Life Of a God - The First Season
37 Capítulo 38
Notas iniciais
POV Percy
Acordei sentindo meu corpo leve, relaxado. Um sorriso bobo se formou em meus lábios enquanto eu lembrava do que tinha acontecido ontem a noite. A melhor noite da minha vida. Até agora pelo menos.
– Eu vou ser pai. – falei abrindo os olhos e olhei para Annabeth aninhada em meu peito.
Fiquei olhando ela dormir. Tão tranquila e serena que seria um pecado ter que acorda-la e eu não faria tal coisa. Estava tão bom assim, nos dois juntos, abraçadinhos sentindo o calor um do outro.
Era tão bom ficar assim que eu até pensaria em propor para ela para a gente ficar assim para o resto da vida, não seria nada mal.
– Vai continuar a olhar assim pra mim até quando? – perguntou uma ainda sonolenta Annabeth com os olhos abertos me encarando divertida.
Seus olhos estavam em um tom de cinza claro que eu nunca tinha visto que me prendeu neles e eu não conseguia desviar, mas eu também não queria, e não consegui pensar direito e a única coisa que saiu da minha boca foi mais ou menos essa.
– Hã-dã.
Annabeth riu da minha resposta, ou do meu rosto de bobo sei lá, mas não me importei. Fiquei muito feliz vendo ela sorrir assim e por impulso toquei gentilmente o seu rosto fazendo ela parar de rir e olhar para mim carinhosamente.
– Eu te amo. – sussurrei chegando mais perto dela.
– Eu te amo. – disse ela.
Quando pensei que ela me daria um beijo ela se afastou de mim e se levantou da cama. Tentei puxa-la de volta mas ela se esquivou dos meus braços sorrindo e foi caminhando até a porta do banheiro.
– Preciso de um banho. – disse ela sorrindo e entrou no banheiro.
Fiquei olhando feito bobo para a porta do banheiro, mas não me culpem. Que culpa eu tenho se ela é linda e estava nua ainda por cima?
Deixei isso de lado, por enquanto, e aproveitei essa oportunidade para chamar as ninfas de volta, claro que coloquei uma roupa antes disso.
Pedi para que elas preparassem um café da manhã reforçado e espero que Annabeth coma tudo e não passe mal. Pelo que eu ouvi, mulheres gravidas passam muito mal só de sentir o cheiro da comida.
Pergunta. Porque elas passam tanto mal assim? E ainda tem aquela de sentir desejos por coisas comestíveis que provavelmente ninguém gostaria de comer além dela?
Chacoalhei a cabeça, não era hora de pensar nisso. Voltei para o quarto e me deparo com Annabeth vestindo uma camisa minha e te digo uma coisa, ficou bem melhor nela do que em mim.
– Espero que não se incomode, minhas roupas estão sujas. – disse Annabeth sorrindo timidamente.
– Tudo bem, ela ficou bem melhor em você. – falei sorrindo. – Agora é minha vez de tomar um banho.
Fui até Annabeth e a peguei no colo. Ela ficou um pouco assustada e soltou até um gritinho quando fiz isso, mas logo começou a rir. Coloquei ela na cama com cuidado.
– Me espere aqui e se comporte. – falei como se ela fosse uma criancinha.
– Claro papai. – disse ela revirando os olhos.
Tomei um banho e fiz minha higiene pessoal. Voltei para o quarto com uma toalha enrolada na minha cintura e reparei que Annabeth não tirava os olhos de mim enquanto eu procurava uma roupa no guarda-roupa.
– Você quer que eu coloque uma roupa ou fique sem nem uma? – perguntei sorrindo maliciosamente me virando para ela.
– Essa é fácil. – disse Annabeth sorrindo. – Sem nem uma.
Uma batida na porta nos interrompeu. Mandei entrar achando que era uma ninfa com o café da manhã, mas além da ninfa tinha outra pessoa a acompanhando.
– Afrodite? – perguntei sem entender o que ela estava fazendo ali. Estalei os dedos e em segundos eu já estava vestido. – Bom dia.
– Bom dia. – disse Annabeth sorrindo para Afrodite que devolveu o sorriso.
– Muito bom dia para vocês, mas eu não acredito que eu acordei essa hora da manhã para falar com vocês. – começou Afrodite adentrando no quarto com uma pequena maletinha. – Vocês já viram as horas? – perguntou e eu olhei para o relógio que tinha em cima da cabeceira.
– Puxa, é mais cedo do que eu pensava. – falei. – Mas o que você esta fazendo aqui.
– Vim falar com vocês, não foi isso que eu falei antes? – perguntou ela arqueando uma sobrancelha.
– Ok. – falei e Annabeth estava com uma mão na boca tentando esconder a vontade de rir. Me sentei ao seu lado.– Mas o que quer falar com a gente.
– Para você Annabeth. – disse Afrodite estendendo a maletinha para Annabeth. – Não vai poder fica com a roupa do seu amado o dia inteiro.
– Obrigada. – disse Annabeth quando abriu, meio temerosa, a maletinha e suspirou aliviada quando viu cuidadosamente colocada na maletinha uma blusa do Acampamento, uma calça jeans e um par de tênis.
– Não sei porque gosta desse tipo de roupa, fica tão mais bonita quando usa vestidos. – disse Afrodite suspirando. – Mas tudo bem, deixa isso para lá.
– Então. – comecei. – O que queria nos falar?
– Ah isso. – disse ela olhando para a gente como se fosse chorar. – Vocês ficam tão lindo juntos.
Meu queixo foi para baixo. Minha boca se abriu em um perfeito ‘O’. Eu não estava acreditando que ela só veio aqui para dizer isso, mas se tratando de Afrodite tudo é possível.
– Queria ser a primeira a desejar felicidades para vocês dois. – disse ela sorrindo. – No amor nada é fácil e eu adoro complicar mais.
– Percebemos. – falamos Annabeth e eu juntos e Afrodite fez um biquinho.
– Qual é a graça se tudo for normal e tranquilo? – perguntou ela como se essa possibilidade de vida fosse horrível.
– Normal e tranquilo para um mortal, ou para um semideus? – perguntei arqueando uma sobrancelha.
– Deixem isso de lado. – disse Afrodite abanando a mão. – Não vou pegar mais no pé de vocês... – suspirei aliviado. – ...mas isso terá um preço.
– Maravilha. – soltei sarcástico.
Afrodite deu um tchauzinho e sumiu em uma nuvem liquida cor de rosa. Olhei em cima da cama e vi a bandeja, na verdade as bandejas já que eram duas, e tinha de tudo um pouco nelas. Será que entrou outra ninfa junto da outra?
– Que tal tomarmos nosso café da manhã? – perguntei para Annbeth dando um beijo em seu pescoço.
Ela assentiu sorrindo e tomamos café juntos. Tudo bem, seria mais fácil de dizer que eu dei comida na boca de Annabeth enquanto ela ficava sorrindo pra mim e falava que ela podia muito bem comer sozinha, mas eu queria mima-la então vou mima-la.
Quando terminamos com um movimento da minha mão fiz as bandejas desaparecerem e Annabeth se levantou para trocar de roupa, apesar de eu continuar dizendo que eu preferi ver ela SÓ com a minha camisa.
Ela voltou e deitamos na cama. Eu deitei de lado apoiando o cotovelo esquerdo na cama e minha cabeça na mão e fiquei olhando para Annabeth que estava com os olhos fechados e um sorriso no rosto que me fez sorrir também.
Coloquei minha mão direita em cima de sua barriga sobre a camisa. Abaixei minha cabeça e coloquei em cima de sua barriga. Não me pergunte porque eu fiz isso, eu não faço a mínima ideia.
As mãos de Annabeth foram para o meu cabelo me fazendo um carinho muito bom que me fez fechar os olhos. Levantei o rosto e olhei para Annabeth que estava olhando para mim sorrindo. Com a mão livre ela tocou meu rosto e com o polegar enxugou uma lagrima que caia dos meus olhos sem permissão.
– Obrigado. – falei chegando mais perto do rosto dela. – Muito obrigado.
Beijei ela suavemente, com carinho e principalmente com muito amor. Ficamos assim não sei por quanto tempo até que eu senti uma coisa estranha e ouvi uma voz conhecida na minha cabeça.
– Acorda logo, Percy. – gritou Grover na minha cabeça. Ainda estávamos ligado pelo elo de empatia.
– Grover, eu espero que tenha um ótimo motivo para me atrapalhar nesse momento. – falei com uma certa raiva. Annabeth olhou desconfiada. – Depois te conto.
– Meu motivo é ótimo e ainda é nobre. – disse ele com uma certa impaciência.
– Então fala logo, garoto bode. – falei dando um selinho em Annabeth.
– O Acampamento esta sendo atacado nesse momento e segundo Thalia não vieram só monstros, mas veio monstros e alguns Titãs. – disse Grover e isso me fez levantar rapidamente da cama.
Uma imagem apareceu na minha cabeça. Diversos monstros vindo em minha direção, ou na do Grover já que eu estou vendo as coisas pelos olhos dele, e junto com eles alguns velhos conhecidos Titãs.
– Já estou indo. – falei e olhei para Annabeth. – Você fica aqui. Volto assim que der.
– Opa, pera ai. – disse Annabeth se levantando e segurando o meu braço.A onde você vai?
– O acampamento esta sendo atacado, preciso ir. – falei e tentei me soltar dela.
– Nem pensar que vai sozinho. Eu vou junto com você. – disse ela decidida me fazendo bufar.
– Não vai mesmo. – falei pegando ela no colo e a colocando de volta na cama. – Você esta gravida não pode ir e lá é muito perigoso.
– Estou gravida e não doente e invalida. – disse Annabeth segurando o meu rosto me fazendo olhar em seus olhos. – Meus amigos estão lá e eles precisam de mim tanto quanto precisam de você. Você me conhece e sabe que eu luto muito bem, sei me cuidar e eu preciso ir.
– Mas mesmo assim é muito perigoso. – rebati.
– E é por isso que devo ir. Meus amigos correm perigo também. – falou ela me olhando suplicante.
– Argh. Que saco. – falei já vencido. – Tudo bem, mas você não vai sair do meu lado, não importa o que aconteça, você não vai sair do meu lado.
– Tudo bem. – disse ela sorrindo e pegando minha mão. – Então vamos logo.
Nos tele portei para o lado de fora do meu palácio e Annabeth olhou para todos os lados sem entender e depois olhou para mim com uma sobrancelha arqueada.
– Vamos no Draco. – falei apontando para cima. Draco estava descendo em nossa direção.
– Porque? – perguntou Annabeth. – Você pode nos tele portar para lá.
– Quanto mais tempo eu puder manter você longe da luta melhor me sinto e isso não tem discussão. – falei quando vi que ela iria rebater.
Draco pousou ao nosso lado e eu coloquei Annabeth em cima dele e depois subi. “Nos leve para o acampamento, amigo” falei na mente de Draco que logo levantou voou.
O percurso foi mais rápido do que eu queria que fosse. Quando chegamos ao acampamento vi diversos monstros cercando o acampamento e alguns Titãs como Grover disse eu vi naquela imagem.
Os campistas lutavam bravamente, mas ainda não estavam todos ali. Ainda tinha alguns campistas que estavam saindo de seus chalés e colocando suas armaduras com pressa.
– Não estou vendo nem o Nico, nem a Sarah e nem o Dylan. – falei mais para mim mesmo, mas Annabeth ouviu e assentiu.
– E você querendo me deixar fora dessa. – disse Annabeth me fazendo rolas os olhos.
– Geralmente as pessoas querem fugir de lugares assim. – contrapus e ela sorriu.
– E meio-sangues gotam de ir para lugares assim. – disse ela. – Exceto os filhos de Afrodite.
– Draco, pouse perto dos chalés. – falei rolando os olhos e Annabeth me deu um selinho. Draco pousou como eu pedi. Desci Annabeth com cuidado dele. – Ajude no que puder, amigão.
Ouvi um som estrangulado vindo da garganta de Draco como se ele estivesse rindo e levantou vou deixando Annabeth e eu sozinhos e uma coisa me ocorreu.
– Vamos procurar os nossos amigos. – falei pegando a mão de Annabeth e correndo para o chalé três. Vi Dylan sair correndo do chalé de Hermes e Nico do de Hades e fiz um sinal para eles virem ate mim, ambos já estavam com suas armaduras e armas.
– Porque? – perguntou ela meio relutante em me seguir. – Temos que ir ajuda-los lá na colina.
– O que esta acontecendo? – perguntou Dylan parado ao nosso lado junto com Nico.
Os dois trocaram olhares meio que estranho, mas deixei pra lá. Sarah abriu a porta bem na hora que toquei na maçaneta e ela deu um pulo para trás de susto.
– Percy. – reclamou ela olhando brava para mim.
– Sem pânico. Antes de irmos quero dar umas lembrancinhas para vocês que vai ajudar e muito nessa luta. – A Annabeth falou sorrindo vendo a nossa cara de desconfiados e ansiosos.
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