Life Starts Now
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Notas iniciais
;*
Foi um capitulo difícil ...
Demi Pov
- Demi, acorda. – escutei um sussurro.
Espera, estava de olhos fechados?
Espera, onde estou?
- Demi, para de brincadeira. – dizia. – Já ta me assustando.
Forcei os olhos a abrir e uma terrível dor de cabeça me invadiu.
- Ai, caramba. – reclamei.
- Bom dia pra você também. – continuou dizendo a pessoa.
Minha visão ainda não entrara em foco.
- Minha cabeça! – continuei a reclamar, ainda sussurrando.
- Também, tomou praticamente duas garrafas de tequila ontem. – riu ela.
Ela controlava a voz devido a minha dor.
- Não consigo nem me mover direito e... uéé, eu to de pijama? – perguntei, olhando para mim mesma.
Vestia meu pijama favorito.
- Tomei a liberdade. – sorriu Selena. – Alem de te dar banho. Você chegou mais morta que minha vó... ai, me sinto tão mal de falar isso.
Ri baixo.
- Eu trouxe café. – disse ela, me entregando uma xícara.
- Obrigada. – tomei o líquido forte. – Eca, nunca gostei disso.
- Eu sei.
O gosto amargo sobrepôs o amargo causado pela bebida. Descendo quente e feroz pela garganta.
Entreguei a xícara vazia para ela.
Ela ainda sorri, me observando.
- O que foi? – perguntei estranhando.
- Nada. – disse ela, desviando o olhar.
- Eu... hm... vi você e a Tay dançando ontem, acho. – comentei.
- Hm? Viu? – ela pareceu constrangida.
- Sabe, parece que ela gosta de você. – continuei.
- Como assim?
- Aaah, você sabe...
- Demetria Lovato, você esta com ciúmes!? – ela fez cara de chocada.
- Eu? Não, não... – gaguejei. – Aaah eu ainda estou com dor de cabeça.
Deitei-me novamente, cobrindo minha cabeça com o edredom.
Por um momento tudo ficou em silêncio, mas depois encontro alguém embaixo das cobertas.
- Tava com ciúmes mesmo? – sussurrou Selena.
- Mas, o que... o que você ta fazendo aqui de baixo?
- Te perguntando. – respondeu. – Então, tava mesmo?
Ela mordeu o lábio inferior de uma maneira sexy.
O quê?
Demi, ela é sua amiga; melhor amiga; para com isso.
- Talvez um pouquinho... – sussurrei em resposta. – Bem pouquinho.
- Bem pouquinho?
- É. – afirmei. – Bem, bem, pouquinho.
- Tão pouco assim? – perguntou.
Suspirei e ela riu.
- Talvez não tão pouco, talvez. – disse e me virei de lado.
Selena Pov
- Tão pouco assim? – perguntei, o coração na mão.
Minhas mãos estavam frias, estava congelada no lugar.
Era agora ou nunca.
Ela suspirou e eu ri de sua inquietude.
Parecia algo tão desimportante para ela. Um mero detalhe.
- Talvez não tão pouco, talvez. – disse ela e logo depois, virou-se de costas para mim.
Não pude conter um sorriso.
Eu sabia que havia o risco de nós não estarmos falando na mesma coisa, mas, minha cabeça estava flutuando. Estava nas nuvens.
- Demi? – sussurrei.
- Hm. – respondeu, ainda de costas.
- Olha pra mim? – não era para ser uma pergunta, mas saiu como.
Ela hesitou, mas logo virou vagarosamente para mim.
- Tudo bem Selly? – perguntou preocupada, provavelmente ao ver meu rosto de medo.
Não tinha certeza que queria agora... mas não importava. Tinha que ser.
Eu não agüento mais. Eu sempre, sempre, dividi meus segredos com ela e, mesmo esse sendo o único, é o mais importante.
É agora, tinha que ser agora...
- Demi eu...
Um barulho estranho enche o ambiente.
- Aaah desculpa Selly, é meu celular. – desculpou-se ela, olhando para o aparelho. – Aaah não é a Miley.
- É melhor você atender. – disse eu, tentando não parecer nervosa.
Ela pensou enquanto o telefone tocava, impaciente.
- Alô? – disse ela, ainda hesitante.
“Poe no viva voz”, sussurrei para ela. Ela apertou o botão.
- Sabe, eu estava aqui pensando... Você não quer sair hoje? – perguntou descontraída.
- Miley, quando vai cair sua fixa de que nós ter-mi-na-nos. – disse Demi exausta.
- Poxa, e aquele papo de amigas que você vivia me falando? – falou a cara-de-pau.
- Depois da noite passada na pista de dança eu não acredito mais em você. – respondeu Demi.
Ela me devia explicações sobre a festa.
Bufei.
Agora eu agira como se estivéssemos juntas... isso não pode acontecer de novo. Ela tem sua vida.
- Demi, eu realmente preciso falar com você. – sua voz parecia preocupada e fez com que Demi ficasse também.
Ciúme... droga! Como eu queria pegar aquele celular da mão de Demi e falar umas verdades para a morena.
- Aconteceu alguma coisa com você? – perguntou Demi.
- Aconteceu. Demi... eu preciso de você. – começou ela.
Demi suspirou cansada.
- Miley...
- Eu sei o que você vai falar e que eu... eu só... – ela começou a chorar e, o pior, era verdadeiro. Conhecia Miley bem demais para apontar o que é verdadeiro e falso, e isso é de verdade. – Eu preciso de você.
Talvez ela precise mais de Demi que eu.
Talvez ela a mereça mais que eu.
- Miley, desculpa, mas é melhor assim. – disse ela, com peso.
Ela estava se comovendo, e esse era meu medo.
- Posso ir até ai? – perguntou.
Demi hesitou olhando para mim pela primeira vez desde o telefonema.
Assenti mesmo não querendo.
- Ok. – respondeu e desligou.
- Parece que ta na minha hora. – disse eu, ameaçando levantar.
- Não vai ficar comigo? – disse ela pegando minha mão, mantendo-me sentada.
- Essa conversa é só entre você e ela. Não quero atrapalhar. – disse me soltando delicadamente.
- Ok, mas posso te ligar depois? – perguntou observando-me pegar minha bolsa.
- Claro. – sorri. – Quando quiser.
Ela sorriu de volta.
A ultima coisa que queria era deixar Demi sozinha com ela, mas se Miley me visse por aqui provavelmente colocaria, ela mesmo, tudo as claras. Contando meu segredo que, se algum dia ele for revelado, gostaria que fosse por mim.
- Tchau Demi. – despedi-me.
Ela se levantou e me abraçou.
Aquilo me fez querer ficar ainda mais. Quase fiquei, quase a beijei, mas essa era a diferença entre mim e Miley: ela agia e eu ficava no “quase”.
A abracei, desejando-a sorte.
(...)
Estava deitada em minha cama olhando para a TV, mas não escutando nada.
Minha mente ficara na casa dela, assim como meu coração.
A curiosidade me matava. O que elas estariam fazendo agora? Devia ter ficado.
Fui despertada desses pensamentos pelo toque de meu celular.
Saltei em direção à bolsa, na escrivaninha.
Poderia ser a Demi, ela disse que ligaria.
Olhei no identificador de chamada, mas não era seu nome ali.
- Alô? – atendi receosa por ser um numero desconhecido.
- Adivinha. – respondeu uma voz animada.
- Adivinhar o que? – perguntei fria.
- Eu e Demi voltamos! – disse Miley.
Congelei.
- É m-mentira. – gaguejei.
- Se pensa assim ligue para ela. – disse ela despreocupada.
- Você é uma cobra Miley. – disse eu.
Ela fazia questão de me irritar assim?
- Você não esta realmente acreditando? – perguntou. – Ok então tire sua própria conclusão.
E desligou, sem mesmo dar tempo para responder.
Olhei para o celular em duvida, mas a curiosidade era maior que o medo.
Disquei o numero de Demi.
- Oi Selly. – atendeu ela.
- Demi, o que aconteceu? – perguntei, tentando não parecer nervosa.
- Aaah... – ela não parecia muito animada.– Eu, bem, conversei com ela.
- E... ?
- Bem, foi mais ela que falou e pediu um tempo.
- Tempo? Como assim? – agora o desespero veio a tona.
- Pediu um mês para fazer me apaixonar por ela, de novo. – respondeu receosa.
- E você...
- Aceitei.
Perdi o chão.
O susto me tomou e eu senti as pontas dos dedos geladas.
A vontade de chorar era irreprimível.
As lagrimas corriam riscando minha face, os soluços aprisionados em minha garganta.
- Selly? Tudo bem? – ela percebera meu silencio.
Desliguei o celular.
Choque era pouco para o que sentia agora.
Me permiti libertar os soluços. Não sabia se meu coração tinha parado ou batia rápido demais para senti-lo.
Sentei-me na cama, abraçando o travesseiro fitando o celular que tocava sem para com os retornos de Demi.
Como Miley podia fazer aquilo comigo?
Era só por me machucar, ou ela realmente gostava de Demi?
Como sou covarde! Se eu tivesse dito tudo hoje isso não estaria acontecendo... era tudo minha culpa.
Já eram sete chamadas perdidas de Demi, e ela ainda insistia.
Eu odeio Miley.
Eu me odeio.
Notas finais
Eu sei, a Miley e a Demi voltou mas ainda continua sendo Semi. Calma que nosso casalzinho preferido já já aparece !
Obrigada por tudo e, mas precisamente, por sua atenção ;*
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