Life Isnt a Word, Is a Felling
22 Capítulo 18. Just Want You
Capítulo 18. Just Want You
Juliet POV
Chegamos a casa, e como o meu pai dissera tinha de ir à escola. Tomei banho, vesti umas calcas pretas justas, um t-shirt rosa e o meu típico casaco.
Estava mais a dormir do que acordada, e sobretudo rabugenta. Anne mostrava-se igual a mim.
- Querem que vos leve? – Zacky estava bem mais desperto do que eu.
- Sim, se não for incómodo. – Pediu Anne, completamente ensonada.
Na escola percebi, o meu erro de ontem. O que mais temia acontecera naquele momento. Fotógrafos a porta e miúdos a espera que eu por ali aparecesse. Olhei-os repleta de vómitos, não queria enfrentar aquilo tudo.
- Juliet, queres ir embora e deixar a Anne? – Sugeriu Zacky.
Um dia, eu teria de os ver. Mas não significava que fosse hoje.
- Anne, importas-te? – Pedi.
- Não! Eu percebo.
Sorriu, e saiu. A habilidade de espantar todos aqueles miúdos era enorme, e conseguiu atravessar para a escola e abraça-se a Catarina que a ansiava ao portão.
O Zacky arrancou, e os fotógrafos continuaram esperando por mim, como cães esfomeados.
- Obrigada. E agora para onde vamos?
- Não sei, onde queres ir? – Perguntou-me sobre um sorriso.
- Para longe disto. – Respondi-lhe.
Z: Hum. – Soltou uma gargalhada.
Zacky conduziu para fora dos limites da cidade, levando-me até uma clareia.
Saímos do carro, pegou na minha mão e atravessou para dentro da parte densa do mato.
- Isto é lindo.
- Eu sei. – Disse-me, pegando-me ao colo, e beijando-me.
Caímos no chão, beijando-nos cada vez mais intensamente. Sabíamos, ambos o que desejávamos. Esse desejo consumia-nos. Podia sentir o calor do seu corpo misturado com o frio da erva, e todo aquele cheiro a natureza que ali permanecia eternamente. A sua pele estava macia, e os seus olhos olhavam-me de forma natural e doce. Eu queria mais, queria senti-lo em mim.
Passei as mãos na sua t-shirt, pois o seu casaco há muito que já estava despido. Ele ajudou-me a tira-la, assim como as minhas roupas.
- Amo-te Juliet.
Ele soltou o seu sorriso magnífico, e beijou-me mais uma vez. Calmamente, tirou os poucos tecidos que ainda nos cobriam a pele, e tocou-me ansioso no meu corpo nu.
O mais magnífico momento, o mais perfeito, aconteceu.
- Estás bem? – Perguntou num tom de preocupação.
- Vais perguntar-me sempre isso?
- Hum, vou. – Sussurrou-me entre um beijo.
- Amo-te, idiota.
Ficamos ali em silencio, olhando as nuvens e esperando o para sempre.
- Juliet, temos de ir. – Rompeu aquele momento. — Disse ao Syn que te trazia para casa, e a tua mãe não tarda liga.
Entramos no carro e voltamos para a cidade.
As mãos de Zacky deslizavam pelo volante, e os seus dedos abriam e fechavam constantemente. Sabia que algo o atormentava.
- O que se passa? – Perguntei-lhe.
- Tu. Bem, quer dizer.
- Fala. – Ordenei.
- Nós não devíamos estar assim. Eu amo-te, mas tu sabes melhor que eu, que isto é errado.
- Eu gosto de ti, Zacky, não há erro nenhum.
O silêncio continuou até à escola, onde fomos, para buscar a Anne que vinha jantar para comemorarmos os prémios, antes da minha mãe e a sua banda partir outra vez.
- Juliet, nem imaginas as perguntas que me faziam! E a Nicky, bem que invejosa! Todos queriam saber de ti. O Thomas esteve ao portão de manhã e fartou de ligar à Catarina!
Uma travagem brusca se abateu sobre o carro. A Anne tinha tocado num ponto fraco.
- Zack… — Resmunguei entre dentes.
- Desculpa. – Sussurrou.
Baixou a cabeça e continuou a conduzir até casa. O silencio voltou e cada vez mais pesado.
- Que raio se passou ali? – Anne mostrou-se confusa, quando ficou a sós comigo.
- Ele…Não gosta do Thomas.
- Porque?
O ar de choque da Anne era nítido.
- A protecção do Zacky. – Desculpei-me.
- Sim, mas tu tens de resolver as coisas com o Thomas. E o Zacky não tem nada a ver com isso.
- Pois, talvez.
Não queria saber do Thomas. Sim tinha carinho por ele, mas nada que compensasse o Zacky. Mas isso a Anne nem sonhava.
Anne POV
Não percebia bem o que se passava na cabeça da Juliet, mas ia descobrir. Sentei-me junto à sua cama passando os dedos pelas pulseiras do meu pulso, principalmente numa. A que o Matt me tinha oferecido na Alemanha.
As letras cravadas nela estavam em árabe, e diziam Para Sempre. Era inevitável não pensar nele, e como ele seria o perfeito para sempre.
Ele tem idade para ser teu pai,! gritei comigo mesma, aquilo era um erro.
- Anne, posso entrar?
O meu corpo estremeceu ao ouvir a sua voz. Matt estava à entrada da porta do quarto de Juliet, onde eu tinha ficado depois de ela ter saído sabe se lá para onde.
- Claro. – Respondi.
Matt sorriu-me, deixando-me como manteiga a derreter ao sol. Tinha de me controlar. Ele entrou no quarto, num andar quase perfeito, e sentou-se junto a mim, pousando as suas mãos sobre as minhas.
- Nós vamos fazer um jantar à fogueira. Queres vir? – Perguntou-me. – Eu gostava muito que viesses, mas talvez seja abusar. Para os teus pais, afinal ainda não foste a casa desde à uma semana.
- Os meus pais adoram a Johanna, mas sim, é melhor falar com eles. – Respondi-lhe, ainda atordoada com o seu convite. – Eu também gostava muito de ir.
Abri-lhe um sorriso suave, e senti as mãos de Matt sobre o meu rosto, aproximando-se de mim. As nossas respirações estavam quase colocadas, e as nossas bocas encontravam-se a dois centímetros uma da outra. Os meus braços tremiam, e fechei os olhos.
- Anne, estive a falar com o Jack! – Ouvi Juliet a falar comigo.
No mesmo instante, Matt afastou rapidamente, concertando-se, sob um olhar envergonhado. Juliet entrou no quarto, e olhou para nós, confusa.
- O que estás aqui a fazer Matt? – Perguntou a rir-se.
- Vim convidá-la para o jantar. – Matt gagejou.
Juliet cruzou os braços sobre a cintura, e fingiu amuar.
- Minha amiga, meu convite! – Resmungou, pegando em Matt, e arrastando para fora do quarto. — Agora nós. Anne, que raio se passou aqui? É o Matt!
Juliet parecia perplexa com a situação. Assim como eu também estava.
Estivera quase a beijar o Homem mais encantador de sempre. Porém, era um erro, e eu sabia-o. Ele era muito mais velho, era quase um crime.
Notas finais
Reviews? Se houver, eu posto mais rapidinho!
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