Life Long Wait For A Hospital Stay
5 I Don’t Want to Leave You
Notas iniciais
4 Meses depois
Esses quatro meses foram bem tranquilos, foi bom acompanhar a Lyn, ela se tornou uma grande amiga, Frank e eu estamos cada vez mais apaixonados, ah e só faltam algumas semanas pra minha filha nascer, sim, é uma menina, me lembro como hoje a minha emoção ao ver o ultrasson e ver que é uma menina.
Eu estava bem, retomei meus estudos e Frank estava se saindo cada vez melhor em sua faculdade, meus pais estavam ansiosos pela netinha e felizes também por eu estar feliz ao lado de Frank, eu aqui pensando na vida quando o telefone toca.
-Alô! Gerard! Socorro, ah! A bolsa estourou, mas tá começando a sangrar e eu não consigo me mexer, me ajuda!
-Lyn! Onde você está?
-Eu estou na minha casa, na rua de baixo, uma casa salmão, pode arrombar a porta porque tá trancada e eu não consigo levantar, socorro!
-Já to indo!
Peguei o carro e sai em disparada chegando lá eu realmente tive que arrombar a porta e encontrei Lyn jogada no chão do quarto cheia de sangue, mas não era sangue, era MUITO SANGUE! Coloquei-a no meu carro e fui pro hospital, ela estava desmaiada.
-Gerard! Lyn! Meu Deus, o que aconteceu com ela?
-É uma longa história Frank me ajuda!
-Leva ela agora pra sala de cirurgia! Cadê os obstetras? Eu nunca fiz um parto! Enfermeiros organizem toda a junta médica temos um parto urgente a ser feito!
Não vi nada, só sei que fui entrando com ela em meus braços naquela sala cheia de aparelhos, lembro-me de quando era eu quem estava lá, eu estava rezando para que tudo desse certo a ela, o tempo não passava, fazia horas que Frank e mais uns 10 médicos estavam lá dentro, meus pais já tinham chegado ao hospital e esperavam noticias, acho que eu nunca me senti tão aflito em toda a minha vida. Depois de mais 4 horas de espera Frank chega a sala de espera.
-Quem aí tem sangue O positivo?
-O meu é A positivo. – Gerard disse triste.
-O meu e de Donald também. – Minha mãe falou.
-O meu é B negativo – Ray falou.
-MERDA! O meu também! – Frank gritou.
-E você Bob?
-O meu é B positivo.
-Vou ver o que fazemos!
Frank voltou pra sala de cirurgia e nós cada vez mais preocupados, pois já sabíamos que Lyn precisava de sangue e não tinha. Foi uma das esperas mais longas da minha vida até que eu ouvi ao longe um choro de criança. Daí mais 20 minutos Frank reaparece.
-E aí Amor?- Ele me deu um longo abraço e chorava, chorava e só chorava. — Frank, o que foi?
-É uma linda menina, igualzinha a você!
-Parabéns filho!
-Obrigado pai!
-Mas a Lyn-Z... A Lyn, ela está muito mal, e ela quer te ver.
Fui até a sala e lá estava ela chorando, muito.
-Oi?
-Gerard, vem aqui.
-Sim!
-Gerard, obrigada por tudo de bom que você fez a mim, quero me desculpar se algum dia eu te fiz passar raiva ou se algum dia eu te tratei mal, perdoe-me por todos os meus erros, não era a minha intenção, eu só peço que você e Frank cuidem bem da nossa filha, se bem que eu tenho certeza que vocês farão.
-Lyn... Você nunca me fez nada de mal, muito pelo contrário, ainda deu o presente mais lindo do mundo! Nós cuidaremos sim dela e você também!
-Não... Eu não posso! Tudo que eu devia ter feito eu já fiz, só espero que você seja muito feliz, me dê um ultimo abraço, por favor?
Abracei Lyn, mas ela estava tão fraca, tão pálida! Mas fiquei segurando sua mão o tempo todo.
-Obrigada mais uma vez por tudo, deixe um beijo pra sua mãe, pro seu pai, pro Frank e agradeça a ele tudo que ele fez por mim e cuide bem dele, pois ele é maravilhoso, deixe um beijo também pro Mikey, pro Bob e pro Ray, quando nossa filha crescer diga a ela que antes mesmo dela nascer eu já a amava muito e você Gerard, foi o meu melhor amigo... Adeus...
Lyn soltou minha mão e os batimentos cardíacos pararam, acho que eu nunca vi coisa mais triste em toda a minha vida.
-Lyn! Lyn! Volta! Você vai ficar Bem! Lyn!
Nada adiantou, os médicos vieram, mas já era tarde, infelizmente ela morreu. No dia seguinte fizemos o funeral e o enterro dela, estavam apenas eu, meu pai, minha mãe, Frank, Mikey, Ray e Bob, foi simples, mas as palavras do padre nos reconfortaram. Depois disso passei no hospital pra levar minha filha pra casa e poder registrá-la.
-Já sabe que nome vai dar a ela?
-Bandit!
-Bandit?
-É, eu gosto, a menos que você não queira já que você vai ser o pai dela também!
-Vou?
-Mas é claro que vai!
-Ah então por mim tudo bem! Mas se eu vou ser o pai... MAS QUE MÃE LINDA QUE VOCÊ VAI SER!
-E você vai ser um belo pai!
Começamos a rir na hora. Bandit Way Iero foi registrada e voltei pra casa com a nossa pequenina nos braços, nem demorou pra eu chegar em casa e meu pai já ir pegando no colo.
-Nossa netinha é tão linda né? – Vovô coruja falou.
-Com certeza Donald! – Vovó coruja respondeu.
-Minha sobrinha! – Meu irmão besta falou.
-Ai me deixa pegar ela no colo, eu quero ser o parinho, eu já avisei tá! – Ray obcecado pra ser o padrinho disse.
-Ray! Eu vou ser o Padrinho! — Bob, outro louco pra ser padrinho respondeu.
-Ok, ok, os dois vão ser os padrinhos, satisfeitos?
-Sim! Muito! – Ray todo animado respondeu.
Veio o batizado, Ray e Bob foram os padrinhos, só esses dois mesmo, estávamos tão felizes, ninguém pode descrever tamanha felicidade! Tanto que depois disso Frank e eu fomos comemorar!
-Gee, eu quero fazer algo com você...
-Com essa sua cara de pervertido já sei até o que é!
-Como se você tivesse cara de santo! Mas como da outra vez foi você que... É agora eu quero que seja minha vez.
-Sério?
-Sim! Por favor!
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