Life Of a God - The First Season
30 Capítulo 31
Notas iniciais
POV Annabeth
Me afastei de Thomas devagar. Ele me pediu em casamento. Eu não podia fazer isso, isso era errado, mas o que eu podia fazer?
Eu não podia ficar com Percy, ele é um Deus e eu vou ter um filho dele e Deuses não podem ficar, ou ter contato, com seus filhos.
Gosto do Thomas, ele sempre foi um amor comigo. Posso confiar a minha vida a ele e a do meu filho também. Com o tempo eu posso vir a ama-lo como ele merece, não como eu amo o Percy, mas poderia ama-lo.
Argh, isso é tão confuso. Preciso fazer alguma coisa para clarear a minha mente e eu poder pensar direito. Com Thomas aqui me olhando desse jeito posso não pensar direito e fazer uma escolha equivocada. Eu preciso...
– Treinar. – falei sorrindo.
– Como é que é, senhorita Chase? – gritou Thomas inconformado com o que eu havia dito.
– Eu, eu vou treinar, preciso pensar e enquanto eu batalho meu cérebro funciona melhor. – falei dando de ombros e indo para a arena.
– Nem pense nisso. – disse ele segurando o me braço e ficando na minha frente. – Você está gravida, não pode fazer isso.
– Posso sim. – falei rolando os olhos. – Estou gravida não com alguma doença que me impeça de fazer movimentos bruscos e essa gravides não é de risco então não tem nem um problema.
– Como você pode saber que essa gravides não é de risco? – perguntou ele cruzando os braços e olhando reprovadora mente para mim.
– Se fosse de risco Apolo teria me falado, não tem nada de mais em eu ir treinar. – falei e tampei a boca dele com minha mão antes que ele falasse qualquer coisa. – Vamos encurtar a historia. Não vai adiantar nada você tentar me impedir, sabe que eu vou ganhar, então vamos direto para o final a onde eu ganho e vou treinar.
Ele fechou os olhos com força. Ele sabia que não tinha como me vencer nisso. Se eu quero uma coisa eu consigo e ele sabe.
– Ok. – falou ele vencido e me deu um abraço forte. – Mas eu vou treina com você.
– Não precisa. – falei me desvencilhando do abraço dele.
– Se você quiser treinar vai ter que ser assim.– disse ele olhando seriamente para mim. Percebi que não ia adiantar nada então somente assenti, não antes de rolar os olhos por isso. – Ótimo, agora me espera um pouco, vou até o meu chalé pegar minha espada.
Ele mal terminou de falar e saiu correndo em direção ao chalé dele. Dei de ombros e fui para a arena, ele não especificou em que lugar eu deveria esperar um pouco.
Cheguei à arena e vi que a maioria das meninas estavam massacrando os meninos. Juro que elas me deram medo pelos olhares ferozes que elas lançavam para eles, pobres coitados.
Thalia estava a ponto de dar um golpe certeiro em seu adversário, mas assim que me viu chegando somente deu um empurram no seu adversário o jogando longe e correu em minha direção parecendo preocupada.
– Você esta bem, Annie? Tudo no lugar certo? Nem um machucado grave? – perguntou ela muito preocupada olhando para mim procurando algum ferimento grave.
– Estou bem, não precisa se preocupar. – falei me afastando um pouco dela. – Só vim treinar um pouco.
– Claro, já que não lutou nada, não é? – gritou alguém, conhecia aquela voz e uma raiva se apoderou de mim, mas mantive o controle não ia deixar ela me tirar do serio.
– Ela só não lutou mais porque se machucou. Diferente de você que ficou chorando por ai. – disse Thalia olhando mortalmente para ela.
O rosto dela ficou vermelho de raiva e alguns campistas seguraram a vontade de rir da cara dela, mas isso não durou muito e todos começaram a rir interrompendo todas as lutas.
– Calem a boca. – gritou Fanny. – Eu te desafio, Chase.
– Manda ver. – falei sorrindo. Thalia tocou o meu braço me alertando. – Relaxa, eu estou bem e vou adorar dar uma bela surra nessa ai. – Thalia assentiu sorrindo. Ela me entendia.
– Segura, princesinha. – disse Clarisse e quando me virei na direção dela vi que ela tinha jogado uma espada em minha direção. Peguei a espada facilmente e fui para o centro da arena sorrindo para Fanny que só faltava soltar fumaça pela nariz de tão vermelha de raiva que ela estava.
– Quer começar? – perguntei sorrindo.
Ela bufou e me atacou. Bloquei facilmente seu ataque e a contra ataquei sem dó, usando força para fazer ela recuar em cada golpe.
Percebi que ela estava cansada e isso quer dizer que ela não estava com muita força, também por ela estar cansada seria muito fácil desarma-la e acabar de uma vez com essa luta, mas eu não queria isso, queria prolongar até quando desse.
Ela é a principal culpada de quase tudo que esta acontecendo na minha vida. Mas não era só por isso. Ela gosta de me provocar assim como a minha irmã, Kate. Eu não vou ficar quieta agora, ela precisa de uma lição e fico muito feliz que seja eu a dar essa lição a ela.
– Está nervosa, Annabeth? – perguntou ela de repente se afastando de mim e com um sorriso de canto que eu não entendi.
– Porque estaria? – olhei sem entender para ela. Ela só pode ser maluca.
– Não sei, quem sabe por estar perdendo o Percy por causa de um orgulho bobo? E olha que é para mim. – disse ela se achando e depois me atacando.
Por um momento fiquei sem reação pelo que ela havia falado, mas me recuperei e defendi o ataque dela que se eu tivesse demorado mais um centésimo ela teria machucado meu braço bem feio.
– Ele beija super bem. – disse ela ainda sorrindo e isso estava me tirando do serio. – Imagina como ele seria na cama, com aquele corpo...
Não deixei ela terminar de falar e com um movimento rápido desarmei ela. Minha espada estava rente a sua garganta fazendo um filete de sangue escorrer pela lamina da espada, mas isso não era a minha intenção alguém tinha segurado o meu braço impedindo que eu continuasse o golpe e acabasse com ela de vez.
Eu realmente ia matar ela, queria matar ela e ela sabia disso, pois seus olhos estavam arregalados de medo olhando para mim.
Não me culpem por querer fazer isso. Ela me tirou do serio, me deixou com muita raiva pelo que ela havia dito e eu acho que os hormônios de gravida já estavam me afetando.
Um cheiro de maresia me invadiu e eu sabia quem tinha me impedindo de matar essazinha aqui na minha frente. Só podia ser ele para fazer isso, vindo defender sua nova namorada. Argh que nojo.
– Está louca? Ia mata-la. – disse ele me abraçando pela cintura me puxando para longe dela.
Ouvi alguns murmúrios de discordância, acho que eles queriam que eu matasse alguém – estranho –, afinal não é todo dia que eu tento matar uma campista que me tira do serio, e alguém gritou.
– Deixa ela terminar, estava tão legal até você chegar. Estraga prazeres. – eu posso jurar que acho que foi a Clarisse que gritou isso, não conseguia pensar direito com ele me abraçando assim.
– Fica quieta. – gritou ele tirando a espada da minha mão. – Não pode fazer isso?
– Não posso? – ecoei as palavras dele e me desvencilhei do abraço dele. O que ele me falou me fez despertar e o encarei com ódio. – Não existem regras que impeçam um de matar o outro.
– Qual é o seu problema? – perguntou ele olhando sem entender para mim.
– Eu não tenho problema algum, se ela não aguenta o tranco não deveria ter me desafiado ou me provocado. – falei e me virei para encarar ela com um sorriso de canto. Ela ainda me olhava com medo. – Não se meta no que não lhe cabe. Teve sorte desse aqui me impedir de terminar, mas se lembre que dá próxima vez pode não ter essa sorte, então não se meta comigo de novo se não quiser morrer.
Vi ela engolir em seco e isso me fez sorrir ainda mais. Dei as costas para ela e passei por Percy, que me olhava chocado. Alguns campistas assobiaram para mim. Sorri para eles e caminhei de volta até onde Thomas e eu estávamos.
– Annabeth.– alguém me chamou e eu sabia que era ele.
– Que foi? – perguntei me virando para encarar ele que estava me olhando magoado.
– O que aconteceu com você? – perguntou ele chegando mais perto de mim e essa pergunta me pegou de jeito, não sabia o porquê de ela ter mexido comigo.
Tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo estavam mexendo com meu estado emocional e isso afetava meu raciocínio, não conseguia pensar direito e olha que foi justamente para pensar direito que eu queria treinar e isso não tinha valido de nada, só tinha servido para me deixar com mais raiva e indecisa ainda.
– Comigo nada. Não sei. – falei a verdade e suspirei.
Eu precisava falar para ele. Precisava desabar e tinha que ser com ele porque tudo que estava acontecendo comigo ele contribuiu e bastante com isso
– Talvez porque eu esteja esperando o nosso...
Parei de falar. Não que eu quisesse e sim porque não conseguia falar. Não conseguia falar nada. Minha boca se abria e na mesma hora se fechava, não estava entendendo.
“Sinto muito, mas ele não pode saber, não ainda” uma voz imponente falou na minha cabeça e eu parei de tentar falar.
O que isso queria dizer? Porque ele não poderia saber? Será que era por isso que eu tinha a sensação de não poder contar para ele?
– Argh que confuso. – falei pondo as mãos na cabeça e fechando os olhos.
– Eu que o diga. – disse ele e tocou gentilmente no meu ombro. – O que você estava falando? Me fala.
Abri os olhos e encarei aqueles lindos olhos verdes dele. Queria lhe contar tudo. Tudo que eu estava sentindo. Tudo sobre a minha gravides e sobre o pedido de...
– Nada. Porque não volta para a sua namorada e me deixa em paz. É ela quem estava quase fazendo xixi nas calças agora a pouco. – de onde eu tirei isso. Eu devo estar mal para ter falado uma coisa dessas.
– Annie, ela não é minha namorada. – falou ele com a voz contida. Sorri sem animo.
– Pensei que fosse, já que vocês não param de se agarrar. – falei fria e fiz ele tirar as mão do meu ombro.
– Olha, aquilo foi... Foi...
– Não precisa me explicar nada, Perseu. – falei com desprezo o nome dele e isso parece ter o magoado muito, mas não me culpem.
Confesso que o ciúme estava me corroendo e eu não conseguia controlar o que eu falava. A primeira coisa que passava pela minha cabeça, mal processava ela e ela já havia saído pela minha boca.
– Preciso sim. – falou ele em uma súbita reação e segurou meus ombros. – Você é tudo pra mim, eu te amo.
– Não, não me ama. – falei me afastando dele. – Se me amasse não faria o que esta fazendo para mim.
– E você? – perguntou ele cruzando os braços. – Fica fazendo essas coisas, eu vi a luta inteira, desde o começo. Você ficou com ciúmes, você esta com ciúmes. Você me ama, mas mesmo assim fica com aquele cara.
– Sabe, Percy. – falei encarando ele. – Eu te amo sim. – um brilho passou pelos olhos dele. – Não nego, ainda te amo muito, mas não dá, nunca vai dar.
– Não fala o que não sabe. – disse ele e vi que seus olhos estavam lacrimejando.
– Sei sim. – falei e eu sabia que a qualquer momento eu poderia chorar, mas ia segurar o quanto desse. – Não importa o que vamos fazer, vai acabar do mesmo jeito, principalmente por que eu estou... – me interrompi, não podia falar para ele.
– Você está o que, Annie? Me fala, por favor? – pediu ele olhando para mim suplicante.
E agora o que eu faço.
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