Life Of a God - The First Season
42 Capítulo 43 - Ficamos sabendo da tal profecia
Notas iniciais
POV Percy
Meu pai e Atena se sentaram na cama ao lado da minha. Annabeth pegou o álbum e o colocou em cima do criado. Ela voltou para o meu lado e ficamos de frente para nossos pais que nos encaravam em silencio.
– Então, que profecia é essa? – perguntei acabando com o silencio.
– Bom. – começou meu pai parecendo nervoso. – Não sei muito bem como contar isso para vocês sem estragar o momento de calmaria.
– É tão ruim assim essa profecia? – perguntou Annabeth me abraçando de lado e olhando para sua mãe que assentiu com pesar.
– O Deus dos Heróis ao Acampamento devera voltar
Para seu eterno amor reencontrar
Inimigos se ergueram para contra os Olimpianos lutar
Por amor um sua vida dará salvando mais do que poderia imaginar
Do Amor eterno um fruto gerará
O escolhido para salvar o mundo da irá dos Titãs. – recitou Atena.
– Isso é mal. Muito mal. – disse Annabeth me abraçando mais forte.
Eu não estava entendendo muito bem, mas conforme repeti a profecia na minha cabeça percebi que a profecia estava quase cumprida.
O Deus dos Heróis ao acampamento devera voltar. Bom, eu sou o Deus dos Heróis e voltei para o acampamento, nada complicado.
Para seu eterno amor reencontrar. Reencontrei Annabeth e foi bem difícil para a agente ficar junto de novo. Afrodite deve adorar complicar as coisas para mim.
Inimigos se ergueram para contra os Olimpianos lutar. Os Titãs nos deram muito trabalho nesses últimos dias.
Por amor um sua vida dará salvando mais do que poderia imaginar. Eu não entendi bem essa parte, mas quando Annabeth sussurrou o nome de Thomas eu compreendi. Ele deu sua vida pela da Annie e pela do meu filho. Ele amava muito ela.
Do Amor eterno um fruto gerará. Acho que essa parte tem haver comigo, com a Annie e com o nosso filho.
O escolhido para salvar o mundo da irá dos Titãs. Essa eu não entendi.
– Mãe, essa ultima linha por um acaso é o que eu estou pensando? – perguntou Annabeth temerosa.
– Sim, filha. – respondeu Atena com pesar.
– Ah, mas que me... – Annabeth se interrompeu com raiva me deixando assustado.
– Mas o que quer dizer essa ultima parte? – perguntei olhando para meu pai que suspirou antes de me responder.
– Quer dizer que o filho de vocês é esse escolhido. – disse meu pai desanimado.
– E também que nunca teremos sossego. – disse Annabeth por entre os dentes. – Por causa disso os Titãs vão querer a todo custo mata-lo. – Annabeth sussurrou a ultima parte e colocou suas mãos sobre seu ventre.
– Eu não vou deixar que nada de mal aconteça com nosso filho. – falei colocando minhas mãos sobre as delas.
– Ainda não acabou. – disse Atena desconfortavelmente.
– Ainda tem mais? – perguntei reclamam.
– Infelizmente. – disse meu pai cabisbaixo.
– De um amor proibido será concebido
O fruto de uma relação quase impossível
Ele é o mais poderoso de todos os heróis que já existiram
Ele foi escolhido antes mesmo de nascer
Para ser o salvador da humanidade
Fazendo assim a paz reinar. – recitou Atena.
– Isso praticamente quer dizer a mesma coisa. – comentei e Annabeth assentiu.
– Mas isso só quer dizer que eles nunca vão parar até tudo ter um fim. – disse Annabeth fungando. Os olhos dela estava brilhando e seu rosto um pouco triste. Ele choraria a qualquer momento. – Porque duas profecias?
– Bom. – começou meu pai olhando sugestivamente para Atena que rolou os olhos.
– Uma profecia foi direcionada para o Percy. – disse Atena.
– Coisa que nunca me contaram. – reclamei.
– Contamos agora. – contrapôs Atena. – Mas enfim, a segunda profecia não tem alguém endereçado realmente. Simplesmente foi profetizada.
– Pode ter sido para os Titãs. – comentei e para meu espanto tanto Annabeth quanto Atena assentiram.
– Poderia ser mesmo, mas agora temos que ir. – disse Atena se levantando junto com meu pai.
– Zeus esta tão feliz agora que ele quer nossa presença. – disse meu pai de maneira sarcástica.
– Vocês vão ter problemas com ele por causa de terem vindo nos ajudar? –perguntou Annabeth também ficando de pé assim como eu.
– Não precisa se preocupar com isso, Annie – disse meu pai com um sorriso de canto. – Zeus sempre busca um motivo para se extravasar.
– Pescador. – repreendeu Atena e meu pai sorriu mais ainda.
– Ok. – disse ele pegando na mão de Atena.
– Se comportem vocês dois. – disse Atena olhando seriamente para mim.
Os dois sumiram em uma nuvem liquida deixando Annabeth e eu sozinhos no chalé. “Se comportem como eu me comportaria” ouvi a voz do meu pai na minha cabeça e parece que Annabeth também porque ela começou a rir junto comigo.
Ficamos em silencio olhando um para o outro. Eu tentava não pensar nessas profecias, mas era inevitável. De uma coisa eu tenho certeza.
Haja o que houver eu sempre vou proteger o meu filho e Annabeth. Não importa o preço que eu tenha que pagar para fazer isso.
– Percy, o que vamos fazer agora? – perguntou Annabeth depois deum tempo passando seus braços pela minha cintura.
– Eu não sei. – falei olhando em seus olhos. – Mas eu juro pelo Rio Estige que nada vai acontecer com você e com o nosso filho, ou filha.
Um trovão soou no céu selando meu juramento e alguém bate na porta fazendo Annabeth e eu rirmos.
– Só um minuto. – falei indo até a porta enquanto que Annabeth deitou na cama.
Abri a porta e dei de cara com Grover que foi logo me dando um abraço apertado estilo Tyson que me deixou com dificuldade para respirar.
– É tão bom ver que esta bem, meu amigo. – disse Grover. – Não te vi depois que tudo tinha terminado.
– É bom te ver também. – falei fazendo um pouco de força para ele me soltar. – Mas eu ainda preciso respirar. – falei divertido e Grover ficou um pouco envergonhado.
– Me desculpa. – disse Grover e olhou para dentro do quarto. – Annabeth. – gritou ele feliz passando por min e indo até a minha noiva.
Um sorriso bobo se formou em meu rosto. Eu e Annabeth finalmente poderemos ficar juntos e ainda vamos ter um filho. Eu não podia estar mais feliz.
– Percy. – Annabeth sussurrou no meu ouvido me fazendo voltar para a realidade. Percebi que ela estava bem perto de mim com seus braços apoiados em meus ombros.
– Sim? – falei passando meus braços por sua cintura. Annabeth riu divertida e virou para encarar Grover.
– Falei que tinha um jeito mais pratico de fazer ele ouvir sem ter que ficar se esgoelando. – disse ela sorrindo.
– Eu deixo esse jeito para você. Prefiro continuar me esgoelando. – disse Grover fazendo uma careta.
– O que foi que eu perdi? – perguntei apoiando minha cabeça no ombro de Annabeth.
– Grover veio nos avisar que já esta quase na hora do jantar. – respondeu Annabeth.
– Hum, estou com uma fome. – falei sorrindo.
– E a mamãe ai precisa comer bastante, não é? – perguntou Grover sorrindo pra gente.
– Nossa, eu não tinha te contado. – falei me sentindo mal por não ter contado para o meu melhor amigo sobre a gravidez da Annie.
– Tudo bem. Isso é uma coisa recente mesmo. – disse Grover de forma descontraída. – Só não esqueçam de avisar para o melhor amigo de vocês algo importante de novo, ai sim eu vou me sentir magoado.
– Então. – disse Annabeth estendendo sua mão com a anel de noivado. – Percy me pediu em casamento e eu tive que aceitar, fazer o que.
– Magoou. Parece que eu não te dei outra escolha ou sei lá. – falei fazendo bico e Annabeth e Grover riram de mim.
– E eu nunca quero que me de outra escolha, a não ser uma que eu tenha que ficar perto de você para sempre. – disse ela me dando um selinho.
– Eu te amo. – falei dando mais um selinho nela.
– Eu te amo mais ainda. – disse ela sorrindo me abraçando fortemente.
– Eu ainda estou aqui. – disse Grover fazendo cara de ofendido.
– Sempre, garoto bode. – falei sorrindo.
– Meus parabéns. – disse Grover dando um abraço apertado em mim e em Annabeth. – Não tem mais nem uma noticia desse porte, tem?
– Não, ainda. – disse Annabeth sorrindo.
– Então vamos comer. – disse Grover feliz.
– Apoiado. – falei passando um braço sobre os ombros de Annabeth enquanto saiamos do chalé.
POV Sarah
Não sei quanto tempo ficamos namorando em baixo daquela arvore, mas posso dizer que apreciei cada segundo que ficamos juntos. Nós separamos por falta de ar e eu acabei me lembrando de uma coisa.
– Vem comigo. – falei, minha respiração ainda estava entrecortada, me levantando e peguei uma mão de Dylan o puxando para ficar de pé também.
– Nem pensar. Aqui esta muito bom, obrigado. – falou ele me puxando para seu colo voltando a me beijar.
– Não. – me separei dele com dificuldade fazendo ele soltar um muxoxo. – Menino mal é você.
– Só por que eu quero dar uns beijinhos na minha namorada, gostei como isso soa, eu sou menino mal? –perguntou ele fazendo biquinho.
Confesso que senti uma alegria imensa quando ele disse minha namorada, mas eu não ia ser vencida pelo biquinho lindo que ele estava fazendo agora.
– Sim. Você tem que me escutar. – falei saindo de seu colo e estendendo uma mão para ele. – É isso que os namorados devem fazer.
– Tudo bem. – disse ele pegando na minha mão e ficando de pé. – Mas vou ter alguma recompensa por estar te escutando, não vou? – perguntou passando seus braços pela minha cintura me trazendo para mais perto dele.
– Se você comportar prometo que a recompensa vai ser bem generosa. – falei passando meus braços sobre os seus ombros.
– Gostei disso. – disse ele chegando mais perto de mim. Reuni todas as minhas forças para não me deixar ele me beijar se não eu poderia esquecer o que eu lembrei.
– Se comporta. – falei me soltando dele que fez uma careta muito fofa.
– Tudo bem, mas o que vamos fazer? – perguntou ele entrelaçando seus dedos com os meus.
– Vamos encontrar o Nico. – falei puxando ele para me seguir.
– Mas o Nico, porque? – perguntou ele confuso. – Já vai querer fazer isso com ele. Poxa, vocês acabaram de terminar. Menina malvada é você.
– Não sei bobo. – falei dando um soco no braço dele.
– Ai. – reclamou ele esfregando o lugar em que eu havia socado ele. – Isso doeu.
– Bem feito. – falei mostrando a linga para ele. – Mas eu não quero nada com o Nico, você que quer.
– Eu quero? – perguntou ele arqueando uma sobrancelha para mim.
– Sim, você mesmo. – falei apontando para ele que sorriu.
– Então, o que eu quero com o Nico? – perguntou Dylan apertando um pouco mais forte minha mão.
– Pedir desculpas. – falei e olhou reprovadora mente para ele. – Você foi um idiota com o Nico e você deve desculpas para ele.
– Ah. – disse Dylan e depois sorriu envergonhado. – Acho que devo mesmo, assim como devo uma a você também. – Dylan me puxou para perto dele e me deu um selinho. – Me desculpa por ter sido um idiota.
– Tudo bem. – falei dando de ombros sorrindo. – Por algum acaso é assim que você vai pedir desculpas para o Nico?
– Sim. – disse ele rapidamente e depois seus olhos se arregalaram quando entendeu o que eu havia perguntado. – Não, é claro que não...
Mas já era tarde de mais, eu já estava me dobrando de tanto rir que nem uma louca da cara dele. Ouvi Dylan falar, mas eu não conseguia parar de rir até que senti alguém me cutucar nas costas me fazendo dar um pulo de susto.
– Eu avisei. – disse Dylan rindo e tinha mais alguém rindo com ele.
Olhei para trás e vi Nico e Claire rindo de mim. Não fiquei chateada com eles, bem que eu queria ter ficado, mas ao olhar para eles e verem que os dois estavam de mãos dadas não dei para ficar.
Dei um sorriso malicioso para Nico que parou de rir e me devolveu o sorriso, mas um sorriso malicioso e extremamente sexy. O que? Nico é lindo e gostoso. Sou comprometida, não cega. Posso apreciar a beleza do meu amigo.
– Qual foi a piada para você estar rindo daquele jeito? – perguntou Nico ainda sorrindo.
– Verdade. – falei dando uma cotovelada em Dylan que fez uma cara feia mais linda que eu já vi pra mim. – Dylan quer te dizer uma coisa.
– Não precisava ter me dado essa cotovelada. – resmungou Dylan e se voltou para Nico. – Queria te pedir desculpas, cara. Fui um idiota com você.
– Não, tudo bem. Esse é o seu normal mesmo. – disse Nico de forma divertida fazendo Claire e eu rirmos.
– Ha ha ha. Muito engraçado vocês três. – disse Dylan rabugento.
– Bom, eu também quero me desculpar. – disse Claire timidamente. – Me desculpa pelo que eu te fiz Sarah.
– Hã. – fiquei em choque por um momento com o pedido dela, mas percebi que seria idiotice deixar que qualquer coisa que tenha acontecido no passado possa interferir em nosso futuro. – Tudo bem.
– Que coisa boa. – disse Thalia vindo ao nosso encontro. – Todos juntos e felizes. Que maravilha. Agora todos para o refeitório esta na hora de repor as energias depois dessa manhã turbulenta.
Juntos e felizes fomos conversando até o refeitório.
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