Notas iniciais
Depois de muito tempo, atualizei! o/ Boa leitura!

– Maninho, chegamos! Boa sorte no seu primeiro dia!

– Obrigado Coop, tenha um bom dia você também.

Blaine deu um abraço desajeitado no irmão e saiu do carro em direção ao McKinley High.

Logo que o moreno empurrou as portas e apareceu no corredor teve diversos olhares direcionados pra si o deixando nervoso e acanhado.

Ele apenas abaixou a cabeça e continuou andando até o número do seu armário indicado no papel em sua mão junto com seu horário. Logo ele achou seu número e destrancou seu armário para guardar algumas coisas.

– Oi!

Uma asiática morena parou ao lado dele com certa animação que assustou Blaine.

– O-oi…– Blaine respondeu nervoso.

– Meu nome é Tina Cohen Chang, prazer!– a menina estendeu a mão.

– Prazer, sou Blaine Anderson. Sou novo aqui.

– E vejo que você não é daqui, pelo seu sotaque!

– Ah sim, sou da Inglaterra. Recém cheguei a Ohio, transferido.

– Que incrível! Vejo que já achou seu armário, mas já achou sua sala?– o moreno negou — Quer ajuda?

– Por favor, se puder…

– Claro, me dê seu horário.– a menina olhou o papel — Que bom a sua próxima aula também é a minha. Posso te acompanhar se quiser.

– Claro, te agradeço.

Blaine terminou de arrumar seu armário estendeu o braço como um cavalheiro a Tina que o pegou sorrindo e saíram andando pelos corredores.

– Blaine, você canta?

– Eu era do coral no meu antigo colégio…

– Ótimo! Aqui também temos um coral. Não é lá um dos clubes mais populares daqui, mas é bem legal. Você gostaria de fazer um teste?

– Sim, seria legal!

– Então no final das aulas te espero no refeitório e eu te levo até a sala do coral. Mr. Shue vai adorar saber que teremos um novato!

Eles trocaram um breve sorriso e entraram na sala de aula.

(…)

– Fadinha! Você por aqui?!

Azimio, um dos jogadores populares, gritou para Kurt que caminhava cabisbaixo até seu armário agarrando seus livros contra o peito na tentativa de passar despercebido, obviamente falhando.

– Hey rapazes, acho que o nosso porcelana voltou com algum probleminha de audição!– Kurt respirou fundo e continuou caminhando tentando ignorar as provocações do garoto — Não sabia que suicídio deixava as pessoas surdas.

Aquela foi a gota d'água para Kurt, ele se virou em direção ao grupo de jogadores que estavam um pouco distantes de si, caminhou até lá e os enfrentou.

– Qual o problema de vocês? O que vocês têm contra mim?!

– Quer mesmo saber?– O castanho levantou a sobrancelha como sinal para ele continuar, se arrependendo logo em seguida — Você existe e pessoas como você são inúteis na Terra, nem mesmo pra se matar serve. É tão delicada que quando realmente ia fazer algo que preste, simplesmente desmaiou. Você me dá nojo. Vamos embora rapazes, não sei por que estou perdendo tanto tempo com isso.

Kurt ficou petrificado no mesmo lugar enquanto os outros iam embora, até os outros alunos que haviam parado para assistir à discussão agora esvaziavam os corredores e ia cada um para suas respectivas aulas.

O castanho já sabia que era odiado por algum motivo, mas jamais imaginaria ouvir tudo aquilo. Ele tomou a iniciativa de enfrentar os valentões esperando que ficassem sem palavras por ser apenas um ódio gratuito e eles enfim parassem de perturba-lo, porém o resultado daquela ação o deixou pior do que antes. Kurt se sentia ainda mais destruído por dentro, um soco em seu rosto talvez doesse menos do que aquelas duras palavras o atravessando como facas afiadas que agora ecoavam sem parar em sua cabeça.

Quando o corredor estava enfim vazio, Hummel se permitiu se arrastar até as escadas que davam para o terraço onde ele foi encontrado desmaiado. Mesmo com a escada fechada por alguns cones e faixas, o castanho atravessou tudo aquilo e subiu tranquilamente. Aquele terraço era o único refúgio que ele tinha.

Kurt terminou de subir as escadas até quando enfim chegou ele desabou em lágrimas.

Chorava tanto é tão forte que soluçava de doer seu peito.

– Mãe, porque a senhora me deixou tão cedo? Eu precisava tanto de você agora…

Kurt resmungou entre os soluços agarrado aos próprios joelhos. E ali ficou boa parte do tempo até ouvir o sinal anunciando o intervalo, hora onde todo o prédio estaria vazio e os alunos dispersados pelas áreas ao ar livre conversando e se alimentando. Aquela era a hora perfeita para Kurt dar ouvidos aos seus demônios interiores e seguir suas orientações de como diminuir um pouco aquela dor em seu peito.

(...)

– B! Aqui!

Tina acenou chamando a atenção de Blaine ao vê-lo vagando pelas mesas do pátio meio perdido. Logo que chamado, o moreno foi em direção à mesa da asiática que estava acompanhada de um grupo de pessoas.

– Oi.

– Não precisa ser tímido B, esses aqui são o pessoal do coral que te falei mais cedo. Aquele ali é o Finn, Puck, Santana, Brittany, Artie, Mercedes, Mike, Sam, Rachel e Quinn.– Cada um levantou a mão ao ouvir o próprio nome — Pessoal esse é Blaine Anderson, ele disse que vai fazer um teste pra entrar nos New Direction mais tarde!

– Bem vindo ao McKinley, Blaine…– Finn saudou.

– Obrigado!

Blaine se sentou ao lado de Tina e conforme a conversa fluía, o moreno já ficava cada vez mais familiarizado. Ele estava aliviado por se enturmar tão rápido.

(…)

Anderson se despediu dos New Directions e foi voltou para o prédio do McKinley, ainda faltavam alguns minutos para começar as últimas aulas e ele aproveitaria para terminar de arrumar algumas coisas em seu armário.

No caminho, porém, o moreno começou a se sentir um pouco tonto e por isso ele se se encostou à parede mais próxima para não desmaiar outra vez.

Apertou os olhos algumas vezes e os fechou respirando fundo até que a tontura passou de repente. Blaine voltou a caminhar ainda confuso por seu mal estar passar tão rápido.

Chegou finalmente ao seu armário e quando pegou um dos livros sentiu uma forte queimação e dor em um de seus pulsos o fazendo derrubar o que estava em sua mão.

Ele fechou seu armário e foi até o banheiro para molhar o pulso e seu rosto.

Chegando lá, ele ouviu um choro abafado e alguns gemidos de dor. Blaine ficou preocupado e foi atraído até uma das cabines que estava com a porta encostada. Anderson empurrou com cuidado a porta e se assustou com o que viu.

– Blaine?!

Notas finais
Não ficou lá um dos mais longos capítulos, mas espero que tenha ficado pelo menos legal! Ah, se quiserem, eu comecei mais uma fanfic aqui, a segunda temporada de "Love Never Gets Old", então se interessar, aqui está: https://fanfiction.com.br/historia/669714/Love_Never_Gets_Old_-_Season_2/ Beijos e até a próxima!