Life Isnt a Word, Is a Felling
16 Capítulo 12. Your Music Calls For Me
Capitulo 12. Your Music Calls For Me
Beijei-o. Ele continuou, agarrando-me a cintura e conduzindo-me para dentro de casa.
— Zachary Baker, tens de vir sempre quando estou a tocar? – Resmunguei.
— Juliet Craig Haner, a tua música chama por mim. – O sorriso dele agarrou a minha paixão toda por completo.
Beijou-me novamente, deitando-me sobre a cama do “quarto dos meus pais”. Passei os dedos no seu cabelo, ao mesmo tempo que Zacky continuou a beijar-me minha face, o meu pescoço, tirando-me o vestido, em simultâneo. Instintivamente, tirei-lhe a t-shirt deixando o seu tronco nu e frio, talvez perfeito. Toquei-lhe receosa, percebendo o quanto suave era a sua pele.
— Juliet, hum, pára. – Olhei-o confusa. — Eu não te posso fazer isto.
Percebi o que ele queria dizer, quando me vi apenas de roupa interior, assim como ele.
— Tens 15 anos.
O seu rosto estava sério, tenso.
— A idade? É isso agora que importa? – Foquei-o surpreendida.
— Foi sempre o mais me importou. Tens apenas 15 anos. Juliet, eu tenho medo de estar a errar contigo. – Zacky estava nervoso.
— Eu percebo. Mas eu sinto-me preparada. E sim, quero que seja contigo. – Respondi.
Acariciou-me a minha cara suavemente, beijando-me a mão.
— Tens a certeza disso?
— Acho que foi a minha única certeza, nos últimos dias.
Voltou-me a beijar.
— Simplesmente, é melhor termos calma. – Zacky estava novamente mais seguro. – Eu não sei o que se passa Juli. Isto é surreal, para ambos. Apenas, vamos ficar por aqui.
Desta vez fui eu que o beijei, acabando por adormecer ao seu lado.
“Look at your young men fighting, look at your women crying, look at your young men dying, the way they\'ve always done before…”
— Zacky. – Chamei, ainda bocejando. — Não é o teu?
Tinha acordado, com a voz do Axl Rose, e a vibração de um objecto no chão.
— Ai, sim… — Pegou na coisa que me tinha estragado o meu sono. – É o Johnny, já venho.
— Sim minha puta, diz. – Ouvi-o a resmungar. Tratavam-se sempre assim.
— Não. O que queres?
A voz de Zacky era rígida. Aproximei da porta para ouvir as palavras de Johnny.
“- É hora de jantar. Não quisemos ir para ai, podias ter contratado umas prostitutas asiáticas para te fazer companhia.”
— Johnny, a Juliet está cá em casa.
“- Se o Syn sonha que andas a saltar em cima da filha dele. Ah ah.”
— Mas andas-te a beber? Achas que sim?
“- Ao menos era do teu tamanho.”
— Sua bicha, até parece que és muito maior.
“- Vá, venham os dois ter ao centro da cidade para jantar.”
— Então? – Perguntei ainda na dúvida do que íamos fazer.
— Vamos tomar banho e ter com eles, okay?
— Claro. – Concordei. – Putas asiáticas? – Ergui a sobrancelha, não tinha gostado daquele comentário.
— Ouviste isso? – Riu-se.
Continuei a encará-lo, com a sobrancelha contraída.
— Nunca te trocaria por nenhuma asiática. Aliás, por ninguém.
Os seus braços envolveram-me, e o sabor dos seus lábios estava incrustado nos meus. Afastei-me, olhando-o por ultima vez e segui para a casa de banho.
Aquela água fria fazia-me bem. Sentia-me imensamente confusa, com tudo o que se estava a passar. Tudo surgia como um sonho, e sentia-me prestes a acordar.
Conteúdo, eu sabia que queria permanecer naquele sonho para sempre. Porque de uma coisa tinha a certeza, e mesmo sem perceber como. Porque eu tinha a certeza que o amava.
— Juliet, já tas? – Gritou do quarto. Estava certamente saturado de esperar.
Eu sabia que estava a abusar, mas necessitava de por as ideias em dia.
— Já vou!
Sai do banho, olhei para o telemóvel. Tinha uma mensagem.
Thomas: … Juliet, sinceramente, eu nem sei por onde começar. Talvez por te pedir desculpa. A Catarina disse que tinhas ido uns dias para a Alemanha. Espero que te divirtas. Adoro-te.
Thomas. Era bom saber que ele estava bem.
Notas finais
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