Life Is a Pokeball
2 Promessa
– Então quer dizer que o Gary partiu...
Ash estava sentado na sala da casa de May, ainda chamuscado, mas muito sério no que dizia. A garota vinha do banheiro ainda com o cabelo molhado, ela estava agora com um shorte muito curto e uma blusa azul apertada cavada, sem mangas, que delineava muito bem o volume dos seios. A blusa deixava de fora parte de sua barriga, e sua cintura fina perfeita era mais visivel.
– Pois é. Eu também me assustei quando ele disse, mesmo esperando que um dia fosse partir...
Mais uma vez Ash se viu com pensamentos maliciosos para cima da garota, mas repreendendo-os ele se mantém focado na conversa:
– Faz quanto tempo?
– Uns cinco dias. Ash, você está mesmo bem?
– Claro! uma desgarga eletrica dessas não vai me derrubar! Quando criança eu tinha o custume de querer saber se todas as tomadas davam choque mesmo sabe?
– Tá bom...Muito obrigada! Se você não tivesse aparecido eu não sei o que faria...
– Não tem de que.... — "Mas o que foi que eu fiz mesmo?" pesou Ash naquela hora
– A proposito. Onde você colocou o rato?
– Na verdade é um Pikachu. Eu o amarrei no fio da extensão lá fora...Daqui a pouco levo para o seu avô dar um jeito nele
– Obrigada! — May lança um sorriso devastador para Ash que fica sem graça
– Não foi nada — "Ela é muito linda! Minha nosso!"
– Mas então, e você? quando vai partir?
– Como? — Ash havia ouvido, só não procesou a pergunta repentina
– Quando você vai partir? Como o Gary?
– Serio que você tá me perguntano isso? Sair de casa aos doze anos de idade para capiturar pokemons e treina-los e viver disso? E viajar sozinho ainda por cima...Haha! Eu não passo nem do bosque de Veridian...Isso é coisa de gente doida
May mantém um olhar em Ash de preocupação, como se houvesse algum problema nele. Ash se incomada um pouco e continua a falar se justificando:
– Eu vou pra sexta serie agora! Não posso abandonar meus estudos por algo tão absurdo assim! Veja bem, mesmo que eu fosse de maior, pensar em sair de casa pra viver como um nômade é um absurdo!
– Eu sempre achei que você e o Gary fossem sair e se tornarem treinadores de pokemon, nunca havia duvidado disso
Ash começa a se estressar, ficar mais nervoso, ele responde a ela mais energetico:
– Olha só May, eu posso ser baixinho assim, mas daqui a dez... nove meses, eu vou fazer treze! Já é para eu começar a crescer e largar de sonhos infanties! Todos crescem e a minha vez está chegando...
May não comenta de imediato, enguanto ouvia o que Ash dizia sua expressão mudou para um frio desenteresse no rapaz. Ela se dirige até a estante de sua sala e coloca a mão em cima de um envelope, ela diz sem olhar-lo:
– Desculpa, eu não queria lhe deixar nervoso com esse assunto, é só que o Gary foi e eu achei que você ia.
Ash fica inexpressivo, encara o chão, então se virando para a porta ele diz:
– Não precisa se desculpar, eu que me alterei sem motivo... Vou lá levar o rato para seu avô
– Você não disse que o nome dele era Pikachu?
– Tanto faz, é só um rato elétrico...
O garoto já abria a porta para sair, quando May pega o envelope na estante e vai até ele dizendo-lhe:
– Tome — Ash pega o envelope sem entender — Eu vi que meu irmão imprimiu um, então pensei que você fosse precisar de um também, mas agora é inútil. Não tem serventia para mim, como fiz pra você acho que deveria ficar.
– O que tem aqui? — Ash olha para o envelope
– Um mapa
– Ah...
– Obrigada por tudo
– Não tem de que
Ash se retira pela porta e quando vai fechando-a ele vê a sala de May e sua mente o faz viajar por lembranças do passado a dois anos atrás. Quando ele e Gary estavam sentados no sofá assistindo a final do torneio pokemon.
Havia um ser humanoide corpolento muito roxo(Um Gengar) que tentava acertar com sua mão uma criatura quadrupede, rosa, com um chifre(Um Nindorino), mas errou o golpe quando o quadrupede pulou para trás e contra-atacou com seu chifre.
– Porque eles não mostram os treinadores? Eu queria saber o que o treinador disse para seu nindorino fazer!
Gary disse. Ele era um rapaz de cabelos castalhos com um topete natural, ao contrario de Ash, seu cabelo bagunçado trazia um certo charme ao garoto. Seu traços facias eram tão belos quanto de sua irmã, se não fosse o geito largado que quase todo menino tem, ele poderia ser confundido com uma menina.
– Como pode o Nindorino acertar um fantasma! — Ash reclamava como se um juiz de futebol desse cartão amarelo sem ter falta.
– Se você for examinar, o gengar precisa ficar solido uma hora para poder golpear — Gary diz sério
– O que? Você nunca viu filme de fantasmas? Eles podem lhe tocar e você não pode fazer nada!
– É o que a física diz Ash, ação e reação. Uma ação não pode acontecer se não houver uma reação, pois uma puxa a outra.
– Pokemons não usam nossas leis, você não pode explica-los dessa forma. Eles não são lógicos!
– Claro que são! — Gary se incomoda com o que o amigo diz — O que você acha que os cientistas vem estudando todo esse tempo? Eles estão descobrindo a ciência do pokemon!
– Pokemons não usam ciência! Você não pode explica-los! Eles são simplesmente sobrenaturais! Como você explicar um pokemom se subjugar a um homem?
– Temor, talvez. Eles podem ter uma noção da ameaça que o homem pode ser, por isso fazem o seu jogo.
– Haha! E que tal um tipo pássaro carregar algo com o triplo do peso e tamanho?
– Os gênes deles são diferentes! Possuem força além do tamanho!
– Não pode explicar! — Ash quase gritava aumentando o tom da voz
– Claro que pode! O que você acha que meu avô faz no laboratorio?
– Eu vou lhe provar que estou certo! — Ash aponta para a face do companheiro
– Então jure! — Gary bate na mão de Ash — Vamos fazer uma aposta!
– Concordo — Ash sorri confiante — Só há uma maneira de provar isso...
– É. Somente uma pessoa pode ter respaldo para provar quem está certo
– Então você vai ver, eu ver ser um mestre pokemon!
– Hum — Gary é quem sorri agora — Vamos ver então quem vai conseguir ser primeiro! Gary estende a mão para Ash que aperta firme.
Ash diz:
– Você vai ver! Eu vou me tornar o melhor de todos e fundamentar minha teoria!
– Idiota. Isso é só sua opnião. Eu vou me tornar um mestre pokemon e mostrar pra você que estou certo.
Ash diz:
– Se é só minha opnião, quer dizer que preciso de estatus para você não me contrariar? De qualquer forma eu juro
Ash fecha a porta da casa de May e Gary ficando do lado de fora. As lembranças se encerram. Ash procura pelo pikachu que deveria estar do lado de fora amarrado, mas só encontra um fio ruido.
– Tsc!
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