Life Of a God - The First Season
36 Capítulo 37
Notas iniciais
POV Percy
– Percy... Não faça as coisas se tornarem mais difíceis do que já estão.– disse Annabeth chorando.
– Por favor, me responda é só isso que eu te peço. – falei.
– Eu te amo sim, Percy. Sempre amei e sempre te amarei. – disse Annabeth olhando em meus olhos.
Aquelas palavras bastaram para que o meu coração batesse mais forte, então eu a beijei. Foi um beijo calmo, como se fosse o nosso primeiro beijo.
– Eu te amo. Você é a única coisa que eu preciso. – falei limpando uma lagrima solitária que sai de seus olhos.
Annabeth sorriu e me beijou. Suas mãos foram para minha nuca entrelaçando seus dedos nos meus cabelos e me puxando para mais perto dela intensificando o beijo. Passei minhas mãos pela sua cintura colando seu corpo ao meu.
Desci meus lábios pelo seu pescoço os beijando e mordiscando. Annabeth soltou um gemido involuntário arranhando de leve minha nuca que me fez arfar.
Desfiz o laço do roupão que ela estava usando o abrindo colocando minhas mãos dentro dele e percorrendo sua pela macia sem empecilho algum e voltei a tomar seus lábios com os meus em um beijo ardente.
Quando ameaceis de tirar o roupão dela Annabeth me impediu e sorriu maliciosa. Ela desfez o laço do meu roupão abrindo e passou suas mãos para dentro dele. Devagar ela foi subindo pelo meu abdômen me fazendo carinho.
Chegando ao meu peito ela trocou as mãos pelos seus lábios e foi subindo até meu pescoço a onde deu um belo de um chupão. Com suas mãos ela tirou meu roupão fazendo ele deslizar pelo meu corpo.
Suas mãos foram para as minhas costas as arranhando de leve enquanto que seus lábios encontraram com uns meus em mais um beijo cheio de luxuria.
Tirei suas mãos das minhas costas para poder finalmente tirar o seu roupão, a única peça de roupa que ela vestia assim como o meu era a única minha. Foi com muito prazer que vi ele deslizar pelo seu corpo lindo.
Toquei em seu corpo com carinho percorrendo ele com minhas mãos e olhando fixamente em seus olhos que também estavam fixos olhando para os meus. Annabeth passou as mãos pelos meus ombros e as entrelaçou atrás da minha nuca.
Peguei ela no colo e a coloquei delicadamente em cima da cama e a admirei deitada ali. Eu estava com tantas saudades dela. De poder beija-la, toca-la, ama-la. Agora eu posso fazer isso sem ter qualquer tipo de medo.
– Você é muito linda. – falei me deitando em cima dela apoiando meu corpo em meus cotovelos para não fazer peso em cima dela e distribui beijos pelo seu rosto.
Desci minhas mãos para suas coxas e as apertei um pouco fazendo Annabeth gemer contra meus lábios. Um sorriso se formou em meus lábios e eu desci beijando seu queixo, seu pescoço até seus seios a onde abocanhei um com prazer enquanto que com o outro eu afagava com a mão.
As mãos de Annabeth foram para os meus ombros os apertando com força me fazendo ir mais de encontro a ela e depois entrelaçou seus dedos nos meus cabelos me puxando para cima me beijando novamente.
Com um rápido movimento ela inverteu nossas posições ficando por cima de mim e começou a distribuir beijos pelo meu peito enquanto que suas mãos foram descendo até chegar em minha ereção.
Gemi quando ela fez isso e isso a divertiu bastante. Meu corpo estava pulsando de desejo e eu não estava afim de fazer joguinhos então inverti nossas posições de novo e a penetrei com cuidado como se fosse nossa primeira vez.
Annabeth arfou quando fiz isso e apertou seus braços em volta do meu pescoço me puxando para perto dela para mais um beijo. Comecei a fazer movimentos devagar, querendo que esse momento durasse o máximo que pudesse. Nos movíamos juntos, em perfeita sincronia.
Os gemidos de Annabeth, e os meus próprios também, me fizeram aumentar a velocidade das estocadas e não demoramos para chegarmos juntos ao ápice da nossa relação.
Joguei meu corpo para o lado, para não cair em cima de Annabeth, e a puxei para os meus braços a abraçando fortemente enquanto ela descansava sua cabeça em meu peito e fazia desenhos desconexos no meu abdome.
Peguei um lençol para nos cobrir e voltei a abraça-la fortemente. Não iria saltar Annabeth. Não iria deixar nada e nem ninguém nos separar novamente.
– Porque você tinha que complicar e tonar as coisas mais difíceis assim, Percy? – perguntou Annabeth com os olhos fechados, mas não parou de fazer os desenhos em meu abdômen e isso era até relaxante.
– Você que nunca facilita as coisas para mim. – respondi sorrindo me lembrando do que ela me disse antes de me dar o nosso segundo beijo em meu aniversario.
– E você resolveu não facilitar para mim também. – disse ela rindo fracamente. – Não podemos ficar juntos, Percy.
– Só você para ficar pensando nisso uma hora dessas. – reclamei e abracei ela mais forte. – Nos vamos ficar juntos. – assegurei.
– Como Percy? – perguntou ela levantando um pouco rosto apoiando seu queixo em meu peito e olhando para mim. – As regras.
– Eu vou quebra-las. – falei e senti ele tremer em meus braços.
– Percy, o que você quer dizer com isso? – perguntou ela olhando para mim preocupada. Sorri e lhe dei um beijo delicado.
– Quero dizer que eu vou fazer de tudo para ficar com você. – falei e lhe dei mais um beijo. – Não vou deixar nada nos separar.
Annabeth subiu em cima de mim colocando uma perna em cada lado de minha cintura e me beijou dando uma leve mordida no meu lábio inferior quando se separou de mim.
– Eu te amo. – disse ela roucamente no pé do meu ouvido e de um beijo em baixo da minha orelha me arrepiando todinho.
– Eu também te amo. – falei puxando ela para beijar seus lábios.
POV Sarah
Dylan me acompanhou até o meu chalé enquanto eu via Nico acompanhar Claire até o chalé dela. Achei isso muito estranho, mas resolvi ficar quieta no meu canto com certeza isso deveria ter uma explicação.
Entrei no chalé e Dylan me acompanhou, nos não dizemos nem uma palavra e eu não sei se agradecia ou sei lá oque. Fui até a minha cama e me sentei nela olhando para o chão, não estava querendo encarar Dylan agora. Não me perguntem porque, eu só não queria.
Passou alguns segundos, ou talvez minutos, até que eu ouvi o barulho da porta se fechando e levantei o rosto vendo Dylan encostado na porta fechada olhando para mim de uma maneira estranha que me fez sentir minhas bochechas queimando e eu voltei a olhar para o chão.
– Precisamos conversar. – disse Dylan e eu ouvi barulho de passos e senti o colchão se abaixar ao meu lado.
– Acho que já conversamos tudo. – falei.
Dylan soltou um suspiro aborrecido e pegou meu rosto com suas mãos me fazendo encarar ele. Tentei me soltar dele e me levantar, mas ele passou as mãos pela minha cintura me fazendo ficar no lugar.
– Esqueci de te falar uma coisa. – disse ele aproximando seu rosto perigosamente mais perto do meu fazendo engolir em seco.
– E o que seria essa tal coisa que você quer me falar? – perguntei tentando não gaguejar e graças aos Deuses eu não gaguejei.
– Eu te amo. – ele falou antes de selar seus lábios nos meus.
Fiquei sem reação tanto pelo ato quanto pela declaração, mas quando senti a ponta da língua dele tocando meu lábio inferior pedindo passagem não hesitei em abri-la.
Passei minhas mãos pelo sua nuca o trazendo para mais perto de mim enquanto que ele me puxava para ele pela minha cintura fazendo nos dois ficarmos de pé. O beijo foi calmo, suave e prazeroso.
Nos separamos ofegantes. Dylan desceu seus lábios pelo meu pescoço e deu um beijo nele antes de me abraçar com força.
– O que aconteceu com Thomas me fez perceber que não posso perder tempo com bobeiras e criancices. – começou Dylan ainda abraçado a mim. – Somos meio-sangues e a qualquer momento podemos morrer e eu não quero morrer sem que saiba que eu te amo e te quero só para mim.
– Dylan. – falei suspirando o fazendo se afastar de mim. Os olhos dele estavam brilhando e eu percebi que ele poderia chorara a qualquer momento. – Eu estou com o Nico e você com a Claire.
– Eu já terminei com a Claire. – disse ele sorrindo fazendo carinho no meu rosto. – Você ama o Nico? – perguntou e eu mordi o lábio inferior.
– Eu não sei o que eu sinto por ele, gosto muito dele, mas não sei se é amor. – falei a verdade e Dylan sorriu.
– E a mim. Você me ama ou...
Ele não terminou sua pergunta parecendo meio temeroso. Fechei os olhos e pensei no que eu sentia com ele. O nosso beijo na praia e esse beijo foram totalmente diferentes dos que eu e Nico trocamos.
Quero dizer, obvio que foram diferentes, mas em mim teve sensações diferentes. Com Dylan eu me sinto completa, mas... Argh, odeio ficar confusa assim.
– Me de uma chance Sarah. – pediu Dylan me fazendo abrir os olhos e me abraçou antes de sair do chalé fechando a porta quando posso por ela.
Me sentei na cama e coloquei as mãos na cabeça soltando um longo suspiro. Me deitei na cama e fiquei olhando para o teto.
– E agora o que eu faço em Deusa do Amor que ama complicar a vida dos outros? – perguntei apontando para o teto como se Afrodite estivesse lá.
– Deveria dar essa chance para ele. – respondeu alguém me fazendo pular da cama assusta porque não era quem eu esperava responder e sim...
– Nico. – falei olhando na direção de onde vinha a voz.
– Em pessoa e nas sombras. – brincou ele rindo saindo das sombras. – Siga meu conselho.
– Como? – perguntei sem entender e de repente tive um lampejo. – Você viu tudo que aconteceu aqui?
– Não. – sorriu ele sem humor. – Acho que fico feliz por só ter pego a parte em que ele te pede uma chance.
– Nico, eu não...
– Não precisa dizer nada. – disse ele chegando perto de mim e me dando um beijo na bochecha. – Eu sou apaixonado por você e eu sei que eu te quero ver feliz.
– Sou feliz com você. – rebati e ele gargalhou. – Qual a piada?
– Nem uma, mas olha. – disse ele pegando meu rosto com uma mão e me fazendo encara-lo. – De essa chance para ele, sei que você quer fazer isso, se não der certo vou estar aqui.
– Mas isso não é justo com você. – falei abraçando ele que retribuiu o abraço. O que ele disse foi verdade. Eu quero tentar com o Dylan. – Só se você tentar com outra pessoa também.
– Acordo feito. – disse ele dando um beijo em minha testa.
POV Thalia
Fui para o meu chalé e tomei um banho demorado, para relaxar desse dia estressante. Depois fui para o refeitório quando soou a concha anunciando o jantar. Todos estavam cabisbaixo. Quiron disse algumas palavras de incentivo e mais algumas pela morte de Thomas.
Fiz oferenda a Atena, Ártemis e ao meu pai pedindo que nos ajudassem e nos aconselhassem nesse momento.
Voltei para o meu chalé, não estava afim de ir para a fogueira e muitos outros campistas também não estavam afim disso também.
Eu não conseguia dormir, ficava pensando nas lutas que tivemos e no que Annabeth estaria fazendo agora, como ela estaria. Não sei porque, alguma coisa me dizia que minha amiga era a campista gravida que Circe citou, mas quem seria o pai?
– Argh. Que coisa chata– falei.
De súbito me levanto da cama e começo a andar de um lado a outro tentando pensar em alguma coisa que me faça dormir. O dia foi muito cansativo e mesmo assim não conseguido dormir é o cumulo.
– Preciso dormir. – exclamei.
– Então cheguei em boa hora. – disse uma voz risonha atrás de mim.
Me virei naquela direção e vi um homem com um sobretudo preto sorrindo para mim. Ele me parecia familiar. Olhei atentamente para ele e me lembrei.
– Morfeu. – falei fazendo uma leve reverencia.
– Vou garantir que durma dessa vez. Precisa e vai precisar desse sono. – disse ele me deixando um pouco confusa. – Ártemis me pediu para te dizer para não ficar preocupada com sua amiga Annabeth, ela esta bem.
– Obrigada pelo recado. – agradeci.
–Cuidado. – disse ele e essa foi a ultima coisa que ouvi antes de tudo ficar escuro e eu cair em sono sem sonhos.
Acordei me sentindo descansada e agradeci a Morfeu mais uma vez. Percebi que estava em minha cama novamente, Morfeu deve ter me colocado nela quando apaguei, pois não me lembro de nada depois que ele me disse “cuidado”.
Não entendi o que ele queria me dizer com isso, mas deixei de lado. Fui ao banheiro e fiz minha higiene pessoal e depois fui para o refeitório para o café da manhã.
Tinha poucos campistas lá. Peguei algumas frutas e joguei metade para os Deuses e voltei para minha mesa para comer calmamente.
Quando terminei de comer a corneta soou e um sátiro vinha correndo gritando monstros. Me levantei de pressa e corri para meu chalé pegando minha armadura.
Sai de lá em disparada e quase esbarrei em Clarisse que estava terminando de colocar sua armadura. Ela só me deu um ligeiro aceno, no qual correspondi com um também, e voltou a correr até o topo da colina junto comigo.
Chegando lá engoli em seco com o que eu estava vendo. Tinha muitos monstros e para nossa infelicidade total reconheci que tinha alguns novos integrantes imortais no time deles.
– Titãs. – murmurei por entre os dentes.
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