suas atitudes. Eu sugiro que as mude o quanto antes! — Abri um sorriso falso.

A popularidade não se consegue fácil, você tem que merecer! E pra isso não há muitas opções, no caso do nosso trio:

1º — Ser a filha de um figurão, como a Nancy.

2º — Ter um caso com o time de futebol inteiro, assim com a Julie.

3º — Ou simplesmente ser como eu, Alicia Jones.

Último ano no colégio Island Grey, todos aqui ou tem bolsa ou são muito ricos. Muitos professores deixaram suas famílias para viver nos aposentos do colégio. Poupa dinheiro! Voltei a explicar alguns grupos como xadrez e teatro, até que Nancy veio ao meu encontro. Sempre andávamos em forma de triângulo.

–Ally, seu namorado chegou! – disse Nancy toda sorridente.

Ela estava falando do Drew, filho de um embaixador, lindo, de olhos azuis. O que dizer do nosso primeiro encontro: Eu tinha quatro anos e ele estava pra fazer cinco, em pleno natal, Drew arruinou minha coleção de Barbies e foi ódio a primeira vista. O que nós não imaginávamos é que nossos pais tinham a meta de nos casar, como antigamente, um casamento arranjado. Por anos, eu o evitava o máximo que podia e o desprezava na frente dos meus pais e dos dele, não que ele me tratasse diferente, mas no ensino médio eu percebi que a maneira mais eficaz de acabar com as investidas dos nossos pais era fingir paz. Drew concordou com a estratégia e daí por diante, eramos amigos em casa e desconhecidos na rua. Ele passou por mim e fechou a cara, rola uma fofoca que ele anda dando em cima da Roxy, uma roqueira bolsista, mas isso nem vem ao caso no momento.

–Sabe Drew, dizer “Oi” não dói! – Provoquei.

–Alicia, vamos continuar daquele jeito, eu não conheço você e você não me conhece.

–Qual é Drew, não fala desse jeito com ela. – A voz não era do Drew, vinha de uma amigo dele, um tal de Fred.

–Vocês me cansam! – disse e sai de cena.

Dei algumas últimas instruções aos novatos e pedi para Julie e Nancy os levarem para as salas certas. Aula de matemática, não era um dos meus fortes, mas eu me esforço para que se torne. Eu olhava a Sra. Meredith com um pouco de pena. Ela é daquelas senhoras que usa óculos fundo de garrafa, sapatos masculinos, uma saia que é abaixo do fêmur, com o cabelo preso um coque muito desarrumado. Morro de dó! Ela sempre tenta dar aula, mas nunca consegue.

–Nancy o que acha da professora? – perguntei sem tirar os olhos da professora.

–Acho que um defunto se encontra em melhor estado!

–Quanta maldade! – retruquei, mas acabei por rir e fazer o nosso toque. Sim, temos um toque. Nós deslizamos os dedos como se fossemos pegar uma a mão da outra e depois colocamos o cabelo para trás.

Pedi para ir até o banheiro, fui até o meu armário e peguei meu celular. No final do corredor, vi a diretora com uma garota que eu nunca tinha encontrado antes no colégio. Fingi que estava ocupada e pude ouvir a diretora a chamando de Amanda.

Logo imaginei os meninos dizendo “carne nova no pedaço”. Eu bem que pensei que a diretora ia me pedir pra mostrar o colégio, fazer as honras, coisa que ela fazia sempre que tinha alguém novo, mas não, ela passou reto, me deixando inquieta. Não gostava de ser passada para trás, mesmo que isso não fosse uma rasteira.

Esqueci o assunto e aproveitei para olhar a sala do lado contrário a minha. A Julie estava sentada perto do Dominique. O Fred dormindo, chegando a babar na mesa, algo que me fez rir instantaneamente. Drew no celular e Roxy que parecia prestar atenção na aula. Quando voltei para a sala, vi que o pessoal tinha colado uma placa na blusa da professora, cheguei perto, sorri, comentei algo da matéria e tirei o insulto.

O sinal do intervalo bateu e eu fui à procura da Julie, ouvi uma gritaria e puxei Nancy para ver o que era. Era Dominique brigando... De novo!

–Dá pra se acalmar! – disse uma menina que reconheci sendo parte do comitê de boas vindas

–Não! – gritou ele de volta.

–Eu não fiquei com ele...

–Para de mentir!

–Dom, relaxa! – pediu um dos amigos dele.

–Não se mete! Tu ficou sim, eu vi...

–Desculpe!

Julie que estava junto a um dos amigos de Dominique, seu novo ficante, foi ajudar a menina que estava grudada na parede, parecia querer se fundir com ela. Nessa hora eu já sabia, a garota se desculpava por realmente tê-lo traído, e o pior sabia o que ia acontecer. Dominique era filho de um político muito poderoso, daqueles que mais roubam do que fazem qualquer outra coisa. Seu pai pagava muito bem a escola para manter o filho na linha. Julie tinha sido bondosa em ter feito isso, eu no lugar dela tinha deixado a menina na mão. O soco passou rende ao seu rosto e pegou na parede, provocando o formato da mão fechada de Dominique. Era tão típico dele, ficar descontando a raiva em objetos e pessoas. Exceto meninas pelo que sei.

–Ally, você sabe que ela sofre de carência! – apelou Nancy. Não sei porque ela defendia a garota em questão, mas não me importei.

–Ah é, esqueci que o Dominique é um exemplo de carinho e atenção. – Notei que Drew se aproximou de nós.

–Nancy “tá” linda!

–Oi Drew! – ela respondeu. — Diga o que quer.

–Você vai ao show desse final de semana na cidade, The Strangers?

–Não sei, eles não fazem o meu estilo, a Alicia vai! – ele se voltou pra mim surpreso.

–Você?! – perguntou indignado. — Não achou nenhum Pet novo dentre os novatos para perturbar e agora tem que se contentar com showzinho de bandas alternativas? — ele ironizou e eu não me dei ao trabalho de responder a altura.

–O que é que tem, eles são bons!

–Ok, depois dessa acho que já vou...

Depois que saiu, a Nancy ficou me perturbando, dizendo um monte de bobagens referente a mim e o Drew, nada que se aproveite. As aulas passaram bem rápido, pude ir para o meu quarto, que dividia com a Julie. Outro detalhe do colégio, os quartos podiam ser divididos entre uma, duas ou três pessoas do mesmo sexo. Sábado de manhã eu iria direto pra estação de metrô, passar o dia na cidade antes de ir ao show.

Notas finais
A história está sendo "reescrita", estamos colocando mais coisas pra ficar mais detalhada. ;)